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terça-feira, 31 de julho de 2012

HAVERÁ QUEM REPITA???


No d

ia 15 d

e Agosto de 1925, a guarnição militar de Lisboa foi ao Terreiro do Paço, com o General Gomes da Costa à frente, apresentar cumprimentos ao novo ministro da Guerra, Sr. General Vieira da Rocha. Reunidos os oficiais superiores no gabinete do ministro, pronunciou o general Gomes da Costa o seguinte discurso:






“Sr. Ministro: - Impõe-me a minha graduação o dever de dirigir a V. Ex.ª algumas palavras em nome dos oficiais aqui presentes e se presume representarem todo o Exército.


Não tendo, porém, conversado previamente com eles, eu desconheço o que eles pensam acerca desta convocação que a repartição do gabinete se não esquece de fazer sempre que um novo ministro toma posse do cargo e que pela sua frequência e imposição não tem outro significado mais que o simples cumprimento duma ordem banal.


Creio bem que, por isso mesmo, deve V. Ex.ª, que sempre tem sido um soldado, sentir como todos nós a inutilidade e até mesmo o ridículo de uma cerimónia que só se justificaria, pelo entusiasmo suscitado após um alto feito militar, mas que em circunstâncias normais tão vexatória é para V. Ex.ª como para nós.


V. Ex.ª, que não é a primeira vez que exerce o cargo de ministro da Guerra, deve saber do miserável estado do Exército, desprovido de organização, desprovido de instrução, desprovido de material, absolutamente incapaz de oferecer uma resistência séria.


V. Ex.ª deve conhecer como nós a impossibilidade de mobilização imediata de uma simples divisão e da carência de armas, munições, cavalos, viaturas, etc. Deve V. Ex.ª conhecer a desorganização dos diversos serviços militares e o desleixo que para aí vai.


Não me proponho detalhar agora toda a nossa miséria; mas, convém acentuar que não a desconhecem as nações que têm representantes em Lisboa, representantes que não são cegos nem tolos e têm por dever informar-se para saber informar os seus governos. Para lamentar é que sejamos nós, os que do Exército fazemos parte, quem menos conhece a verdadeira situação militar de Portugal, devido à norma das repartições superiores que envolvem tudo num véu de mistério, a coberto do qual nada fazem e gozam duma reputação nebulosa de saber e austeridade.


Não há muito que achando-me à testa da 4ª Divisão do Exército e querendo inteirar-me do problema da defesa do território que comandava, eu pedi à estação competente para me confiar o plano de mobilização e defesa para o estudar: responderam-me que os planos de defesa eram secretos e portanto me não podiam ser enviados!


Pasmei, e considerei esta resposta tão ridícula que preferi crer que não passava de uma simples forma de encobrir a ausência de qualquer plano; e até hoje continuo com a mesma convicção.


Cito apenas este caso, entre muitos outros assaz curiosos, para demonstrar a V. Ex.ª a necessidade de alterar todo este estado de coisas, introduzindo uma reforma radical nos usos e costumes do Exército, por forma a acabar com a mentira que nele reina e faz a fortuna a muita gente. E é destas e doutras causas análogas que vem a indisciplina provocada pelos de cima também com as suas faltas de tacto, de saber e de critério e, sobretudo, pela sua ausência de espírito militar. Escuso de acentuar a necessidade de preparação, pois hoje com a complicada ciência que é a guerra, não se improvisam exércitos e quem os não possuir bem preparados e organizados desde o tempo de paz será irremediavelmente batido ao entrar nela.


Poderá parecer estranho que tendo nós recebido ordem para apresentar cumprimentos a V. Ex.ª, cumprimentos que a tradição impôs como afirmação da passividade imbecil e conformação com o estado de inércia mental a que nos têm reduzido, eu quebre essa norma chamando a atenção de V. Ex.ª para a falta de preparação militar do País; mas, senhor ministro, eu entendo que o meu dever como soldado, que me orgulho de ser, consiste precisamente em dizer o que penso, para que ao derrocar-se esta nacionalidade se não diga que tendo uma oportunidade de chamar a atenção do Governo para a miséria militar da Nação eu a deixei escapar por comodismo ou cobardia. Fazendo justiça às qualidades militares de V. Ex.ª, a quem conheço há cerca de 30 anos, desde que servimos sob as ordens desse grande soldado chamado Mouzinho de Albuquerque, que teve a coragem de se meter na sepultura quando começou a derrocada que conheceu e não pôde suster, fazendo justiça a V. Ex.ª, repito, eu convenço-me de que V. Ex.ª saberá preparar o Exército por forma a que ele ocupe o lugar de honra que na nacionalidade lhe pertence, e sirva efectivamente para a defesa da Pátria.


Aljubarrota, Exmo. Sr., não é um facto isolado na História de Portugal e pode repetir-se sempre que haja um Governo consciente da sua missão e saiba pôr acima dos interesses particulares o interesse nacional e não faça da cobardia uma virtude cívica.


Organize V. Ex.ª, como é seu dever, os serviços militares, influa, como é também seu dever, para que o Governo de que faz parte ponha em ordem a administração civil e financeira, cortando as cabeças a todos os chefes das quadrilhas que com a maior desvergonha e impunidade andam há anos a esta parte comprometendo a honra da Nação, e pode V. Ex.ª estar certo que todo o Exército o apoiará entusiasticamente nesse trabalho.


Tem V. Ex.ª o coração colocado bem no seu lugar e de forma a poder encarregar-se dum tal papel?


É o que resta ver”.




Nota da CACINE




GerEErnesto Maria Vieira da Rocha, tomou posse em 1 de Agosto de 1925 acabando o Governo (chefiado por Domingos Leite Pereira) em 17 de Dezembro de 1925.


sábado, 28 de julho de 2012

NO COMMENTS

Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres

quinta-feira, 26 de julho de 2012

BRAVO


JODY LOT . É o  português  campeão do mundo de pesca submarina. A competição aconteceu no início deste mês, em Espanha, e o atleta nacional foi o melhor entre os concorrentes de 19 países.

terça-feira, 24 de julho de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

LÍNGUA PORTUGUESA

Na próxima 2ª feira assinarei um acordo com o Sindicato dos Professores no Estrangeiro, membro da FENPROF, relativamente à revisão do Decreto Lei nº 165-C/2009, que regula o regime jurídico do Ensino Português no Estrangeiro.
Será um acordo parcial, tendo em conta que uma das questões em causa, a nova propina, não reuniu consenso. Mas cumpre que se diga que se trata de um momento muito especial para todos os que se envolveram nas negociações, considerando que damos uma nova dinâmica a esta modalidade de ensino tão importante para os Portugueses residentes no estrangeiro.
Será a garantia que o Ensino Português no Estrangeiro tem continuidade apesar de todas as dificuldades que temos passado.
Seguidamente assinaremos outros acordos com os restantes sindicatos do sector, a FNE, o Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas, o SINDEP e o SINAP. 
No conjunto tenho de agradecer aos representantes dos professores a postura construtiva que manifestaram em todo este processo, dando um contributo extraordinário para um resultado que será muito positivo para as nossas crianças e jovens.


José Cesário


Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

domingo, 22 de julho de 2012

LARGADA DO TEJO


Que bonito que foi o nosso desfile!
Bom, estou ainda com as pernas a tremer! Mas foi lindo de morrer o NOSSO DESFILE . Ao longo da minha vida assisti a tantos eventos destes que nem sou capaz de me lembrar quantos.
O de N. Y. por exemplo, foi, embora com mais barcos que aqui, Tall Ships ( ai se o meu marido me apanha a dizer estrangeirices!!!) Veleiros Grandes em Lisboa foram 49 e em N.Y foram muito mais, além disso contaram com a Pinta e Niña, com a presença do Príncipe Filipe de Espanha , mas o desfile deles não foi, nem de longe, tão bonito quanto o nosso.
O de Quebec foi muito emocionante porque entre os navios apareceram canoas de Índios, a protestar, e os comandantes suaram as estopinhas para não os afundarem.
O de Amesterdão foi talvez o mais animado de todos a que até hoje assisti e o de Bremhaven foi muito organizado e lindo....Mas nada que ver com o nosso de hoje.
O nosso estuário é absolutamente ideal para um evento destes. O vento proporcionou , mesmo aos grandes veleiros , navegarem à bolina, e o facto de não terem imposto regras, permitiu que a frota de iates acompanhantes se misturasse com os grandes veleiros sem aquela paranóia que aconteceu em 92 em que a polícia Marítima entrou forte, a esbravejar, e claro, cortou a graça ao desfile.
Sendo a Sagres o navio anfitrião foi-lhe dada a dianteira. Parabéns ao Comte Sardinha que mandou içar o pano todo, incluíndo os sobres, o que foi uma temeridade , mas que resultou de uma beleza ímpar.
O Sebastian El Cano que a seguiu, não querendo ficar atrás, fez o mesmo e antes da zona do quebra - mastros , viu-se grego para conseguir ferrar pano. Nós estávamos mesmo ao lado deles e foi muito impressionante, com rajadas de 30 nós, ver os moços lá no alto das vergas a lutar com pano que insistia em lhes fugir das mãos e que os fustigava sem remorços. Receei muito que algum viesse parar cá abaixo. Se eu ainda estou de pernas a termrer imagino esses gageiros.
A bordo do navio Polaco as coisas íam dando para o torto. Inclinou-se tanto, que eu dei logo ínicio a uma novena!!!
Vi um dos iates acompanhantes rasgar uma vela, vi muitos quase a fazer da quilha portaló .
A bordo do Madrugada levei os três netos mais novos que quase íam voando com o vento. Tinha também uns amigos , ele almirante de Cadiz , e que desde aí velejou chegando ontem , com o veleiro dele absolutamente batido pelo vento. No Espichel acabou por perder duas velas devido à violência da nortada. Mas estas minhas visitas espanholas não pouparam elogios a tudo o que hoje no Tejo viram.
A imponência destes grandes veleiros, especialmente quando vistos de bordo de um iate, ou seja, olhados de quase do nível do mar, é de tirar a respiração. São de uma grandeza que nos esmaga.
Foi um dia fenomenal no nosso Tejo , foi um evento de que muito nos podemos orgulhar.
O nosso povo compareceu em peso o que por certo deu muita alegria a quem do rio os osbservou.
Parabéns a todos os organizadores.
E embora eu tenha adorada cada minuto, dou graças a Deus por já estar em casa, quase a ir para uma cama que não balança, numa casa onde quase não oiço os uivos do vento. Coitados dos garotos que vão passar a noite na demanda de Sagres, depois a velejar todo o restante dia para só na madrugada seguinte chegarem a Cadiz. Votos de Bons Ventos e mar chão. Voltem sempre.

Não resistimos , com a devida vénia, a transcrever a excelente, mas sintética , crónica que a Ex.ma Sra D. Cristina Malhão Pereira publicou hoje no Facebook.
Acompanhando de muito perto as manobras dos Tall Ships, consegue dar esta excelente panorâmica
Ver publicação no Facebook ·

ANGOLA.UÉ


A PEN , PLEASE!!!

http://www.peticaopublica.com/?pi=InstOdiv 

O ministro aguiar ifen branco , quer à viva força deixar uma marca sua  na passagem pelo Governo e , para nossa infelicidade, pela defesa nacional e Forças Armadas.

Não contente com os Hospitais , agora quer acabar com o Instituto de Odivelas!!!!!

sábado, 21 de julho de 2012

CARTA

Senhor D. Januário Torgal Ferreira,

Se o dever de um bispo é «falar de tudo»* o senhor perdeu agora uma oportunidade tão boa de estar calado quanto de falar foram muitas e boas as que, durante o consulado do Partido Socialista de Sócrates e - pelos vistos - seu, deliberadamente perdeu. Se entende a sua missão de Bispo como dever de intercessão pelos «mais frágeis»* porque não falou contra Sócrates, o sanguinário, que tentou e conseguiu esmagar precisamente os mais frágeis de todos com a sua iníqua lei do aborto?  Não, o senhor não actua como um verdadeiro Bispo católico unido a Roma. Um "Episcopo", em obediência ao mandamento de Cristo "Vigiai!", olha em todas as direcções e adverte para os males que se aproximam, venham eles de onde vierem. O Senhor, pela maneira como há anos se posiciona, das duas uma: ou só tem olhos e ouvidos para o que lhe vem da direita - e é um mau vigilante - ou então vê e ouve à direita e à esquerda... mas cala-se selectivamente. Nesse caso, abusa gravemente da paciência e benevolência do povo cristão em nome do qual, querendo ou não, fala ou cala. Nós, cristãos, compreendemos que certos Bispos prefiram falar por palavras e outros por gestos; que uns se sintam mais à vontade no areópago e outros diante do Crucifixo. O que não podemos aceitar é que alguém prostitua a dignidade episcopal, a missão profética que lhe foi confiada... colocando-a não ao serviço do Evangelho ou da própria consciência, como pretende fazer crer, mas de agendas e solidariedades políticas de que um Bispo se deve manter livre.

Com franqueza e desgosto lhe digo aqui publicamente e direi pessoalmente se vier a ter o desprazer de o encontrar - não o procurarei, descanse! - que o considero mau Bispo e mau Militar, ao aventurar-se de forma tão desajuizada no terreno do comentário político. Estou à vontade relativamente ao actual governo cujos ministros tenho publicamente criticado por escrito de forma, penso eu, fundamentada. Mas se para o Senhor Bispo o anterior governo era de anjos, comparados com os "diabinhos negros" do actual, o Senhor D. Januário só pode estar fora da comunhão com o Papa Bento XVI para quem “os seres humanos mais pobres [ou frágeis] são as crianças ainda não nascidas”**, ou seja os tais seres cuja total total exploração, desconsideração e morte violentíssima, perante o seu silêncio e, por vezes, até com a ajuda da sua palavra cúmplice***, o PS de Sócrates promoveu.

Dito isto, termino com a única consequência positiva que se pode salvar de mais esta intempestiva intervenção sua. Eis que, à vista de todos, caiem por terra as desculpas de alguns Senhores Padres e Bispos que, hesitantes quanto a colaborar com a causa da Vida, a apodam de "política" e passam de largo sentenciando que "a religião não se mistura com a política". (Como se não conhecêssemos a Bíblia, como se nunca tivéssemos lido Jeremias...) O seu mérito involuntário, D. Januário, foi o de ter demonstrado à saciedade e até que ponto, sem complexos, a missão do homem Religioso pode - e porventura deve - levá-lo a atravessar áridos territórios da "política", na defesa da Justiça, da Verdade e da Vida. Com o filósofo, pode o religioso também dizer «nada do que é humano me é estranho». Se no resto o não posso louvar, nisto o louvarei esperando que o exemplo encoraje os grandes homens (e mulheres) que também temos na Igreja portuguesa e na Comunicação católica a tomar uma posição cada vez mais clara e desassombrada pro referendo Vida, a favor da Causa da Vida cujo Senhor prometeram servir.

Luís Botelho
Guimarães, 19 de Julho de 2012

POIS É

Um hospital único para as Forças Armadas, só por capricho do ministro?

Será que muitos dos recados que tenho recebido, dizendo que não vai haver grande economia, antes pelo contrário , e que ano após ano , as despesas crescerão exponencialmente?

Será que vai haver enorme baixa de qualidade técnica, cientifica e dedicação dos profissionais de saúde , agora de cada ramo , mas posteriormente juntos?

Será que a comissão de civis (incluindo familiares e amigos) que o ministro nomeou , terá sido a mais correcta?

Será que os Militares, a sua maioria , concordará com isto?

E, afinal, vai-se fazer isto para quê? Para o ministro mostrar serviço ?

Olhem.   Sabem que mais!!! Se calhar não assino!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

CURIOSO

Realizou-se no dia 15 de Julho, no Axis Golfe de Ponte Lima, o II Torneio de golfe do Regimento de Cavalaria Nº 6 (RC6), inserido nas comemorações dos 303 anos do dia do RC6 - Dragões D`Entre Douro e Minho.

Este torneio iniciou-se às 09H30, saídas em shotgun, jogada na modalidade Stableford, e pontuável para a Ordem de Mérito do Clube de Golfe do Exército e para o e IV Open da Brigada de Intervenção.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

DEMOCRATIC SECRET

North Korean state media on July 16 announced the dismissal of Ri Yong Ho, vice chairman of the Central Military Commission, from all of his posts. The announcement came a day after an organizational meeting of the Politburo of the Central Committee of the ruling Workers’ Party of Korea. Ri’s dismissal ostensibly was due to health reasons, though it is highly unusual for the North Koreans to dismiss senior officials so quickly even if they have fallen ill or had a stroke or another debilitating condition. Rather, the North Koreans often simply allow such individuals to slip from public sight for months and quietly reveal a new person in the position. No successor to Ri has been named. The very public and perfunctory dismissal is seen as a reflection of a rebalancing of power between the North Korean military and the civilian Workers’ Party but may also reflect a potential opening for renewed dialogue between Pyongyang and Seoul.  AnalysisRi rose to power through the early 2000s under then North Korean leader Kim Jong Il and was promoted to two-star general in 2002 and three-star general a year later. Ri became chief of the military General Staff in 2009 and in 2010 was appointed as vice chairman of the Central Military Commission along with current North Korean leader Kim Jong Un. Ri’s role as a second-generation leader, his connections with Kim Jong Il and in particular Kim Jong Un’s uncle Jang Sung Taek (who has played a critical role in North Korea‘s political balancing since Kim Jong Il fell ill a few years before his death), made Ri an important figure in the transition to Kim Jong Un and helped to solidify the military’s support behind the young leader.  His removal, then, came as a surprise to North Korean observers in South Korea and elsewhere. Although Kim Jong Un has been expected to reshape the ranks of the political elite as he solidifies his rule, high-level changes were not expected so soon. In part, the dismissal may reflect a further transition of the core power base for Kim Jong Un from the military his father relied on to the civilian Workers’ Party of Korea — a process Kim Jong Il set in motion before his death. The dismissal may also be a warning to the military that Kim Jong Un is confident in his position and that the military should not consider countering or challenging some of the domestic social and economic changes under way.  But the dismissal may also be a way for Kim Jong Un to pave the way for a resumption of talks with South Korea or to even clear the path for a summit with outgoing South Korean President Lee Myung Bak. North Korean and South Korean relations were significantly strained by the 2010 sinking of the South Korean navy ship Cheonan and by the North Korean shelling of the South’s positions on Yeonpyeong later the same year. One of the preconditions Seoul has made for a resumption of dialogue with the North (and the potential for resumed aid and investment) is that North Korea should identify and punish those responsible for the attacks on the South. Removing Ri could be a signal to the South that this has been done and a way to distance Kim Jong Un from complicity in the actions.  In most situations, it is difficult to gain a clear understanding of what is going on in North Korea‘s closed political system, but Kim Jong Un is certainly seeking to change his image domestically, loosen up social and economic restrictions and direct envoys to promote greater international economic and political connections. Ri’s dismissal may just be part of a power struggle or a rebalancing of influence between the Workers’ Party and the military. However, it could also be a strong indication from the new regime that Kim Jong Un is both in charge and ready to embark on his own foreign policy initiatives, and a summit with South Korea would both strengthen his domestic and international claim to authority and potentially open the way for renewed economic assistance. 


Nota:Talvez o lider parlamentar do PCP nos possa explicar o que se passa neste país democrático


Fonte: IE

ECCE HOMO

Aguiar Branco não é meu superior , nem meu Ministro

BIZARRO


Ikaria, a 250 square mile island, wants to leave Greece and join Austria which is 1242 miles away from the small Greek island, Italian daily "Libero" reported.
The roots behind such a bizarre decision dated back to 1912 in the midst of the Turkish-Italian War. The islanders made advantage of that historical moment and declared their independence from the Ottoman Empire. In the same year, they signed a 100 year agreement to join Greece which is set to expire this week.
Now as the crisis takes its toll on the islanders, they think to join another European state for a better future.
"To remain independent is difficult for us; we want to connect to another state. Of course, we won't ask Turkey; we prefer to join Austria," said an Ikaria resident according to the report.
In the meantime, the islanders have some basic demands from Athens should they agree to renew their agreement.
"If they can't assure us now new roads and a new hospital, we may decide to break away from Athens," the report quoted another Ikaria resident as saying.
Nota: Pode ser que alguém queira a Madeira, mas com o D. Alberto João!!!!!

terça-feira, 17 de julho de 2012

FANTÁSTICO

Embora a “sede” do projecto seja na Academia da Força Aérea em Sintra é no Centro de Formação Militar e Técnica, na Ota, que militares da FAP e civis da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, passam 15 dias por mês a testar o que vêm desenvolvendo. Dos programas informáticos, às plataformas (os UAV já construídos) e seus diversos componentes, passando pelas comunicações ar-terra, aos sistemas de GPS ou a vários tipos de consolas que são utilizadas, tudo ali é posto em funcionamento, testado e avaliado. Pretende-se “desenvolver a tecnologia mas também os conceitos de operação“, ou seja, simplificando, não interessa ter apenas uma máquina voadora não tripulada com determinadas capacidades, mas também saber como a utilizar e aquilo que ela pode realmente fazer, testar afinal aplicações reais para estes veículos aéreos. Nesse sentido não têm aliás faltado entidades interessadas em saber o que a Força Aérea está a fazer e as visitas de informação e mesmo algumas com a realização de testes práticos já têm sido feitas, nomeadamente por serviços que actuam na área da segurança.

REITORA


Maria da Glória Ferreira Pinto Dias Garcia, nascida em 6 de novembro de 1953, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e prestou provas de mestrado e de doutoramento na Faculdade de Direito da UCP.
A jurista, agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em 1995, é membro fundador da Societas Iuris Publici Europaei (SIPE), constituída em Frankfurt, em 2004; é ainda académica correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.
Em 2009, foi a candidata apoiada pelo PSD para o cargo de provedor de Justiça, que viria a ser ocupado por Alfredo José de Sousa.
O reitor da UCP tem a responsabilidade da gestão académica e administrativa da Universidade, com sede em Lisboa e outros polos regionais nas Beiras, Braga e Porto; os vice-reitores são nomeados pelo magno chanceler sob proposta do reitor.

BRAVÔ

Na Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, teve no passado dia 7 de Julho lugar a cerimónia da inauguração de um espaço com o topónimo do Almirante Bustorff.

Os Oficiais da CACINE que foram Instrutores da Escola sobre o Comando do então Cap. Fragata João Paulo Bustorff Guerra , ficam imensamente contentes com esta notícia e , óbviamente, felicitam que teve a iniciativa.

Um Oficial e Comandante que se não pode esquecer

Nota:Um amigo (J.Henriques) preveniu-me , e muito agradeço, que devia mencionar o autor da foto, o que faço com muito gosto (é de Rodrigues Morais , do excelente blog Barco à vista) , agradeço e peço desculpa pelo esquecimento

A IR


Estará patente em Lisboa, de 18 a 21 de julho e em Ílhavo de 1 a 6 de agosto de 2012, uma mostra iconográfica e documental a bordo do NTM Creoula, a assinalar os 75 anos de existência e 25 como Navio de Treino de Mar entregue à Marinha.

A LER


DIZEM-ME!!!!


MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL 
Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 ?
Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 ?



Se isto é verdade, é um escândalos os vencimentos para tão pouca idade e experiência, é uma ofensa para os Militares (e todos os Portugueses) e pergunto-me....com que lata o senhor aguiar ifen branco enfrenta as Forças Armadas????

segunda-feira, 16 de julho de 2012

INTERESSANTÍSSIMO !!!???&&%$#

O Conselho de Ministros da CPLP, em reunião extraordinária (11 de julho, Lisboa),  sob a presidêccia angolana da organização (Georges Chikoti), disse :
  • que discutiu o processo de adesão da Guiné Equatorial e fará uma recomendação à IX Conferência de Chefes de Estado e de Governo.!!!!!!!!!!!!!!
  • que escutou uma informação do MNE de Moçambique e do Secretário-Executivo sobre os preparativos da cimeira de Maputo. !!!!!!!!!!!!!!!
  • que relativamente à representação da Guiné-Bissau, os Ministros reafirmaram o princípio do reconhecimento das autoridades legítimas do país. !!!!!!!!!!!!!!!
Na reunião, a Guiné-Bissau foi representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros deposto, Djaló Pires.


Nota : Interessantérrimo apontamento. Foto e fonte NV

domingo, 15 de julho de 2012

ERRARE HUMANUM....

Marcelo sabe tudo...menos que a SAGRES não foi construída pelos brasileiros, como ainda agora mesmo disse.Se tivesse lido o livro que mostrou, talvez lá dissesse que foi construído em Hamburgo com o nome de Albert Leo Schlageter. Mas, enfim , a um Professor a sério, com as cadeiras e os trabalhos e os anos todos certinhos este pequeno lapso perdoa-se logo e só não escapa a quem andou nesta maravilhosa Barca

QUEM QUER?

O crescimento de Angola é alucinante, mas nem todos terão ainda capacidade para atingir um nível de rendimentos que lhe permita comprar um apartamento. A Nova Cidade de Kilamba, às portas de Luanda, é sinal disso mesmo.

Foi construída para albergar 500 mil pessoas, mas a esmagadora maioria dos seus edifícios está vazia, aguardando por ocupação. Numa reportagem recente a BBC apelidou-a de «cidade-fantasma».

O bairro de Nova Cidade de Kilamba ainda não foi acabado, mas prevê a construção de 750 prédios de oito andares, dezenas de escolas e lojas. O projeto foi apresentado com pompa e circunstância pelo governo Angola e a construção esteve a cargo da empresa China International Trust and Investment Corporation, mas dos 2800 apartamentos apenas algumas centenas foram vendidas (segundo a BBC 220). A promotora imobiliária não vende por menos, mas o abertura ao arrendamento poderá abrir portas a mais pessoas.



sábado, 14 de julho de 2012

POIS


Desde há muito que se conhece a expressão 'DIVIDIR PARA REINAR', que nunca tinha pensado um dia ter de a vêr aplicada às Forças Armadas Portuguesas... ou ao que delas resta.
Quando os 'manda-chuva', que regem os destinos deste País por eles reduzido a cacos, começaram a delapidar as Armas das suas mais valias, como sejam as Unidades mais prestigiadas, ou as Forças Especiais existentes em alguns dos Ramos, logo tive a premonição de que o caos estava a surgir e dentro em pouco a 'Tropa' estava à bofetada uma à outra, em sentido figurado, entenda-se, ou seria atirada contra as chamadas Forças de Segurança, com a concessão a estas de condições jamais concedidas às Forças Armadas... ainda que apenas no papel.
Pegou-se no RDM e atirou-se com este para o WC mais próximo, 'fabricando-se' uma versão mais próxima dos desígnios que tinham sido estabelecidos para a 'Tropa'. Mas para vingar a ideia de destruição da Instituição Militar , havia que extinguir o Tribunal Militar, passando-se a sujeitar aqueles que até aí estavam 'nas mãos' de alguém que conhecia o meio castrense, à pseudo Justiça ministrada pelos Tribunais comuns, onde uma juíza ou um juíz, que até nunca passaram uma Porta d'Armas nem sabem o que é a Disciplina Militar, o espírito de corpo, a camaradagem, a deontologia que rege as Forças Armadas em qualquer contigência em que se encontre...
Depois, continuando a destruição do 'sistema militar vigente', deu-se por findo o Serviço Militar Obrigatório... passando os candidatos às Forças de Segurança a ser admitidos directamente na PSP e GNR... porque também a Guarda Fiscal foi à vida, tal como a Polícia de Viação e Trânsito.
Acabou-se com o Corpo de Polícia Aérea, porque este estava a tomar algum ascendente nas forças especiais e os Páras tinham um Corpo de Tropas que precisava de ser defendido, tal como o Corpo de Fuzileiros.
Acabaram os Comandos, mas estes tornaram-se desejados pela opinião pública, graças à acção da sua Associação.
Fechou a Base Aérea nº. 3, em Tancos, que foi entregue ao Exército para aí ser lançada a tão desejada 'Cavalaria Aérea' do Exército Português. A antiga Base Aérea nº. 7, depois de ter passado a Aeródromo e Base de Tropas Paraquedistas..., também se viu transformado em Unidade do Exército... como quartel de Páras, que passaram a fazer parte dos quadros do Exército.
Entregou-se o Campo de Tiro de Alcochete à Força Aérea, que o modernizou... talvez para o voltar a entregar ao Exército ou até à GNR, porque não?
A 'Tropa' bateu no fundo! Um pseudo Ministro da Defesa pretende criar mais um posto de Oficial - o Brigadeiro General - mas não define quem é quem nas Unidades. Será que os Soldados são para extinguir? Parece! Para tanto, mais uma redução nos efectivos, desta vez de cerca de 3 mil militares. Para quê? As Forças de Segurança continuam a aumentar os quadros... talvez porque sendo estas detentoras de efectivos superiores às Forças Armadas, a classe política pode dormir descansada, sem medo de um novo 25 de Abril. Será por isso?





QUEM QUER IR?



SOLIDARIEDADE COM A GUINÉ-BISSAU

Segunda edição do Projecto Rota Ingoré em 2013


O projecto Rota Ingoré vai ter nova edição em 2013, pretendendo, uma vez mais, reforçar os laços de amizade e cooperação com a Guiné-Bissau, "seguramente a nação lusófona mais pobre, mais instável e mais ignorada de todo este universo".
O projecto consiste em percorrer a Guiné-Bissau, de norte a sul, visitando pequenas aldeias isoladas e missões religiosas, que se dedicam ao apoio local comunitário.
Dar visibilidade ao ignorado esforço destas populações pelo progresso económico, social e cultural; dar testemunho do contributo de Portugal para o diálogo entre culturas, em zona de intensíssimo contacto com a África francófona, são alguns dos objectivos que presidem à iniciativa, não sendo de somenos importância a promoção da Língua Portuguesa, como factor de união entre todos os povos da CPLP.
A oferta de conjuntos de livros de instrução primária in

BRAVO ZULU


                                           O 50º ANIVERSÁRIO DAS TROPAS COMANDO  
                                                                                                                                           12/07/12
    Como se sabe – apesar de tal ter sido considerado um facto menor, pela generalidade da comunicação social, a avaliar pelo tratamento dado à efeméride – decorrem este ano as comemorações dos 50 anos sobre a criação das tropas “comando”, no Exército Português.
    De facto, a necessidade sentida no início da luta de contra – guerrilha em Angola, de se constituírem unidades especialmente preparadas para fazer face ao novo tipo de combate com que fomos confrontados, cedo se fez notar entre os oficiais do quadro permanente.
    Daí se ter constituído o primeiro centro de instrução de “comandos” em Zemba, povoação situada nos Dembos, a norte de Luanda, logo em Setembro de 1962.
    Esta comemoração e evocação justifica-se plenamente e merecia um relevo superior à normal festividade que um evento deste tipo deve possuir.
    A razão prende-se com os altíssimos serviços que estas tropas prestaram às FAs e a Portugal, tanto em tempo de paz, crise e guerra. Desenvolveram um alto espírito militar e uma mística que lhes granjeou fama que ultrapassou as fronteiras nacionais.
    Nos piores momentos mantiveram sempre a disciplina e a coesão e, com elas, preservaram sempre a capacidade operacional. Nunca foram derrotados.
    A sociedade deve-lhes, ainda, um papel fundamental (a par das unidades aéreas da FA, que tem sido esquecida), no culminar da gravíssima crise político - social, em 25/11/1975, que colocou o país à beira de uma guerra civil e de uma ditadura feroz de cariz marxista revolucionário.
    O silêncio sobre tudo isto não deixa de ser revelador do desnorte em que o país anda e que a “crise” económico – financeira em que mergulhámos está longe de ser o principal responsável.
    Digamos que o culminar das comemorações teve lugar no passado dia 29 de Junho, no Centro de Tropas Comando (designação que nos parece menos feliz, já que uma unidade deste tipo deve ser “companhia, batalhão, regimento, brigada”, etc.).
    Esteve presente o PR que discursou e condecorou cinco subunidades, por feitos em combate, em Angola e Guiné, nos últimos anos da guerra.
    Procedeu-se, também, ao encerramento do 119º curso de comandos, com a entrega das respectivas boina e crachá.
     No conjunto, uma cerimónia militar de alto nível como é timbre da casa (pese o cada vez mais diminuto efectivo de tropas e equipamento em parada…).
    Impõe-se, todavia, realçar o seguinte: durante o discurso proferido pelo Comandante da unidade, este agradeceu penhorado, a presença das altas entidades presentes (PR,MDN,CEMGFA, Presidente da Camara, etc.). Entendemos tais agradecimentos, à conta de palavras de circunstância, pois tais individualidades apenas estiveram a cumprir o que era seu dever e competia. O que seria de verberar seria a sua ausência…
    Ainda durante este discurso (e como me soa mal ouvir protocolarmente, citar em primeiro lugar um presidente de camara relativamente a um chefe militar), passou-se algo inusitado em cerimónias destas: o comandante das forças em parada teve, aparentemente, uma quebra de tensão e tombou por três vezes, a primeira das quais em sentido, batendo com o corpo em prancha, de costas no chão. 
    Das três vezes se levantou, amparado pela ajuda entretanto chegada, e das três vezes recusou abandonar o seu posto.
    À terceira vez, e apercebendo-se que o oficial não estava em condições físicas de permanecer na função, o Chefe do Estado - Maior do Exército, num gesto bonito e algo inédito, levantou-se do seu lugar e dirigiu-se ao oficial em questão, que estava a 50 metros de si, pegou-lhe no braço e conduziu-o para fora da formatura.
    De imediato o oficial mais antigo a seguir assumiu o comando e assim sucessivamente.
    Tudo esteve bem e assim é que deve ser.
    Apenas para os militares da “velha guarda” um pormenor correu diferente da antiga disciplina lusitana: o oficial que caiu (de pé) deveria ter sido ajudado por pessoal do Serviço de Saúde, a postos, fora da formatura e não por pessoal que está formado (na formatura não se mexe nem que chova picaretas, lembram-se?).
    Mas, enfim, ninguém está à espera que seja o comandante a cair, só que todos os comandantes também são feitos de carne e osso.
    A condecoração das unidades “comando”, o Batalhão de Comandos da Guiné e as 19ª,20ª,30ª e 33ª Companhias de Comandos, comandadas respectivamente pelos então, Major Almeida Bruno e Capitães Raúl Folques, Oliveira Marques, Rosa de Oliveira (falecido) e Arnaldo Cruz, representa o reconhecimento, apesar de muito tardio, do seu valor militar.
    Dir-se-á que vale mais tarde do que nunca, mas convinha apurar as causas/responsáveis de tão grande hiato temporal, pesando o facto de tratar-se de tão elevada condecoração como é a Cruz de Guerra. Tudo isto pode vir a abrir uma “caixa de pandora” no futuro imediato.
    Finalmente passámos a ter mais uma mão cheia de militares com a especialidade “comando”, mais propriamente 20 (dois oficiais, um sargento e 17 praças), o que representa 38% dos 52 que iniciaram a preparação seis meses atrás.
    Parece ser muito pouco, não só em número mas, outrossim, em termos de custo/eficácia.
    Não estamos a pôr em causa a qualidade da instrução ou a sugerir um relaxamento nos níveis de exigência. Estamos a dizer que há seguramente um problema no recrutamento e selecção que deve ser equacionado/revisto rapidamente.
    Mesmo tendo em conta a medíocre preparação física, cultural, técnica, cívica e psico - moral da generalidade dos jovens que chegam à idade adulta. Um magno problema que só o Conselho de Ministros tem capacidade para ir resolvendo, mas que nunca deve ter passado pela agenda de nenhum, faz décadas.
     Longa vida pois, às tropas comando, sem esquecer que esta longevidade vai estar intrinsecamente ligada às necessidades e requisitos operacionais do combate futuro e à “ordem de batalha” que se consiga manter nas micro - quase extintas FAs que se antevê.
     Se a Nação estivesse de “boa saúde” e o Estado, de facto, a representasse, cerimónias como esta estariam pejadas de povo, que aproveitaria a ocasião para lá ir homenagear aqueles cuja missão primeira é defendê-lo em situações extremas, e aos que tombaram no passado, ao fazê-lo.
     E aproveitariam para cantar a “Portuguesa” em vez de só o fazerem quando se juntam em grupos ululantes, para verem uns tipos jogarem uma bola com algumas partes do corpo.
     Bom, mas isso era se o País estivesse de boa saúde.


                                        João J. Brandão Ferreira
                                                 TCorPilAv. /Ref.)
Nota:Na foto , O Coronel Raul Socorro Folques (não se entende como não é Oficial General!) foi um dos mais brilhantes combatentes da Guerra do Ultramar , servindo os Comandos em Angola e na Guiné

AINDA É ????


sexta-feira, 13 de julho de 2012

PEÇAS DE BB....

Parabéns ao Curso Oliveira e Carmo , pelos seus 50 anos de entrada na Escola Naval , pelos brilhantes Oficiais que deu à Marinha e à Sociedade  e por eles todos, mesmo os que ficaram pelo caminho e , mais que tudo aos que já partiram, saudemos com este excelente tinto Periquita reserva de 2009 ,que tem o seu nome ,

Allez, allez à votre santé

RESSONEX

Ouvi agora mesmo o ministro aguiar ifen branco dizer que dedica muitas horas de sono ao partido dele.

Pois, mas isso não nos importa. O grave é que também dedica sono ás Forças Armadas e quando acorda só faz asneiras...basta ver a CIAM(comissão interministerial para os assuntos do mar) onde a Marinha....NÃO CONSTA

quarta-feira, 11 de julho de 2012

BRAVO ZULU

Num vasto conjunto de locais e monumentos portugueses a visitar, o sítio da internet “Tripadvisor” distinguiu o Museu de Marinha como sendo um dos locais mais interessantes para visitar na cidade de Lisboa. De um total de 184 locais diferentes, o Museu de Marinha ficou em 27º lugar.

GOOD IDEA

Os selos comemorativos dos 50 anos de saída da Escola Naval do curso Oliveira e Carmo.

Já se encontram em circulação

RIDICULO

Ao nomear uma comissão de 26 Personalidades, onde só 3 são Militares, para elaborar uma draft do conceito estratégico de defesa Nacional, o ministro aguiar ifen branco ou se torna perfeitamente ridículo ou , o que já é mau, está a gozar com as Forças Armadas.

Para gosto de alguns Militares da CACINE , este senhor começa a esticar demasiado a corda



O Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) atualmente em vigor data de 2003 e visa definir as prioridades do Estado em matéria de defesa e de acordo com o interesse nacional, sendo parte integrante da Política de Defesa Nacional.
Aprovado em Conselho de Ministros - pela Resolução n.º 6/2003 - e no rescaldo dos incidentes de 11 de setembro, o seu conteúdo está muito focalizado nas ameaças do «terrorismo transnacional» e no combate assimétrico desenvolvido por atores não tradicionais.
Para melhor responder ao «novo ambiente político-estratégico» do pós-11 de setembro, o atual CEDN prevê uma evolução da fronteira estabelecida entre os conceitos de segurança e defesa, em prol de uma maior rentabilização dos meios e de uma melhor eficiência na prevenção e combate, perante os «atuais» riscos e ameaças. Põe ainda a tónica na ideia de segurança cooperativa, com reflexos no desenvolvimento das organizações internacionais (ONU, OSCE, NATO, UE, entre outras).
O CEDN está organizado em nove capítulos, cujos títulos são os seguintes:
1. Introdução;
2. Enquadramento internacional;
3. Enquadramento nacional;
4. Os valores permanentes da defesa nacional;
5. O espaço estratégico de interesse nacional;
6. As ameaças relevantes;
7. Sistema de alianças e organizações internacionais;
8. Missões e capacidades das Forças Armadas;
9. Meios necessários e políticas estruturantes.

QUEM QUER CEREJAS?


segunda-feira, 9 de julho de 2012

O QUARTO DA ALVA...nos Fuzos


Exmo Senhores membros da mesa
Caro Comandante Patrício Leitão
Saiba que é com todo o orgulho que aqui apresento a sua obra, espero estar à altura do desafio que me propôs.
Exmo Senhor Dr. Baptista Lopes
Não é a primeira vez que compartilhamos esta mesa, e o que retenho é a disponibilidade da sua Editora para acolher estes projetos de fuzileiros, fato que faço questão de aqui sublinhar.

Caros fuzileiros do DF8

Ilustres convidados

Esta é, desde a minha presença no Corpo de Fuzileiros, a terceira vez que sou chamado a apresentar uma obra literária. Assumo a responsabilidade do cargo que desempenho para abraçar esta exigente missão.
Não me reconhecendo com dotes de um crítico literário, sempre entendi que jamais seria de regatear a colaboração a um fuzileiro que pretende falar de fuzileiros.
Depois da Guiné e de Angola, agora com Moçambique como pano de fundo, uma curiosidade interessante em termos do meu curriculum, mas, sobretudo, o acervo de memórias que se vai conseguindo nos tempos mais recentes, contadas na 1.ª pessoa.

De Moçambique, a nostalgia de ouvir falar em lugares onde um percalço da vida acabou por me dar a oportunidade de conhecer, nos anos de 1973/74: Vila Cabral, Meponda, Metangula, Nacala, Nova Freixo, Marrupa, Ilha de Moçambique, Tete, terra onde fiz jura de não morrer sem lá voltar.
A recordação dos aerogramas e da revista Plateia, sintoma de que estarei eu na fronteira daqueles que cresceram e viveram nestes tempos e doutros a quem isto nada diz.

O Comando Naval Avançado em Nampula, a 200km do mar, cidade onde estudei antes de entrar na Escola Naval e onde senti o embate do desafio de ir à praia a Nacala com a naturalidade que se vai de Lisboa à Caparica.
Enfim, o prazer de percorrer estas linhas nas quais me sinto a viver com as cores e odores que só África tem.

Trata-se de uma obra a dois tempos, duas vagas de assalto: uma primeira de fuzileiro, a conquistar a praia, uma segunda de técnico de hidrografia que estuda correntes e marés, estuários e praias. Da segunda parte já houve uma apresentação, ficando guardada para hoje aquela que aos fuzileiros diz repeito.
A desvantagem de ser um “segundo lançamento”, sem o envolvimento nobre do pavilhão das Galeotas, prejudicando o autor com uma apresentação menos erudita, mas com um envolvimento humano mais próximo, menos formal, entre camaradas de armas. Não sei se menos digno, mas seguramente não menos caloroso.

No final da guerra de África vimos aqueles que ali combateram serem abandonados ao esquecimento, quase culpabilizados de apenas terem cumprido o que lhes era pedido, com armas na mão. Mortos ao serviço da Pátria, feridos, para sempre com marcas daquele tempo passado em condiçoes de extremo sacrifício.
Quem sabe envergonhados, estes heróis recolheram-se ao silêncio, procurando sublimar aquilo que nem eles percebiam o que teriam feito de mal.
Volvido meio século, aos poucos, sentiram a necessidade de contar as suas memórias, sentiram que tinham de expiar fantasmas, certos de que a justiça, pelo menos a moral, vingaria.
É neste período de fertilidade que vivemos, um manancial de informação daquele lapso de tempo que chamou às fileiras um milhão de jovens.

Um dia, os Historiadores filtrarão emoções, compararão pontos de vista, estudarão o ambiente envolvente. Seguindo métodos científicos, tirarão ilações, alinharão os fatos, e escreverão um memorável capítulo nesta História de fuzileiros que leva já 4 séculos.

Sinto-me compelido a, neste momento, chamar o Comandante Lhano Preto, digníssimo presidente da Associação de Fuzileiros, que daquelas paragens do Niassa guarda uma história única de que aguardamos a sua memória escrita. Não pense, caro Comandante, que deixou de receber tarefas do Corpo…

De um camarada, fuzileiro, historiador, particular amigo, ouvi um dia que se havia dedicado ao estudo da História para melhor compreender os homens (Semedo de Matos). Partilho desta abordagem, e é neste envolvimento que sempre pego em relatos históricos. Foi com este estado de espírito que abri o “Quarto da Alva”.

Avancemos então para a obra…
Alva:
“Aspeto da madrugada logo que o horizonte se torna alvo, com a aproximação do Sol; alvura que se eleva pouco a pouco e se espalha pelo céu. É uma luz suave sem cores vivas que não cansa a vista. Logo que a alvura se matiza com a cor azul escura, rósea purpurina, começa a aurora. É a primeira luz da madrugada.”. Assim a define António Marques Esparteiro.

Não o “tenebroso quarto da alva no mato” (e citei o autor), debaixo de uma trovoada africana, sob um ataque de mosquitos, mas o momento do dia onde, com a chegada da claridade, parece o organismo acordar para mais uma aventura que é o dia a dia da vida.

Sublinho a curiosidade de ver ligado ao título do livro a proliferação de operações do DFE 8 com nomes de estrelas: Antares, Arcturus, Sírius… Sendo o crepúsculo matutino o período que medeia entre o desaparecer das estrelas de 1.ª grandeza e o nascer do Sol, parece-me bastante adequado a sua correlação com a Alva que dá nome à obra.

Da introdução, aparece a motivação da escrita – deixar um testemunho; questiona-se a sua legitimidade, como se tal fosse necessário, e explica-se a aventura do mergulho nas artes e nas letras. Em boa hora, digo eu.

Estamos perante um relato emotivo, vibrante, intercalado com outras vivências: Paris, namoradas, momentos de ócio, o Maio de 68, o Woodstock.
A viagem no paquete Império.

A pastelaria Princesa, seguramente muito importante face à ênfase da sua alusão, a guerra urbana num mini a fugir de 2 assaltantes, com tiros e uma namorada mulata…

A guerra vs. a vida nas grandes metrópoles, sossegada, e o alheamento que aquelas gentes viviam do sofrimento passado algures bem longe.
Aqui e ali uma avaliação política do conflito que então grassava. A liberdade de expressão do autor.

A referência a muitos nomes que aqui se vêm retratados neste ou naquele episódio: Alpoim Calvão, Ferrer Caeiro, Roboredo e Silva e outros “anónimos” do leitor comum, nomes e alcunhas de camaradas registados para a posteridade e que aqui se verão referidos. E o tenente Virgílio Ferreira, que não conheci, mas de quem as histórias chegaram aos dias de hoje.

Cenas pitorescas como a do cozinheiro a repelir um ataque como vingança ao seu forno destruído pelo inimigo, parecem amenizar, pela comicidade, aquilo que ali se terá passado.

Enfim, um encadeado de episódios onde se sentem as emoções vividas com 20 anos, com gentes e climas diferentes dos que até ali se conheciam, trocando a vida citadina ou da pacata aldeia por uma incerteza do dia a dia, passado entre o silvar dos tiros e a angústia de um pé colocado no sítio errado. As memórias de amizades conquistadas em torno da camaradagem de quem luta ombro a ombro.

A vivência dos tempos da Escola de Fuzileiros, a memória do Ferraz num barracão adaptado a ginásio! (Das poucas melhorias desde então ali verificadas, registo a justíssima homenagem ao saudoso professor de boxe ao ali deixar uma placa com o seu nome.)

A formação em fuzileiro especial, a confiança, a lealdade, a memória do batismo de fogo. A fome, a sede e o calor e o reconhecimento do valor da preparação tida.

As emboscadas, as minas, a responsabilidade pelos homens que comandava “… quanto peso pela responsabilidade duma decisão já irreversível e por outro lado quanta vontade de resolver a questão e sair dali depressa, consciente que essa era uma reflexão que já não podia partilhar com qualquer dos meus homens.”, citei.
O prazer de uma refeição soberba de salsichas com ovo estrelado e batatas fritas depois de mais uma missão.

O êxito da operação Antares onde um Grupo de Combate de fuzileiros é anunciado pela propaganda inimiga como um batalhão que causou mais de 2 dezenas de baixas. Sabendo que as derrotas são sempre minimizadas pelos perdedores, dará para perceber o impacto desta operação.

A comparação da cumplicidade vivida no seio do Destacamento com aquela que se conhece da exiguidade da Câmara de Oficiais dos navios. Talvez aqui o elo de ligação entre as duas partes do livro, o botão de âncora como elemento comum.

A constante referência ao Comandante do Destacamento como um exemplo a seguir, e o sentimento de missão cumprida ao constatar que no final da comissão, e cito, “tínhamos conseguido montar uma autêntica máquina de guerra, quase devastadora, mas simultaneamente humanizada… temida pelo adversário.”.

O regresso no Niassa, quase que daria para adivinhar que não poderia ser noutro navio, mas com a triste recordação de faltarem alguns dos que haviam feito a viagem de ida!

Não resisto a reproduzir o relato de alguns aspetos que, passando-se há 50 anos, nos parecem tão próximos:

A abordagem à atuação dos fuzileiros longe da água; O reconhecer da existência de verbas inadequadas que o Estado afetava à guerra e aos miseráveis vencimentos; A referência ao fato de nem de um bote Zebro operacional dispor; O relato de, a determinada altura, a sul do paralelo de Montepuez, oficiais e sargentos deixaram de ter direito a subsídio de jantar permitindo, e cito: “economizar umas coroas ao Ministro das Finanças”. Repito, trata-se de referências com 50 anos.

É importante a geração mais nova e outros de memória mais desgastada tomarem conhecimento que sempre houve carências e dificuldades e que nunca faltou vontade ou capacidade de as superar.

Caro Comandante Patrício Leitão, espero que de alguma forma tenha conseguido despertar os presentes para a leitura da sua obra, e que dela retirem o mesmo prazer de quase se sentirem a viver as aventuras do DFE 8 nas longícuas terras do Niassa.
Muitos parabéns pela coragem de pegar no papel e caneta e ousar deixar-nos esta memória que mais do que sua é património dos fuzileiros.

Disse

Nota:Foto Comandante G.Allen