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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

AGUENTA MARUJO


"Para resolver os problemas urgentes de tesouraria, nomeadamente a falta de dinheiro nos fundos de pensões dos militares, o governo vai colocar à venda uma série de edifícios, terrenos e propriedades das Forças Armadas.

Numa primeira fase avança a venda de cerca de 30 imóveis e terrenos, numa lista que inclui palácios, prédios urbanos antigos, quartéis e paióis.

Uma venda que se quer rápida, porque começa a faltar o dinheiro nos fundos de pensões dos militares."

É à fartazana......
A Estação Radionaval da Apúlia foi tirada à Marinha e está a apodrecer, até poder ser adquirida pelo preço da chuva. Até já se fala (à boca fechada) no nome de um ex- membro do governo, que parece interessado

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESCOLA NAVAL

Fazer "past"neste texto, para ler o discurso do Almirante CEMA
Agradeço a todos os que quiseram honrar-nos com a sua presença, em especial às entidades externas que fizeram questão de aqui estar hoje, testemunhando esta cerimónia que valorizamos muito na Marinha, a que tenho o gosto de presidir.
A Escola Naval representa o berço de todas as gerações que comandaram, comandam e comandarão a Marinha nos vários níveis de decisão, servindo de ponte entre o passado de que muito nos orgulhamos e o futuro de modernidade que perseguimos. É uma escola de mar, caraterizada por uma excelência académica que muito nos orgulha, mas é também uma escola de virtudes, de exemplos e de valores. De facto, na Escola Naval aprende-se e cultiva-se o sentido da responsabilidade e da disciplina e cimentam-se os valores morais e éticos tão essenciais para o desenvolvimento da sociedade portuguesa dos dias de hoje. Por tudo isso, a Escola Naval acaba por ser uma verdadeira escola de vida, formando em todas as dimensões cidadãos úteis ao País, quer enquanto militares e marinheiros, quer fora da Marinha.
A coexistência de 3 vertentes de formação distintas – como marinheiros, como militares e como técnicos superiores – tem sido delicada de gerir ao longo dos tempos, numa constante procura do correto equilíbrio entre estes 3 pilares essenciais ao desempenho futuro dos oficiais da Armada. Porém, a Escola Naval tem sabido – em ligação com as escolas homólogas dos outros ramos – integrar-se no sistema de ensino superior nacional e a dosear a experiência universitária com a vivência técnico-militar, servindo o país com o espírito do sempre presente lema da Marinha “A Pátria Honrai que a Pátria vos Contempla”.
Na sequência do que acabo de referir, a entrega do Comando da EN é uma cerimónia extremamente significativa, já que formaliza a passagem de uma herança muito marcante para o presente, mas acima de tudo muito importante para o futuro.
Senhor Almirante Seabra de Melo,
O despacho de concessão de medalha que acabámos de ouvir é revelador da forma como apreciei o seu desempenho ao leme desta instituição durantes estes dois anos e meio. É um oficial general de elevado mérito e de quem a Marinha ainda muito espera.
Muitos dos Cadetes em parada só conheceram a Escola Naval sob o seu comando e certamente que recordarão a sua capacidade de liderança, o seu carisma, o seu empenho e o seu espírito de concretização, bem patentes nos resultados escolares obtidos e na obra nte dos destinos desta instituição, cuja história se confunde com a história do próprio País. Agradeço-vos o excelente trabalho e exorto-vos a prosseguir na rota traçada.

Senhores Aspirantes e Cadetes,
A Marinha, tal como o país, está em profunda transformação. As dificuldades económicas têm um impacto profundo em todos nós, mas não poderão ser encaradas com desânimo. Antes pelo contrário. Deverão ser encaradas como um desafio à nossa capacidade empreendedora e à nossa resiliência. É nossa obrigação fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ter uma Marinha melhor.
Todos temos os olhos postos em vós, na esperança que sejais os continuadores de tantos ilustres marinheiros que pisaram este mesmo chão, que fizeram o mesmo percurso e que se engrandeceram numa postura de serviço que sempre foi nosso apanágio e que queremos que assim continue para bem da Marinha e de Portugal. O trabalho que aqui for feito terá eco no vosso futuro, como homens ou mulheres e como militares, levando para a vida profissional os valores, as perícias, os conhecimentos e as virtudes que sempre caracterizaram os filhos desta casa.
Compete-vos, nesta fase, tirar o melhor partido do que esta Escola vos oferece para que a vossa chegada ao mar como oficiais constitua a realização do sonho de cada um e uma mais-valia para a Marinha, em todas as suas vertentes, designadamente como ramo naval das Forças Armadas – tradicionalmente conhecido como Armada – mas também e com igual importância nas restantes vertentes de serviço público não militar, de que releva a Autoridade Marítima, ou outros cargos fora da matriz interna a que serão certamente chamados a desempenhar.que deixa feita. Destaco a consolidação do processo de Bolonha, de que resultou a formação dos oficiais e cadetes com o grau de Mestre, a maior abertura da Escola Naval ao exterior, que tem como exemplo os protocolos com Universidades e outras Instituições, quer nacionais quer internacionais, bem como a obtenção da carta ERASMUS, a consolidação das Jornadas do Mar, e ainda, a crescente operacionalização do Centro de Investigação Naval – CINAV, dando continuidade a um projeto iniciado em 1998.
Muito obrigado, em nome da Marinha, pela sua dedicação a esta nobre Casa e pelo seu excelente trabalho.
Senhor almirante Bastos Ribeiro,
Ao escolhê-lo para desempenhar o cargo de Comandante da Escola Naval, fi-lo porque o conheço bem e por saber que possui as perícias, conhecimentos, determinação e sensatez necessários ao cargo que agora passa a ocupar.
Num momento de constantes mudanças e múltiplos desafios, estão em jogo importantes processos com impacto estruturante na Marinha, processos esses que exigirão do Sr. Almirante uma total dedicação, espirito de abertura, dinamismo, capacidade de influência e especial acutilância, numa conjuntura que se mantém extremamente complexa e incerta, própria de uma sociedade em muito acelerada evolução.
A EN tem por missão formar os oficiais da Armada, habilitando-os ao exercício das funções que estatutariamente lhe são cometidas, conferir as competências adequadas ao cumprimento das missões da Marinha e promover o desenvolvimento individual para o exercício das funções de comando, direcção e chefia.
É na formação como militares, como cidadãos e como homens do mar, incutindo os genes marinheiros que aqui se respiram, que reside o dever inalienável desta Escola, que teremos sempre de preservar por ser indispensável à existência de uma Marinha com as características ímpares que nos distinguem.
É por isso que defendemos determinantemente que de nada nos serviria dispor de técnicos superiores qualificados que não olhem para o mar como o seu elemento natural. Contudo, também serviria de pouco ter marinheiros que, na sua aprendizagem posterior, de carácter conjunto, não ombreassem com os melhores nas áreas do conhecimento que são características da profissão militar. É no justo equilíbrio entre estas duas vertentes que poderemos afirmar a Marinha no seio de uma sociedade cada vez mais competitiva.

Senhor Comandante da Escola Naval,
Compete-lhe, também, consolidar a Escola Naval como estabelecimento universitário militar e como escola de mar de excelência, incrementar e fortalecer ainda mais os laços com outras instituições, militares e civis, nacionais e estrangeiras, e aprofundar a ligação à comunidade civil, nomeadamente ao meio académico. Ao mesmo tempo, terá que preparar o corpo docente, as infraestruturas e o apoio pedagógico para as exigências que a missão e as funções da Marinha impõem, bem como para a exigência que o Mestrado e, muito em breve, em associação com outras universidades, o Doutoramento requerem.
Senhores Professores, Instrutores e restante pessoal que serve na Escola Naval,
O trabalho desenvolvido nesta Escola nos últimos anos tem sido profícuo e meritório. A Marinha depende de vós para garantir o seu futuro porque são as vossas mãos que moldam os alunos que um dia estarão à fre
Senhor Almirante Comandante da Escola Naval,
O futuro da Marinha constrói-se com pessoas bem preparadas, motivadas e aptas para servir no mar e a partir daí contribuírem para a segurança, progresso e desenvolvimento de um País que tem o mar no seu ADN.
Conto com a sua capacidade de liderança, com a sua inteligência, com as sua ideias e com a sua ponderação para o conseguir!
Boa sorte Senhor Almirante.

LES VIEUX


Caros Amig@s Aposentados, Reformados e Pensionistas
Gostaria de vos ter dado notícias mais cedo mas hoje estive todo o dia a actualizar a minha lista de contactos no computador.
A reunião do dia 22 correu acima das minhas expectativas, estiveram presentes mais de 500 pessoas embora na sala só conseguissem estar 300. Tenho pena de não ter podido entrar toda a gente mas, quando iniciámos este processo parecia-nos ser suficiente a dimensão, ainda por cima, sem custos.
Foi decidido criar uma Associação a fim de podermos recorrer aos tribunais e abrir uma conta. A Associação a que gostaríamos de chamar APRE! Só poderá ser assim designada depois da aceitação no Registo Nacional de Pessoas colectivas.
Foi referido na reunião que este movimento surgiu de uma forma espontânea como resposta às medidas do OE 2013 muito gravosas, particularmente para os reformados, que tem como principal objectivo a defesa dos seus direitos e propõe-se:
1.1 Mobilizar a sociedade, em especial os reformados e pensionistas, para a importância e para a urgência da defesa do Estado Social, como o conhecemos e construímos nos últimos 38 anos. A destruição desse Estado Social representa a destruição do Estado Democrático.
1.2 Denunciar os recentes desenvolvimentos e ataques feitos pelo governo às políticas públicas de inclusão e segurança social, bem como os que estão anunciados em sede de Orçamento de Estado para 2013 no que respeita a pensões e reformas;
1.3 Promover o esclarecimento da sociedade, dos activos e dos reformados, sobre as intenções que estão por tráz das actuais práticas de corte de pensões e reformas: destruir o contrato social, inerente a todas as pensões, entre o Estado e aqueles que durante uma vida longa de trabalho e sacrifícios fizeram os seus descontos;
1.4 Repudiar o discurso do "catastrofismo da segurança social" e da retórica da "necessidade de substituição dos sistemas públicos de segurança social por esquemas privados de capitalização de poupanças", que inevitavelmente conduzem os pensionistas e reformados ao papel de especuladores passivos, intencionalmente manipuláveis pelos donos dos mercados financeiros - bancos e companhias seguradoras;
1.5 Lutar em todos os terrenos (na rua, nos tribunais, na Assembleia da República, nas assembleias municipais e de freguesia, na comunicação social, nas redes sociais) contra as ilegalidades já cometidas ou em preparação, tanto na administração pública como no sector privado, no domínio das alterações às regras e aos valores das pensões e reformas;
1.6 Denunciar o "argumento demográfico" usado para, na lógica austeritária, diminuir progressivamente os valores das prestações sociais, em especial das pensões e reformas", e contrapô-lo com a necessidade de políticas de crescimento e desenvolvimento económico sustentado;
1.7 Apoiar o vasto movimento associativo de pensionistas e idosos na defesa dos seus direitos, constitucionais e outros, (na saúde, na habitação, na mobilidade, etc.) e das condições de vida digna;
1.8 Denunciar e remeter para os tribunais todos os abusos, atropelos à lei e regalias indevidas usufruídos como "pensões e reformas" por pessoas individuais e pugnar pelas alterações legais que impeçam tais práticas anti-sociais.
Foi decidido
Foi decidida a transformação do Movimento numa Associação a fim de ter personalidade jurídica;
Foi proposto e aceite o nome de APRE! para a Associação, nome esse que vai ser enviado ao Registo Nacional de pessoas colectivas;
Foi constituída uma comissão instaladora para elaborar os Estatutos;
Irá avançar-se já com um pedido de audiência à Srª Presidente da Assembleia da República.
Foram ainda enunciadas outras medidas como:
Convidar as organizações, associações e grupos de pensionistas a fazerem chegar aos deputados de todos os grupos parlamentares, testemunhos pessoais, escritos ou gravados em audio-vídeo, sobre os valores das suas pensões, os cortes que irão sofrer e as consequências de tais cortes;
Convidar os deputados a tomarem a iniciativa de envio ao TC do OE2013 para verificação da constitucionalidade das disposições relacionadas com as várias medidas de austeridade, nomeadamente no que respeita a pensões e reformas;
Promover uma campanha de recolha de assinaturas contra as referidas medidas, e enviar esse abaixo-assinado a todos os órgãos de soberania, da República e das Regiões Autónomas.
Organizar uma campanha de esclarecimento público, nas redes sociais e nos media, sobre o tema das pensões e em especial, sobre o significado do contrato social inerente ao conceito de pensão ou reforma;
Criar um site próprio, ou uma página no Facebook, que faça o esclarecimento de dúvidas, que dê informações sobre o processo e os seus desenvolvimentos e que procure unificar iniciativas e congregar esforços num mesmo sentido.
Avançar com uma providência cautelar para o tribunal administrativo.
Criar delegações distritais.
Entretanto, no que se refere à organização distrital, comunicaremos através desta via, a forma como agilizaremos o processo.
Teremos a primeira reunião da Comissão instaladora já na próxima 5ª feira e do que se for passando, darei conhecimento. Entretanto, assim que tiver a acta enviá-la-ei.
Temos neste momento 1000 contactos via e-mail e o número vai continuar a avançar porque a comunicação social tem dado uma boa cobertura. Hoje falei para a TVI, para o Sol, para o Diário de Notícias e para o Campeão das Províncias (jornal regional).
Quero pedir aos meus amigos para não me enviarem mails sobre assuntos que não têm a ver com o movimento porque estou ainda no processo de fazer a base de dados e hoje apercebi-me que já tinha nomes repetidos nos meus contactos, o que não convém porque é muito trabalhoso.
Este é um movimento imparável e “como diz Bruto da Costa, patrocina a "revolução grisalha"contra a prepotência, pela cidadania”.(Frase enviada por um Amigo e futuro Associado”
Saudações
Rosário Gama
Saudações
Rosário Gama

MENSAGEM


                                                    20º ANIVERSÁRIO DA AOFA
                                                                20 – 10 – 2012

 Na qualidade de presidente da Assembleia Geral da Associação de Oficiais das Forças Armadas, é com o maior gosto que cumprimento todos os participantes nesta sessão comemorativa do seu 20º aniversário.
E começo por expressar a todas as entidades convidadas, que se dignaram honrar-nos com a sua ilustre presença, o prazer que tivemos na sua companhia e que tomamos não só como um acto de cortesia, mas também de consideração pelo trabalho da nossa associação em prol da dignidade da instituição militar, um dos pilares básicos de salvaguarda da soberania de qualquer estado-nação que se preze de o ser.
Também gostaria de referir que a escolha da cidade de Santarém como palco desta nossa comemoração foi, em meu entender, uma escolha muito feliz. Na verdade, esta cidade tem tradições castrenses que remontam ao tempo da ocupação romana da península ibérica, que se mantiveram durante todo o período da ocupação árabe e que continuaram após a conquista da cidade, em 1147 pelo nosso primeiro rei D. Afonso Henriques, o qual, à frente de um pequeno exército e tirando o máximo partido do factor surpresa, corajosamente a tomou através de um audacioso ataque noturno.
Durante a terceira invasão francesa liderada pelo General Massena, a cidade assumiu um papel estratégico-militar fundamental após nela ter sido estabelecido o quartel-general da tropa invasora. Sitiadas pelas forças luso-britânicas comandadas pelo General Wellington, em 1811, as forças francesas sofreram aqui duros reveses, o que contribuiu decisivamente para a sua derrota e definitiva expulsão do País.
Foi ainda uma cidade de primeira linha nas lutas liberais, em que se destacaram, entre outros, os seus insignes filhos Sá da Bandeira, Passos Manuel e Braancamp Freire.
Desde os primórdios da República até aos anos 50 do século passado, aqui se estabeleceram e mantiveram o Regimento de Cavalaria 4 e o Regimento de Artilharia Ligeira. A saída da cidade destes Regimentos foi substituída, até há poucos anos, pela Escola Prática de Cavalaria, a qual com a reestruturação do Exército levada a cabo, já no século XXI, foi então transferida para Abrantes. 
 Recorde-se ainda que foi desta cidade que, na madrugada de 25 de Abril de 1974, partiu da Escola Prática de Cavalaria uma das colunas militares que haveria de ter um papel decisivo no sucesso do movimento revolucionário que derrubou o anterior regime, comandada por outro dos seus ilustres filhos – o então capitão Salgueiro Maia - que hoje justamente homenageámos durante a presente comemoração. Homem de carácter íntegro, tinha tanto de corajoso e determinado, como aliás muitos portugueses tiveram a oportunidade de ver através da cobertura televisiva feita nessa altura aos acontecimentos, como de modesto e desprendido do reconhecimento que esses seus valorosos actos bem mereciam.
Infelizmente, quis o destino que esta homenagem que lhe quisemos dedicar só possa ter sido concretizada por invocação da sua saudosa memória. E nunca é demais invocá-la uma vez que, tal como aconteceu com outras grandes figuras da História, a mesquinhez humana impediu que lhe fosse feita, em vida, a devida justiça pelo seu importante papel no nosso destino comum.
Não querendo fazer qualquer paralelo com a situação que se vivia nessa altura, o facto é que, apesar de se manter em regime democrático, o País atravessa mais uma vez uma profunda crise política, económica, social e moral, que não nasceu espontaneamente. Podem justificadamente atribuir-se culpas às conjunturas internacional e europeia, mas elas de facto não explicam tudo. A crise nacional tem também culpados com rosto, sobretudo de entre os que ocupam ou ocuparam cargos políticos: uns por condutas eticamente reprováveis no exercício de cargos públicos, ou mesmo claramente indiciados pela prática de crimes que resultaram em substanciais delapidações do erário público, e que na sua maioria o sistema judicial tarda ou se mostra incapaz de julgar; outros por manifesta incompetência, graves omissões, falta de uma visão estratégica ou falta de coragem para enfrentar seriamente os graves problemas que afectam a nação portuguesa.
E é curioso constatar que uma boa parte desses políticos, com um quase total desconhecimento do que é a administração pública, por nunca nela terem servido para além dos cargos políticos que exercem ou exerceram, o que se traduz na sua notória incapacidade para a reestruturar e gerir capazmente, se arroguem o direito de a julgar, menosprezando-a e procurando passar, levianamente, para a opinião pública um anátema de incompetência, ineficácia e privilégios injustificados lançado sobre a generalidade do funcionalismo público, desmotivando assim muitos dos seus melhores e mais dedicados servidores, quando afinal uma das principais causas da sua propalada ineficácia radica nas deficiências de liderança que resultam do assalto à administração pública desencadeado pelas máquinas partidárias de sucessivos governos. Na verdade, desde há largos anos que tal assalto se tem concretizado através das maciças nomeações de inexperientes e impreparados cidadãos para cargos de chefia, sem concurso público e obedecendo quase que exclusivamente a meros critérios de filiação ou compadrios partidários, num total desrespeito pelos funcionários de carreira mais competentes e dedicados, que se veem assim coartados nas suas legítimas aspirações de acesso a esses cargos e, ainda por cima, submetidos à incompetência, arrogância e oportunismo de muitas dessas chefias.
Felizmente no que às Forças Armadas respeita, porque constituem um corpo especial dentro da administração pública, com a sua hierarquia própria, como não podia deixar de ser, este tipo de assalto só tem sido possível dentro das estruturas específicas do Ministério da Defesa, através do aumento progressivo da ocupação de cargos de direcção e chefia por civis em detrimento de militares. Note-se no entanto que este processo tende presentemente a alargar-se a determinadas estruturas de apoio social aos militares, como é, por exemplo, o caso do IASFA (Instituto de Acção Social das Forças Armadas), da ADM (Assistência na Doença aos Militares) e da saúde militar em geral, num claro aproveitamento oportunista da reestruturação hospitalar em curso. São pois situações a que, pela sua relevância no contexto do estatuto da condição militar e por envolver até património que foi total ou parcialmente pago com as nossas quotizações (caso do IASFA), não podemos obviamente deixar de prestar a máxima atenção numa firme defesa dos legítimos direitos que nos assistem em tão sensível matéria.
Entretanto, a todas as fragilidades políticas atrás descritas não são naturalmente alheias as manobras sub-reptícias e a cruel frieza de poderosas forças e lobbies nacionais, estrangeiros e transnacionais, cujos interesses próprios conflituam drasticamente com os mais importantes interesses nacionais e que, aproveitando-se da situação dramática a que o País chegou, não hesitam em procurar comer a magra carne que ainda lhe cobre os ossos, tal como os abutres perante as suas moribundas vítimas.
O povo português, de que os militares naturalmente não se excluem, sente-se por isso crescentemente inconformado e revoltado por não perceber como tanta desgraça lhe pode estar a cair em cima. O termo “austeridade” continua a ser o termo dominante no discurso e na acção política de quem nos governa. E em consequência, o desemprego, a pobreza, a fome e as injustiças sociais crescem a ritmos altamente preocupantes. A democracia conquistada em Abril de 1974 e reforçada em Novembro de 1975, não nos esqueçamos que por interferência directa de militares, aparenta estar em perigo. O desnorte político e o aumento da conflitualidade social infelizmente não auguram nada de bom, por muitas que sejam as promessas que os desacreditados poderes políticos dominantes possam fazer. Na verdade, tem havido fortes motivos para nelas não se acreditar, tanto mais que a apregoada justiça na repartição dos esforços por toda a sociedade, na presente situação de emergência, continua na prática a não passar de um mito.
Em resumo, temos um País sem um futuro de esperança e tranquilidade que se possa vislumbrar no horizonte, o qual antes se mostra cada vez mais carregado de nuvens negras. E isto, sobretudo, por falta da visualização de estratégias, consensualmente convincentes, que apontem de forma clara e realista rumos para o seu gradual enriquecimento pela via mais consistente em que, afinal, todas as forças políticas parecem convergir - a do crescimento económico.
Perante este panorama nada animador, que podem fazer os militares?
Cruzar os braços, assistindo passivamente ao trilhar de caminhos que levem à destruição da democracia? Decididamente que não. Não nos parece, em face da extrema gravidade da situação, uma atitude aceitável. Presentemente, as sucessivas humilhações a que os militares têm sido sujeitos, com perigosos reflexos na sua motivação e na capacidade operacional das próprias Forças Armadas, que já atinge níveis incomportáveis até no cumprimento das suas responsabilidades e missões rotineiras estabelecidas para tempo de paz, já parecem secundárias perante tão negro panorama nacional. Não podemos assistir impavidamente nem a uma possível destruição da democracia, nem à destruição da instituição militar pelo que ela representa em termos de soberania e independência nacionais.
Pegar em armas para forçar uma mudança de regime? Também não nos parece que a actual situação o justifique, se partirmos do pressuposto de que se mantem a possibilidade de uma regeneração do presente quadro político através das virtualidades próprias do regime democrático em que ainda vivemos e no qual devemos continuar a acreditar, pelo menos enquanto houver alguma esperança de que dele possam ser erradicadas as suas mais vis e perniciosas excrescências.
Julgamos que a atitude mais consentânea com a actual situação é a de dar exemplos de grande dignidade e cidadania, mantendo uma vigilância activa, firme e determinada, no sentido de exigir ao poder político, em consonância com as decisões dos competentes tribunais, o cumprimento da Constituição e das Leis da República, conforme é nossa obrigação moral perante o Juramento de Bandeira feito quando solenemente assumimos a nossa condição militar. E para isso devemos usar, sem hesitação, de todos os direitos e liberdades que a Lei nos confere no quadro das nossas especiais responsabilidades, preferencialmente através da possível convergência de esforços nas atitudes e nas acções que visem manter a coesão e disciplina militares e uma imagem digna perante os nossos concidadãos. Esse será, em nossa opinião, o melhor capital moral a preservar para o próprio futuro das Forças Armadas e para manter intacto o seu insubstituível papel no seio da sociedade portuguesa.
Assim o exigem as responsabilidades constitucionais que às Forças Armadas competem como último garante da liberdade e independência da nossa Pátria.
Vivam as Forças Armadas Portuguesas! Viva Portugal!        

José Manuel Castanho Paes
           (Alm. Ref.)
             

POIS

 Houve quem fizesse a biografia do Dr. Jorge Sampaio e a lançasse, hoje, na Gulbenkian . E bem.

 Houve ,também,quem escrevesse a biografia do Comandante Alpoim Calvão e a lançasse na Sociedade de Geografia de Lisboa.E bem.

Não sei onde teria estado mais gente.....

Só sei que na Comunicação ,dita social , só se falou de um dos livros , sobretudo na SIC.

O outro foi esquecido.

É que a SIC , e os jornalistas de hoje, não gostam de Heróis e Combatentes.

PRESENÇA

Não nos esquecemos de si, Senhor Comandante Jorge Meira , que hoje faria 73 anos

Estamos consigo

domingo, 21 de outubro de 2012

TRAFALGAR

A 21 de Outubro de 1805, 27 navios britânicos avistaram os 33  da frota Franco/espanhola - 18 franceses e 15 espanhóis. Seis horas depois, os ingleses haviam capturado 17 navios inimigos e destruído outro sem perder nenhum dos seus. Mas a vitória custou a vida ao vice-almirante Horatio Nelson , que caiu no convés do HMS Victory
Faz hoje 207 anos

BIZARRO 2



La fragata argentina 'Libertad', atracada en el puerto de Tema (Ghana). / ELENA CRAESCU (EFE)
Fue un día de fiesta. El sábado 2 de junio a las 15.30 estaban citados varios clubes náuticos en la Dársena Norte del puerto de Buenos Aires para la ceremonia de despedida de la fragata Libertad. Era la “embajadora de buena voluntad” de la nación argentina la que partía, el buque escuela de la Armada argentina, el barco insignia de la Armada. Iba a emprender su viaje número 43 y portaba en sus 183 metros de eslora a 289 marinos argentinos más 23 graduados de Uruguay y de Chile y 13 invitados. Era una fiesta y no había, en principio, razón alguna para ocultar su itinerario. De hecho, se había anunciado en varias publicaciones de Internet para que acudiese todo el mundo a la ceremonia de despedida: la Libertad recalaría en Salvador de Bahía el 14 de junio, en Paramaribo (Surinam) el 2 de julio; en Georgetown (Guyana) el 6 del mismo mes; La Guaira (Venezuela), el 13; Funchal, capital de la isla portuguesa de Madeira, y Lisboa (Portugal), el 7 de agosto. A Cádiz llegaría el 22 de agosto, a Casablanca el 30, a Las Palmas de Gran Canarias el 9 de septiembre. Y a Tema, en Ghana, el 1 de octubre.
Pero, a miles de kilómetros del puerto de Buenos Aires, los abogados del fondo de inversión NML, que reclaman a Argentina una deuda de 284 millones de dólares (218 millones de euros) más intereses, escrutaban el itinerario. Lo hacen cada vez que hay algún viaje oficial de Argentina. Su táctica consiste en tratar de confiscar cualquier bien del Estado argentino que recale en el extranjero. Así que solicitaron el bloqueo del barco en un tribunal de Nueva York, el juez de Nueva York trasladó el pedido a otro de Ghana y desde el 2 de octubre la Libertad permanece confiscada en el puerto de Tema con sus 289 marinos argentinos, más los invitados.
El fondo pide una fianza de 20 millones de dólares que el Gobierno argentino se niega a pagar. Mientras tanto, la estancia en el puerto cuesta unos 50.000 dólares por día. El fondo se ha ofrecido a pagar el pasaje en avión de todos los tripulantes, pero el Gobierno argentino no ha aceptado.

El fondo pide una fianza de 20 millones de dólares que el Gobierno argentino se niega a pagar
Y mientras tanto, desde los ministerios de Defensa y de Exteriores empezaron a cruzarse acusaciones en la prensa sobre a quién se le había ocurrido que la fragata pasara por Ghana. De momento, la confiscación del barco le ha costado el cargo al jefe de la Armada, Carlos Alberto Paz, y a la jefa de la dirección de Inteligencia Estratégica de Defensa, Lourdes Puente Olivera. Además, han pasado a retiro otros dos altos oficiales de la marina. Hay analistas partidarios de la política del Gobierno que creen que todo el suceso no fue casual, que hubo una especie de confabulación para “entregarle en bandeja el barco a los fondos buitre”.
A raíz de la odisea, la deuda impagada de Argentina en fondos de inversión y organismos internacionales ha vuelto a ocupar titulares en la prensa internacional. De nada han servido las gestiones del vicecanciller Eduardo Zuain y del viceministro de Defensa, Alfredo Fortidos, quienes se desplazaron hasta Ghana para convencer al Gobierno de ese país africano de que la fragata está considerada como barco de guerra y protegida por las convenciones internacionales. Ni el Gobierno argentino ni el de Ghana han convencido hasta ahora al juez Richard Adjei Frimpong, del Tribunal de Comercio de Accra, quien sostiene que el barco carece de inmunidad.
La presidenta argentina, Cristina Fernández, ha cargado en numerosas ocasiones contra el acoso al que se ve sometido su país por lo que ella denomina fondos buitre. Pero hay argentinos que no comparten el sentido de esa expresión presidencial. El lector Jorge Luis Cignani escribió esta semana en el diario argentino La Nación: “La fragata Libertad está deshonrosamente confiscada por los mal llamados fondos buitre, a los que cuando les pedimos que invirtieran su dinero no recuerdo que se los llamara fondos paloma”. En la misma sección de Cartas de los Lectores, escribía Santiago Beccar Varela: “Como se ha instalado el uso de la denominación fondos buitre, me gustaría saber el por qué del insulto. Supongo que los bonos fueron emitidos por el Gobierno nacional por necesidad, y alguien los compró y pagó por ellos. Pagar a los tenedores de esos bonos si son de aquí y acusar a los de afuera de ladrones me parece un poco extraño. Alguien los tenía y los vendió. Ahora, si los debo, pero puedo zafar diciendo que son unos ladrones, por lo menos me parece arbitrario. ¿Alguien me puede dar una explicación coherente?”
Cristina Fernández aludió por primera vez esta semana al tema, pero evitó dar muchas explicaciones. Señaló, eso sí, que hay argentinos que hablan como si los juicios planteados por los fondos buitre fueran “contra Cristina Fernández de Kirchner o contra el peronismo”. “Los juicios son contra la República Argentina”, aclaró, “son contra los 40 millones de argentinos. (…) Entonces, cuando uno ve que realmente se ponen increíblemente algunos, muy pocos pero poderosos, del lado de los fondos buitre… Realmente, digo, más que maldad hay irracionalidad, una profunda irracionalidad y un profundo desamor a la Patria y al próximo”.
Los representantes del Gobierno argentino habían acudido a Ghana blandiendo el apoyo de Brasil como gran aliado en sus reclamos. Pero eso no ha bastado hasta el momento. El siguiente paso consiste en reclamar la intervención de la ONU. El juez ghanés Richard Adjei Frimpong tendrá la última palabra.

DE DERROTA EM DERROTA

Como era de prever, com os chorudos ordenados que se pagam na Sede, começaram a fechar portas.

Agora foi Vila Verde, no Minho, uma emblemática delegação da nossa Cruz Vermelha.

Uma pena

E ainda continua na "Defesa Nacional", não se percebe bem porquê. Já quase que nem 1 Militar lá presta serviço.Foi tudo corrido

sábado, 20 de outubro de 2012

BIZARRO


The Argentinian frigate Libertad, seized in Ghana in connection with a debt dispute. Photograph: David Adadevoh/AFP/Getty Images
Guardian.co.uk, Wed 10 Oct 2012 19.26

For the naval officers lounging onboard the Argentinian naval vessel ARA Libertad, there could perhaps be worse places to be stranded than the bustling port of Tema, on Ghana's Atlantic coast.
But the crew of the three-masted ship may be forced to prolong their stay indefinitely amid a legal dispute between the government of Argentina and a US-based "vulture fund".
The Ghanaian high court will on Thursday begin hearing a case to determine whether the Libertad is allowed to sail on, or forced to stay in Tema until the Argentinian government pays up $1.6bn claimed by US-based investment fund NML Capital.
The fund – backed by US billionaire Paul Singer – is suing Argentina on the basis of debts arising from the country's defaulted bond swaps in 2005 and 2010. NML Capital bought bonds from the heavily indebted Argentinian government in 2000, a year before the country's $100bn sovereign default saw most of its debt restructured.
The Libertad was detained after the fund – which has obtained judgments in New York and London awarding it more than $1.6bn (£1bn) from Argentina – applied to the Ghanaian courts. Previous attempts to seize sovereign assets, including the Argentinian presidential jet, have so far been successfully avoided.
"NML already have five judgments against Argentina, but the problem is you get judgment but there are no assets to enforce it," a source close to the case told the Guardian.
"So the lawyers chose Ghana because Argentina had the Libertad – an asset within the jurisdiction."
" Argentina is not even flying its presidential plane anywhere until it has the assurance of the destination country that they are not going to seize it at the request of NML."
The case has reignited criticism of international investors like Singer, who buy up foreign debt default. Argentina's President Cristina Fernández often lashes out at funds like NML, describing them as "vultures" preying on debtor countries.
"The vulture funds have crossed a new line in their attack against Argentina," said the foreign ministry in a statement, pledging to "clear up this hoax staged by unscrupulous financiers".
Although Argentina has little trade with Ghana and no embassy there, the two nations have – until now – had friendly ties.
"The Fragata Libertad was visiting the port of Tema upon the official invitation of the government of Ghana," said Arturo Antonio Puricelli, Argentinian minister of defence, in a written statement filed before the Ghana high court. Argentina argues the action is a breach of warship immunity under international law, and is expected to argue that the Libertad should be immediately released.
"The annual voyages around the world of the Libertad serve the important role of promoting goodwill relations between the republic and other nations like Ghana," said Puricelli. "Any delays in leaving the port of Tema will jeopardise this official schedule and put at risk the training voyage and mission."
This is not the first time Singer has clashed with a debt-ridden South American economy. The 68-year-old founder of a $19bn hedge fund called Elliott Management hit the headlines in the late 1990s when he bought debt that Peru had defaulted on for $11.4bn and took the country to court demanding full payment. After a hard-fought legal battle Singer emerged the victor with a $58m payoff.
In another case Elliott went after the government of Congo-Brazzaville, uncovering corruption during the court case that eventually forced the government to settle for an estimated $90m on debt for which Elliott paid less than $20m.
But it was the financial crisis that made him. In 2006 Singer was warning that banks were creating "radioactive" investments from subprime mortgages and other investments that could trigger a global financial crisis. Elliott correctly made a bet that this would be the case, adding to a personal fortune now estimated to be over $1bn. Singer, a prominent backer of the Republican party, has donated $1m to Mitt Romney's election campaign.
Ghanaians are also questioning their role in the saga, as the economic consequences of the Libertad's detention at Tema begin to be felt in the west African country.
"This is creating problems for us," said Lawrence Atumbine of the Ghana port and harbour authority. "The berth the Libertad is occupying is where we handle local vessels to be offloaded. It is a very large vessel – 104 metres – and we cannot use the berth whilst it is there."
Naval officers on board the Libertad, which serves as a school ship in the Argentian navy, refused to comment on the case but expressed surprise at the court order detaining the ship.
"We are ambassadors and we stay here to build better relationships with the countries we visit," said Luís Melicán, chief of communications on board the Libertad.
"But we have been visiting lots of tourist sites whilst the ship is held in the port. We have been to hotel swimming pools and we have been going to the mall. It's not too bad for us."



AÍ VAI ELE

Basílio Horta é candidato à Câmara Municipal de Sintra pelo Partido Socialista.

Basílio Adolfo de Mendonça Horta da Franca, advogado, foi fundador do CDS e seu Secretário geral, Ministro do Comercio e Turismo do II Governo provisório (PS/CDS) , Ministro (Comércio) do Governo da AD de Francisco Sá Carneiro e (de Estado e Assuntos Parlamentares e depois da Agricultura e Pescas) dos Governos de Balsemão , Embaixador de Portugal na OCDE e Presidente do AICEP. 

Actualmente é deputado( já o havia sido na Constituinte e em outras legislaturas  na bancada do CDS) independente eleito pelo Partido Socialista e vice-presidente da bancada rosa.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OUTRORA

Onde já vi isto?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ATENÇÃO POVÃO

Encontro de Militares. Hoje

O ministro aguiar hifen branco começa a esticar o cabo. Esta de tirar os Generais do IASFA e colocar lá um civil Amigo e nos começar a cortar na Assistência à doença, sobretudo a nós que do Ultramar da guerra trouxemos muitas mazelas....
Cuidado ministro, cuidado. Nós defendemos a Pátria. Não defendemos clientes.


"Os participantes do Encontro de Militares, realizado em 2012OUT17, não podem deixar de assinalar que ainda não obtiveram resposta para perguntas que de há muito vêm formulando: Como é que o País chegou ao estado em que se encontra? Qual o horizonte temporal das cada vez mais gravosas medidas de austerid
ade, aplicadas aos mesmos de sempre? De quem é a responsabilidade da situação a que fomos conduzidos e que, inexoravelmente, está a conduzir Portugal para o abismo?
Das Forças Armadas e dos Militares não é com certeza. Por sinal, encontram-se até entre os mais penalizados pelas duríssimas medidas que estão a ser impostas ao País, mas de que alguns, estranha e iniquamente, se encontram dispensados, omeadamente, aqueles que, tudo leva a crer, mais contribuíram para o actual estado de coisas.
Por isso:
1. Considerando os indícios claros da crescente menorização da nossa Soberania;
2. Considerando que os militares portugueses entendem como
inaceitável a descaracterização das Forças Armadas, ao arrepio dos princípios constitucionais que definem a sua missão.
3. Considerando que está em curso um violento ataque às condições de vida dos portugueses e, por consequência, dos militares e das suas famílias.
4. Considerando que os militares não podem deixar de manifestar toda a sua solidariedade aos seus concidadãos, que, como eles, são esmagados pelas duríssimas dificuldades do dia-a-dia.
5. Considerando a degradação do estatuto profissional e social dos militares, sob a capa de uma alegada racionalização da área da Defesa Nacional.
6. Considerando que a redução das remunerações e pensões, aliada aos cortes nos subsídios de férias e de Natal, às limitações no desenvolvimento das carreiras e ao enorme aumento dos impostos, já atiraram muitos militares para além do limite da possibilidade de cumprir com os compromissos financeiros assumidos, e, a ser prosseguido e acentuado esse caminho, como anunciado pelo Governo, muitos mais cairão nessa situação.
7. Considerando que os militares portugueses juraram perante a
Bandeira Nacional e o Povo Português, defender a Pátria, a
Constituição da República Portuguesa e demais Leis da República,
mesmo com o sacrifício da própria vida.
As largas centenas de militares presentes no Encontro de Militares, deliberaram:
Mandatar as Direcções das APM’s – ANS, AOFA e AP:
A. Para levarem a cabo as iniciativas necessárias para a defesa dos seus direitos;
B. Solicitarem ao Senhor Presidente da República na qualidade de
Comandante Supremo das Forças Armadas, a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado para 2013 junto do Tribunal Constitucional;
C. E promoverem uma concentração, na Praça do Município, em Lisboa, a partir das 15H00, do próximo dia 10 de Novembro, seguida de desfile, terminando nos Restauradores, frente ao símbolo da Independência Nacional restabelecida em 1640."

Os Militares reunidos em Encontro, em Lisboa, 17 de Outubro de
2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

MAGNÍFICO

É sempre fantástico visitar a "Última Nau da Índia" , a D. Fernando e Glória, que D. João VI mandou construir e o nosso saudoso e Amigo Almirante António Andrade e Silva conseguiu restaurar, aproveitando as madeiras dos fundos que restaram do incêndio e abandono.
Para além do mais, esta velha e única relíquia tem a felicidade de manter como Timoneiro um Marinheiro que sabe , como ninguém até agora , da sua história e das histórias que ela contem. Trata-se do Cap.m.g FZE Rocha e Abreu, um estudioso compulsivo e um interessantíssimo comunicador.
Mas como a História se faz do que fica, seria bom que o Comandante iniciasse , e desde já, a escrita da história deste Navio, para que não se perca nos baús dos inúteis.
Estou certo que a Marinha concordará e colaborará, assim como todos os Marinheiros e apreciadores destas coisas tão nobres.
Por mim fico esperando

Fotos de José Maria Dias Costa

O MAL AMADO

Em honra do ministro

NAS JINJAS

"O ministro da defesa recusou hoje que haja um clima de crescente contestação nas Forças Armadas e defendeu que os militares saberão ter «sentido patriótico» e estar «na primeira frente de trincheira para vencer a crise».

«Não está a crescer [a contestação]. Houve uma reunião das associações, que é uma reunião legítima no quadro legal estabelecido, que representa os seus associados. Os militares na sua globalidade são representados pelas chefias e, dessa maneira, o clima é absolutamente sereno», afirmou José Pedro Aguiar-Branco aos jornalistas no Parlamento.

Para o ministro, «os militares têm sabido sempre e saberão também nesta hora difícil ter o sentido patriótico de estar na primeira frente de trincheira para vencer a crise».

Decorre desde as 18:30 em Lisboa um encontro promovido pelas três associações socioprofissionais de militares (AOFA, ANS e AP), com a participação de cerca de meio milhar de militares.

«Não estou preocupado com os militares, estou preocupado com todos os portugueses, em encontramos as soluções para ultrapassarmos a grave crise que herdámos e situação difícil que o país tem que enfrentar para conseguir o resgate da sua soberania. Essa é uma situação transversal aos militares e a todos os portugueses», sustentou.

Sobre as dificuldades enfrentadas pelos militares, Aguiar-Branco refutou ainda «alguns dados que são referidos, como, por exemplo, de haver cerca de 18 por cento de militares com vencimentos penhorados».

«Não corresponde à verdade», disse, contrapondo que as informações recolhidas pelo Ministério da Defesa são que não ultrapassarão três por cento."

Nota:Nós é que estamos preocupados com tudo o que o ministro aguiar hifen branco faz......por hoje vai cortar substancialmente na Assistência à doença.Gostava de saber se a ele também lhe cortaram na assistência!!!!!!!!!!

UMA MÁQUINA

Os novos Fuzos

Foto de telemovel

terça-feira, 16 de outubro de 2012

SAUDADE

Faz hoje 30 anos, que Adriano partiu.

A sua voz nunca mais teve igual , a sua intervenção nunca foi igualada.

Ele deu a conhecer poesia , deu a conhecer poetas, deu a conhecer canções.

Fantástico

NAUFRÁGIO DO SÉCULO?


oncordia

Começou hoje o processo pré-judicial ao caso do navio Costa Concordia, o cruzeiro que naufragou a 13 de janeiro deste ano ao largo de Itália e que provocou a morte de 32 pessoas.

Na cidade italiana de Grosseto, advogados norte-americanos de clientes da Costa Cruises participaram nas audições em que foram avaliados elementos testemunhais e documentais de prova.
O principal arguido é Francesco Schettino, o capitão do Costa Concordia, que enfrenta várias acusações de homicídio por negligência e por ter abandonado o navio
Nota: Este sujeito, a semana passada, teve a lata de requerer a suspensão do processo de despedimento da Companhia

domingo, 14 de outubro de 2012

A IR


TOMA LÁ

n the Name of God the Almighty

The Press Section of the Embassy of the Islamic Republic of Iran in Bern, while presenting its greetings, with regard to the US State Department decision to remove the MKO from its list of foreign terrorist organizations on Friday 28th September 2012, has the honor to draw your kind attention to the following points:

1. The Government of the Islamic Republic of Iran strongly condemns the United States Government decision to remove the Mojahedine Khalq Organization (MKO) from its list of terrorist groups. Even though the list is not reliable and creditable but removal of such a vicious and brutal terrorist sect which is clearly and entirely abominable by Iranian nation as a whole, showed another anti-Iran measure and proved that American Gvernment actions are not based on logic.

2. This measure is interpreted in the direction of using such notorious terrorist groups to fulfill further malicious objectives. In other words delisting of this terrorist organization has been accomplished to continue employing it in acts of sabotage inside Iran. It is just another example of double standard, endless hostility and state terrorism.

3. MKO was formed in the 1960s. The Organization is known by a variety of names including: Mujahedin-e Khalq Organization (MEK), The National Liberation Army of Iran (NLA), Peoples’ Mujahedin of Iran (PMOI) and National Council of Resistance of Iran (NCRI). After the victory of the Iranian revolution, MKO revealed its cultish nature and adapted terroristic strategies and started terrorist operations.

4. In June 1980, hundreds of innocent Iranians were beheaded by razors, assassinated by gunmen and killed by other means of terror. On 28 June 1981, they detonated a bomb at the headquarters of the Islamic Republic Party. In this explosion around 70 high-ranking officials, including Chief Justice, cabinet ministers, and elected members of parliament, were martyred. Two months later on August 30, they detonated another bomb killing the popular and elected president Mohammad Ali Rajai and the Prime Minister Mohammad Javad Bahonar. In addition, more than twelve thousand innocent Iranians were also slaughtered with the most violent methods by these terrorists from then till now.

5. During eight years of imposed war by the former dictator, Saddam Hussein, against Iran, MKO transferred its headquarters to Iraq. Afterward, the MKO received all of its military support and most of its financial assistance including the "terror" camp of Ashraf by the Iraqi government. MKO in Iraq fought against their own people who were combating to release their occupied territory. During the sacred defensive war, MKO members were acting as mercenaries of the Iran's enemy in killing yet hundreds of thousands more of Iranian people.

6. During first Persian Gulf War in 1991, the MKO even assisted the Saddam's regime in suppressing the Kurdish and Shiite uprisings in Iraq by killing thousands of the innocent Iraqi people as well. Members of the MKO, who have assassinated and murdered thousands of Iranian civilians and top officials since 1979, have no iota of support within Iran.

7. Now, the US Government has removed the group from its list of terrorist organizations. Hence, Iran will hold the US accountable for any future crimes by this grouplet against the Iranian nation in any part of the world.

The press section of the Embassy of the Islamic Republic of Iran avails itself of this opportunity to renew the assurances of its highest consideration

À LA CARTE


Academia de Música de Santa Cecília
Colégio Valsassina
Colégio São João de Brito
Colégio Manuel Bernardes
Colégio Moderno
Esc. Técn. e Liceal Salesiana Sto. António (Estoril)
Colégio Santo André
Colégio do Sagrado Coração de Maria
Colégio de Santa Doroteia
Externato Marista de Lisboa
Colégio Oficinas de São José
Colégio Pedro Arrupe
Colégio Maristas de Carcavelos
Instituto de Odivelas
Escola Selecta Prof. Doutor Amadeu Andrés
Escola Secundária de José Gomes Ferreira
Colégio do Amor de Deus
Escola Secundária da Quinta do Marquês
Colégio Mira Rio
Escola Secundária do Restelo
Colégio São Tomás
Colégio Militar
Externato D. Afonso V
Colégio Miramar
Escola Secundária com 3º Ciclo Pedro Nunes
Escola Secundária de Miraflores
Colégio Bartolomeu Dias
Escola Secundária Ibn Mucana
Externato João Alberto Faria
Escola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre
Instituto de Ciências Educativas
Escola Secundária Vergílio Ferreira
Escola Secundária Sebastião e Silva
Escola Secundária da Azambuja
Escola Secundária Rainha D. Leonor
Externato Flor do Campo

Nota:11º e 12º anos no Distrito de Lisboa

sábado, 13 de outubro de 2012

LA FÉ

Fabulosa esta oração para os Marinheiros, colocada numa parede do Clube Marítimo de Calpe, perto de Alicante

A IR


Prova Vinhos do Alentejo em Lisboa
21-08-2012

Prova Vinhos do Alentejo em Lisboa
Pelo quarto ano consecutivo, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) realiza em Lisboa um evento de promoção dos Vinhos do Alentejo dirigido aos consumidores. Desta vez o palco é um dos mais nobres e inovadores espaços lisboetas, o Centro Champalimaud em Belém.
Durante dois dias, a 12 e 13 de Outubro, estarão em prova cerca de três centenas de vinhos alentejanos, com destaque para os últimos lançamentos disponíveis no mercado e para as grandes referências da região. Provas temáticas orientadas por especialistas de renome, um ambiente sofisticado, muita animação e música ao vivo, em concerto com Miguel Araújo, complementam um evento que promete surpreender.

“A Grande Lisboa é um dos principais mercados internos para os Vinhos do Alentejo. A realização deste evento permite reforçar o posicionamento dos nossos vinhos nesta região e sobretudo captar novos públicos. É assim uma oportunidade privilegiada para os agentes económicos alentejanos tomarem o pulso aos consumidores, percebendo a evolução de gostos e tendências”, acentua a Presidente da CVR Alentejana, Dora Simões.
 ________________

FAUSTINO

Uma das poucas fotografias conhecidas do célebre e saudoso Faustino, o engraxador voluntário da Escola Naval, que conheceu os sapatos de centenas, ou milhares de Cadetes.

Ouvimos dizer que a caixa de trabalho do Faustino ainda existe e estavam a preparar o seu banho metálico, e há quem diga também que uma escultura da caixa já foi feita.

Giro, giro seria (passada a crise, claro) que se pusesse na EN uma escultura , a corpo inteiro, do Faustino engraxando

Foto tirada do livro de curso do LC

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A IR


Barreiro, 12 de Outubro de 2012


C O N V I T E 



O Presidente da Direcção da Associação de Fuzileiros tem a honra de convidar V. Exa e família
para a assistir à Palestra proferida pelo Exº Sr. Comandante Malhão Pereira sobre o tema “Um
Novo Rumo para Portugal”, no dia 19 de Outubro de 2012, pelas 18:00 Horas, seguido de um
Beberete, na Sede da Associação de Fuzileiros.

 Com os melhores cumprimentos,

 O Presidente da Direcção

A LER

Custa 8 € , mas parece que vale a pena.
Pelo menos há Senhores Almirantes que a compram e , particularmente, este último número  é importante pois  é dedicado aos Países Lusófonos.
Também é excelente para empresários...ou deve ser.Eles não iriam dedicar-nos um nº especial se não o fosse.

PRO NOBIS


O Senhor Almirante  José Botelho Leal acaba de ser constituído Arguido, com Termo de
Identidade e Residência, num processo movido pelo (ex?) Presidente da
Câmara de Faro,Engº Macário Correia, pela publicação de um post  no blog A Voz da Abita...na reforma , que lhe havia sido remetido por um camarada, não membro do dito blogue.

De salientar que, na nossa opinião, o blogue em questão ,  orientado pelo  mencionado Oficial general, tem prestado um superior serviço à Marinha e aos seus Membros, denunciando os avisos aos navegantes e os perigos na rota, com coragem e verdade.É lido por quase todo o público cibernético naval e militar, e atingiu, sem dúvidas, o top.

Assim não pode, nem quer, a guarnição do blog CACINE deixar de se solidarizar com o Almirante Botelho Leal e " A voz da Abita" , e desejar que tudo se resolva em paz e com vento bonançoso.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A IR


IASFA


COM A DEVIDA VÉNIA


“Estimo ter podido concluir o hospital que mandei construir para descansardes dos vossos honrosos trabalhos. Em recompensa só vos peço a paz e o temor a Deus.
Princesa Maria Francisca Benedita
(Palavras proferidas na inauguração do Hospital dos Inválidos de Runa)

O Ministro da Defesa (isto é, o Governo) fez publicar o DL 193/2012, de 23 de Agosto, em que reorganiza o IASFA(1). Esta reorganização foi feita à revelia da direcção do próprio Instituto e à margem dos Ramos das FAs.

O que se perspectiva é um “assalto” do Governo aos bens do IASFA, um nivelar por baixo dos serviços prestados e um monopólio intolerável do mando por parte da tutela.

Tanto a anterior direcção do IASFA, como o Conselho dos Chefes Militares – que, aparentemente, se têm posto à margem de tudo isto, como se nada fosse com eles – não tiveram o mínimo cuidado em avisar os beneficiários do que se estava a preparar e se está a passar.

De igual modo nenhuma das Associações de Militares foi ouvida como é de lei(2), pelo que não se fizeram representar na tomada de posse do novo Conselho Directivo, no pretérito dia 1 de Outubro(3).

O comum dos militares e familiares abrangidos continua a sua existência como se nada se passasse, ou lhe dissesse respeito.

Convém fazer uma síntese histórica da assistência social na Instituição Militar, para melhor nos situarmos.

Em 1792 deu-se início à construção do Real Hospital dos Inválidos, em Runa, o qual foi inaugurado em 1827(4); em 1844 foi criado o Asilo dos Inválidos da Marinha. Só em 1925 foi criado o Cofre de Previdência dos Oficiais do Exército Metropolitano, seguido do mesmo, em 1927, para os Sargentos de Terra e Mar; em 1948 surgiu a Comissão Admnistrativa de Casas de Renda Económica e, em 1950, a Acção Social da Armada (ASA). Seis anos depois nasceu a Obra Social do Exército e Aeronáutica (OSEA).

A ASA e a OSEA fundiram-se, em 1958, no que veio a designar-se por Serviços Sociais das FAs (SSFA). No ano seguinte foi criado o Cofre de Previdência das FAs (CPFA); finalmente, em 1995 surgiu o IASFA que integrou os SSFA e o CPFA.

Com isto dito podemos sintetizar dizendo que o IASFA tem como principais funções a Acção Social Complementar (ASC), consubstanciada:

 No apoio social;

 Assistência habitacional(5);

 Apoio a deficientes e/ou dependentes;

 Apoio a idosos;

 Apoio financeiro;

 Assistência médica e sanitária;

 Apoio a crianças e jovens;

 Assistência no lazer;

 Alojamento temporário e alimentação.

E, ainda, a gestão da ADM (Assistência na Doença aos Militares) depois de esta “valência” ter transitado dos Ramos, em 2005 – o que trouxe problemas acrescidos ao IASFA(6).

O universo abrange todos os militares e militarizados das FAs, no activo, reserva, ou reforma e seus dependentes (e ainda os civis titulares que se inscreveram até 1995), os quais descontam, obrigatoriamente, uma percentagem fixa do seu vencimento bruto, para o efeito. Actualmente esse desconto é de 1,5%, mas poderá ser rápida e discricionariamente aumentado.

O “universo” totaliza cerca de 130.000 almas, dos quais apenas cerca de 45.000 são titulares pagantes.

A Direcção do IASFA era composta por três elementos (oficiais generais), um presidente e dois vogais, nomeados pelo MDN, ouvidos os Ramos. Este sistema era já pouco adequado, pois o conjunto do “povo pagante” não tinha uma palavra a dizer sobre quem ia gerir o dinheiro que obrigatoriamente descontavam, mas o novo organograma piora as coisas.

Tal deduz-se do facto do Conselho Directivo ser apenas constituído por duas pessoas (ou seja um dos Ramos nunca está representado), podendo os lugares ser ocupados por um civil qualquer, o que passou desde já a acontecer com o vogal, num processo de transferência de poderes pouco límpido, que apenas contou com o apoio do anterior presidente que, aliás, transita.

Convinha que tudo isto fosse clarificado para que o futuro não fique inquinado pela dúvida.

O problema maior do IASFA e a grande fatia da sua dívida de 64.337.435 euros (referida a 30/6/12) tem a ver com as dificuldades decorrentes do cumprimento das obrigações com a assistência na doença - ADM.

Os custos estimados da ADM referentes a 2011 são como segue:

 Instituições militares (hospitais, centros de saúde, postos clínicos, etc.) – 25 Milhões de euros (ME);

 Regime de acordos – 24ME;

 Farmácias (medicamentos) – 24ME;

 Regime livre – 12ME.

Total - 85ME

Além destes custos o Estado suporta cerca de 30ME através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como acontece com os outros cidadãos que não tenha subsistema de saúde.

Os custos atrás apontados têm sido suportados através:

 Das quotas dos beneficiários, cerca de 19ME (sobre 12 meses e sem recair sobre os subsídios da condição militar e outros);

 Do copagamento no regime de acordos nos medicamentos e regime livre, cerca de 36ME.

Total - 55ME.

Ora não sendo os encargos com o SNS da responsabilidade da ADM, quer dizer que os beneficiários já suportam 52 dos 85ME totais, ou seja 65%.

Se as quotas recaíssem sobre os 14 meses e os subsídios – o que o MDN se apresta a fazer rapidamente – os 19ME cobrados passarão para 24.

Se o Estado actuar como fez com a ADSE e financiar 2,5% por cada titular, tal representaria cerca de 40ME, o que colocaria a ADM “sustentável”. Mas nada indica que tal se venha a verificar.

Entretanto todos os beneficiários penam meses a fio sem serem ressarcidos das comparticipações a que têm direito.

Todavia, pior do que tudo isto tem sido a queda provocada na ASC, que é o fulcro da acção do IASFA, e sobre a qual foram cortados 0,8% das quotas, o que colocou aquela em colapso eminente.

Acresce que a maioria dos beneficiários ainda deve pensar que dos 1,5% que descontam, 0,8% vai para a ASC e 0,7% para a ADM, o que devendo ser o correcto, deixou de se verificar.

Em conclusão tudo leva a crer que o MDN queira fazer com o IASFA o mesmo que os governos provisórios (pós 25/4), fizeram com a segurança social da altura: nacionalizaram-na, passando a gerir a seu bel-prazer a riqueza herdada dos privados, para cujo bolo o Estado não tinha gasto um tostão.

Só que agora não é para financiar quem para lá desconta, mas sim para desviar verbas para onde entender, degradando todos os serviços prestados de modo a “empurrar” os beneficiários para o negócio privado dos seguros e da banca.

Em face do exposto torna-se urgente eleger entre todos os militares uma comissão (caso as chefias não o queiram fazer), para saldar contas com o MDN; elaborar estatutos para levantar de novo o CPFA (ou algo semelhante) e preparar eleições gerais para se elegerem os respectivos corpos sociais.

Os militares não devem precisar de tutela política para o âmbito em causa. O Estado há muito que deixou de ser uma pessoa de bem e, ao contrário do que defendia a Princesa Benedita, os “nossos trabalhos também deixaram de ser honrosos”…

Se não conseguirmos levar este desiderato por diante, é porque merecemos bem, o que temos.

J. Brandão Ferreira

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