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quarta-feira, 30 de abril de 2014

NO COMMENTS


A IR

Terça-feira, 6 de Maio, às 18h00 – Conferência As Comunidades Portuguesas na Europa”, pelo Dr. Victor Lopes Gil, com a moderação do Embaixador Eurico Paes, Presidente do Instituto Almeida Garrett, no âmbito do Ciclo de Conferências sobre as Comunidades Portuguesas.
Quarta-feira, 14 de Maio, às 17h00 – Conferência “D. Catarina de Bragança: «The five o’ clock tea Queen»”, pela Dr.ª Maria de Jesus Caimoto Duarte, promovida pelo Núcleo Feminino da SHIP.
Terça-feira, 20 de Maio, às 18h00 – Conferência “Algumas notas sobre o Domínio Filipino”, pelo Dr. Eugénio Ribeiro Rosa, promovido pelo Instituto D. Antão de Almada.
Quinta-feira, 22 de Maio, às 17h00 – Conferência “Os desenhos da última série de notas do banco, em escudos”, pelo Prof. Doutor Luís Filipe Abreu, no âmbito dos Encontros na Biblioteca.
Quinta-feira, 22 de Maio, às 18h00 – Conferência “Marcelo Caetano - O Homem que perdeu a Fé”, pela jornalista Manuela Goucha Soares, integrada no Ciclo de Conferências “Portugal: (RE) Fundações 2014-2015”, promovido pelo Instituto Fernando Pessoa - Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas.
Quarta-feira, 28 de Maio, às 18h00– Conferência “Passado ,Presente e Futuro da Língua Portuguesa”, pelo Juiz-Conselheiro Alcindo Costa, integrada no Ciclo de Conferências “Pensar Portugal”, promovido pelo Conselho Supremo da SHIP.

Quinta-feira, 29 de Maio, às 18h00 – Conferência “Portugal com Raízes na Terra e a Alma Aqui e Além”, pelo Arq.º paisagista João Reis Gomes

HAJA BOM VENTO

Teve lugar hoje a 1ª sessão do tribunal para julgamento, em Faro, do contencioso entre o Engª José Macário Correia e o Almirante José Botelho Leal, e tudo, (com custas , trabalhos , arrelias, testemunhas, viagens , estadias) por declarações  consideradas  ofensivas , um na rádio Pública contra os Oficiais generais das Forças Armadas e outra no blogue privado "A voz na Abita ...na reforma", coordenado pelo Sr. Almirante, onde foi publicado um documento assinado por um Oficial da Armada em resposta àquelas declarações.
Enfim...
Mas o certo é que rola em julgado e , em vez de tudo se resolver rápida e de uma só vez, continua enrolado e , não houve sessão de tarde , adiando-se para 20 de Maio a próxima, e quem sabe se definitiva.(mas com mais custos, ansiedades, arrelias...)
Pois que haja bom vento, para os nossos Marinheiros  envolvidos...

terça-feira, 29 de abril de 2014

ESTES SENHORES QUEREM SABER....




Exmo. Senhor
Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Apoio  Social das Forças Armadas, I.P. (IASFA, I.P.)

JOSÉ MANUEL CASTANHO PAES, Almirante da Marinha Portuguesa, na situação de reforma, NIF 130697907 

ANTÓNIO JOSÉ DE MATOS NUNES DA SILVA, Contra-Almirante da Marinha Portuguesa, na situação de reforma, NIF 115847359

JOSÉ LUÍS GONÇALVES CARDOSO, Contra-Almirante, Engenheiro Hidrógrafo (Oceanografia), da Marinha Portuguesa , na situação de reforma, NIF 138188009

PEDRO LUIS DA  COSTA GOMES  LOPES, Capitão de Mar-e-Guerra   da Marinha Portuguesa, na situação de reforma, NIF  110870905

HENRIQUE  ARANTES LOPES DE MENDONÇA, Capitão de Mar-e-Guerra da Marinha Portuguesa, na situação  de reforma, NIF 114206414

JOSÉ ANTÓNIO MOTA TEIXEIRA DE AGUILAR, Capitão de Mar-e-Guerra da Marinha Portuguesa, na situação de reforma, NIF 111127726

JORGE MANUEL DE SOUSA LOURENÇO GONÇALVES, Capitão de Mar-e-Guerra, da Marinha Portuguesa, na situação de reforma, advogado, NIF 115947701

ANTÓNIO FERNANDO VASCONCELOS DA CUNHA, Capitão de Mar-e-Guerra, engenheiro construtor naval da Marinha Portuguesa, na situação de reforma, NIF 166474126

e

MANUEL MARIA DE MENEZES PINTO MACHADO, Capitão-Tenente da Marinha Portuguesa, na situação de Reforma, NIF 111223415

Todos subscritores e beneficiários da Assistência na Doença aos Militares das Forças Armadas (ADM) porque, nessa qualidade, têm interesse legítimo no conhecimento dos elementos a seguir requeridos, vêm, nos termos do disposto nos artºs. 61º a 65º do C.P.A. e para os efeitos julgados convenientes, designadamente os administrativos, requerer que sejam informados do seguinte:
1.      Os montantes pagos pela ADM com a assistência médica e medicamentosa nos três últimos anos de:
a) Os deficientes das Forças Armadas, abrangidos pelo Decreto-Lei n° 43/76, de 20 de Janeiro;
b) Os beneficiários de pensão de invalidez e os antigos militares não pertencentes aos quadros permanentes que tenham ficado diminuídos por motivo de acidente ocorrido em serviço ou doença adquirida ou agravada em serviço, ou por motivo do mesmo;
c) Os grandes deficientes do serviço efectivo normal a que se refere o Decreto-Lei n° 250/99 de 07 de Julho;
d) Os militares e ex-militares incapacitados, de forma permanente, por acidente de trabalho ou doença profissional ocorridos ou derivados da prestação do serviço militar.
2. O quantitativo dos reembolsos destes montantes provenientes do Orçamento do Estado.
3. O índice de envelhecimento do universo dos beneficiários da ADM.
4. Os montantes pagos pela ADM, nos três últimos anos, aos Hospitais Militares (agora HFAR) pela assistência na saúde aos seus beneficiários, discriminados por militares na efectividade de serviço e outros beneficiários.
5. Os montantes pagos pela ADM ao Serviço Nacional de Saúde, nos três últimos anos, discriminados por assistência médica, medicamentosa e exames.

Os requerentes indicam, como endereço postal colectivo para resposta a este requerimento, a Rua Paiva de Andrada, n° 6 - 2º - D°, 1300-210 Lisboa.


OS REQUERENTES  

LONDON LAW

Em 2003, o deputado inglês
Chris Huhne foi apanhado num radar em alta velocidade. Na época, a então mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.
O tempo passou e aquele deputado passou a Ministro da Energia, só que o seu casamento acabou. Vicky Price decide vingar-se e conta a história à imprensa.
Como é na Inglaterra, Chris Huhne, Ministro, demite-se primeiro do ministério e depois do Parlamento.
ACABOU A HISTORIA?
Qual quê! Estamos em Inglaterra...
... E em Inglaterra é crime mentir à Justiça. Assim, essa mesma Justiça funcionou e sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia para cada um e uma multa de 120 mil libras.
Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.
Quem quis, viu e ouviu.
Segurança nacional? Nem pensar, infractor é infractor.
Privilégio porque é político? Nada!
E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro?
'É uma conspiração dos media para denegrir a imagem do meu governo?" ou "É um atentado contra o meu bom nome e dos meus Ministros"?
Errado. Esqueçam, nada disso!
O que o Primeiro Ministro David Cameron disse, não foi acerca do seu ex-ministro, foi sobre o funcionamento da Justiça. E o que disse foi: 'É bom que todos saibam que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.'
Estes ingleses monárquicos são mesmo um bando de atrasados, não são?
Estranha esta diferença democrática entre um País civilizado e o Portugal actual..., se funcionasse a Justiça cá como lá, 80 a 90% dos governantes estariam na cadeia..., como não estão, é como se estivéssemos nós!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PARA LER...

...e guardar

EM MASSA


A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) confirma, com agrado, as notícias acabadas de sair nos Órgãos de Comunicação Social e segundo as quais 98 Pilotos Aviadores da Força Aérea Portuguesa (são concretamente 99 e não 98), todos eles na situação de Activo, se nos juntaram, em bloco, na qualidade de Sócios Efectivos da AOFA. Mais informamos que não sendo prática desta Associação dar especial realce às inúmeras adesões que temos vindo a registar, particularmente de Oficiais do Activo, abrimos desta vez a excepção por considerarmos que esta adesão massiva, simultânea e absolutamente ímpar, se reveste de um significado verdadeiramente transcendente, mesmo marcante no historial da AOFA. No entender da Direcção esta adesão marca indelevelmente a confiança que os Oficiais têm na sua Associação representativa como Garante dos seus mais legítimos Direitos e Expectativas e reitera o mais profundo empenho e determinação na defesa absolutamente intransigente e inflexível na defesa dos Militares, particularmente dos Oficiais, da Marinha, Exército e Força Aérea nas Situações de Activo, Reserva e Reforma. Acresce referir que com estas 99 adesões cresce para cerca de 140 (Cento e Quarenta) o número de Oficiais Pilotos Aviadores, na situação de Activo, que são agora associados da AOFA, aos quais se juntam mais cerca de 40 nas situações de Reserva e Reforma! Que, quem "de direito" saiba igualmente interpretar esta realidade e daí retirar as respectivas e absolutamente inadiáveis ilacções. Sejam pois muito bem-vindos Camaradas!

Foto de AOFA - Associação de Oficiais das Forças Armadas.

domingo, 27 de abril de 2014

PROBLEMA SÉRIO

"A NATO encontra-se numa ratoeira, uma espécie de “DUNQUERQUE” mas sem mar !
A Federação Russa decidiu não permitir mais facilidades à NATO.
Assim não pode atravessar a Rússia para a prevista retirada do Afeganistão.
30.000 soldados; 48.000 veículos; 81,5 milhões de caixotes; com uma despesa prevista de US $ 33 milhares de milhões.
Pela Rússia já não podem sair. Pelo Irão nem pensar. Pelos países muçulmanos da extinta URSS idem.
Com os ataques dos drones americanos em solo paquistanês tornaram-se neste país nuclear (outrora a favor da América) na mais odiada nação sobre o planeta.
Sair pelo ar já tentaram e perderam diversos grandes aviões de transporte e o aumento das despesas seria absurdo.
Prevê-se agora o deixar da maioria do material ( tornado inutilizável) no Afeganistão e retirar apenas as pessoas e por via aérea.
RD"
Hoje 27 Abril

sábado, 26 de abril de 2014

DO IT

https://productionawards.sony.eu/embed2014/653/

FLOP

Ontem , aqui na CACINE, vimos todos o telejornal na RTP 1, pois era editado e transmitido no NRP Vasco da Gama , fundeado no Tejo , frontal ao Terreiro do Paço . A nossa curiosidade, genuína , era ouvir e ver o nosso camarada Caldeira dos Santos, Cap.m.g na Reforma, cremos, que no 25 de Abril desempenhava as funções de Oficial Imediato da Fragata Gago Coutinho, sendo Comandante o Cap. Frag. Seixas Louçã.
Foi um Flop , para nós e em nossa opinião, claro.
Sabemos que o Comandante Caldeira dos Santos fala devagar, gosta de se explicar muito bem e de pormenorizar o que conta, o que em Televisão e rádio é um perigo, mas o jornalista João Adelino Faria, que gosta particularmente de protagonismo, pura e simplesmente não deixou o entrevistado contar história nenhuma e , interrompendo aqui, cortando ali , perguntando outra coisa acolá , deixou-nos a todos nós, aqui no mar, na mesma.
Foi uma pena.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

MAIS ABRIL


Os Militares de Abril e o Colégio Militar

25ABR


No Posto de Comando no Regimento de Engenharia 1 na Pontinha:
• Tenente-coronel Nuno Fisher Lopes Pires (115/1941)
• Major José Sanches Osório (210/1951)
• Capitão Luís Macedo (8/1957)
Na coluna da Escola Prática de Cavalaria, do capitão Salgueiro Maia:
• Capitão Mário Delfim Tavares de Almeida (362/1955)
• Alferes Miguel Sequeira Marcelino (420/1961)
• Furriel João Gomes Pereira Carmona (589/1961)
Na Junta de Salvação Nacional:
• General António Sebastião Ribeiro de Spínola (33/1920)
• General Francisco da Costa Gomes (254/1924)
Militares do Movimento das Forças Armadas:
• Major Pedro Júlio de Pezarat Correia (10/1943)
• Capitão-Tenente Vasco Fernando Leote de Almeida e Costa (162/1943)
• Tenente –Coronel João de Almeida Bruno (230/1945)
• Major António Carlos de Magalhães Arnão Metelo (35/1948)
• Capitão Mário Alfredo Brandão Rodrigues dos Santos (56/1949)
• Capitão Francisco Sousa Lobo (95/1952)
• Capitão José Bernardo do Canto e Castro (397/1952)
• Capitão Duarte Nuno Pinto Soares (44/1953)
• Capitão Francisco Manuel Geraldo de Faria Paulino (265/1956)
• Tenente Américo Henriques (352/1956)
• Tenente José Balula Cid (152/57)
• Capitão José Fernandes Décopete dos Santos Coelho (379/1957)

COM A DEVIDA VÉNIA

Atualização de estado
De Serafim Silveira Pinheiro
Há 40 ANOS

Depois da demissäo dos Generais Costa Gomes e Spinola , assisti às "manbras" do 16 de Marco e fiquei a aguardar decisäo da Marinha sobre o meu futuro.

Levaram semanas a decidir durante as quais fiquei com tempo para terminar alguns trabalhos domésticos e mais possibilidades de vender apartamentos e terrenos sob a direccäo de camaradas da Marinha numa imobiliária onde por vezes também aparecia o major Otelo Saraiva de Carvalho. Também houve tempo para visitar o antigo CEMGFA que continuava desempregado e com quem passeei horas seguidas no Campo Grande falando do passado muito preocupados com o futuro.

Ano e meio de estreita relacäo profissional e a complexidade dos problemas enfrentados nos ultimos meses tranformou simpatias em Amizade que se estendeu às nossas familias. Näo foram poucas as refeicöes que partilhámos. Foi após um almoco em meados de Abril na casa do General que conheci o capitäo Costa Martins, o qual depois de café e conversa acompanhou o General ao escritório deste. Näo levaram muito tempo a reaparecer. Costa Martins antes de saír disse-me que em breve me telefonaria.

Voltei a encontrar-me com o General uns dias depois porque me pediu para o acompanhar ao Hospital da Estrela para consulta médica. Aí estava o entäo Coronel
Vasco Goncalves o qual enquanto Costa Gomes esteve com o médico se envolveu em cativante conversa comigo e me deixou a impressäo de que andava preocupado com a saude de Maria Estela Costa Gomes. Que ela deveria baixar ao hospital para exames médicos era sua opiniäo. Acabada a consulta fui dispensado de levar o General a casa. Antes de deixar os dois Amigos, Vasco Goncalves com o seu ar bonacheiräo informou-me que o capitäo Costa Martins me diria quando a prima chegaria a Lisboa.

Entretanto a Marinha chamou-me ao servico como se nada tivesse acontecido e fui reencontrar camaradas a navegar em mar chäo. Almada Contreiras, que propositadamente visitei no seu Centro de Comunicacöes, embora tivesse mostrado demasiada pressa na conversa, ofereceu-me olhar cumplice, sorriso de confianca e um "até breve escolinha" que me satisfizeram.

No dia 23 de Abril o filho do General telefonou-me a informar que a mäe estaria no dia seguinte no Pavilhäo da Família Militar e que o pai a acompanharia. Recebida esta mensagem entrei de prevencäo.

Há quarenta anos, há hora a que agora escrevo, tinha regressado a casa depois de um dia sem novidade mas esta chegou-me com nota de que o capitäo António Ramos, ex-ajudante do General Spinola tinha telefonado, accäo que veio a repetir a fim de eu me encontrar com ele na redaccäo do "Jornal do Comércio" às 2200. Assim fiz e lá encontrei o capitäo Costa Martins o qual näo perdeu tempo a abrir uma maleta onde guardava granadas e duas pistolas. Dizendo que ao telefone näo poderia fazer o que estava a fazer entregou-me uma Parabellum muito usada e soprou-me Sinais e senhas. Ordenou-me que näo me fardasse, que quando ouvisse o primeiro sinal às 2255 informasse Costa Gomes de que a prima tinha chegado a Lisboa e que até chegarem forcas às ordens do General teria que o acompanhar, discretamente. Assim fiz. E assim, alguém, no Movimento das Forcas Armadas, conseguiu preservar a pessoa de uma Reserva da Republica da qual veio a ser o Presidente que promulgou a Constituicäo de 1976. 

Por hoje, fico por aqui, para voltar ao presente e tentar saber novidades de Portugal que alguém está interessado em amordaçar...

QUANDO HÁ ESTRANHOS......


GRANDE CACINE

Navio patrulha 'Cacine' está amanhã aberto para visitas | DNOTICIAS.PT

O navio patrulheiro da Marinha 'Cacine' estará amanhã aberto a visitas, no âmbito das comemorações do 40.º anivserário do 25 de Abril na Região Autónoma da Madeira.
O público pode subir a bordo da unidade naval acostada no cais norte do porto do Funchal amanhã entre as 10 horas e o meio-dia e as 14 e as 17 horas.
O N.R.P. 'Cacine' é o mais antigo navio patrulha da sua classe e está atribuído ao dispositivo naval da Zona Marítima da Madeira até final de Julho de 2014, tendo rendido o patrulha oceânico 'Viana do Castelo'. 
Foi construído no Arsenal do Alfeite e aumentado ao efectivo dos navios da Armada a 6 de Maio de 1969.
O navio é actualmente comandado pelo primeiro-tenente Dias de Oliveira, tem uma guarnição de 33 militares e foi o primeiro de dez navios tendo dado o nome a esta classe (Cacine).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

POIS

Mensagem da Associação 25 de Abril

MENSAGEM

Passados 40 anos depois da madrugada que deu origem a “o dia inicial inteiro e limpo/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo” qual o tempo que hoje nos é dado?

Cada dia que passa, assistimos à destruição do positivo que foi construído, em resultado da acção libertadora de há 40 anos!

O país está vendido, em grande parte e a pataco, ao estrangeiro!

A emigração de muitos portugueses consuma-se, levando consigo muito do saber e da capacidade indispensáveis à desejada recuperação de Portugal!

Os roubos permanentes a que os portugueses são sujeitos, da parte dos que deviam protegê-los e prover pelo seu bem-estar estão a destruir a esperança no futuro!

A ausência de uma justiça igual para todos provoca o descrédito do que deveria ser um Estado de Direito!
Os detentores do poder assumem-se, cada vez mais, como herdeiros dos vencidos em 25 de Abril de 1974!
As desigualdades, consumadas no aumento do enriquecimento dos que já têm tudo e no cada vez maior empobrecimento dos mais desfavorecidos, transforma a nossa sociedade num barril de pólvora que apenas será sustentável numa nova ditadura opressiva, com o desaparecimento das mais elementares liberdades.
O medo, pelo futuro, cada vez mais, propaga-se em variados sectores da sociedade!

Como há já alguns anos, manifestamos a nossa indignação face aos acontecimentos que se estão vivendo em Portugal e configuram, sem a menor dúvida, um enorme e muito grave descrédito dos representantes políticos, um logro à confiança dos cidadãos e um desprestígio para o nosso País.

A Democracia baseia-se num pacto social, onde os cidadãos elegem os que consideram os mais indicados para gerir os assuntos públicos e para os representar durante um período de tempo previamente acordado.
A Democracia não é, nem pode ser jamais, a concessão a uns quantos de uma patente de pilhagem para se enriquecerem durante quatro anos ou mais!

A Democracia tem o seu fundamento na confiança que os representados têm nos seus representantes e na lealdade destes perante quem os elegeu.

Quando essa confiança é traída e essa lealdade desaparece, o prestígio e a legitimidade moral da classe política desmoronam-se e o cimento da Democracia apodrece.

Tudo isto tem-se agravado, cada ano que passa.

Porque continuamos a considerar que a antecâmara do totalitarismo surge quando num Estado de Direito a classe política perde o seu prestígio, porque se transforma numa espécie de casta que deixa de servir os interesses de todos para servir apenas os seus próprios interesses.

E, porque queremos lutar pela manutenção da Democracia, que apenas será viável pela reafirmação dos valores de Abril, proclamamos a imperiosa necessidade de:

Assunção de um compromisso nacional na defesa e manutenção do Estado Social que legitimamente satisfaça as necessidades básicas, erradique a pobreza “vergonha de nós todos”, e abra um caminho de esperança e de luz para o sector mais desprotegido da sociedade portuguesa que lhe possibilite o acesso à formação, educação e emprego.

Assunção de um compromisso nacional para a promoção de um duradouro programa de educação e investigação científica, para qualificação dos jovens nas áreas fundamentais da globalização.

Assunção de um compromisso nacional para a promoção de um programa duradouro do sistema judicial, de forma a tornar a justiça mais célere e mais próxima dos cidadãos, sem descriminação entre pobres e ricos.

Assunção de um compromisso nacional duradouro de um programa de emprego agregador e integrador dos vários saberes e competências acumuladas, que incentive o regresso de milhares de “cérebros” forçados à emigração, que incorpore jovens licenciados, agregue adequados programas de formação para jovens que abandonaram os estudos, e para trabalhadores activos que necessitem actualizar e melhorar saberes e competências.

Assunção de um compromisso nacional e duradouro de um programa de desenvolvimento económico sustentável à adopção dos objectivos enunciados para a manutenção do Estado Social e dos programas de educação, justiça e emprego.

O governo e a cobertura que lhe é dada pelo Presidente da República protagonizam os fautores do “estado a que isto chegou” razão pela qual não serão eles a quem possa continuar a confiar-se os destinos de Portugal.
Torna-se, por isso, urgente uma ampla mobilização nacional para sermos capazes de aproveitando as armas da Democracia mostrar aos responsáveis pelo “estado a que isto chegou” um cartão vermelho, que os expulse de campo!

Temos de ser capazes de expulsar os “vendilhões do templo”!

Os desmandos e a tragédia da actual governação não podem continuar!

Igualmente, temos de ser capazes de retornar às Presidências de boa memória de Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio!

O 25 de Abril foi libertação e festa, passou por participação e desenvolvimento, mas passou também por retrocesso e desilusão, fruto da corrupção e esbanjamento.

Hoje sofre revanchismo, roubo e destruição.

Que se consubstancia em despudorados ataques à saúde pública, à educação, à segurança social, ao direito ao trabalho, ao direito a uma velhice sossegada, e aponta para o fim das liberdades, da soberania e da democracia.
Temos de ser capazes de ultrapassar os sectarismos, temos de ter a capacidade de, contrariamente ao que normalmente acontece, e reconhecer o inimigo comum, mesmo antes de sermos totalmente derrotados.
Vencendo o conformismo, temos de ser capazes de resistir de novo, reconquistar as utopias, arriscar a rebeldia e renovar a esperança!

Recolocados os valores da madrugada libertadora, nessa altura, vencido o medo, poderemos então retomar a esperança de continuar a construir Abril!

Viva Portugal!
Viva o 25 de Abril!

25 de Abril de Abril de 2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

POIS!!!

" Quando entrei na Cova da Moura, a 29 de Abril, regressado dos Açores, vi lá muitas farda azuis, de gente que não conhecia da conspiração. Era gente da Marinha e da Aviação , mas não era gente da conspiração.
Eram esses Xicos espertos que aparecem sempre depois das coisas resolvidas"

Pois também nos parece . Desta vez o Companheiro Vasco 2 tem razão, e nós , pensando como ele , também ficaríamos tramados.

Seria bom , e de uma vez por todas, que os verdadeiros Homens de Abril ( e foi o Exercito, quer se queira quer não), dissessem quem estava lá, e desde o princípio, por parte da Marinha.
Como não deve exceder 5 linhas, não custa nada.....

POIS!!!

O general Pedro Pezarat Correia considera que uma nova intervenção militar em Portugal faria recordar o 28 de Maio de 1926, e nunca o 25 de Abril, e rejeita a recuperação do Movimento das Forças Armadas (MFA).
“Qualquer intervenção militar hoje na vida política portuguesa teria muito mais a ver com um 28 de Maio do que com um 25 de Abril”, disse o general na reforma em entrevista à Lusa, a propósito do 40.º aniversário da Revolução dos Cravos.
Pezarat Correia, 81 anos, com vasto currículo militar e académico, foi membro do Conselho da Revolução, sendo professor convidado jubilado na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e autor de diversos estudos e reflexões sobre a evolução do país desde o 25 de Abril.
“O 28 de Maio também foi feito contra um regime democrático. Que funcionava mal, é verdade, mas era democrático. Portanto, hoje, intervenções militares na política não”, salientou o autor de “Questionar Abril”, publicado em 1994, e no qual equaciona os grandes desafios de uma sociedade em mudança.
Pezarat Correia rejeitou a pertinência de um “novo” ou “renascido” MFA, argumentando que “não tem lógica nenhuma”.
“Há é que recuperar o 25 de Abril, que é diferente”, afirmou.
Para Pezarat Correia, o “anseio positivo” sobre a necessidade de “um novo 25 de Abril” constitui um apelo para uma “nova intervenção” dos militares na vida política, que considera um erro.
“Alguns dos militares que fizeram o 28 de Maio também estavam cheios de boas intenções em que Portugal pudesse regenerar a sua democracia. Só que a regeneração da sua democracia deu no Estado Novo, que cá esteve 48 anos”, afirmou, antes de recordar que as Forças Armadas “de hoje” também estão diferentes.
“Não têm nada a ver com as Forças Armadas do 25 de Abril. Hoje é um exército profissional, reduzido, hoje a população na sua generalidade não passa pelas Forças Armadas, já não é o exército do povo, é o exército de uma determinada elite armada”, salientou.
“E estes exércitos de elites armadas não fazem revoluções populares, ou com conteúdo social. Fazem quando muito golpes de Estado”, disse o militar, sempre conotado com os setores da oposição ao regime do Estado Novo e que em junho de 1973 participou na denúncia do “Congresso dos Combatentes”.
Apesar de ser muito crítico do atual Governo e do Presidente da República – que considerou terem uma ação “extremamente” negativa -, Pezarat Correia lembrou, no entanto, que foram eleitos em sufrágio democrático e que o povo mantém o poder de inverter a situação pelo voto, sem ser necessário “estar a corrigir” o regime.
“Estão no poder porque o povo português os escolheu. Foi o voto dos portugueses que os colocou lá. Portanto, os portugueses continuam a dispor de instrumentos, que é o voto, para os poder apear”, afirmou à Lusa na biblioteca da sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa, da qual foi o primeiro presidente da Assembleia Geral.
Ao contrário de diversas teses sobre a evolução da situação política no país, Pezarat Correia continua a defender que o “processo revolucionário” em Portugal não foi interrompido pelo golpe do 25 de Novembro de 1975, mas prolongou-se até à aprovação da Constituição de 1976, que tem “conteúdo revolucionário”.
Pezarat Correia reconheceu que o setor do MFA envolvido no 25 de Novembro “acabou por ser ultrapassado por uma dinâmica contrarrevolucionária”, apesar de a dinâmica revolucionária não ter sido “completamente abafada”.
Para o subscritor, em pleno PREC (Processo Revolucionário em Curso), do “Documento do Nove”, as “principais transformações revolucionárias” do 25 de Abril estão incluídas na Constituição aprovada em 1976.
“Portanto, a revolução prolongou-se até à aprovação da Constituição”, frisou.
A “inversão” do processo revolucionário, referiu, situa-se no período constitucional, “em que, frequentemente e com muita determinação”, o poder governou contra a Constituição.
“Não é só agora que a Constituição está a ser violada”, sublinhou, acrescentando que “a Constituição começou a ser violada muito cedo, praticamente logo a seguir, com o primeiro governo constitucional”.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

ADEUS MOÇAMBIQUE 2

25A

"Houve um convite para virem ao parlamento, só", frisou a presidente da Assembleia da República

A presidente da Assembleia da República afirmou hoje que convidou a Associação 25 de Abril para estar presente na sessão solene comemorativa da revolução, e que se os militares impõem a condição de falar "o problema é deles".
"Todos os anos há convite à associação 25 de Abril. Este ano houve novo convite, o resto não existe, não comento o que não existe", começou por dizer Assunção Esteves aos jornalistas.
Confrontada com a condição de usar da palavra imposta pelo presidente da Associação 25 de Abri, Vasco Lourenço, para que os militares de Abril estejam presentes na sessão solene, Assunção Esteves respondeu: "O problema é deles".
"Houve um convite para virem ao parlamento, só", frisou a presidente da Assembleia da República.
O presidente da Associação 25 de Abril afirmou na quinta-feira que aguarda resposta da presidente da Assembleia da República sobre a condição de usar a palavra na sessão solene do 25 de Abril, que impôs para os capitães participarem na cerimónia, de que estão ausentes há dois anos.
"A senhora presidente da Assembleia da República fez-me um convite telefonicamente, eu disse quais as condições em que nós iríamos, ela ficou de nos dizer alguma coisa, ainda não disse", afirmou Vasco Lourenço aos jornalistas, à margem da apresentação do livro de Manuel Alegre "País de Abril".
Questionado sobre as condições, o presidente da Associação 25 de Abril reiterou que se trata de os militares de Abril usarem da palavra na sessão solene no plenário da Assembleia da República.
Confrontado com o regimento da Assembleia da República, Vasco Lourenço respondeu que "já houve não parlamentares que falaram no plenário da Assembleia da República, presidentes de países estrangeiros já falaram".
"Além disso, os regulamentos são feitos para se alterarem quando é necessário. Se é uma situação excecional, em que dizem que nós somos imprescindíveis naquela sessão solene, então haja uma decisão excecional", disse.
Vasco Lourenço sublinhou que esta não é "uma atitude anti-Assembleia da República", frisando que os militares de Abril participarão em outras cerimónias do programa das comemorações, nomeadamente a homenagem a Marques Júnior, militar de Abril e deputado, falecido no ano passado

quinta-feira, 10 de abril de 2014

HELLO

ADEUS MOÇAMBIQUE 1

SANCHES OSÓRIO NOW


O militar lembra que muitos dos que ocupam hoje cargos de relevo na política e na economia vieram das ex-colónias
José Sanches Osório foi um dos seis oficiais que organizaram o golpe de Estado que ocupou o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, na Pontinha, onde esteve até 27 de Abril - e onde ficou imortalizado por uma figura de cera que diz não ter qualquer parecença consigo. Foi porta-voz da Junta de Salvação Nacional até anunciar a constituição do primeiro governo provisório, que integrou como director-geral da Informação e, depois, como ministro da Comunicação Social. Foi fundador do Partido da Democracia Cristã, que esteve ilegalizado durante o PREC e acabou extinto em 2004. Mantém que Paulo Portas é tudo menos democrata-cristão, Passos Coelho não serve e Cavaco é uma fraude.
Vai assistir às cerimónias do 25 de Abril?
Hoje já quase ninguém festeja a Revolução Francesa. Cá, o que estamos a ver em relação ao 25 de Abril é que ninguém sabe o que há-de fazer e então cada um faz uma asneira maior que a outra. José-Augusto França [historiador e sociólogo] respondeu assim a um jornalista do "Expresso" que lhe pediu que resumisse a história contemporânea de Portugal em dez palavras: "Entre Pessoa e Almada, o povo aliás votou Salazar." Não é o que se está a passar, mas é quase. Ninguém sabe o que fazer e o governo, para ter alguém, transfere as comemorações para Grândola. Eu não sei o que terei a ver tão directamente com o canto alentejano... Acho tão curto.
Há uns tempos o Presidente da República disse que era preciso alterar a forma como se celebra o 25 de Abril...
O Presidente da República desconsidera-nos todos os dias, mas os portugueses adoram ser desconsiderados e por isso votaram nele. Eu não votei nele, estou à vontade. E respondo que ele não está interessado em ouvir o que eu tenho a dizer. Deixámos de ser cidadãos, passámos a ser números. E o grave é que não nos importamos com isso.
Porque diz que não nos importamos?
Porque só nos preocupamos com a satisfação das nossas necessidades imediatas.
Para que fez o 25 de Abril?
O programa do Movimento das Forças Armadas foi uma espécie de constituição para um período muito restrito. O que se pretendia, primeiro, era resolver o problema colonial, e isso só implantando a democracia. O segundo ponto era implantar um regime democrático pluripartidário, de tal modo que houvesse liberdade de expressão. Os militares, mesmo estando nós em guerra, tinham tudo a ver com isto, porque foram eles que, em 1926, chamaram o Dr. Oliveira Salazar para resolver o problema das finanças públicas. E desde então até 74, os militares apoiaram o governo em todas as circunstâncias. Pareceu-me lógico que fossem os militares a derrubar o governo. Mas uma coisa é derrubar o governo, outra é, por exemplo, entregar o poder ao único partido organizado na altura, o Partido Comunista Português. Há aí uma diferença abissal. Talvez os militares se tenham iludido com aquela que na altura era conhecida por oposição. Acreditámos que havia forças diferentes do PC e capazes. Afinal eram diferentes, mas não eram capazes.
Alguma vez teve a sensação de ter errado?
Não houve sensação de erro. O grande erro é um erro subsistente, no qual continuamos a laborar. Para que um diplomata, um embaixador, exponha as posições do seu poder político e seja credível naquilo que diz precisa de ter atrás de si uma força militar. Sem isso, pode dizer o que lhe apetecer, ser duro nas palavras e nas expressões, que o resultado é zero. Veja a situação actual, 2014, Crimeia. A União Europeia diz à Rússia, em toda a sua força, que não se atreva, que o que está a fazer é ilegal, e a Rússia está-se nas tintas. Porque a Europa não tem força.
E os Estados Unidos?
Os Estados Unidos não querem. Em política internacional não há, infelizmente para todos nós, solidariedade. Há interesses. E cada estado defende os seus como sabe e pode. Aqui entramos em 74, na descolonização. A descolonização foi horrorosa, mas aponte-me uma que não tenha sido. Não há. É evidente que esta nos dói mais porque foi a nossa.
Teve responsabilidades nela...
Tive, com certeza que tive, estava no Conselho de Ministros e portanto tenho a minha quota-parte de responsabilidade. Mas o que me faltou para que as nossas posições diplomáticas e políticas pudessem ser escutadas, sequer, pelos movimentos independentistas, foi exactamente o poder militar. Ao fim de 13 anos de guerra nenhuma força militar é credível. Veja os americanos no Vietname, no Iraque, veja as tropas aliadas no Afeganistão. Por outro lado, os políticos não se entenderam naquilo a que hoje chamaríamos consenso quanto ao objectivo nacional. Os militares ficaram debaixo de fogo cruzado e perderam a autonomia. O que se fez em termos de descolonização foi um mal menor.
O que mudou entre a sua geração e a geração que está hoje no poder?
Há um conceito muito actual, que é o conceito de narrativa. A minha geração, eu e os camaradas da minha idade, fomos educados numa determinada narrativa, que é radicalmente diferente da narrativa de 2014. A narrativa actual é a do salário, do direito à greve, das horas extraordinárias. Na década de 70 a narrativa era a do bem comum, do serviço público.
Qual foi a narrativa que mediou este tempo?
Não houve narrativa, houve uns objectivos parcelares de sobrevivência. A seguir à Revolução descolonizámos e absorvemos em Portugal mais de 600 mil pessoas. E elas estão aí, não houve nenhuma perturbação maior, não ficaram em guetos. Eu diria até que essas pessoas eram ou são mais empreendedoras, porque têm uma narrativa diferente, e hoje comandam a sociedade portuguesa. O primeiro-ministro não veio de Trás-os-Montes [Passos Coelho tem raízes em Vila Real], veio de Angola [onde passou a infância]. O mesmo se olharmos para a Assembleia da República, as autarquias, as empresas, o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia. E isso altera substancialmente as narrativas e as visões do país.
Isso facilita ou dificulta consensos?
Não há consenso porque não sabemos para onde vamos, vamos para onde calhar. E eu, muito honestamente, e dentro da narrativa em que fui formado, que implicava o sacrifício da própria vida, digo: não sacrifico uma unha por 0,005% do défice. Aliás, não percebo nada disso, estudei Estratégia e estudei História, não estudei Contabilidade. Ou melhor, também estudei, mas o suficiente para saber que esses dados são susceptíveis de, como na culinária, ser cozinhados.
O rumo de alguns acontecimentos, depois do 25 de Abril, era previsível?
Uma revolução é incontrolável. Sempre tive uma posição antimarxista, que mantenho até hoje. Não podia aceitar um pacto que me dizia que Portugal ia a caminho do socialismo. E todos os partidos aceitaram isso e assinaram: PPD, CDS... Dir-me-á que na realidade não era assim, era só uma aldrabice, mas em política quem tem razão fora de tempo perde. Depois houve posições doutrinárias e políticas que se foram afirmando. Paradoxalmente, sendo o meu objectivo o estabelecimento de uma democracia pluralista, nas primeiras eleições democráticas em Portugal não tive direito de voto, era um energúmeno. No 11 de Março era secretário-geral do Partido da Democracia Cristã, ilegalizado, e tive de sair do país senão era preso.
Como olha para o poder militar hoje?
Actualmente o poder militar de Portugal não existe. E a NATO é uma organização internacional que funciona com o dinheiro dos Estados Unidos da América. Sem isso, lá se vai. E na cena internacional as acções militares têm sido americanos e ingleses. O resto, depois tratam de mobilizar as empresas de construção civil para a reconstrução, para o desenvolvimento do export.
Voltando ao caso português...
No caso português, em 1974 tínhamos 120 mil homens em armas. É evidente que 40 anos depois as Forças Armadas deviam já estar completamente reestruturadas. Já não precisamos dos 30 mil homens que temos ou do sistema de armas que temos. Só que para reestruturar é preciso muito dinheiro. Também podemos decidir que não precisamos de Forças Armadas, é uma hipótese.
E precisamos?
Vou dizer uma coisa eventualmente controversa: se calhar o militar português de hoje não está muito convencido de que ao ir lutar para o Afeganistão, por hipótese, está a defender a pátria. Pode dizer-lhe o que quiser, mas ele vai porque ganha dinheiro. Se não ganhar, não vai. Outro aspecto: se calhar as empresas multinacionais de segurança, que estão cotadas na Bolsa de Nova Iorque, têm um papel nesta história. Preenchiam, por exemplo, 35% dos efectivos das Forças Armadas americanas no Iraque. Está a ver a revolução que isto representa.
Que objectivos cumpriu o 25 de Abril?
Ficámos com liberdade. Utilizámos mal a liberdade de que dispusemos - e falo no passado porque hoje já não dispomos dela. Tivemos uma ilusão em relação à União Europeia, que não nos trouxe as vantagens com as quais sonhámos. A conclusão é sempre a mesma: Portugal tinha possibilidade quando comandava a sua moeda. Como diz o Dr. Soares, mas, se o que falta é dinheiro, então faça-se. Simplesmente para isso era preciso que houvesse um espaço federal. Que não há. Não há nem vai haver, porque as nações existentes na Europa não querem e já disseram exuberantemente que não querem. Referendos negativos na Holanda, em França, na Dinamarca... E o que faz o poder político? Acaba com os referendos.
Como estratego e militar, o que acha que vai acontecer na Europa?
Há um perigo iminente de guerra. Achamos que tudo isto se vai resolver, mas não vai. Veja a Crimeia. Ou ainda mais perigoso, a Turquia, que comanda a passagem do Mediterrâneo para o mar Negro, e ninguém sabe se é mais islâmica se vai integrar a União Europeia. Não é simples. Como também não é simples a posição de Portugal, se considerarmos que podemos ser mais um concelho da província de Badajoz. A União Europeia começa aí, mas nas nossas cabeças começava para lá dos Pirenéus. Temos sempre de atravessar Espanha, que não está bem. As coisas não são estáticas, nem se compadecem com o défice.
As eleições europeias podem ajudar a clarificar alguma coisa?
Veja isto: o presidente Hollande foi a Londres. Visitou o primeiro-ministro no n.o 10 de Downing Street, ofereceram-lhe uma cerveja num pub e proporcionaram--lhe uma conferência de imprensa para explicar como era quando ia visitar as amante. A senhora Merkel foi a Inglaterra; visitou o primeiro-ministro no n.o 10 de Downing Street, falou às duas câmaras do Parlamento e foi tomar chá com a rainha. Há uma diferença, não há? O que terão os franceses achado disto? Devem estar revoltados, se conheço alguns. E nós vamos discutir o consenso sobre o défice, o que pensam os deputados sobre o aborto, sobre a eutanásia? Ninguém lhes pergunta, mas eles terão de votar essas matérias. Os países estão-se nas tintas para a Europa, porque já perceberam que da Europa não vem nada. Esta atitude passiva em relação às questões políticas é absolutamente negativa.
Como torná-la activa?
Outro dia ouvi uma comparação que indicava que Paulo Portas tinham muito mais amigos que Cameron no Facebook. Não tem coisíssima nenhuma, está tudo cada vez mais isolado, não há a noção de colectivo. E sobretudo não há dinheiro, e para fazer um partido político é preciso muito dinheiro.
E há ideias?
Isso já era bem bom, mas não há. E também não pode exigir coisa nenhuma, porque não se dá nada em troca. Em 74 havia aquela canção "Angola é nossa..." e havia sempre um tipo que dizia: "Angola é nossa, não. Angola é do nosso cabo." Agora em Luanda a cantiga deve ser "Portugal, é nosso, que o comprámos". E compram, tudo e mais alguma coisa.
Isso é mau?
Os suíços vivem disso há séculos. Nós, se não fosse isso, estaríamos ainda pior.
O que podia mudar as coisas?
Os polícias subirem mais dez degraus [da Assembleia da República].
No dia da manifestação das polícias estava a torcer por isso?
Não, não tinha sido bom. E não sobem. Se eu estivesse no governo, tinha perdido a confiança na PSP, porque é óbvio que estão de conluio. E depois quem se trama é o director, o comandante ou o ministro. Vão sendo sacrificados hierarquicamente dependendo do número de degraus que se sobe. O Miguel Sousa Tavares, com quem não simpatizo porque acho que é um pesporrente imenso, chamou à Assunção Esteves "a Vitória de Samotrácia", bonita mas sem cabeça. Eu não a acho nada bonita...
E cabeça, tem?
É um produto da tal educação, sabe os códigos todos de cor e salteados e adjectiva e inventa palavras. Mas é o que temos.
E com isso nós estamos a...
A inconseguir, é.
Hoje estaria na mão dos militares tomar uma atitude?
Nem pensar, os militares não têm meios nenhuns, todos os meios estão concentrados na Guarda Nacional Republicana. Os militares não farão rigorosamente nada, porque têm a tal narrativa de 2014. Veja que já nem a CGTP-In faz manifestações, deve ter um contrato com o governo, só faz muito ordenadinho. Por isso só há uma maneira, que é convencer os senhores deputados a votarem em consciência. O que é extremamente difícil, porquanto têm o seu posto de trabalho e isso é estar a pedir-lhes que vão para o desemprego. Porque é que a Assembleia da República não toma a iniciativa de passar de 230 para 180 deputados? Não é preciso alterar a Constituição. É como o consenso. Adoramos manifestos, fez-se um. Aí está o consenso pedido pelo senhor Presidente da República, com cidadãos de todas as categorias e de todo o espectro partidário. Ah, mas esse não convém. Então - e voltamos ao José-Augusto França - o que o povo quer não é a democracia. Ou se calhar a Revolução, tal como a democracia, está a passar de moda. Alguma vez pensou que não foi para isto que fez o 25 de Abril?
Uma vez o professor Veríssimo Serrão provocou-me e disse: "Ó Major, não foi para isto que fez a revolução." Por definição, uma revolução não tem agenda, é o que for. Mas é preciso que as pessoas participem. As pessoas foram convencidas a optar pelo mal menor. Votam no Partido Socialista porque é o único que se opõe ao PC, o PC apresenta-se como CDU, Os Verdes, os Amarelos, o PSD não é social-democrata, o CDS não é democrata-cristão, vivemos de embuste em embuste e achamos óptimo.
Vão sem mim que eu vou lá ter?
Essa letra é fantástica. Mas já era o que se passava em 74 com a chamada oposição, tirando o PC. Eram chamados a participar, mas um não podia porque tinha vindimas, outro tinha uns anos em Viseu ou Macedo de Cavaleiros, outros não iam a manifestações porque não estavam interessados em ser presos nos 15 dias seguintes...
Houve essas respostas?
Houve estas respostas.
Quem foi chamado e não compareceu?
Tanta gente... Lembro-me muito mais daqueles que apareceram depois.
Depois como?
Caiu o governo em 74 e os revolucionários, que eram uns tantos, de repente passaram a ser imensos. Os pára-quedistas comprometeram-se a manter a neutralidade, os fuzileiros apoiavam mas ficavam a ver, da Marinha davam o corpo ao manifesto os que são conhecidos, da Força Aérea a mesma coisa. Ou seja, isto foi essencialmente uma coisa do Exército. Mas lembro-me de estar na Cova da Moura rodeado de gente vestida de azul que nunca tinha visto em lado algum. Logo nessa altura perdi a ilusão acerca das pessoas.
Foi rápido...
Eu estava no Exército quando a seguir ao 16 de Março houve uma tomada de posição dos oficiais generais, que ficou para a história como a Brigada do Reumático. Governadores civis, presidentes de câmara, gente importante mandou telegramas ao chefe do Estado-Maior do Exército louvando e solidarizando-se com a posição dos oficiais e apoiando Sua Excelência o Presidente do Conselho. Caiu o governo. Recebi telegramas das mesmas pessoas a solidarizarem-se com o general Spínola, patriota, e por aí fora. As pessoas são assim, vão para um lado ou para o outro dependendo de onde está o tacho.
Que histórias lhe ficaram como lição?
Quando saí do segundo governo provisório, e num Conselho de Ministros presidido pelo general Spínola, disse que o primeiro-ministro Vasco Gonçalves fazia a política do Partido Comunista e que não estava interessado em colaborar num governo nessa circunstância, portanto apresentava a minha demissão. A maior parte dos ministros zangou-se comigo. A atitude do povo português está espelhada na figura do Zé Povinho, que fala com o patrão de chapéu na mão, olhar no chão e diz sim a tudo. Mal o patrão vira costas faz um manguito.
Somos cobardes ou conformados?
Somos cobardes. Aliás, está visto na expressão "agarrem-me senão eu mato-o".
Este governo só sai quando houver eleições?
Se sair. Por mim já deviam ter saído. E não percebo quando me dizem que não há alternativa, porque se a alternativa não resultar também sai. Isto só pode mudar pelo parlamento. Precisávamos de mudar a Assembleia da República. Se cada um de nós for falar com o seu deputado, porque podemos perfeitamente fazê-lo, e porventura até ameaçá-lo... Eu fiz isso.
Fez?
Fiz. Votei no CDS e fui ao grupo parlamentar dizer ao coitado do João Almeida, que ainda por cima agora é secretário de Estado da Administração Interna, que um dia destes saía pela janela.
E ele?
Ele impecável, deve ter ficado a pensar este tipo está sancha, que paciência tenho de ter para aturar esta gente... De vez em quando vou lá almoçar e passo pelo grupo parlamentar do CDS - agora já não passo mais - e digo umas coisas.
Porque é que não passa mais?
Porque já não vou votar. E disseram-me uma coisa muito engraçada... Perguntei a uma das funcionárias: sabe quem eu sou? E a resposta encantou-me. "Sei sim senhor, é o pai do Nuno Sanches Osório." Fiquei orgulhosíssimo. E isto é uma chamada de atenção.
A dizer que já passou de época?
Exactamente, é evidente. Quando eu reduzo os comentários políticos ao Adriano Moreira, ao Mário Soares, ao Medina Carreira, ao Proença de Carvalho, ao Nogueira de Brito... O que quer dizer?
Muitos comparam o tempo actual com o de Salazar. Há semelhanças?
Salazar fez exactamente o que está a ser feito agora, uma União Nacional. O que Cavaco pretende, o que o PSD pretende é uma união nacional, esse é que é o consenso. A União Nacional durou 40 anos. Agora só pagaremos 75% da nossa dívida daqui a 30 anos, bate tudo certo. O Passos Coelho, bem governada a manobra de marketing, ganha as eleições em 2015. As pessoas gostam do tal Salazar e ele cultiva aquela hipocrisia salazarenta. E agora vai ver o PSD a propor Durão Barroso para a presidência, porque as pessoas têm ambições. Ele foi um dos principais responsáveis pela descolonização, ao desestabilizar as pessoas em Lisboa com o nem mais um soldado para África.
Como vê o papel que as pessoas de então têm actualmente?
Era ele secretário de Estado da Cooperação, fui falar-lhe por causa dos reformados do caminho-de-ferro de Benguela, que deixou de pagar pensões e, sem dinheiro, os reformados, que viviam em casas do CFB, deixaram de pagar rendas e foram despejados. Eu estava na altura a trabalhar na UGT e disse-lhe que estar ali a pedir-lhe que intercedesse pelos caminhos-de-ferro de Benguela queria dizer que em 74 eu tinha razão e ele não.

SERÁ POSSÍVEL?

O Senhor Almirante José Botelho Leal tem um processo em curso, entreposto pelo Senhor Engº Macário Correia, por ter publicado, no generoso blog que coordena !A voz da Abita ...na Reforma" uma carta aberta assinada por um camarada de Marinha(que nem sequer conhecia pessoalmente) ao Senhor Engº Macário Correia.
Até aqui tudo bem , embora pouco normal.
Mas o que soubemos hoje, e parece coisa do outro mundo, é que pelo acto cometido o Senhor Almirante está, vai para 2 anos , com "termo de identidade e residência" .

terça-feira, 8 de abril de 2014

INDECENTE


A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins acusou esta terça-feira o ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga de "indecência" por se sentir "muito sacrificado" ao revelar na imprensa que perdeu dinheiro ao aceitar um cargo na EDP.
"Num país em que três em cada dez famílias não conseguem aquecer a casa, não conseguem ter energia porque não ganham para pagar a conta da luz, isto é indecência, isto é um insulto", declarou Catarina Martins em Olhão, num jantar com dezenas de militantes e apoiantes, no final do primeiro de dois dias de jornadas parlamentares do partido na região do Algarve.
"Hoje, não foi sem espanto que ouvi falar num homem que se tem sentido muito sacrificado neste país. Um homem que sente que está a perder com a 'troika' e a austeridade. Eduardo Catroga, o homem que dizia que tinha influenciado o memorando da 'troika' mas aparentemente já não se lembra disso", frisou ainda a coordenadora do partido.
Na sua intervenção, Catarina Martins reiterou a necessidade de se aumentar o salário mínimo nacional em Portugal.
O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga disse hoje que perdeu dinheiro ao aceitar, em fevereiro de 2012, o cargo de presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, cujo vencimento é de 35 mil euros por mês, noticia o Correio da Manhã.
Em carta enviada ao jornal, o responsável da elétrica sublinha que a sua remuneração foi "decidida pela comissão de vencimentos escolhida pela assembleia geral"

segunda-feira, 7 de abril de 2014

25 ABRIL

No dia 9 de Setembro de 1973, em Alcáçovas, perto de Viana do Alentejo, 136 membros das Forças Armadas, entre os quais 95 capitães, 39 tenentes e dois alferes, reuniram-se clandestinamente no Monte do Sobral. Neste encontro nasceu o Movimento dos Capitães, que iria derrubar o regime do Estado Novo e instaurar a democracia no dia 25 de Abril de 1974.
Passados 40 anos da data da instauração da liberdade em Portugal, o célebre Monte do Sobral, que serviu de berço ao movimento revolucionário, encontra-se à venda por 850 mil euros. Com quatro hectares e um casario com cerca de 3.500 m2 de área, a propriedade está vocacionada para a prática de turismo rural e realização de eventos.