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terça-feira, 19 de março de 2013

O NOSSO CLUBE

Acabou de haver um novo , e normal, acto eleitoral no nosso Clube, o Clube Militar Naval.

A lista concorrente foi única , o Presidente foi re-eleito , e já havia exercido as mesmas funções em mandatos anteriores.

A CACINE pediu a um elemento da Câmara para ir lá votar, e assim se fez.

Só que o Presidente eleito , certamente excelente para a função, e tanto que a vem repetindo, já deveria ter certamente olhado com atenção para as suas salas e apreendido o suficiente para ter procedido de maneira diferente.Mas não.
 Apresentou-se  a escrutínio com uma lista para os Corpos Sociais constituída unicamente por Oficiais do activo , muitos com pouquíssimos conhecimentos da vida associativa , outros que pouco frequentam o Clube e alguns arranjados à pressa.Nem um Oficial da Reserva ou da Reforma.
Ora, bastando olhar diariamente para a sala de maior convívio, raramente se encontra um Oficial do activo. São todos sócios , que fazem a sério a vida do Clube e O SUSTENTAM , que lá estão.
Parece-nos pois que foi pouco sagaz e sábio, e talvez muito injusto o critério do Presidente eleito. 
Um, ou mais, Sócios da reserva ou reforma, que frequentam diariamente o Clube, que sabem o que deve ser ou não feito , com o tempo de que dispõem, com a experiência e conhecimentos que têm na vida civil e não só, terem sido eleitos para Os Corpos sociais, e nomeadamente para a Direcção, seria uma indiscutível mais valia para todos nós.
A Marinha , caro Presidente, é o que é e tem o prestígio que tem , também graças aos Oficiais mais antigos que hoje estão afastados. Chama-los a funções no nosso Clube teria sido um acto de grande nobreza e que eles desempenhariam com entusiástico empenho.

Tenho pena que o Presidente reeleito não tivesse essa sabedoria e perdesse uma magnífica oportunidade de mostrar que esta casa é de todos nós.

Talvez para a próxima.....


ÁS ARMAS


Sofia Fonseca
As associações de pais e de antigos alunos do Colégio Militar acusam o Ministério da Defesa de querer "destruir" aquela escola e o Instituto de Odivelas, que terão os dias contados caso sejam fundidas.
A Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Colégio Militar (APEEACM) alertou hoje para os perigos do projeto de reforma do ensino militar, que está a ser coordenado pelo Ministério da Defesa (MD).
Apesar de ainda não terem sido recebidos pelo MD, o presidente da associação de pais tem "90% de certezas" sobre o que ditam os planos que estão em cima da mesa: "Vão fechar o Instituto de Odivelas (IO) enquanto o Colégio Militar (CM) vai abrir como externato misto", contou à Lusa Paulo Amaral, presidente da APEEACM.
Há cerca de oito anos, foi experimentado o regime de externato no Colégio Militar e "não funcionou", recordou Paulo Amaral, sublinhando que o projeto governamental põe em causa a sobrevivência dos estabelecimentos militares de ensino e representa "mais custos para o país".
Paulo Amaral garante que "os pais não querem dinheiro do Estado" e têm propostas para que "gaste ainda menos do que gasta com as outras escolas".
No entanto, o MD ainda não respondeu ao pedido de audiência feito pela associação, que garante ter soluções alternativas benéficas para os cofres do Estado e para as duas escolas.
As propostas passam pela rentabilização das instalações, como "abrir o colégio a outras crianças durante as férias ou alugar espaços para inúmeras atividades, como seminários de liderança de empresas", exemplificou Paulo Amaral.
Além disso, a APEEACM defende que se poderia poupar com a aplicação de medidas como a partilha de professores nas três escolas - IO, CM e Pupilos do Exército. Por outro lado, as três escolas podiam "passar a ter apenas uma secretaria e uma lavandaria", exemplificou.
Num comunicado conjunto da APEEACM e Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar, as duas instituições sublinham que o ministro da Defesa se "prepara para condenar à destruição dois dos mais conceituados estabelecimentos militares de ensino (EME's), o Colégio Militar e o Instituto de Odivelas, desvirtuando por completo o modelo educativo das duas instituições".
Além de poder "aniquilar o modelo e os valores" do Colégio Militar e do Instituto de Odivelas, o MD "está, objetivamente, a pôr em causa o futuro e a sobrevivência dos dois estabelecimentos a médio prazo", lê-se no documento.
"Fundir pura e simplesmente as instituições, como pretende o Governo, misturar alunos internos com alunos externos, desvalorizar o sistema de internato, sem cuidar de preservar as identidades e culturas de cada estabelecimento, é condená-los a uma morte lenta, mas inexorável", alertam as organizações no documento.
A agência Lusa contactou o gabinete de imprensa do Ministério da Defesa que disse não prestar declarações sobre a reestruturação do ensino militar por o processo ainda estar a decorrer

segunda-feira, 18 de março de 2013

SERÁ MODA?


Notícias do Brasil:

Dilma QUER ACABAR COM COLÉGIOS MILITARES.

Acharam que ficaria barato... é só o começo
Senhores.
REPASSEM/INFORMEM/DIVULGUEM, aproveitem que ainda PODE e ainda há TEMPO!!!!
Dilminha QUER ACABAR COM COLÉGIOS MILITARES... É, FICA MAIS FÁCIL...
Tudo que presta, que contribui para o desenvolvimento do País, precisa
ser destruído para que a mediocridade possa continuar a governar o
Brasil.
Agora, é necessário acabar com os COLÉGIOS MILITARES. São doze e,
tradicionalmente, os melhores do Ensino Médio no Brasil. Estão
reclamando porque lá se ensina a verdadeira história da Pátria. Lá não
se enaltecem os gatunos dos mensalões e os destruidores do País. Lá
não se ensina a mentir como se mente nos blogs da presidente e de sua
gang vermelha e mente a própria que falsificou até o seu curriculum
vitae.Nos Colégios Militares, ensina-se a vitória dos GUARARAPES,
resultado da União das raças (preto - branco e índio) que derrotaram o
melhor exército do mundo, na época.Lá se ensina que foram os
paraguaios que invadiram o Brasil, apossando-se de URUGUAIANA, FORTE
COIMBRA E CORUMBÁ e não a mentira implantada e contada pelo comunista
e historiador argentino León Pomer, que publicou que o "Brasil matou
95% da população masculina do Paraguai" e por aí vai e a versão
brasileira é de Júlio José Chivenato que nos apresenta como submissos
à política externa Inglesa e outros "bichos".
Quem quiser saber a verdade que compre o livro GUIA POLITICAMENTE
INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL DE LEANDRO NARLOCH. Neste livro vamos
encontrar a versão correta do problema indígena, quando o Ministério
da Educação, que deseduca, fala em genocídio contra os índios e outras
safadezas criadas pela mediocridade esquerdista e ladra brasileira.A
raiva contra o IME, o ITA, as Academias Militares e os Colégios
Militares é que são escolas de Excelência. Os alunos destes
estabelecimentos de Ensino são, competentes, disputados no mercado de
trabalho pelas seguintes razões: são responsáveis, são preparados, são
disciplinados, são cumpridores do dever, aprenderam que ser honesto é
uma obrigação do cidadão, são leais aos seus superiores e sabem
comandar e obedecer.
Nos COLÉGIOS MILITARES, há a seleção pelo mérito e não pela lei do
GERSON. Lá se desenvolve o caráter do jovem, ensinando os valores que
dignificam o homem. Como é necessário e urgente destruir os valores da
formação moral da Nação Brasileira é preciso que sejam os mesmos
destruídos para que o Governo continua a dominar a safadeza, a falta
de caráter, o roubo, o assassinato, a mentira, a desonestidade, a
canalhice, a sem-vergonhice, o domínio dos sacripantas, velhacos e
outros termos ditos pelos que foram traídos agora e estão mostrando a
desgraça para onde marcha o Brasil.Os Colégios Militares formam a
elite pensante brasileira. Nenhum dos mensaleiros, cuequeiros,
terroristas, transportadores de dólares, malas, matadores
profissionais (Santo André) etc. cursaram algum Colégio Militar. Eles
estudaram na escola do crime. Aconselhamos aos detratores que estudem
e leiam Nabuco, Taunay, Calógeras, Rocha Pombo, a coleção Brasiliana,
Fragoso, Lira Tavares e não procurem fugir do debate, indo para os EUA
ou Europa com medo da falta total de Cultura.
nota:Será obra do hifen?

CHIPRE?


Russia Sending Permanent Warship Fleet To Mediterranean: Is A Russian Naval Base In Cyprus Coming Next?

 "Russia has previously threatened, and followed through with, sending ships to the Mediterranean is nothing new. In the past, every such episode was related to the protection of what Putin considered vital geopolitical interests in the region: whether defending the Syrian port of Tartus, various crude and natural gas pipelines in the region threatened by NATO expansion in Turkey, or offsetting heightened US presence around Gaza and Israel (and of course Iran). Which is why with the legacy conflicts in the region dormant, and the only news of any relevance being the European intervention in Cyprus against Russian oligarch interests, it is surprising we learn today that the Russian Navy will dispatch a permanent fleet of five or six combat ships to the Mediterranean Sea, with frigates and cruisers making up the core of the fleet.
How far into the Mediterranean one wonders? It wouldn't be too difficult to put two and two together and assume that with Cyprus just a few hundreds kilometers away from Syria, Lebanon, Gaza and Israel, Russia may have not only a new geopolitical target, namely the now pseudo-insolvent Russian protectorate of Cyprus, but a perfect alibi to be in the region as well, and more importantly, have a Plan B to the Syrian port of Tartus which is Russia's only naval base in the region.
How soon until we read that Russia is willing to invest even more unguaranteed loans into the Cypriot financial system.... in exchange for one tiny little naval and/or military base?"

sábado, 16 de março de 2013

TRANSPARÊNCIAS


A escritora Alice Vieira é ameaçada de expulsão pelo PCP por se candidatar pelo PS a presidente da Assembleia Municipal de Mafra e violar os compromissos com o partido.
O que espanta é que outro militante comunista, Carvalho da Silva, ande de braço dado com o PS e com o Bloco de Esquerda há anos e não lhe aconteça nada.
Carvalho da Silva é também o principal rosto do Congresso Democrático das Alternativas, o que já levou, aliás, Vasco Lourenço e Alfredo Barroso a romperem com o movimento porque ele teria como tarefa manter aceso o mediatismo de Carvalho da Silva (após abandonar a CGTP) rumo à candidatura à Presidência da República em 2015.
É por ter uma missão especial a cumprir que Carvalho da Silva tem um estatuto privilegiado dentro do PCP.
O ex-coordenador da CGTP funciona como se fosse um partido uninominal encapotado do PCP, tirando partido da capacidade de estabeler pontes e infiltrar as outras plataformas de esquerda ( e até de direita), captando um conjunto de fieis... de outros partidos que se tornam criptocarvalhosdasilva (a maioria é, porém, oriunda do cripto-comunismo).
O objectivo é levar o PCP, através de Carvalho da Silva, ao topo da magistratura do país, com o objectivo de defender o que resta da Constituição de Abril.
A opinião pública conhece mal, aliás, a militância comunista de Carvalho da Silva. Ele não gosta de falar nisso e quanto tem mesmo que o fazer é puxado a saca-rollhas ou arranja maneira de, sibilinamente, marcar as distâncias do partido.
O PCP, para além da sua força própria, sempre teve esta estratégia de criar estruturas com fins políticos de alto coturno.
Após o 25 de Abril, o MDP/CDE, mantido artificialmente pelos comunistas, serviu para tentar captar votos que seriam para o PS. O sonho comunista nas primeiras eleições de 1975 era o PC ganhar as eleições à volta de 30% e o MDP/CDE ficar em segundo com 15 a 20% de votos.
A criação dos Verdes foi uma forma de os comunistas terem os ecologistas para sempre controlados, impedindo a formação de outro partido ecológico.
Álvaro Cunhal, como conta o dissidente Raimundo Narciso, também pensou criar um Partido Camponês para varrer o que restasse do voto da Reforma Agrária e captar o pequeno e médio campesinato do norte.
Hoje, a missão secreta do PC chama-se Carvalho da Silva.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/alice-vieira-descobre-a-careca-a-carvalho-da-silva=f793725#ixzz2Nk7dMrNH

PIRATARIA

Por cá, e nas nossas casas, não é como no Chipre, mas alguma coisita se vai fazendo.

Ao Sr. Comandante .....que tinha um "complemento de pensão " de 175.18€ , sem lhe darem o mínimo dos cavacos, reduziram para 92.28€.Acrescentaram 7.69€ de 13º mês e depois raparam desta miséria 10.82€ de Contribuição Extraordinária de Solidariedade.
Resta 89.15

Assim foram ao bolso do dito cujo em 86.03€ , ou seja , quase tanto quanto lhe dão.

E, claro, sem uma carta, um telefonema, um mail, um cartão de visita  um recado, um esclarecimento, um aviso aos navegantes.
Nada.Para cães só há ossos.

PIRATARIA


Resgate ao país aprovado pelo Eurogrupo inclui taxa sobre todos os depósitos e já foram dadas ordens para bloquear essa verba.
Os cipriotas acordaram na manhã deste sábado com a notícia do resgate financeiro ao seu país, que implicará a aplicação de um imposto extraordinário a todos os depósitos bancários. A população tentou nas sucursais e nos sites dos bancos levantar o dinheiro, mas as contas já estavam bloqueadas desde que a decisão do Eurogrupo foi tomada.
Aumento dos impostos sobre as empresas, que podem chegar aos 12,5%, e um imposto extraordinário de 9,9 % sobre os depósitos acima dos 100.000 euros e de 6,7 % para os valores abaixo são algumas das medidas acordadas pelos ministros da Economia e das Finanças da zona euro para o resgate financeiro a Chipre, que atingirá os 10.000 milhões de euros.
Após uma reunião de dez horas de negociações que terminou na madrugada deste sábado, o grupo de 17 países acordou um pacote de medidas em que se destaca a inclusão dos depósitos bancários no apoio ao financiamento do país.
O imposto sobre os depósitos será aplicado não sobre os juros, mas sim sobre o capital. O que significa que um cipriota ou um cidadão de outro país que tenha 101 mil euros num banco de Chipre, perderá de forma imediata dez mil euros, exemplifica o jornal El Mundo.
A população desta ilha do Mediterrâneo foi apanhada de surpresa pela decisão, que recebeu com preocupação e raiva. Logo nas primeiras horas da manhã muitos cipriotas, em pânico, dirigiram-se para os poucos balcões dos bancos que se encontram abertos neste sábado para tentar levantar o máximo de dinheiro possível, descreve o mesmo jornal. Mas as instituições já tinham cumprido a ordem de bloquear em cada conta a percentagem que irá reverter para a recuperação do país, fecharam as portas e bloquearam as movimentações de contas online. Nos multibancos fizeram-se também filas, sendo que as máquinas só permitem o levantamento de máximo de 1000 euros por dia. Mesmo nestes casos as pessoas depararam-se com uma verba já cativa.
O encerramento surgiu depois de o director-geral do Banco Central de Chipre ter dado ordens para que a decisão do Eurogrupo fosse cumprida de imediato. “Temos de nos conformar com a decisão”, explicou Erotocritos Jlorakiotis, acrescentando que a sua própria instituição aguarda mais detalhes sobre o acordo de Bruxelas, depois do primeiro pedido feito pelo país em Junho e ainda antes da eleição de um novo Presidente de direita.
“A mais dolorosa das soluções”
“Chipre escolheu a mais dolorosa das soluções”, assegurou o ministro cipriota das Finanças, Michalis Sarris, citado pela AFP, mas recordando que a alternativa era o país entrar num cenário de bancarrota, em que se perderia muito mais dinheiro. O mesmo governante tinha dito há dez dias que uma taxa sobre os depósitos seria “catastrófica” para o país. Mas agora vão conseguir arrecadar 5800 milhões de euros com esta medida. E adiantou também que os depositantes receberão acções do banco no valor equivalente ao que vão perder nos depósitos, mas não avançou até quando vigorará a medida.
Para evitar uma corrida aos levantamentos de dinheiro, já que este tipo de medidas implica um risco de fuga de capitais e cruza a linha que o Eurogrupo tinha dito que não ultrapassaria, o Governo cipriota deverá aprovar no domingo uma lei a proibir o levantamento de parte dos depósitos bancários a partir de terça-feira, já que segunda-feira é feriado no país. No entanto, por precaução, as instituições bancárias receberam instruções para garantir que online e nas agências abertas ao sábado não seriam feitas excepções.
"É uma catástrofe", resume um cipriota de 45 anos à AFP, depois de sair de uma caixa de levantamento automático. “Isto vai dar-nos vontade de sair do euro”, acrescentou um reformado. A preocupação é extensível às empresas, com um empresário belga a trabalhar em Chipre a assegurar que “se a medida for aplicada às sociedades” resta-lhes abrir falência
.
Muitos depósitos de estrangeiros
Segundo a Reuters, estima-se que entre um terço e metade dos depósitos nos bancos cipriotas pertençam a russos e britânicos não residentes, mas que optaram por ali colocar o dinheiro devido às boas condições que o país oferecia. Aliás, o país tem sido criticado por atrair dinheiro com base em impostos reduzidos, promovendo evasão fiscal.
“Eu estou muito zangado. Trabalhei anos e anos para juntar o que tenho e agora estou a perder o dinheiro por ordem dos alemães e holandeses”, disse à Reuters Andy Georgiou, de 54 anos, que regressou em 2012 a Chipre depois de ter trabalhado no Reino Unido. “Dizem que a Sicília é a ilha da máfia. Não é a Sicília, é Chipre. Isto é pura e simplesmente um roubo”, insistiu um pensionista.
Pelo seu lado, o porta-voz do Governo Christos Stylianides apelou à calma, assegurando que “a situação é grave mas não trágica e não há qualquer razão para entrar em pânico”. Uma visão que é rejeitada pelo deputado do partido Diko (centro-direita) Nicolas Papadopoulos, que apoiou a eleição de Fevereiro do actual Presidente, e que fala num acordo “desastroso” para o sistema bancário, um pilar da economia do país. “Antes pensava que qualquer solução seria má para Chipre, mas esta é um pesadelo”, acrescentou.
Este é o quinto programa de assistência financeira na zona euro, depois dos da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha (neste caso centrado apenas no sector bancário). Apesar de o Produto Interno Bruto de Chipre representar apenas 0,2% da zona euro, o comissário dos Assuntos Económicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, sublinhou que a falência do país seria “relevante para todo o sistema”.

MAIS UMA

De facada em facada até ao suspiro final, aguiar hifen branco continua a humilhar os Militares.

"Caros camaradas
Sabiam que, depois de um civil ter passado a fazer parte do Conselho Directivo do IASFA, foi nomeado outro civil como responsável pela ADM? Sabiam, também, que, ao que consta, por despacho da tutela, estão suspensas as nomeações de militares para o IASFA, a fim de que, aos poucos, vão sendo substituídos por pessoal civil?
Não estando em causa a competência dos nomeados, o que se encontra subjacente a estas decisões é a passagem do controlo do que é nosso, uma obra erigida maioritariamente com as contribuições, directas ou indirectas dos militares, para as mãos de quem nada tem a ver com ela. Se, ainda por cima, tivermos presente a valia do património do IASFA, muito dele oriundo do Cofre de Previdência das Forças Armadas, as nossas preocupações acrescem de forma substancial.
Mais: se nos lembrarmos de que, em documentos que circularam, o MDN afirma haver quadros a mais nas Forças Armadas, a que forçosamente haverá que dar destino se for por diante a chamada reestruturação que se pretende implementar, e uma situação de reserva a que importará dar “trabalho”, não deixa de causar novas preocupações este tipo de decisões."

O RP da AOFA

Tasso de Figueiredo

BOM PETISCO

Quem por lá andar que se apresente:

sexta-feira, 15 de março de 2013

AOFA


"É altura de cerrarmos fileiras e, um por todos, todos por um, exigir que atendam o pulsar da realidade militar de modo a atalhar, enquanto é tempo, o decisivo declínio de um dos principais fundamentos do Estado - as Forças Armadas portuguesas e o insubstituível papel que lhes cabe na defesa da soberania que ainda sobra nesta Pátria ameaçada!", afirmam no texto.
Os responsáveis da Associação Nacional de Sargentos (ANS), da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e da Associação de Praças (AP) destacam numerosas alterações já em curso ou por introduzir nos respetivos sistemas de saúde, de proteção social e de progressão nas carreiras com as quais estão em completo desacordo, além de outras mudanças pensadas pelo Governo para o setor.
O ministro da Defesa Nacional, Aguiar Branco, anunciou há semanas que a reestruturação das Forças Armadas implicará reduções de custos em 218 milhões de euros a partir de 2014, incluindo perto de oito mil efetivos.
"As circunstâncias justificam que, todos juntos, façamos valer a força da nossa razão, em oposição à razão da força que prepotentemente nos querem impor", continua o documento, criticando as medidas "concorrentes para uma ainda maior deterioração da já difícil situação em que os militares e as Forças Armadas se encontram".
Para combater aquilo que consideram ser "campanhas manipuladoras da opinião pública" e "todo um conjunto de malfeitorias", os militares vão reunir-se em protesto quarta-feira, pelas 17:30, junto à morada oficial do líder do Executivo da coligação PSD/CDS-PP, Passos Coelho."

Nota:E nem sequer pedem a demissão do inenarrável ministro, aguiar hifen branco?

A LER


Já era tempo de a maioria dos media, sobretudo os do serviço público, perceberem que os militares que falam nos media não representam "os militares" nem "as Forças Armadas" (FA): só se representam a si próprios ou às associações de que são membros. Quem fala pelas FA são os chefes de Estado-Maior (CEM) em funções e o ministro da Defesa. Os demais têm opiniões legítimas, que podem exprimir nos termos da lei num exercício de cidadania - mas não vinculam nem representam aqueles organismos da administração pública. Assumo a hipótese saudável que as administrações dos ramos não têm um discurso para os governos, aos quais estão subordinadas; e outro para o espaço público, veiculado por oficiais na reserva ou na reforma.
Uma observação atenta permite perceber que há uma maioria silenciosa de militares de todas as categorias que não se revê nas pressões que alguns militares têm feito na rua e nos media. Apesar da corrente que repete e repete que os militares perdem benefícios porque não têm sindicatos, aqueles intuem que estas condutas são difíceis de conciliar com as restrições constitucionais aos direitos e liberdades dos militares; não procuram representação sindical ou afim, mas esperam que os CEM os representem nos termos da lei (dever de tutela). Conhecem as culturas internas, vivas nos corredores e no modo como são tratados aqueles que as põem em causa; o "caminho das pedras" passa por relativizar o conhecimento da, e o respeito pela, lei (onde ficam os deveres de lealdade e de zelo?) e não pôr em causa a diabolização de "os políticos" (tantos chamam "in"/inimigo à tutela). A que acresce o espanto com as diferenças entre as expressões públicas, e o discurso interno, nas costas dos visados, depreciativo de "os políticos", tantas vezes relativo às pessoas que decidem as respetivas carreiras. Tem de espantar que quem tanto critica "os políticos" deseje ascender ao, ou progredir no, estrelato, nível orgânico que todos sabem ser político-militar; mas são raríssimos os que têm um discurso crítico dos políticos e recusam vir a ser oficiais-generais. Por isso, muitos se interrogam sobre as causas do silêncio público e formal de alguns ex-CEM, quando estavam em funções, e se tornaram tão críticos de "os políticos" depois de deixarem os cargos (com recondução). Como é que vários ex-CEM aceitavam as restrições de recursos quando estavam em funções e agora acham-nas inaceitáveis? Ou já eram inaceitáveis antes, mas estavam "agarrados" aos cargos, quiçá tentando manter "portas abertas" para outros, a seguir? E onde ficaram os deveres de lealdade e responsabilidade?
Esta maioria silenciosa de militares compreende que algum carreirismo é saudável numa organização muito hierarquizada e regulada. Mas valoriza o profissionalismo: "fazer bem feito", consistência, frontalidade, decisões fundamentadas na lei e bem explicadas. Como muitos dos seus concidadãos, desgostam da imagem que têm de "os políticos", tal como ela lhes chega pelos media e pelas culturas internas. Mas muitos também encontram internamente jogos de poder ou condutas enviesadas, que criticam e ouvem internamente criticar a outros grupos.
Em vez da conduta de pressão adotada por alguns militares nos media, o bom senso recomenda, sobretudo a oficiais-generais, que afirmem sem ambiguidades nem "mas" que os militares se dedicam integral e permanentemente ao serviço, e à realização das reformas decididas pelo poder político legítimo - pois é essa a atitude que, como deve ser e nos termos da lei, devem aos cidadãos-contribuintes, e exigem e esperam dos seus subordinados.
J.Silva Paulo

* Capitão de mar e guerra (reserva)

QUEM ESPERA.....


"Para quem desespera de esperar, posso informar que hoje me foram creditados na minha conta bancária os pagamentos de quatro comparticipações que tinha a haver do IASFA, comparticipações que, no site daquele instituto, desde 12JUL2012, 07AGO2012, 22AGO2012 e 25SET2012, vinham designadas como estando "Liquidadas".
Curiosamente, e embora assim seja, consultado o site, ainda não as vejo averbadas como "Pagas"!...
Concluo portanto que:
1º - O que o site informa, pouco tem a ver com a realidade;
2º - Pelo menos até que se cumpram 8 meses após o envio, há sempre que manter a esperança de que "ainda" pagam!!!... (...ou será este simplesmente "canto do cisne"?)."

Grito de esperança de um (ainda) "IASFEUR"

ALGUÉM SE LEMBRA?


PODEMOS IMPORTAR

Nearly two years after the start of Syria’s popular uprising, the conflict has evolved into a slow-moving, brutal civil war with many players and no clear end in sight. Multiple rebel groups across the country continue to fight President Bashar al-Assad’s forces, using any weapons they can get their hands on. While the rebels are using many modern weapons, they’ve also come up with their own makeshift solutions. In these weapons workshops, anti-aircraft guns are welded to pickup trucks and armor shields are attached to machine guns and cars. Mortar shell nose cones are turned on lathes and explosives are mixed by hand. Homemade grenades are launched by jury-rigged shotguns or giant slingshots in the urban battlefields of Aleppo and Damascus. 

Nota:Em tempo de crise e com um ministro como o que temos, pode ser que, com um "estudo do IDN"ou pedido a Amigos do Porto  , resultem ideias como esta

quinta-feira, 14 de março de 2013

AFINAL...SIM

Afinal o Major , agora Major General (a 3ª estrela não lhe foi  concedida) , que passou de B para C , i.e. do Gabinete do 1º Ministro para o super lotado gabinete do ministro aguiar hifen branco (onde infelizmente já esteve por demasiado tempo com Fernando Nogueira) , foi mesmo para tomar posse.
E, imagine-se , para Chefe, ou Director, ou Presidente (nomes civis de que o ministro tanto gosta) da Comissão para a reforma das Forças Armadas. Diz-se, que assim foi....

E quem estará mais na dita cuja? Civis, certamente Amigos, como de costume, de a hifen b.

Mas a questão é que não se trata de uma Fundação. ou Instituto ou Museu, mas sim das Forças Armadas de um Pais milenário e que já deram mais que provas do seu valor e altruísmo. A Última delas permitiu  que aguiar hifen branco tome as posições  que toma.

E como é possível( se é que isto foi verdade) , nomear um militar odiado pelos outros  Miltares (o que é raro), menos graduado, desgastado, para elaborar uma proposta de tanta responsabilidade?

Não sei.Não percebo.E se calhar, qualquer dia, nem quero perceber

MEDROSARIA

Quem é que andará procurando viaturas super rápidas, com mais de 200 CV e a darem pipas de Kms/hora (sem serem multadas) ?????

Só no Zimbabwé, claro

COM DEVIDA VÉNIA


O DE 2013

AO ENCONTRO DE PACHECO PEREIRA


Por Ten.Cor. Pilav Brandão Ferreira, no seu magnífico blog 
O Dr. Pacheco Pereira (PP) escreveu um muito interessante artigo no Jornal “Público”, de 9 de Março, com o título “Tem sentido manter Forças Armadas em Portugal?”, onde, entre vários considerandos e exemplos pertinentes, coloca a questão central de “Portugal precisar de ter FAs ou não”.

    Sendo uma questão legítima do ponto de vista democrático, como defende, convém enquadrá-la e pôr-lhe limites sob pena de também passar a ser legítimo (e natural?) questionarmos se a Nação Portuguesa deve desaparecer – a velha questão de que “a Pátria não se discute mas defende-se” – ou de passarmos a discutir se podemos levar os nossos velhos para a montanha e abandoná-los lá (como se fez com o aborto). Se calhar o Ministério das Finanças até aplaudia…

    Podia, até, ser considerado legítimo, mas seria moral, ou legal?

    E convém lembrar que Cristo também foi crucificado democraticamente. De braço no ar.

    Com isto dito e sem querer pôr nada mais em causa, tenho que dizer que a questão central apontada, podendo entender-se, já não tem razão de ser pelo simples facto de estar ultrapassada.

    A questão sobre as missões e o modelo de FAs a constituir tinha toda a razão de ser, por exemplo, a seguir ao abandono do Ultramar e, nomeadamente, em 1982, quando as FAs se integraram plena e normalmente, nas estruturas do Estado.

    Mas tal não se fez nem nos anos seguintes em que a pergunta era recorrente em vários meios.

    A situação política e social do país, porém, descambou e apodreceu de tal maneira que passámos a ser um estado falido e tutelado (e não só financeiramente) – que a inaudita posição do governo, muito bem referida por PP, de deixar a “Troika” pronunciar-se sobre cortes nas FAs, mais acentua – que é a própria sobrevivência de Portugal que está em causa.

    Ou seja, o que faz sentido questionar é se queremos, ainda, ter país ou não e que país pretendemos, a que a suicidária hipótese do Federalismo Europeu está longe de ser alheia, (para já não falar no Iberismo).

    Tudo o resto está dependente desta resposta.

    Quer dizer, se nós decidirmos que nos suicidamos, a resposta relativa às FAs está automaticamente dada e, nesse caso, nós formamos o que resta da tropa, entregamos as chaves dos quartéis e dos paióis (vazios), a quem provar pertencer-lhe e mandamos direita volver, destroçar.

    Ou, então, revoltamo-nos pois tal, podendo não ser nada democrático, é mais do que legitimo!...

    Se por patriotismo do povo português, ou graça da Senhora da Conceição (de Vila Viçosa), acolitada por S. Miguel (Anjo Custódio de Portugal), a decisão fôr a de continuarmos a ter país, nesse caso também não faz sentido, colocar a questão de precisarmos ou não de FAs, mas sim a de estabelecer quais as missões que se entende que elas devam estar aptas a cumprir.

    A estrutura, meios, dispositivo, etc., e recursos financeiros a alocar vêm, naturalmente, por acréscimo.

    O mesmo é válido para as restantes funções necessárias ao Estado, como expressão da Nação politicamente organizada.

    Outra coisa que é necessário entender – e não se vê referido em lado algum, mesmo em textos lúcidos como os de PP - é a de que a hierarquia (palavra tornada maldita) das funções do Estado, existe e deve ser tida em conta.

    Isto é, o que deve vir à cabeça são as questões de Segurança, a seguir a Justiça, finalmente as de Bem-Estar. A ordem dos termos não é arbitrária já que não se pode ter Bem-Estar sem Justiça, e ambas sem Segurança.

    Isto que é evidente, assim não aparece aos contemporâneos. Os políticos portugueses (idem para os ocidentais, à excepção dos americanos, até ver) têm isto tudo baralhado.

    Ofuscados que estão com o lado material da vida e com a contagem dos votos – afinal a “democracia” depende deles – não querem ver mais nada e acabarão por não ter coisa alguma. Como está prestes a acontecer.

    E a “arte” da política consiste, justamente, em conseguir a harmonia entre as três áreas.

    Por outro lado, a importância dos problemas não é a mesma, nem se podem atacar todos eles ao mesmo tempo: há que estabelecer prioridades (e, já agora, não andar a inventar problemas onde não há…).

    As FAs são um pilar fundamental do Poder Nacional e sem poder – poder efectivo, político, diplomático, económico, financeiro, cultural, militar e psicológico – não há política possível, por não haver qualquer capacidade de se poder escolher e manter seja que estratégia fôr; tão pouco escolher caminhos, minimizar dependências ou estabelecer alianças.

    A Portugal apenas lhe resta poder residual e arrasta-se por inércia.

    A Instituição Militar levou quase 900 anos a construir-se e está, em termos de conhecimento, ao nível das mais avançadas do mundo. Mas pode desaparecer de um dia para o outro, como um fogo destrói uma floresta.[1]

    Explicar as coisas por conceitos simples, que toda a gente perceba, ao contrário do que possa parecer, requer grande saber e capacidade de síntese e não está ao alcance da maioria. Infelizmente tem andado arredio da generalidade da classe política, isto para não entrarmos no campo das (más) intenções.

    Estamos a aproximar-nos – com as devidas proporções – da sociedade que conheci na Guiné-Bissau “independente” (ah, ah, ah!): uma manta de retalhos em que os desgraçados dos habitantes[2] fingiam que trabalhavam e o simulacro de Estado, fingia que lhes pagava - embora uns quantos enriquecessem.

     Vislumbro sérias tribulações.

_____________________

[1] Como por exemplo aconteceu, em 1807, quando Junot dissolveu o Exército. Atente-se no custo que isso acarretou… (por exemplo a morte de 10% da população!).
[2] E são verdadeiramente desgraçados desde que uns díscolos de ideologias funestas os privaram, unilateralmente, da nacionalidade portuguesa!

terça-feira, 12 de março de 2013

CÁ NÃO HÁ DISTO



É uma verdadeira revolução. Novas tecnologias começam a permitir alcançar objectivos, a custos comparativamente desprezáveis. Se os drones são já, nesta matéria, um caso de grande sucesso, há muitos outros. O “Suter”, por exemplo, que a preços “ridículos” (comparativamente) dispensa os milionários aviões furtivos e faz ainda o que eles nem sonhavam ser possível… A subida imparável e vertiginosa da curva de preços das novas, tecnologias parece ter sido quebrada por novas e disruptivas tecnologias. Pelo menos, nos EUA… Veja-se o caso “Suter”, o que ele faz e como chega mesmo a tempo para permitir ao Pentágono manter objectivos e respeitar os “cortes”.

États-Unis – Guerre Électronique: Des Suter partout?

Dans la foulée du raid israélien visant un réacteur nucléaire syrien en construction, en 2007, plusieurs commentateurs avaient indiqué que les pilotes de la Heyl Ha’avir avaient probablement utilisé une technologie appelée Suter et permettant d’infiltrer à distance les réseaux radar adverses, effaçant littéralement les échos des appareils sur les écrans des contrôleurs au sol.
L’utilisation de ce système avait notamment fait suite à un essai mené par un EC-130 et durant lequel les opérateurs étaient parvenus à créer un flux de données dirigées passant par les systèmes de réception radar.
La technologie apparaît comme une véritable rupture: à quoi bon développer des techniques de furtivité coûtant des milliards de dollars ou d´euros, tout en sachant qu´elle n´annulent pas la signature radar d´un appareil ou d´un navire, si vous pouvez effacer un écho?
Dans un tel cadre, le développement de cette technologie pourrait partiellement expliquer le choix de l’Air Force de ne pas se concentrer sur l’achat d’appareils d’attaque électronique.
Or cette capacité disruptive semble être au coeur du dernier discours de Gates, dans le choix effectué du développement de nouveaux systèmes de brouillage pour la Navy. En l’occurrence, il s´agirait de doter les EA-18G Growler et les F-35 de telles capacités, confirmées par des officiels de l’US Navy.
Pour autant, la technologie reste nébuleuse. Suter, en fait, recouvrirait plusieurs programmes, touchant aussi bien des logiciels que des systèmes de pods et dont trois applications seraient opérationnelles:
. Suster 1 permettrait (le conditionnel reste de mise) d´observer ce que voient des opérateurs radar adverses;
. Suter 2 permettrait de prendre le contrôle des capteurs adverses, notamment pour «effacer» les échos radar;
. Suter 3 permettrait d´envahir les liaisons de données vers les lanceurs de missiles balistiques ou les lanceurs mobiles de SAM.
En tout état de cause, même si les sources touchant à ce programme sont peu nombreuses et qu’il reste – ce qui se comprend aisément – entouré par le secret, il faut néanmoins constater que l’on trouve là la concrétisation de concepts imaginés dans les années 1990 et voyant une utilité militaire directe aux techniques de hacking et de cyberguerre.

Encore une révolution ratée pour les États européens, ou le signe d´un manque de confiance à l’égard d’une technologie qui, malgré tout, ferait l’objet de recherches très amont?


segunda-feira, 11 de março de 2013

HOMEM AO MAR

Destruído " à bomba" por quem nunca serviu a Pátria. nunca defendeu fronteiras , nunca vergou uma onda.

A Nação , o Portugal ,as Forças Armadas, os Marinheiros de sempre, nunca deverão esquecer este sinistro habitante :

aguiar hifen branco

COM DEVIDA VÉNIA


SEGUNDA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2013

Por ten.Cor.Pilav. Brandão Ferreira, no seu magnífico blog Adamastor

MAIS REFLEXÕES SOBRE FORÇAS ARMADAS --- (I Parte)

“Que cada ideia política tenha natural direito a participar do Poder, a fazer a Lei da Comunidade - eis o absurdo da política “democrática”. Mas fazer do Estado e, no fim de contas, da Nação, criaturas de uma só ideia, à qual se atribui, por um acto de vontade, valor absoluto – eis o absurdo da política totalitária”.
Henrique Barrilaro Ruas
(“A Liberdade e o Rei”, p. 207)

    Aqui ficam mais umas achegas sobre o que para aí vai relatividade às supostas “reformas” das Forças Armadas (FAs), que de reformas não têm nada, apenas levando (visando?) a sua completa inanidade.

    Queremos começar por dizer que quando se trata a Instituição Militar se deve tentar estabelecer dois patamares de discussão: o primeiro enquanto instituição enformadora da nação dos portugueses e pilar fundamental do Estado; o outro relativamente à condição dos seus servidores (não funcionários). Tendo, todavia, em conta que os dois patamares se tocam e entrelaçam.

    Em Portugal temos o péssimo e ancestral hábito de, só raramente arrumar os assuntos da História. Daí que tenhamos tantos ou mais mistérios e dúvidas do que factos e coisas bem entendidas. Há várias razões para isto, mas não vamos hoje por aí.

    A questão da reestruturação e redimensionamento das FAs colocou-se, de forma brutal, a seguir à retirada de pé descalço, que muitos apelidaram de “descolonização”.

    E brutais foram as condições e a forma como se teve que realizar, o que também não tem paralelo com qualquer outro sector do Estado e da Nação.[1]

Dos cerca de 230.000 militares distribuídos por quatro continentes e outros tantos oceanos, estabilizou-se no território europeu que restava entre 75 a 80.000 efectivos, por alturas de 1980. Estes efectivos foram sendo progressivamente reduzidos até aos números de hoje: cerca de 38.000.

     E foi preciso mudar tudo: dispositivo, sistema de forças, material, doutrina, táctica, logística, tudo.

    Isto dava páginas e a sua história e contabilidade nunca foi feita.

    Como acontece no fim de qualquer guerra, o número de oficiais e sargentos do quadro permanente encontra-se sempre inflacionado relativamente às necessidades de tempo de paz e a sua redução é sempre uma questão delicada e que precisa de tempo (e dinheiro) para ser bem resolvida.

    E, neste âmbito, havia também um número elevado de pessoal civil regressado do Ultramar.

    Se tivermos ainda em conta as loucuras do “PREC” pode afirmar-se, sem receio de contestação, de que o ajustamento conseguido na Instituição Militar correu até, muito bem.

    E tudo se passando sem que os governos constitucionais tivessem grande controlo em tudo o que se passou.

    Podemos, ainda, estabelecer que o processo revolucionário só acabou, definitivamente, para as FAs com o fim do Conselho da Revolução e do Pacto MFA-Partidos, em 1982, o que ficou selado com a Lei da Defesa Nacional e das FAs, publicada nesse ano.

    A partir daqui as relações político-militares passaram a basear-se em equívocos, sendo os principais os seguintes:
-- Não se tendo feito nunca, até hoje, o balanço e consequências do que se tinha passado entre 25/4/74 e 1982, partiu-se para o futuro sem qualquer base sólida e muitas mentiras à mistura;
-- Não se tendo julgado ninguém, nem a nível político nem a nível militar, entendeu-se que o tempo resolveria as injustiças;
-- O que estava para trás estava tudo mal (ou quase) e devia ser banido - sobretudo em termos históricos, políticos e de estratégia;
-- A nível Político assumiu-se que não havia mais ameaças e os riscos eram poucos; que “todo o mundo” passou a ser amigo de Portugal, naturalmente porque nós seriamos amigo de todos;
-- Que iria passar a haver um Ministro da Defesa – o que nunca foi posto em prática; e que o Poder Político tinha boas intenções relativamente às FAs e aos militares o que está longe de estar provado e originou um permanente “passo – trocado”.

    Finalmente houve um equívoco, que foi sempre um falso equívoco: o de que se pode fazer uma qualquer reestruturação séria sem se dispor de um investimento inicial.

    Ora acontece que nunca houve investimento em nada – está agora aí o exemplo do Hospital das FAs – o que houve sim, foi cortes a eito!

    Basta dizer que desde 1982 para cá já foram encerradas cerca de 120 unidades e órgãos dos três ramos, com destaque para o Exército.[2] Em contrapartida só se registrou a construção de dois quarteis novos: a Escola Prática de Administração Militar, na Póvoa do Varzim (por troca dos terrenos que previamente ocupava em Lisboa), e o Depósito Geral de Material de Guerra, em Alcochete (por causa da Expo 98 ter obrigado à demolição do existente).

    No mais, quase todas as restantes infraestruturas feitas, sobretudo na FA, foram pagas com dinheiro da NATO.

*****

    Como as relações se basearam em equívocos – que até hoje ninguém teve a coragem e o discernimento de denunciar, confrontar e tentar estabelecer um relacionamento sério e saudável para o futuro – passou-se a viver numa espécie de teatro de sombras, onde raramente se fala verdade ou os interlocutores se confrontam. Parece o jogo do gato e do rato…

    À medida que os partidos políticos foram conseguindo organizar-se minimamente – aquilo é um saco de gatos onde impera uma vivência pouco edificante (excepção para o PCP onde a coisa fia mais fino) – os sucessivos governos e parlamento começaram a montar o cerco à IM.

    Tal começou a tomar forma expressiva a partir de 1989 e também se reflete na actuação dos PR.

    Daí para a frente os executivos, baseados na lógica da luta partidária, exploraram ao máximo três coisas - para além do continuado asfixiamento financeiro, administrativo e em pessoal: as “competências” que foram criando sucessivamente, no sentido de transformarem as chefias militares numa espécie de “bonecos articulados”; as restrições que a “condição militar” impõem aos militares em termos de “direitos, liberdades e garantias” e a usarem a influência da comunicação social contra a IM.

    De resto as FAs foram reestruturadas através da Lei 29/82 (Lei da Defesa Nacional e das FAs), sucessivamente alterada em 1983, 1991, 1995, 1999, 2001 e 2007. Em 2009 a Lei 31/A, revogou tudo o que existia!

     Por sua vez as FAs reestruturaram-se, em termos globais, através das Leis – Base, a última das quais é a 1/A de 2009, que revogou a 111/91 e a sua alteração de 1995!

    Pelo meio houve variadíssimas reduções e transformações avulsas, a mais importante das quais talvez se possa considerar a chamada “Lei dos Coronéis”, que enviou para a reforma mais de 2000 oficiais e sargentos, pagando-lhes, em média, metade do valor atribuído, anteriormente, aos estivadores dos portos.

    Para além de tudo isto, os diferentes governos esmeraram-se em não cumprir parte da legislação que enviavam para promulgação. É desta forma que os CEDN, CEM, LPM, outros documentos enformadores e leis gerais, passaram a ser encarados como simples papéis onde estão dados de referência a cumprir conforme as conveniências de momento. Sempre com o descarado cuidado, de irem afirmando tudo ser feito com a concordância dos chefes militares.

    Infelizmente nunca houve nenhum deles que tivesse coragem para os desmentir. Há limites para o “sentido de estado” e este não deve ter as costas largas.

    Para rematar, os senhores políticos têm usado de metodologia eticamente reprovável, que se resume basicamente em duas linhas de acção: quando as coisas não correm do seu agrado formam um grupo de trabalho fora da estrutura dos Ramos e EMGFA, às vezes à revelia da hierarquia, onde passaram cada vez mais a inocular “especialistas” civis, até chegar ao ponto de lhes outorgar a própria chefia dos mesmos. Desta maneira torna-se mais fácil “albardar o burro à vontade do dono”, como soi dizer-se em linguagem popular.

    Por outro lado, são useiros e vezeiros em enviar documentos já devidamente cozinhados para que as entidades militares dêem o seu parecer, mas com um prazo de tal modo limitado que inviabilize esse mesmo parecer. Isto para já não falar dos documentos aprovados com olímpico desprezo dos pareceres elaborados.

   Infelizmente também se ignora se algum membro da hierarquia se deu ao respeito e se doeu por estas práticas pouco apropriadas a gente séria.

    Agora com a desculpa da “Troika” multiplicam-se as declarações, GT e perspectivas de reformas (leia-se cortes).

    Será que ainda ninguém disse ao Sr. Ministro e aos seus colegas, que se têm comportado como umas baratas tontas, que a IM não é propriamente uma empresa qualquer e que a sua orgânica e leis enformadoras devem ser apenas mudadas por razões ponderosas da política e da Estratégia e não de tesouraria?

    Ou será que os cortes nas FAs – que não fazem greves – são para pagar os muitos milhões de prejuízos causados à economia nacional por quem as provoca?
 

[1] A não ser nesse “milagre” de solidariedade nacional – apesar de muitas injustiças cometidas – que foi a reintegração na sociedade portuguesa europeia de cerca de 700.000 compatriotas que tiveram que abandonar – em circunstâncias trágicas e aleivosas – as vidas que levavam nos territórios ultramarinos. Milagre em que os militares também participaram.
[2] Estes números deviam estar tratados. Só num decreto-lei de 1997 (se a memória me não falha) estavam 22 “prédios” militares à venda em hasta pública. Incluindo um palácio em Caxias e o Forte da Graça, em Elvas, uma das mais notáveis fortificações militares existentes no mundo!
Inexplicavelmente as autoridades militares não tornam público, quase nada do que se vai fazendo, não se conseguindo vislumbrar a mais tímida estratégia de comunicação social. As autoridades políticas primam pelo olímpico desprezo e quanto à maioria dos OCS deixo aos leitores qualificar a sua acçã

O QUE ELE DIZ

Hospital Único das Forças Armadas vai poupar 4,5 milhões de euros, diz Aguiar Branco - Política - Notícias - RTP (clicar aqui)

BOA MALHA

Será que o ministro aguiar hifen branco sabe desta?

FAZ 38 ANOS

Gostava de ter isto.

Ainda deve haver muita coisa para contar.

A IR


“Café com” Coronel Roberto Durão

14 de Março de 2013
9:00 pmaté às11:30 pm
Rua do Carrião, 9 C/v Esq
A Juventude Monárquica de Lisboa promove na sua Sede um “Café com” Coronel Roberto Durão.
Terá como tema o título da obra em lançamento do convidado, “Verde-Mar: Cantos e contos de guerra e de paz”.

UMA VERGONHA


A “Ordem de Batalha”do ministro é destruir/acabar com as FFAs?


Assunto: Para informação com inerente reflexão

Na passada sexta feira , 08/03/13, compareci no IASFA cerca das 11h00
para dar uma consulta de Ortopedia a vários doentes que regularmente
assisto desde há vários anos.

Com a maior surpresa verifiquei que não tinha qualquer doente ( em
media10 a 12doentes) e que inclusivamente nem tinha qualquer
consultório atribuído ,sem ter sido minimamente avisado

Dirigi me por indicação de uma das empregadas a recepção para obter
alguma informação,onde com a maior surpresa me foi dito por outra
funcionaria que "o Coronel anda aí a falar com uns médicos"

Perante a situação e perante o facto de objectivamente, alem de medico
ortopedista ,ser Major-General na reserva e na efectividade de serviço
resolvi retirar me sem nada referir ou fazer qualquer comentário.

Pouco tempo depois dei conhecimento desta situação ao Sr Ten -Gen
Fialho da Rosa responsável pelo IASFA, referindo o sucedido e
solicitando informação sobre o assunto

Estou a aguardar esclarecimento

Permito me não fazer nesta altura ,qualquer juízo de valor sobre esta questao

Envio apenas este e-mail a alguns camaradas para que em conjunto
possamos reflectir do que deve efectivamente ser feito relativamente a
esta questão e a algumas questões afins.

Bargao dos Santos, MGen

domingo, 10 de março de 2013

AGUENTA MARUJO


"O ministro da Defesa prepara-se para, no âmbito da reforma do Estado, dispensar cerca de 13 mil militares, civis e militarizados do Ministério da Defesa, Forças Armadas e Polícia Marítima. A medida consta de uma directiva de José Pedro Aguiar Branco, que está a servir de documento de trabalho, e terá de ser concluída até Março de 2015. O ministro quer ainda reduzir o período da reserva de cinco para dois ou três anos.


A directiva ministerial revela que "não haverá lugar a admissões de pessoal nem renovações de contratos em todos os organismos tutelados pelo Ministério da Defesa em 2013 e 2014", salvo excepções que têm de ser aprovadas pelo ministro. E determina que o efectivo global de militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea "deve ser reduzido para cerca de 30 mil, incluindo os militares na situação de reserva."
É neste contexto, marcado pela necessidade de reduzir a despesa do Estado, que o número de reservistas terá de sofrer uma redução de quatro mil militares até 31 de Dezembro de 2015, sendo os restantes distribuídos de forma progressiva até 31 de Dezembro de 2020.
O ministro da Defesa quer ainda diminuir em 30% o quadro do pessoal civil, assim como pretende aplicar um corte de 30% no dispositivo territorial de estruturas físicas. Como medidas transitórias, Aguiar--Branco quer suspender a realização do Dia da Defesa Nacional e cativar 3% das verbas disponíveis do orçamento de todos os organismos dependentes do Mistério da Defesa.
Já a alteração do conceito de reserva militar vai implicar, além da redução do período de duração, a criação de uma reserva operacional, que será servida por militares que terminem os regimes e contrato ou voluntariado com as Forças Armadas. Os militares selecionados ficarão nesta situação até aos 35 anos. Como prémio, receberão por ano um salário mínimo (485 euros). "

in CM

AGUENTA ESCOLTA

o ministro aguiar hifen branco que se acalme.

O Colégio Militar, com os seus 210 anos vai aguentar-se. Não cai com um hifen

Foto(fabulosa):Leonel Tomaz

AFINAL, DILMA?


América Latina: la clave brasileña

La mejora económica mundial reduce la posibilidad de una sorpresa negativa en la región

La percepción del escenario económico mundial ha mejorado en los últimos meses con la continuada caída de las tensiones financieras globales, reduciendo sustancialmente la probabilidad de que se produzca un shock externo que afecte a América Latina.

Este mejor clima exterior, el continuado empuje de la demanda interna y unos favorables precios de las materias primas —apoyados por el crecimiento en Asia— hacen prever un crecimiento muy fuerte en aquellos países que ya eran los más dinámicos en la región: Chile y Colombia, con tasas promedio de crecimiento cercanas al 5% y, especialmente, Perú, con un crecimiento que superaría ampliamente el 6% en los próximos dos años.
Asimismo, en México el panorama en 2013 se presenta muy esperanzador. No solo se mantendría un crecimiento superior al 3%, con ganancias de productividad y cuota en el mercado de exportación estadounidense, sino que, de implementarse correctamente el plan de reformas puesto sobre la mesa, por parte del nuevo Gobierno, el efecto positivo sobre el crecimiento potencial podría elevarlo a cerca del 4%.
Algo muy importante en estos países es que el crecimiento seguirá acompañado de una inflación contenida, dentro de los rangos objetivos de sus bancos centrales y con saldos públicos y externos manejables. ¡Qué diferencia respecto a las expansiones anteriores, que terminaban desembocando en un aumento de la inflación y morían por las restricciones fiscales o exteriores! Con todo, entre todas estas buenas noticias, no hay que olvidar que durante 2013 habrá que vigilar muy de cerca el desempeño de Brasil. No solo porque nos ha decepcionado ya durante los últimos tres trimestres de 2012, cuando pensábamos que las políticas de fuerte estímulo fiscal, monetario y crediticio finalmente relanzarían el crecimiento, para luego crecer a tasas muy reducidas. La pregunta de fondo es si podríamos estar asistiendo al agotamiento del modelo de crecimiento brasileño de los últimos años, basado en el empuje de la demanda, especialmente el consumo. Aunque el Gobierno ha adoptado medidas para fomentar el lado de la oferta, como concesiones de proyectos de infraestructura al sector privado o recortes fiscales, la apuesta por las reformas no es, desde luego, tan clara como en el caso mexicano. Esto, mantiene las dudas sobre la sostenibilidad de un mayor crecimiento en 2013 en Brasil que, de no producirse, tendría un fuerte impacto negativo especialmente en sus socios de Mercosur y alertaría al resto de la región sobre los riesgos de un crecimiento no acompañado con reformas por el lado de la oferta.
Esperemos que estos riesgos sobre el panorama de Brasil finalmente no se materialicen, en cuyo caso América Latina en su conjunto elevaría su crecimiento del 2,8% en 2012 a cerca del 4% en los próximos dos años.
Juan Ruiz es economista jefe para América del Sur de BBVA Research 
in El País de hoy

E ELE A DAR-LHE

Conceito Estratégico responde a novos desafios que obrigam a "resposta diferente das Forças Armadas" | iOnline

O ministro da defesa, " Aguiar hifen Branco" afirmou hoje que o novo Conceito Estratégico constitui "uma visão para a próxima década", respondendo a novos desafios que "obrigam a uma capacidade de resposta diferente das Forças Armadas".
Na abertura do debate sobre as Grandes Opções do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), o governante considerou que o Governo tem sido "chamado vezes demais a discutir medidas de urgência e emergência", a que é "obrigado pela conjuntura", mas que este documento vai "muito para além dos ciclos governativos".
"Aguiar hifen Branco" apontou este novo documento, que revê o conceito de 2003, como "o mais importante da política de Defesa Nacional, a partir do qual todos os outros emanam".
"O novo ambiente de segurança, as novas condições financeiras e as exigências das alianças obrigam a uma capacidade de resposta diferente das Forças Armadas", afirmou, referindo que este CEDN representa "uma visão para a próxima década".

sábado, 9 de março de 2013

EXCELENTE


"O modo como o Governo trata as Forças Armadas revela-se na funcionalização dos seus membros
Em vez de andar a fazer cortes avulsos nas Forças Armadas, como se fosse possível cortar nas Forças Armadas como se corta numa qualquer repartição pública - que é o máximo que o pensamento governamental alcança -, dever-se-ia fazer uma outra discussão muito mais séria, muito mais importante, muito mais útil e muito menos ambígua: a de saber se Portugal precisa de ter Forças Armadas ou não. E, em função da resposta, tirar as consequências.
É uma discussão completamente legítima do ponto de vista democrático, uma opção possível, com consequências como todas as opções, mas que os portugueses podem querer fazer. Seria uma discussão muito mais sadia do que o que se está a fazer, que é, com muitas proclamações governamentais patrioteiras, muita parada em dias da pátria, muita revista às tropas na entrada das cerimónias, construir-se um ser disforme que não serve para coisa nenhuma. E é exactamente porque as pessoas percebem que é assim que se acaba por cavar ainda mais o fosso entre os portugueses e as suas Forças Armadas e dar razão aos que questionam se, sendo o que são, as nossas Forças Armadas têm qualquer sentido e justificam o dinheiro que com elas se gasta.
O modo como o Governo trata as Forças Armadas, a completa ausência de um pensamento sobre o seu sentido, revela-se na funcionalização dos seus membros, como se se tratasse de uns funcionários públicos particularmente inúteis que andam a brincar às guerras imaginárias, cheios de chefes e sem soldados, não podendo defender o país, nem defender os portugueses, nem invadir ninguém, com armas cada vez mais obsoletas e sem dinheiro sequer para as disparar, sem equipamento e sem combustíveis, com reduzidos efectivos por metas financeiras sem nexo e coerência operacional, não servindo para nenhuma missão.
Não vale a pena estar a escrever com pompa e circunstância "conceitos estratégicos de defesa nacional", se nada daquilo serve para qualquer estratégia, nem para a defesa, nem tem objectivo nacional. Duvido até que se tratá-lo como "conceito" não seja uma ofensa à filosofia. O que conta nesta triste situação é que o Governo português de José Sócrates, com o beneplácito de Passos Coelho e Paulo Portas, permitiu que um corpo de funcionários internacionais nos impusesse um documento em inglês que incluía medidas sobre as Forças Armadas, algo que mostra como a demissão da soberania não é apenas o resultado da bancarrota, mas também de uma perda de qualquer vergonha nacional por parte da elite do poder. Nenhum país que se respeitasse a si próprio permitiria que, num documento daquele teor, se estipulassem medidas sobre as Forças Armadas, mesmo que fosse normal que em sede própria pensasse em reduzir os seus gastos. Só que o fazia dentro e não por imposição de fora.
Claro que quando se trata de um corpo como as Forças Armadas como sendo apenas uma parte da função pública, suscita-se uma resposta que é do mesmo tipo: os militares tornam-se corporativos e reagem como se fossem uma corporação, defendendo salários e regalias. Mas o que é que se esperava, são tratados como funcionários menores de uma instituição sem utilidade pública, cara e inútil, ameaçada de extinção, e eles ficam-se? Não ficam, porque no actual contexto quem se fica perde duas vezes, até porque o Governo só é forte com os mais fracos. Não conseguiram os médicos e os reitores das universidades concessões e recuos quando começaram a protestar publicamente? É por isso que a situação entre os militares é grave, mas mais grave ainda é a situação das Forças Armadas nessa entidade tão estragada que é hoje Portugal.
Tudo isto traduz um caminho de desagregação identitária que uma geração sem saber nem memória faz com ao maior dos desplantes e inconsciência. Vai a par com um surto de federalismo subserviente, a aceitação de um Parlamento que perdeu o poder orçamental, a contínua deslocação das decisões de governação para a burocracia de Bruxelas. Se o caminho é este, como é que se poderia esperar que houvesse uma qualquer ideia sobre as Forças Armadas? O problema é que haver há, só não pode ser enunciada. A ideia é que as Forças Armadas são um anacronismo, demasiado caro, um corpo esquisito que não fala a linguagem da modernidade, e se rege por valores, essa coisa antiquada e tão pouco económica.
Infelizmente o que vai acontecer é que se está a criar a cama para que estas questões decisivas para a nossa identidade e soberania acabem por ser decididas na base de uma lógica de avanços e recuos, assente no mediatismo. Aliás, é um pouco o mesmo que acontece em muitas outras áreas da governação. Eu explico com um exemplo de alguma coisa que pode ocorrer amanhã.
Portugal tem responsabilidade pelos salvamentos numa parte importante do Atlântico Norte, resultado da posição das ilhas atlânticas e do grande espaço geográfico do mar português no coração desse oceano. É uma missão atribuída às Forças Armadas, em particular à Marinha e à Força Aérea, que mobiliza uma série de recursos, nomeadamente helicópteros com grande autonomia de voo, que podem deslocar-se quase até às fronteiras dos EUA. Nessa parte do Atlântico passa uma parte importante do tráfego marítimo.
Portugal reivindicou sempre, no quadro das suas relações internacionais, militares e civis, o controlo desse espaço, não apenas para cuidar de acidentes, mas também para defrontar ameaças à segurança e ataques terroristas, considerando que, se for outro país, seja a Espanha, seja os EUA, a assumir esse controlo, isso significa, queira-se ou não, um enfraquecimento da soberania nacional numa área particularmente sensível do território nacional. Mesmo, senhores economistas da escola governamental, numa área com enorme valor económico, porque inclui o controlo sobre o mar português e da sua zona económica exclusiva. Acresce que as fronteiras dessa zona entre a Madeira e as Canárias estão sujeitas a controvérsia, pelo que nem tudo é assim tão pacífico.
Não custa imaginar que, com a contínua deterioração dos meios militares, seja possível alguma coisa correr mal. Por exemplo, pode haver um acidente na área de nossa responsabilidade e os meios operacionais, que já estão esticados até ao limite, não terem a capacidade de garantir o salvamento de pessoas e bens ou um desastre ecológico qualquer. Vamos admitir, nesse caso, uma mais que provável condenação, pela imprensa estrangeira, espanhola, britânica, americana, com maior intensidade conforme a nacionalidade do país cujo barco ou nacionais sejam as vítimas, da incapacidade portuguesa para assegurar as suas responsabilidades. Será uma vergonha para a nossa imagem (como a bancarrota e os PIGS...) e, ou perdemos as nossas prerrogativas de controlo por incompetência, ou, se o escândalo tiver impacto nacional, lá vamos comprar apressadamente mais qualquer meio que já devíamos ter antes e que o corte da troika e dos seus executantes nacionais levaram a perder. Por surtos, como é habitual.
O mesmo pode acontecer numa disputa com o nosso vizinho espanhol, porque Deus pode dar nozes a quem não tem dentes, mas sem dentes não se comem nozes. Não estamos no tempo do Ultimato, nem se vai comprar um navio de guerra por subscrição nacional, mas talvez - e digo talvez porque nem disso já tenho a certeza - pode ser que haja um sobressalto nacional. Mas será tarde mais e vai-se acabar por engolir em seco e assobiar para o lado. No fundo para que é que servem as Selvagens? Que valor económico têm?
Se não quiserem Forças Armadas, e as substituírem seja por uma guarda costeira em vez de uma marinha, ou uma polícia pesada em vez de um exército, ou uma frota para salvamentos em vez de uma aviação, podem ter a certeza que tudo isto acontecerá. E bem se pode protestar, mas não haverá meios para ir buscar portugueses à Guiné, se houver um golpe de Estado sangrento que ameace os nossos compatriotas lá residentes, não se pode parar um avião terrorista que resolva atacar numa visita de um chefe de Estado estrangeiro de relevo, etc., etc.
Podemos contratar um desses exércitos privados que para aí existem, mas é muito caro, podemos fazer como fez a Islândia, que entregou aos EUA sua segurança, mas que não controla o seu espaço aéreo e vê os aviões russos a passar à vontade, depois de os americanos se irem embora. Poder, podemos, e vamos mais a caminho disso que outra coisa. Mas continuar como estamos, um pé dentro e outro fora, é que é pouco saudável. Para além das tentações corporativas, os militares sabem disso muito bem e por isso estão, eles também, indignados."

in "Público" de hoje.
Alertados pelo blog "Água aberta no OCeano"....