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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Lá Há MINISTRO

Le ministre de la Défense lance le Pacte Défense PME :
40 mesures concrètes et immédiates pour renforcer les industries de défense
A l’occasion du Forum DGA Innovation organisé ce 27 novembre au CNIT-La Défense, Jean-Yves Le Drian, ministre de la Défense, annonce le lancement du Pacte Défense PME. Premier investisseur industriel public et privé (16 milliards d’euros en 2013), le ministère de la Défense souhaite faire des 4 000 PME d’armement la priorité de son action industrielle.
Ce programme s’inscrit dans le cadre de l’action gouvernementale pour restaurer la compétitivité industrielle, et des engagements pris par le Président de la République en faveur des PME.
4 axes pour un plan cohérent et des moyens renforcés en faveur des PME.
-         Mieux prendre en compte les PME dans la stratégie d’achat de l’ensemble du ministère à travers une nouvelle dynamique et de nouvelles pratiques.
-         Consolider dans la durée le soutien financier à l’innovation des PME pour faciliter le passage de la recherche au développement.
-         Prendre des engagements réciproques entre le ministère et les maîtres d’œuvre industriels, dans le cadre de conventions bilatérales, pour favoriser la croissance des PME.
-         Renforcer l’action en région via un nouveau dispositif de soutien des PME.

Parmi les mesures emblématiques :
-         Le ministère augmente de 25% d’ici 2015 les crédits alloués au dispositif RAPID. Il favorise le développement de technologies duales, c’est-à-dire le passage du militaire au civil dans les applications industrielles. Cet investissement représentera à terme
50 millions d’euros.
-         Les crédits consacrés à la recherche amont seront augmentés de 10% en 2013 et pérennisés au-delà. Ils représenteront 750 millions d’euros pour soutenir l’innovation.
-         Le ministère s’engagera au travers de conventions bilatérales avec les grands donneurs d’ordre du secteur pour inciter à de meilleures relations entre eux et les PME.
-         Les marchés inférieurs à 15 000 euros seront prioritairement attribués aux PME et les procédures de passation des marchés devront privilégier le réflexe PME.
« Penser PME »
« Le ministère de la Défense est garant du développement d’une base industrielle et technologique de défense pour construire, de manière autonome et compétitive, l’outil de défense d’aujourd’hui et de demain. Je souhaite que le ministère de la Défense pense PME, qu’il acquière une culture de la PME innovante et que sa stratégie d’achats accorde toute leur place aux PME », a déclaré Jean-Yves Le Drian, ministre de la Défense.
Chaque année, le ministère de la Défense dressera un bilan de ces mesures pour évaluer leur efficacité.
Cabinet du ministre de la Défense

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ESTÁ TUDO DOIDO?


 


  • Base das Lajes -pista

PETIÇÃO

Exmos(as) Senhores(as)

Presidente da República

Presidente da Assembleia da República

Primeiro Ministro
Ministro de Estado e das Finanças
Ministro da Defesa Nacional
Ministro da Educação e da Ciência
Restantes ministros(as)
Representantes do Governo português


O pretendido com esta petição não é mais do que salvaguardar um património histórico e centenário português: a existência dos três estabelecimentos militares de ensino. O Instituto dos Pupilos do Exécito prefaz 101 anos, o Instituto de Odivelas 112 anos e o Colégio Militar tem já 209 anos, sendo assim o segundo establecimento de ensino mais antigo do país, a seguir à Universidade de Coimbra. O Colégio Militar ostenta ainda o estandarte mais condecorado do país. São dois estabelecimentos centenários e um outro já bicentenário!

O nosso objectivo é evitar a união destes três estabelecimentos, que terá como consequência a extinção de dois deles (Instituto dos Pupilos do Exército e Instituto de Odivelas) e também a extinção do método organizativo e tradicional dos três estabelecimentos, destruindo assim as três casas e formando uma completamente nova sem qualquer tipo de história, tradição ou mesmo valores que até hoje têm norteado estas instituições, trazendo-lhes o sólido prestígio de que são portadoras.

Apelamos a que deixem sobreviver estas tão reconhecidas e condecoradas casas e que não seja uma crise económica, que sabemos ser conjuntural, que leve à extinção de tão valioso e único património nacional.

De todos aqueles que amam e respeitam o Colégio Militar, o Instituto de Odivelas e o Instituto dos Pupilos do Exército,

Os signatários

terça-feira, 27 de novembro de 2012

POIS É

“…Se fosse rei uma semana, afianço-lhes  que mondava Portugal. Uma fogueira em cada outeiro para os ministros, os juízes, os escrivães e os doutores de má morte. Para estes decretava ainda cova bem funda, com obrigação de cada homem honrado lhes pôr um matacão em cima. Uma choldra de ladrões!...
…Raios partam o Governo mailos os governados, raios partam tanto tributo com qua a gente de bem tem de ustir para andar aí meia dúzia  de figurões, de costa direita, mais farófias  que pitos calçudos! Raios partam! O governo é um corpo da guarda que nos defende ou é a quadrilha do olho vivo que não faz senão roubar?...”
Aquilino Ribeiro,  “O Malhadinhas”, Lisboa, 1922  
Nota: Em 1922 houve 3 Ministérios, todos presididos pelo Engº António Maria da Silva

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

POIS

OS 230

» Ajudas de custo-deputados..........................................................................         €1.429.541,26
» Transportes-deputados................................................................................    €2.053.360,30
» Subsídio de reintegração dos deputados.......................................................€198.661,44
» Grupo Desportivo Parlamentar..............................................................................€15.680.00
» Associação dos Ex-deputados...............................................................................€43.837,36
» Comunicações fixas- voz......................................................................................€182.939,15
» Comunicações móveis.........................................................................................€105.946,63
» Deslocações-viagens...........................................................................................€247.866,13
» Estadas...............................................................................................................€132.287,80
» Estudos, pareceres, projectos e consultoria.....................................................€172.698,28
» Seminários, exposições e similares....................................................................€85.812,05
» Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria..................................................€326.404,14
 
Soma e segue
 
In: Má despesa

25 do 11

No dia em que se completam 37 anos sobre o 25 de Novembro, o coronel Varela Gomes comentou como "fanfarronice" as declarações ontem proferidas pelo general Pires Veloso, segundo as quais este teria, na altura, aviões preparados para bombardearem navios da Armada portuguesa. Já a afirmação do general, segundo a qual distribuiu armamento para ser utilizado nessa altura, é vista por Varela Gomes como confissão da direita militar sobre a sua disposição de avançar para a guerra civil.

O general Pires Veloso, na época alcunhado de "vice-rei do Norte", afirmara ontem à agência Lusa que tivera notícias de um suposto compromisso dos fuzileiros de Vale de Zebro no sentido de atacarem a base aérea de Cortegaça. Na entrevista, Pires Veloso relata como reagiu a essas notícias: "Liguei ao comandante marítimo do Norte e avisei-o de que vários aviões se encontravam já carregados de bombas para afundarem qualquer navio que passasse o paralelo de Peniche. E proibi que qualquer navio de guerra do Norte saísse do porto de Leixões".A acusação de "fanfarronice" dirigida a Pires Veloso É esta afirmação que Varela Gomes, em declarações hoje prestadas ao site da RTP, desvaloriza como "uma fanfarronice", na linha de outras da direita, que na altura "ameaçava bombardear a chamada 'Comuna de Lisboa'".

Em entrevista concedida em 1976 ao jornalista francês Dominique Pouchin, Mário Soares acusara Varela Gomes de ter tentado, com outros oficiais da Vª Divisão, restabelecer no 25 de Novembro a coordenação da esquerda militar, decapitada quando Otelo abandonou o COPCON (Comando Operacional do Continente), indo para casa dormir.

Instado por Dominique Pouchin a explicar-se melhor, Soares recuara, dizendo sobre Varela Gomes: "Conheço e respeito o seu passado de anti-fascista". E afirmara também: "Sei que [Varela Gomes] interveio firmemente durante uma dessas loucas assembleias do MFA para responder a alguém que havia pedido a minha cabeça". Sobre o 25 de Novembro, Soares admitiu também, em resposta a Pouchin: "Talvez não tenha havido um 'chefe supremo'". Mas admitiu-o apenas para insistir: "É evidente que ordens precisas partiram do COPCON".
À direita, a controvérsia sobre o protagonismoSe, à esquerda, o papel determinante de Varela Gomes é, em retrospectiva histórica, indiscutido, à direita há uma controvérsia inesgotável, que ontem foi reavivada pela entrevista de Pires Veloso à Lusa. Aí lamentou o general que haja uma tendência para subestimar o papel da Região Militar do Norte na vitória dos chamados "moderados". Segundo Pires Veloso "naquele dia, o comando da Região Militar do Norte tinha a situação totalmente sob controlo", podendo assim oferecer-se para acolher um governo provisório "moderado" e tornar-se a mola decisiva para o desfecho da crise.

O general Ramalho Eanes, que o bloco novembrista em breve levaria à presidência da República, emergira daquele dia como aparente líder da coligação de forças vencedoras. Na entrevista à Lusa, Pires Veloso questiona mais uma vez o papel de Eanes no 25 de Novembro.

Varela Gomes vê neste passo das declarações do general mais um episódio da luta já antiga pelo protagonismo entre os vencedores do 25 de Novembro. E lembra que ele próprio organizou, no 25º aniversário do 25 de Novembro, com outros vencidos desse dia, uma "descomemoração" da data, em que se explicou com coerência a atitude da esquerda militar. E que, no mesmo dia, a direita militar se reunia em Oeiras para decidir quem tinha sido o "herói do 25 de Novembro, sem conseguir pôr-se de acordo sobre o tema, por ter havido uma inesperada proliferação de candidatos".

Do mesmo modo, sublinha Varela Gomes, reabre-se agora uma discussão sobre quem é o "pai da democracia", visando questionar a habitual atribuição desse título a Mário Soares, desta feita em benefício de Melo Antunes.
A questão da distribuição de armasDos argumentos de Pires Veloso sobre o protagonismo do Norte, o que Varela Gomes considera mais digno de ser levado a sério é o que diz respeito à distribuição de armamento. Na entrevista, o general justificara a distribuição sustentando que "talvez milhares de comunistas aguardavam [sic] armas que lhes haviam de ser entregues para começarem uma guerra que tinham a certeza de que ganhariam". Para esse "talvez", invocava o testemunho que disse ter colhido da ex-dirigente do PCP, Zita Seabra.

Pelo seu lado, Pires Veloso admite na entrevista ter distribuído armas a agentes da PSP e ter disponibilizado terrenos e edifícios, como a Universidade do Minho, para propósitos relacionados com a campanha militar que se adivinhava. Varela Gomes considera "um pleonasmo" falar em distribuição de armas à PSP - "por natureza, uma força armada".

E admite que tenha tido lugar a distribuição referida por Pires Veloso, mas inserida numa panóplia muito mais vasta de iniciativas visando armar "milícias populares da direita, recrutadas no bas fonds, e por vezes entre pides e outros caceteiros, como sucedeu em Coimbra por iniciativa do [brigadeiro] Franco Charais, e em Lisboa por iniciativa de Eanes, com a participação de Manuel Alegre, em episódio recentemente relatado no livro de memórias de Edmundo Pedro".

Segundo Varela Gomes, estas várias iniciativas, apontando todas no mesmo sentido, "mostram como os 'moderados' caíram na imoderação de distribuir armas a civis" e indicam a sua disposição de avançar para a guerra civil.
A "incongruência" da crítica novembrista à política neo-liberalFinalmente, Varela Gomes classificou como "uma incongruência" de Pires Veloso, a de assimilar a situação actual à do PREC e de criticar a política actual "como se não tivessem sido os vencedores de Novembro a torná-la possível". O conselho que dá o conhecido antifascista a Pires Veloso e à generalidade dos vencedores de Novembro é o de "porem a mão na consciência e perguntarem a si próprios que responsabilidades têm nesta deriva marcada pelo capitalismo selvagem".

Pires Veloso afirmara ontem à Lusa que "tal como naquele período [o chamado Processo Revolucionário Em Curso, PREC], a situação atual é de anarquia, aparentemente menos violenta, mas mais insidiosa". E acrescentara que temos hoje "uma pseudo-democracia, onde as leis se eliminam ou se fabricam consoante os interesses de A, B ou C, contrariando as regras mais elementares que uma verdadeira democracia exige".

Segundo o general, "os cidadãos, quando elegeram estes governantes, pensaram certamente que escolhiam entre os mais competentes, os mais honestos, os que não regateiam esforço e sacrifício para cumprirem a sua missão com nobreza e os que consideram a verdade uma coisa sagrada". Mas, ainda segundo Pires Veloso, "tudo leva a crer" que hoje os portugueses já não estarão convictos de terem feito uma "escolha acertada".

Pires Veloso acrescentara ainda que hoje "Portugal se vê, de novo, com uma terrível ameaça à estabilidade enquanto nação soberana. Ontem, o inimigo era a ideologia comunista, hoje, passou a ser a ganância dos mercados não regulamentados, que afoga vários países em austeridade e desemprego". E deixara uma recomendação no sentido de "aclarar caminhos para bem do povo, evocando a memória do 25 de novembro de 1975".

domingo, 25 de novembro de 2012

A IR ?

Acho graça ao facto da GNR estar aqui incluída tipo à pressão!!!!

VÁ LÁ


por FERNANDO SEARA
Comemora-se neste ano o quinquagésimo aniversário da criação da especialidade "Comandos". O que ocorreu em Zemba, Angola, em 1962. Atualmente o Centro de Tropas Comandos está sedeado, desde Abril de 2008, na serra da Carregueira (Sintra).
Os Comandos são um dos Corpos das Forças Armadas Portuguesas que marcaram a hodierna História Pátria com incomparáveis páginas de coragem, de bravura e de capacidade indómita para defender as cores da Bandeira Nacional, a Independência Nacional e a Liberdade de todos os Portugueses.
Falar de Comandos é identificar o que hoje se designa por "tropas de elite", por militares altamente preparados, capazes de cumprir as mais difíceis missões nas mais inverosímeis condições.
Falar de Comandos é falar de homens com qualidades que os distinguem e com uma invulgar disponibilidade para dar a sua vida pela sua Pátria e pelo seu Povo. E pela democracia contra todos os totalitarismos e fundamentalismos contemporâneos.
Seria fastidioso neste momento recordar tanto e tanto que devemos ao Corpo de Comandos, como Portugueses. Desde logo a nossa liberdade confirmada a 25 de novembro de 1975 - data bem próxima e que importa não esquecer - e que hoje fruímos como património colectivo inalienável.
E nestes tempos em que tão pouco se fala de Pátria, em que as Forças Armadas são vítima por parte de alguns de uma injustificada falta de reconhecimento como uma das traves mestras do colectivo que todos constituímos como Nação, é oportuno, devido e justo que se recorde quem as serve com denodo, assim servindo a Pátria como insuperável dedicação.
Na atualidade do nosso mundo, os homens e as instituições possuem, cada vez mais, a necessidade de recorrer às suas Tradições, como forma intrínseca de identificação dos seus propósitos, reconhecendo que essa intenção sustenta a vontade que o Homem tem quanto cria e recria o seu tempo.
Creio que na nossa contemporaneidade, universalmente globalizada, o Homem precisa de indicadores que lhe identifiquem a sua interdependência em relação ao mundo em que vive e, consequentemente, lhe deem os valores que atestam a sua razão, o seu saber e o seu destino.
Importa mostrar, nas vésperas de mais um 25 de Novembro, o nosso reconhecimento a uma instituição, na representação plena dos atos praticados, das posturas e comportamentos assumidos, enfim, no reconhecimento dos homens que, na anonímia da sua passagem, contribuíram para uma ação consciente do dever cumprido e do contributo realizado, que dignificam e dão razão histórica a um povo e a um país. Mas os Comandos identificam-se, também, com a sua "divisa" e o respetivo "lema".
Quando escolhemos uma "Divisa" queremos exprimir com os símbolos das palavras uma ideia que nos serve de guia ou de motivação. E, quando a adotamos, no seio de um grupo, queremos com esse ato condensar valores que justifiquem propósitos comuns.
Como é do conhecimento corrente, a palavra "Lema" vem do grego (lémma), que significa algo recebido, ganho, como um presente. Ora, o significado da "Divisa" dos Comandos Portugueses é a representação perfeita de uma dualidade composta pela dádiva recebida e pelo presente oferecido, retirado do verso latino da Eneida de Virgílio: Audaces Fortuna Juvat, que significa, como todos sabem, "A Sorte Protege os Audazes".
Na nossa interpretação, a sorte apontada é a nossa liberdade e a audácia é o nosso desejo de querer algo mais, algo melhor - por vezes, até, de mudança -, mas sempre num sentido de responsabilidade, vontade e ousadia.
Os símbolos identificativos das tropas de Comandos do Exército Português reconhecidos no uso da sua boina vermelha, do seu grito de guerra Mama Sumé! - que na significância da língua pátria representa "Aqui Estamos, Prontos para o Sacrifício!" -, nos variados e distintos rituais iniciáticos e cerimoniais, ou, até, na identificada originalidade da sua Ordem Unida ou no seu Destroçar, são representativos de uma postura de devoção e de solidariedade, forjadas num carácter em que predominam a lealdade, a vontade, a fidelidade, a obediência e a determinação. A firme determinação.

In DN

sábado, 24 de novembro de 2012

OS POBRES

O economista José Manuel Moreira considerou, hoje, na Semana Social, a decorrer no Porto, que os pobres são “a indústria que mais dinheiro dá a ganhar aos políticos”.
Embora o peso dos impostos “tenha crescido quase para o dobro” desde o 25 de abril de 1974, “as desigualdades em Portugal não diminuíram”, por isso a “classe política precisa dos pobres”, disse à Agência ECCLESIA este economista que participa na Semana Social no painel sobre «Reformular o Estado Social: novos riscos sociais, sustentabilidade e justiça».
Os políticos “fazem tudo para que os pobres não acabem”, denunciou José Manuel Moreira na Semana Social - a decorrer na cidade do Porto (Casa de Vilar) até este domingo - que tem como tema «Estado Social e Sociedade Solidária».
Se a pobreza desaparecesse – acentuou este professor catedrático da Universidade de Aveiro – “acabavam as principais justificações para se «sacar» dinheiro através dos impostos”.
“Muitas vezes, a maior parte do dinheiro desaparece na própria máquina” burocrática, lamentou.
Como uma “parte das pessoas não tem dinheiro” para a alimentação, José Manuel Moreira defende a “criação de cantinas públicas” em todo o país e que fossem “gratuitas”.
Não considera esta ideia “utópica” porque “isso fez-se na saúde e, em parte, na educação”, adiantou.
“Quando o Estado gasta metade daquilo que as pessoas produzem”, o professor afirmou que o sistema atual “é de cumplicidade entre o mercado e o Estado”.
O Estado “deve estar ao serviço da sociedade e não a sociedade ao serviço do Estado” e, na mesma linha, “o mercado deve estar ao serviço das pessoas e não o contrário”, referiu.
As semanas sociais são promovidas de três em três anos pela Conferência Episcopal Portuguesa, com a coordenação de um grupo presidido por Guilherme d' Oliveira Martins, e composto, entre outros por Alfredo Bruto da Costa, Eugénio Fonseca, padre José Manuel Pereira de Almeida e Joaquim Azevedo.
LFS

O QUE CONSTA PRA AÍ

Pesquisa no google: Quantos Oficiais Generais há ...?

Queiram conferir em:  Generais/ wikipedia
Alemanha:         189  generais
Brasil:                100  generais
Espanha.            28  generais
EUA:                   31  generais
França:               55  generais
Inglaterra:           3  generais
Noruega:            1  general´
Portugal:           238  generais
Suécia:                1  general

Não se encontraram dados para Grécia, Itália ou Austrália.
Cada qual tire daqui conclusões.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

RIP

O novo nome do ex-Hospital da Marinha!!!!!

Dado pelo inefável ministro Santos Silva. Uma tristeza

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

LÁ VAI ELE

Durante a abertura do ano letivo do Instituto de Estudos Superiores  Militares (IESM), Aguiar-Branco disse fazer questão de falar sobre o Orçamento  do Estado para 2013 "precisamente por ser (um tema) difícil" e defendeu  que este foi elaborado "sob condição" mas não é "envergonhado". 
"Este não é, certamente, o orçamento que todos gostaríamos de ter, qual  de nós, nesta sala, não gostaria de ter mais recursos à sua disposição.  Que ministro da Defesa Nacional não gostaria da dar aos seus homens e mulheres  as melhores condições, os melhores meios, os melhores equipamentos?", interrogou,  perante uma plateia de oficiais, chefias e oficiais superiores na reforma.
O governante justificou as medidas orçamentais com "as opções erradas"  do passado que "limitaram a nossa liberdade", mas considerou que estas exprimem  "o caráter de um povo que honra os seus compromissos" e manifestou confiança  na "resposta" da instituição militar. 
"Disse há um ano que se havia instituição capaz de responder às restrições  orçamentais, sem perda de operacionalidade para o cumprimento das missões  essenciais, seriam as Forças Armadas. E respondeu. Em 2013 será assim, novamente,  não tenho dúvida. Não por mérito deste ministro ou do Ministério, mas porque  está na natureza, na alma e na formação das Forças Armadas forjada nos ensinamentos  que atrás referi", advogou. 
O ministro da Defesa referiu ainda que o Orçamento, sendo "rigoroso  face às restrições, considera e respeita a especificidade da condição militar".
Neste contexto, José Pedro Aguiar-Branco salientou que no próximo ano  se mantém "a possibilidade de ocorrerem promoções nas Forças Armadas", "se  viabiliza a passagem  1/8à reserva 3/8 a um número muito significativo de militares",  "preserva os 60 anos como idade de aposentação" ou "aumenta o orçamento  atribuído às Forças Nacionais Destacadas em cerca de dois milhões de euros".
"Todos sabemos que é mais fácil destruir com um juízo negativo do que  construir com um consenso tolerante", referiu. 
No seu discurso, o ministro da Defesa advertiu que "a boa execução orçamental  não está apenas dependente do ministro das Finanças", nem "a saída para  a crise apenas nas respostas da acção governativa". 
"Este não é um caminho que só uma dúzia de pessoas possam fazer, a solução  está em cada um de nós e no contributo que dermos, na capacidade com que  executarmos este orçamento sem pôr em causa a missão e a operacionalidade  que o país exige", disse. 
Lusa

terça-feira, 20 de novembro de 2012

RIP

Faleceu o Dr. Ilídio das Neves Luís , que desempenhou as funções de Presidente da Associação de Fuzileiros.

A esta Associação e a todos os seus membros, apresentamos as nossas condolências e cumprimentos

ORA TOMA

Os submarinos garantem a soberania e a autoridade do Estado

O jornal inglês The Guardian destaca hoje em primeira página as preocupações britânicas quanto ao novo submarino nuclear HMS Astute, que se previa ser a mais sofisticada unidade alguma vez construída para a Royal Navy, mas que está a revelar muitas falhas de construção e a levantar dúvidas quanto aos seus futuros desempenho e segurança, para além de não atingir a velocidade contratada, exibir muitas corrosões e ter demasiadas infiltrações de água. Os submarinos são um meio de defesa e de dissuasão das grandes potências marítimas, mas também são frequentemente considerados como a “arma dos pobres”.
Nesta perspectiva, a posse de submarinos não é um luxo, mas um factor de dissuasão e de afirmação do Estado. Porém, enquanto em Portugal se discute muitas vezes a necessidade de haver dois submarinos que custaram 500 milhões de euros cada um - todas as nações marítimas da Europa de média dimensão têm frotas de submarinos bem mais numerosas - no Reino Unido discute-se se o primeiro dos sete submarinos nucleares da classe Astute satisfazem ou não as especificações de uma encomenda no valor de 9,75 mil milhões de libras (12,15 mil milhões de euros), ao preço unitário de 1,75 mil milhões de euros.
No caso de Portugal, cujas águas jurisdicionais são a 11ª área marítima mais extensa do mundo e a maior da Europa, maior por exemplo do que as da Índia ou as da China, é a Marinha que assegura a autoridade do Estado, a defesa militar, a segurança e o apoio à exploração económica e científica do mar, através das suas estruturas e dos seus meios, entre os quais estão apenas dois submarinos.

A ORIGEM

O Governo devia olhar com atenção para “uma estrutura militar altamente cara e despesista”, defendeu o social-democrata Macário Correia no programa “Terça à Noite” da Renascença.
O presidente da Câmara de Faro considera que “estamos a alimentar generais e oficiais superiores que não fazem praticamente nada” e, acrescenta: "O mundo militar vive de mordomias e privilégios que devem acabar”.

Estas declarações do Engº Presidente da Câmara de Faro foram a origem do desagradável incidente , e consequente processo judicial , em que foi envolvido o Senhor Vice Almirante Botelho Leal , coordenador e autor do blog "A voz da Abita...na reforma"

Convenhamos que são palavras bastante desagradáveis para os Militares. E "bastante" é o termo mais suave que se poderá encontrar

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

AGUENTA MARUJO


Exmos. Senhores Oficiais
Caros camaradas
 Para os que utilizam os respectivos serviços a situação do IASFA é preocupante, sendo públicas dificuldades que enfrenta (porque dadas a conhecer, algumas, localmente, aos beneficiários), nomeadamente as que têm a ver com a contratação de pessoas singulares ou empresas prestadoras de serviços (o que não invalida a existência de outras), que vão das necessidades em médicos às respeitantes aos auxiliares (que asseguram funções diversas), passando pelos enfermeiros, obviamente que por falta de verbas para esse efeito.
Infelizmente, o MDN não se tem disposto a proporcionar à AOFA a informação completa do que se passa e vem cultivando, nesta como noutras matérias, uma política de completa opacidade em relação à situação.
Por essa razão e não porque nos mova qualquer má vontade em relação aos que o dirigem, a AOFA não esteve presente na tomada de posse do actual Conselho Directivo do IASFA (CD/IASFA), tendo enviado um mail explicativo da sua posição ao Gabinete de Sua Exa. o MDN, que, dada a sua relevância, nos permitimos relembrar:
“Exmo. Senhor General Arnaut Moreira
Digníssimo Chefe do Gabinete de Sua Exa. o Ministro da Defesa Nacional
Agradecendo a amabilidade de ter dado conhecimento à AOFA, por meu intermédio, da tomada de posse do Conselho Directivo do IASFA no próximo dia 1 de Outubro, venho informar V. Exa. que não nos faremos representar, devido às razões que, sinteticamente, passo a explicitar:
A Lei Orgânica (LO) nº 3/2001, de 29 de Agosto, é muito clara no que diz respeito aos direitos das Associações Profissionais de Militares (APM), associando-os inequivocamente às correspondentes matérias do foro socioprofissional;
Sucede que, entre essas matérias, encontra-se, precisamente, a obrigatoriedade de audição sobre questões do estatuto social dos respectivos associados, antecedido, até, pela integração em grupos de trabalho na área dessas mesmas competências (alíneas a) e b) do artigo 2º da LO 3/2001);
Ora, a AOFA foi confrontada com a publicação do Decreto-Lei (DL) nº 193/2012, de 23 de Agosto, que trata do Instituto de Acção Social das Forças Armadas, contendo matéria de relevante interesse para os militares, sem que fossem cumpridos os princípios estabelecidos na LO 3/2001, com a agravante de, dois dias antes, precisamente a 21 de Agosto, o Director-Geral do Pessoal e Recrutamento Militar do MDN (DGPRM/MDN), em reunião para que convocou a AOFA, supostamente para ser respeitado o direito de audição, não ter referido sequer a existência de um qualquer projecto, definitivo como se viu, relativo ao assunto, e ter remetido para uma próxima reunião respostas a questões concretas colocadas pela associação sobre o IASFA e a ADM;
Só isso seria suficiente para justificar a nossa ausência, uma vez que compete ao Governo cumprir a Lei, o que não foi feito;
Entretanto, e apenas para enunciar alguns dos aspectos que nos merecem oposição, o novo DL abre um perigoso caminho em termos da gestão do IASFA, face à formulação utilizada para a composição do Conselho Directivo (CD);
Na realidade, como se não bastasse serem os beneficiários do IASFA afastados da designação de membros para o CD, contrariamente ao que sucede na generalidade dos Serviços Sociais de outras Instituições (através de eleições), até deixou de ser obrigatório, por lei, que os mesmos sejam nomeados de entre militares, no caso oficiais generais (artigo 7º);
Por outro lado, o novo DL mantém a possibilidade de serem cobradas quotas aos beneficiários (artigo 13º), o que contraria um compromisso assumido com a AOFA e restantes APM, em 2005, pelo então MDN, Dr. Luís Amado, quando os militares passaram a descontar para a ADM: a de que o MDN asseguraria, através do respectivo orçamento, a entrega ao IASFA do montante equivalente às quotas dos beneficiários, ficando estes apenas obrigados ao desconto para a ADM;
Depois, sendo embora esta uma questão que vem do passado, quando da transformação dos SSFA em instituto público com o DL 284/95, cumpre recordar que o IASFA possui um muito valioso património, grande parte dele erigido à custa do esforço directo (quotas) ou indirecto (parcela dos combustíveis então vendidos pelos Ramos aos que neles serviam) dos militares e que a sistemática degradação dos correspondentes direitos (estabelecidos, aliás, na Lei nº 11/89, de 1 de Junho), bem como as modificações operadas desde há mais de duas décadas, minaram, goste-se ou não se goste disso, a confiança em muitas das decisões que são tomadas;
Não posso, também, deixar de trazer ao conhecimento de V. Exa. que varre a Internet uma onda de indignação, associada a uma grande preocupação, sobre as dificuldades sentidas pelo IASFA, englobando-se, aqui, igualmente, a enorme incerteza que reina sobre o futuro da ADM, que aponta inexoravelmente o dedo aos que nos governam ou governaram.
Esperando, que esta nossa resposta seja entendida apenas como a exposição leal e frontal, forma de comunicar apanágio dos militares, de algumas das muitas razões que nos levam a não estar presentes na tomada de posse do Conselho Directivo do IASFA,
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da AOFA

A IR


Na segunda-feira, dia 19 de Novembro, pelas 18h00, o Centro de Estudos Internacionais da SHIP vai promover uma Conferência sobre as  “Relações Económicas e Empresariais Brasil-Portugal”, que terá como orador o Dr. Miguel Horta e Costa, Comissário Geral de Portugal para o Ano de Portugal no Brasil e para o Ano do Brasil em Portugal. A moderação está a cargo do Prof. Doutor Armando Marques Guedes. Esta conferência enquadra-se no Ciclo de Conferências dedicadas ao Brasil, no âmbito das celebrações do ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal;

            Na quarta-feira, dia 21 de Novembro, pelas 16h00, a conferência “A grande aventura do Atlântico Sul, nos 90 anos da travessia aérea do Atlântico Sul”, pelo Dr. António Cerveira (esta sessão será seguida de um lanche convívio – inscrições na secretaria);

            Na quinta-feira, dia 22 de Novembro, pelas 17h00, a conferência “As campanhas da Restauração: A Batalha decisiva de Montes Claros” pelo General Gabriel Espírito Santo, no âmbito do Ciclo de Conferências sobre a temática da Restauração, promovida em parceria com a Comissão Portuguesa de História Militar;

Na terça-feira, dia 27 de Novembro, pelas 17h00, a apresentação da obra “Estações dos Correios de Moçambique”, da autoria do Dr. Altino Silva Pinto, promovida pelo Círculo de Estudos Filatélicos da Sociedade Histórica da Independência de Portugal;
           
            Na quarta-feira, dia 28 de Novembro, pelas 16h00, a apresentação da obra  “Guiné 1963-1974: Os Movimentos Independentistas, o Islão e o Poder Português”, do Ten. Cor. Francisco Proença Garcia, promovida em parceria com a Comissão Portuguesa de História Militar e a Liga dos Combatentes.

A LER

A ler e felicitar....

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

REVOLTA

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=2861972 (copiar este endereço)


Navios de guerra, a Popota e as Gomas

02 NOV 12



Ouvimos esta crónica , na TSF de 2 de novembro ás 0930 .

Guinamos para descansar o balanço da vaga e respirar fundo as injúrias do habitante Bruno Nogueira, a propósito dos nomes dos navios "NRP Oliveira e Carmo" e "NRPZambeze".

Além da ofensa à Marinha, e ao Falecido Comandante Oliveira e Carmo as palavras do habitante são injuriosas à Pátria e a um dos seus heróis.

Espero que se consiga ouvir bem (poderão fazer copy e depois ver na net) , espero que a Marinha tome uma atitude, bem como a Família do Comandante Oliveira e Carmo e , quem sabe o curso do ilustre Oficial e o curso que o tem como patrono.

O que o habitante nogueira merecia sei o que era......

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A IR....no PORTO


JUSTO




A Assembleia da Republica, a UMAR e Faces de Eva-CESNOVA organizaram, no dia 11 de outubro, uma sessao de Homenagem a Carolina Beatriz Angelo: republicana, feminista e pioneira do voto das mulheres. Carolina Beatriz  (1878-1911), depois das sufragistas finlandesas, foi a primeira mulher a votar na Europa, a 28 de maio de 1911, protagonizando um ato de elevado significado histórico e politico. Esta sessão contou na mesa de abertura com a participação da Presidente da Assembleia , da Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, da Presidente da UMAR, Maria José Magalhães, e da Coordenadora de Faces de Eva-CESNOVA, Zélia Ozorio de Castro. O debate foi moderado por Paula Moura Pinheiro e nele participaram historiadoras/es, deputadas/os e representantes de associações de mulheres e cidadãos de diferentes quadrantes políticos, 

Na foto Carolina Beatriz com Ana de Castro Osório, então Presidente da Mulheres Sufragistas Portuguesas(que escrevia o nome com "s", como deve de ser, aliás....)

Curiosamnete nenhum topónimo Lisboeta a recorda:.....

ANGOLA UÉ

Ativista Rafael Marques testemunha em inquérito-crime sobre dirigentes angolanos
Lusa
Lisboa, 11 nov - O ativista angolano Rafael Marques confirmou hoje à Lusa que o Ministério Público português tem em curso um inquérito-crime, do qual é testemunha, sobre o envolvimento de altos dirigentes angolanos em crimes de branqueamento de capitais.
Em Lisboa para prestar declarações no âmbito de outro processo, o ativista e jornalista Rafael Marques sublinhou que o inquérito-crime em curso diz respeito ao que começou por ser um "processo de averiguação preventiva", de que deu conhecimento à agência Lusa Rafael Marques a 11 de janeiro.
Esse processo, com o n.º 85/11-PG, foi interposto por um cidadão angolano residente em Portugal, junto do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
Tanto esse cidadão como Rafael Marques -- que, a 11 de janeiro, depôs em Lisboa como testemunha no processo -- são agora ambos testemunhas no inquérito-crime n.º142/12, cuja abertura foi noticiada neste sábado pelo "Expresso".
Segundo o semanário, o Ministério Público português está a investigar três altos dirigentes do regime angolano -- Manuel Vicente, vice-Presidente de Angola e ex-administrador da petrolífera Sonangol; o general Hélder Vieira Dias, mais conhecido como "Kopelipa", ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos; e Leopoldino Nascimento, consultor do general "Kopelipa" -- por suspeitas de crimes económicos, mais concretamente indícios de fraude e branqueamento de capitais.
Segundo o "Expresso", o inquérito-crime está na fase inicial e ainda nenhum dos três dirigentes angolanos foi ouvido nem constituído arguido.
Só Manuel Vicente prestou declarações ao "Expresso": "Não fui notificado por ninguém e por isso desconheço o que se passa. De qualquer modo, todos os meus investimentos em Portugal estão perfeitamente documentados junto da autoridades competentes."
Em janeiro -- e, depois, novamente em julho -, Rafael Marques depôs como testemunha na queixa apresentada pelo referido cidadão angolano residente em Portugal, tendo sido chamado pelo que tem investigado sobre "a corrupção em Angola".
Segundo disse à Lusa na altura, a queixa versava "uma longa lista", de duas dezenas de cidadãos angolanos com "investimentos e propriedades em Portugal", acusando-os de "branqueamento de capitais".
 lista incluía "membros da família presidencial" angolana, entre os quais Welwitschea José dos Santos (conhecida como "Tchizé" dos Santos), uma das filhas do Presidente angolano.
Rafael Marques encontra-se em Lisboa para uma audiência no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, desta feita como acusado.
Os nove generais angolanos que Rafael Marques processou, em Angola, por "atos quotidianos de tortura" nas zonas de extração mineira das Lundas apresentaram por seu lado queixa - em Portugal - contra o ativista, que responderá por "calúnia  

domingo, 11 de novembro de 2012

A IR ?


O Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa tem a honra de convidar V. Ex.ª e Exma. Família a assistirem ao Colóquio “Transformação do Estuário do Tejo no maior centro Náutico da Europa” promovida pela Secção de Transportes, que terá lugar no dia 22 de Novembro de 2012 pelas 17h00, na Sala Algarve.

PROGRAMA

17h00 - Abertura – Alm. António Balcão Reis - Presidente da Secção de Transportes.
17h10 - Introdução pelo Eng. Gonçalves Viana, sobre: “Sotavento Algarvio” “Transformação do estuário do Tejo no maior centro náutico da Europa”.
17h25 - Apresentação pela Engª Lucília Luís, sobre: “Potencial de Desenvolvimento das infraestruturas de recreio Náutico no Continente no Contexto de Promoção da Economia do Mar”

17h40 Debate com o seguinte painel:
Alm. António Balcão Reis - SGL
Eng. Gonçalves Viana - SGL
Engª. Lucília Luís - Consulmar
Eng. Almeida Faria – EPUL
Eng. Martinho Fortunato - Marina de Lagos
Eng. Tiago Marcelino  - Marina de Troia
Eng. Marco Wallenstein – W.Investimentos
Prof. Carvalho Rodrigues – Marinha do Tejo

Encerramento e Conclusões pelo Eng. Gonçalves Viana

sábado, 10 de novembro de 2012

No WORDS

Sorry

USA


The story of Mitt Romney's loss among Hispanic voters is on the front pages of today's New York Times and Washington Post. And it should be.
According to exit polls, President Barack Obama won the Hispanic vote by a whopping margin of 71 percent to 27 percent. That's larger than Obama's margin against McCain in 2008. Having doubled their share of the total vote since 1996, Hispanics constituted 10 percent of the electorate in 2012. In the next presidential race in 2016, more than three million additional Hispanic citizens will be eligible to vote.
You don't have to be a statistician to see where this is going. Even Republicans see it, though they don't know what to do about it. The quandary inevitably leads to discussion of comprehensive immigration reform. Hispanics are for it, Republicans are not. But the alienation of Hispanics, many of whom are culturally conservative, from the Republican Party is both bigger and smaller than the issue of immigration.
For a little perspective, consider the votes of another minority -- Asians. Romney won among all voters making more than $100,000 a year by a margin of 54-44. Asian-Americans happen to be the highest-earning group in the U.S., out-earning whites, and they generally place enormous emphasis on family. A perfect fit for Republicans, no?
No. Asians voted for Obama by 73-26; they were more Democratic than Hispanics.
It's possible that Hispanics and Asians are more communitarian than individualistic, leading them to identify more with Democrats than Republicans. But most immigrants, like most other Americans, possess both strains in their political DNA. (People rarely pull up roots and move to a new land without a strong sense of individualism.)
So perhaps the decisive characteristics are not in the Asian and Hispanic communities so much as in the Republican Party. The GOP is overwhelmingly white and insistently, at times militantly, Christian. Democrats, by contrast, are multiracial with a laissez faire attitude toward religion and spirituality. If you were a black-haired Buddhist from Taipei or a brown-skinned Hindu from Bangalore, which party would instinctively seem more comfortable?
Republican exceptions prove the rule. As Shikha Dalmia has pointed out, the two high-profile Indian-Americans in the Republican constellation -- Governors Nikki Haley of South Carolina andBobby Jindal of Louisiana -- both converted from their traditional eastern faiths to Christianity. It's unlikely that's a coincidence.
There is also the problem that polite people avoid identifying: the persistence of a rump of racists in the Republican base and on conservative airwaves. Nothing the party advocates  --  from walls along the border with Mexico to the "papers please" laws of Arizona and Alabama -- is designed to disabuse those conservatives of their racial views or of their belief that the party will tolerate them.
For many years the racial smoke signals worked in Republicans favor. Now Asians, blacks and Hispanics are sending the signals. Blacks vote Democratic 9-1; Asians 3-1; Hispanics almost 3-1. Support for immigration reform will help. But Democrats have a four-decade head start in building and managing multiracial coalitions. Republicans have a lot of catching up to do in a hurry.
(Francis Wilkinson is a member of the Bloomberg View editorial board. Follow him on Twitter.
Read more breaking commentary from Bloomberg View at the Ticker.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FILHO DE EMBAIXADOR



Exmo. Senhor Primeiro Ministro,

O meu nome é Pedro Tânger, sou novo mas já não me posso considerar um jovem, tenho 30 anos, e sou aquilo que tanto está em voga: um jovem empreendedor. Tive a sorte de ter crescido num meio privilegiado, sou filho de um diplomata, vajei o mundo, conheci outras culturas e estudei em excelentes escolas, venho de famílias portuguesas antigas,daquelas com que a história de Portugal se confunde quando se conta a ela própria, como se vê pelo meu nome. Sou advogado de formação e de cédula mas larguei a profissão para começar um projecto novo e, acima de tudo, inovador. Arrisquei, investi aquilo que não tinha e tenho sido capaz de viver e crescer com isso. Portanto,  abri uma escola de artes marciais em Lisboa e a minha vida é passada a ensinar crianças, jovens e adultos sobre a importância de viverem e de seguirem um código de conduta baseado em valores intemporais, tais como a Integridade, a Perseverança, a Honra e tantos outros valores seculares que conhecemos.

Sou um jovem empreendedor porque quis e adoro sê-lo. Da minha herança familiar sobra-me a tradição de uma boa educação e de um bom conjunto de valores sócio-éticos e tudo isto me preenche.
Como disse, viajei. Vi países em situações muito piores que a nossa, tal como vi países mais organizados e competentes. Vi o mundo. Compreendo que não somos o país mais avançado no mundo mas tenho bem consciente que somos um país fantástico, com gente fantástica e, sem qualquer dúvida, um país de primeiro mundo, na lista dos melhores países do mundo. Acima de tudo, cresci a adorar o meu país e a ser porta-bandeira da nossa portugalidade. Ser filho de diplomata tem destas coisas: ficamos a ser mais portugueses que os portugueses, a adorar o que temos de bom e a aceitar o que ainda temos de melhorar.

Sr. Primeiro Ministro, eu votei em si. Votei porque acreditei que o seu discurso era sóbrio e realista, porque gostei da forma como partilhou que queria arrumar esta casa  e porque valoriza o trabalho em vez da queixa.
Compreendo que não deva ser fácil governar Portugal, sobretudo quando nos vemos como um país pequeno e dependente. Quando vivemos à sombra de uma mitologia histórica, baseada em feitos que não foram assim tão heróicos mas que insistimos em que o sejam, quando vivemos entre o desespero do fado e a grandeza do Quinto Império, escudando-nos nas glórias do futebol e nas esperanças de Fátima. Não deve ser fácil governar um país sem auto-estima, erguido com pilares de egoísmo pós Salazarismo e de demagogia neo-democrática. Não deve ser fácil governar um país que odeia os seus políticos mas adora um Obama, um país que prefere o mexerico ao facto, um país em que se "vai andando" à medida que se vai queixando. Não deve ser fácil governar um povo sem uma identidade mas à busca dela no chouriço, no arroz de cabidela ou na mini. Um país perito em políticos e treinadores de bancada, como se ambos os jogos tivessem a mesma importância, ou, mais gravosamente, como se o derby lisboeta fosse assunto mais sério que um orçamento de estado. Pior deve ser ter de governar um país em que ainda existe um discurso comunista que nos fala em liberdade e luta eterna quando, na verdade, vivem do dia 26 de Abril do século passado. Deve ser arrepiante governar com uma super ministra como a Merkl que teme pelos problemas da Alemanha do pós primeira guerra, se assusta com as doutrinas idealistas e foge das irregularidades técnicas como uma formiga foge da água. Imagino o difícil que deve ser ter de ouvir uma Troika a impor-nos austeridade para garantir a fiabilidade do sistema vigente e saber que, ao saír daquela porta, terá de enfrentar os portugueses que vão sendo sufocados.
Não deve ser fácil mas se o fosse, todos seríamos Primeiros Ministros.

Sr. Primeiro Ministro, não compreendo como é que ainda não percebeu que a austeridade a que se sujeita - sim, porque eu sei que também se vê sujeito a ela - ; como é que ainda não compreendeu que este é o caminho da morte de Portugal?

Se ainda não percebeu, vou dar-lhe o meu exemplo. Um exemplo de sucesso, portanto, um exemplo acima da média e que, mesmo assim, não consegue acompanhar o caminho tenebroso em que nos encontramos.
Como disse, tenho uma pequena academia de artes marciais. A Academia está cheia, tenho mais de 200 alunos e outros 140 espalhados em Colégios e escolas de Lisboa. Na minha academia, o ensino e o profissionalismo são de excelência e estamos entre as maiores e melhores academias do mundo. Ainda agora estive numa convenção anual na Alemanha e fiquei horrorizado com a falta de qualidade deles. Somos a referência na Europa, tenho alunos que vêm da Holanda, de Itália e de Inglaterra para treinar connosco. Ainda assim, tenho dificuldades em manter o negócio aberto. Consigo pagar as contas, pago todos os impostos, contribuo para a sociedade directamente mas não consigo expandir. Queria criar mais postos de trabalho e de oferecer novas oportunidades a jovens competentes mas só consigo pagar-lhes 300 euros por mês, se tanto. Porquê? O IVA retira-me 23% de todo o meu trabalho. Um quarto. Sobra-me dinheiro para pagar as contas, tudo bem. Depois dizem-me que o IRS, outros 21%, vai aumentar. Os meus alunos, esses, estão aflitos, vão, provavelmente cortar também. Então, pedem-me um desconto, dizem-me que pagam em dinheiro vivo se eu lhes fizer um desconto de 20% (do IVA). Assim, eu não teria de declarar, fazendo crescer a economia paralela. Eu não o faço, por principio, mas posso dar-me ao luxo de perder alunos? Não, claro que não.
Retirar o 13 mês também foi uma boa forma de retirar o dinheiro em circulação. Desta forma, os pequenos empresários como eu podem começar a afundar-se porque as pessoas não vão gastar dinheiro sem ser na renda de casa, na alimentação e numa ou outra comodidade em prol da dignidade.
A austeridade leva-me a sufocar e, note-se, eu sou daqueles que tem algum sucesso. Imagino tantos colegas meus que não conseguiram reunir as mesmas condições que eu...o que será deles?
Tenho muitos amigos que já partiram. Educaram-se em Portugal, queriam vingar em Portugal mas foram-se embora. Estão hoje no Brazil, em Inglaterra, nos Estados Unidos ou na Alemanha. Foram porque não tiveram hipótese ou, mais tristemente, porque lá fora era mais fácil. É mãos fácil trabalhar-se, é mais fácil ser-se respeitado, é mais fácil ter-se sucesso. É mais fácil...cá tudo é difícil. Porquê?
Eu sou teimoso. Gosto de Portugal e quero vencer em Portugal para Portugal. Quero contribuir para os portugueses. Já tive varias ofertas para ir trabalhar para fora mas não fui, fiquei. Fiquei porque sou um Patriota na gema!
Exmo. Senhor Primeiro Ministro, está na altura do Senhor ser um Patriota. Transforme-se num Líder, sim, num Líder. Não tenha medo do passado, esse já foi contado, crie um futuro. Tenha um projecto, partilhe o projecto connosco, tenha uma visão.
Ainda não deve ter reparado mas saberá que os salários em Portugal são anedóticos. A troika fala-nos em redução e contenção e nós concordamos? Mas que parte de "há limites" é que não faz sentido? A sério que estamos a caminho de reduzir o dinheiro num país em que o salário mínimo e médio são até 4 vezes mais pequenos do que os nossos queridos colegas europeus?

O problema é que nós continuamos a achar que temos aquilo que merecemos. Pois mas diga a verdade aos portugueses. Diga que não tem estofo para chegar à reunião com a Senhora Merkl e bater com a mão na mesa e dizer: "minha senhora, o problema de Portugal não representa, sequer, 1% do PIB europeu, este problema só não se resolve porque a senhora não tem vontade política de o resolver. Basta! Não consigo ver o meu povo a ser sufocado assim. O desemprego está tremendo, a emigração qualificada parece um êxodo, as famílias têm demasiados problemas e, acima de tudo, nós devemo-nos ao respeito!"

Senhor Primeiro Ministro, seja um Líder do seu estimado povo e acredite em nós. Neste momento, o Senhor está a transmitir insegurança e incompetência. Não a sua, a nossa!

Ser um Líder é ser um pouco louco, é ser destemido, é ter uma visão e acreditar nela de tal forma que os outros o acompanham. Qual é a sua visão de facto? Neste momento só consigo ver a visão do bloco central europeu. Essa vejo-a com clareza mas cabe-nos colocar os limites que merecemos senão seremos esmiuçados em prol dos outros.

Estou triste. Triste com esta vergonha nacional. Triste com esta falta de auto-estima, triste por saber que o português não se une porque não acredita na capacidade do próximo. Triste porque nos sentimos sós e desamparados perante gigantes europeus que, de gigantes, só têm o tamanho que lhe damos. Triste porque vemos monstros onde há oportunidades e porque estamos aterrados de medo.
Senhor Primeiro-Ministro, eu quero acreditar que irá ler esta carta porque    acredito nas suas intenções. Tenho a noção de que lhe falta confiança para ser o Líder que precisamos mas preciso que acredite que, se o fizer, nós acreditaremos em si e veremos o Líder que pode vir a ser.

Estamos a sufocar, Senhor Primeiro Ministro. Este não é o caminho. Também não o é o dos comunistas com o seu discurso incongruente, o dos socialistas e os seus fala-baratismos baseados num modelo social europeu, também ele, desactualizado. Não precisamos, tão pouco de um discurso social democrata pouco assumido e pseudo liberal. Precisamos de liderança. Precisamos de uma visão agregadora, de uma voz por Portugal, uma voz que acredite naqueles de quem fala como acredita no seu próprio coração. Precisamos de alma, precisamos de força, precisamos de Portugal.

No seu lugar, Senhor Primeiro Ministro, eu começaria por dirigir-me aos portugueses e pedia-lhes para se prepararem porque ia começar a montanha russa. De seguida, bateria com a mão na mesa e dizia ao mundo que Portugal está cá para ficar. Imediatamente a seguir, agregava os melhores empresários do país e pedia-lhes a sua opinião. Pedia, também, a opinião de pequenos empresários, como eu, porque o país é feito de pessoas como eu. Falaria com os sindicatos e pedia-lhes para serem mais patriotas também porque o senhor Salazar já caiu da cadeira há uns anos. Passado este tumulto, dirigia-me aos PALOP e mostrava todo o interesse em criar uma rede de países com interesses comuns, lançava as bases para uma common wealth portuguesa. No caminho, largava as referências históricas do passado português pelo mundo porque já não tem sumo esse fruto. Falava com humildade perante o mundo, a humildade necessária para me mostrar preparado. Logo a seguir a esta loucura, criava um plano económico para dinamizar a indústria portuguesa, ao ponto de afectar regiões inteiras à produção de qualquer coisa portuguesa. Preparava o país para a excelência e não para a mediocridade de sermos apenas mais uns. Uma vez tudo isto feito, e assumindo que ainda estava vivo, arranjava forma de descalorizar o euro, devolvendo a liquidez que necessitamos. Exportava a excelência, não em pessoas mas em produtos e serviços. No caminho, reestruturava o Porto de Sines para ser o Porto de acolhimento mais apetecível para os mega-porta-contentores que chegam do novo Suez. Desenvolvia o caminho de ferro para a Europa e escoava os produtos de cá. Mas fazia-o com brio. Por fim, assumia as águas territoriais de Portugal e começava a produzir petróleo porque o há.
No processo, mudaria a bandeira de Portugal e faria com que a bandeira da presidência, verde escuro com a esfera armilar, fosse a bandeira nacional. Retirava o vermelho representativo do sangue e substituía-o pela esperança e optimismo do verde. Uma bandeira diz muito acerca do pais e, sejamos honestos, a nossa é muito feia. Até aí precisamos de mais confiança.
Eu não sou o primeiro-ministro de Portugal, não fui eleito por milhões de compatriotas meus com base na minha visão, por isso é que posso me dar ao luxo de apresentar uma solução, por mais idealizada ou louca que seja. No entanto, Senhor Primeiro Ministro, peço-lhe, enquanto seu compatriota, que me apresente a sua visão porque eu quero acreditar que existe uma.


Um abraço amigo,

Pedr