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sábado, 31 de maio de 2014

OFENSIVO E GROSSEIRO

Artigo 33.º
Capacidade eleitoral passiva
1 - Durante o estado de guerra, os militares na efetividade de serviço não podem concorrer a eleições para os órgãos de soberania, de governo próprio das Regiões Autónomas e do poder local, ou para o Parlamento Europeu.
2 - Em tempo de paz, os militares na efetividade de serviço, em licença ilimitada ou em comissão especial, podem candidatar-se aos órgãos referidos no número anterior, mediante licença especial a conceder pelo Chefe do Estado-Maior do ramo a que pertençam.
3 - O requerimento para emissão da licença especial deve mencionar a vontade do requerente em ser candidato não inscrito em qualquer partido político e indicar a eleição a que pretende concorrer.
4 - A licença especial é necessariamente concedida no prazo de 10 ou 25 dias úteis, consoante o requerente prestar serviço em território nacional ou no estrangeiro, e produz efeitos a partir da publicação da data do ato eleitoral em causa.
5 - O tempo decorrido desde a concessão da licença especial até à tomada de posse do cargo para o qual foi eleito, nos termos dos números anteriores, conta como tempo de permanência no posto e como tempo de serviço efetivo para efeitos de antiguidade, para os militares na efetividade de serviço.
6 - A licença especial caduca nas seguintes situações:
a) Quando, na sequência do apuramento definitivo dos resultados eleitorais, o militar opte por assumir o cargo para que foi eleito;
b) Quando do apuramento definitivo dos resultados eleitorais resultar que o candidato não foi eleito;
c) Com a declaração de guerra, do estado de sítio e do estado de emergência.
7 - No caso de exercício da opção prevista na alínea a) do número anterior, o militar é abatido ao quadro, ficando obrigado a indemnizar o Estado no caso de não ter cumprido o tempo mínimo de serviço efetivo na sua categoria, nos termos e condições regulados em legislação específica e subsidiariamente no Estatuto dos Militares das Forças Armadas.
8 - Nas situações previstas nas alíneas b) e c) do n.º 6, a caducidade da licença especial determina o regresso do militar à situação anterior.
9 - [Revogado].
10 - [Revogado].

APONTAMENTOS

"As normas do OE2014 apreciadas pelo TC:
Artigo 33.º
Redução remuneratória
1 — Durante o ano de 2014 são reduzidas as remunerações totais ilíquidas mensais das pessoas a que se refere o n.º 9, de valor superior a € 675, quer estejam em exercício de funções naquela data quer iniciem tal exercício, a qualquer título, depois dela, nos seguintes termos:
........................................................................................................................................
Artigo 115.º
Contribuição sobre prestações de doença e de desemprego
1 — Sem prejuízo da cláusula de salvaguarda prevista no número seguinte, as prestações do sistema previdencial concedidas no âmbito das eventualidades de doença e desemprego são sujeitas a uma contribuição nos seguintes termos:
a) 5 % sobre o montante dos subsídios concedidos no âmbito da eventualidade de doença;
b) 6 % sobre o montante dos subsídios de natureza previdencial concedidos no âmbito da eventualidade de desemprego.
2 — A aplicação do disposto no número anterior não prejudica, em qualquer caso, a garantia do valor mínimo das prestações, nos termos previstos nos respetivos regimes jurídicos.
.............................................................................................................................................
Artigo 117.º
Pensões de sobrevivência dos cônjuges e ex -cônjuges
1 — As pensões de sobrevivência a atribuir a partir de 1 de janeiro de 2014, pela CGA, I. P., e pelo CNP, aos cônjuges sobrevivos e aos membros sobrevivos de união de facto de contribuintes do regime de proteção social convergente ou beneficiários do regime geral de segurança social que percebam valor global mensal a título de pensão igual ou superior a € 2000 são calculadas por aplicação das taxas de formação da pensão da seguinte tabela:
Valor mensal global das pensões percebidas
pelo titular (euros)
Taxa de formação da pensão (%)
A B
De 2 000 a 2 250 . . . . . . . . . . . . . . . . . 44,0 53,0
De 2 250,01 a 2 500 . . . . . . . . . . . . . . . 43,0 51,0
De 2 500,01 a 2 750 . . . . . . . . . . . . . . . 40,0 48,0
De 2 750,01 a 3 000 . . . . . . . . . . . . . . . 38,0 45,0
De 3 000,01 a 4 000 . . . . . . . . . . . . . . . 34,0 41,0
Mais de 4 000. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33,0 39,0
2 — Os valores da taxa de formação da pensão da tabela do número anterior aplicam -se, no âmbito do regime de proteção social convergente e do regime geral de segurança social, nos seguintes termos:
a) A pensão de sobrevivência a atribuir por morte de contribuinte do regime de proteção social convergente aposentado ou reformado com base no regime legal em vigor até 31 de dezembro de 2005 ou de subscritor inscrito na CGA, I. P., até 31 de agosto de 1993, falecido no ativo, que se aposentaria com base naquele regime legal é calculada, segundo as regras do Estatuto das Pensões de Sobrevivência, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 142/73, de 31 de março, com base nos valores da col. A;
b) A pensão de sobrevivência a atribuir por morte de beneficiário do regime geral de segurança social ou de contribuinte do regime de proteção social convergente inscrito na CGA, I. P., após 31 de agosto de 1993 não aposentado até 31 de dezembro de 2005 é calculada, segundo as regras do regime de proteção na eventualidade da morte dos beneficiários do regime geral, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 322/90, de 18 de outubro, com base nos valores da col. B;
c) A pensão de sobrevivência a atribuir por morte de contribuinte do regime de proteção social convergente aposentado ou reformado com base no regime legal em vigor a partir de 1 de janeiro de 2006 ou de subscritor, falecido no ativo, que se aposentaria com base naquele regime legal é calculada com base na aplicação dos valores da col. A ao montante da 1.ª parcela da pensão de aposentação ou reforma e dos valores da col. B ao montante da 2.ª parcela da mesma pensão, distribuindo -se o valor assim obtido pelos herdeiros hábeis na mesma proporção estabelecida no regime de proteção na eventualidade da morte dos beneficiários do regime geral, aprovado pelo Decreto –Lei n.º 322/90, de 18 de outubro.artigo 25.º do Decreto –Lei n.º 322/90, de 18 de outubro n.º 322/90, de 18 de outubro.
3 — Nos casos em que o cônjuge sobrevivo ou membro sobrevivo de união de facto do regime de proteção social convergente concorra com outros herdeiros do contribuinte falecido, a pensão daquele corresponde a uma parte do montante resultante da aplicação das regras dos números anteriores proporcional à percentagem da pensão de aposentação ou equiparada do falecido que lhe caberia de acordo com as regras de distribuição da pensão de sobrevivência do regime legal que lhe seja concretamente aplicável.
4 — Nos casos em que o cônjuge sobrevivo ou membro sobrevivo de união de facto do regime geral concorra com ex -cônjuges, a pensão daquele corresponde à parte que lhe cabe de acordo com as regras de individualização do artigo 28.º do Decreto -Lei n.º 322/90, de 18 de outubro, do montante da pensão calculada de acordo com as percentagens constantes da col. B acrescidas de uma majoração de 16,66 %.
5 — As pensões de sobrevivência em pagamento pela CGA, I. P., aos cônjuges sobrevivos e aos membros sobrevivos de união de facto de contribuintes do regime de proteção social convergente que percebam valor global mensal a título de pensão igual ou superior a € 2000 são recalculadas, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2014, nos termos estabelecidos nos n.os 1, 2 e 3.
6 — O valor ilíquido das pensões de sobrevivência dos cônjuges pensionistas do regime geral, em pagamento em 31 de dezembro de 2013, que percebam valor global mensal a título de pensão igual ou superior a € 2000 é reduzido na percentagem resultante da proporção entre as percentagens previstas no artigo 25.º do Decreto –Lei n.º 322/90, de 18 de outubro, e as aplicáveis ao cônjuge nos termos dos n.os 1, 2 e 4.
7 — Para efeito do disposto no presente artigo, considera-se valor global mensal percebido a título de pensão o montante correspondente ao somatório do valor mensal de subvenção mensal vitalícia e subvenção de sobrevivência com todas as pensões de aposentação, reforma e equiparadas, pensões de velhice e invalidez, bem como pensões de sobrevivência, que sejam pagas, ao titular da pensão a atribuir ou a recalcular, por quaisquer entidades públicas, independentemente da respetiva natureza,
institucional, associativa ou empresarial, do seu âmbito territorial, nacional, regional ou municipal, e do grau de independência ou autonomia, incluindo entidades reguladoras, de supervisão ou controlo e caixas de previdência de ordens profissionais, diretamente ou por intermédio de terceiros, designadamente companhias de seguros e entidades gestoras de fundos de pensões.
............................
10 — As pensões de sobrevivência de ex -cônjuge divorciado ou separado judicialmente de pessoas e bens e de pessoa cujo casamento com contribuinte do regime de proteção social convergente ou com beneficiário do regime geral de segurança social tenha sido declarado nulo ou anulado são atribuídas ou recalculadas, em função do regime legal considerado no respetivo cálculo, nos seguintes termos:
a) As atribuídas com base no regime legal introduzido pelo Decreto -Lei n.º 133/2012, de 27 de junho, são calculadas ou recalculadas no valor estritamente necessário para assegurar que o montante dessas pensões não exceda o valor da pensão de alimentos que o seu titular recebia do contribuinte ou beneficiário à data do falecimento deste;
b) As restantes, atribuídas com base em regimes anteriores, são recalculadas nos mesmos termos das pensões de sobrevivência do cônjuge sobrevivo ou membro sobrevivo de união de facto.
.............................
15 — A aplicação do regime do presente artigo depende de o cônjuge sobrevivo ou membro sobrevivo de união de facto ser titular de, pelo menos, uma prestação prevista no n.º 7 excluindo pensões de sobrevivência.
Artigo 75.º
Complementos de pensão
1 — Nas empresas do setor público empresarial que tenham apresentado resultados líquidos negativos nos três últimos exercícios apurados, à data de entrada em vigor da presente lei, apenas é permitido o pagamento de complementos às pensões atribuídas pelo Sistema Previdencial da Segurança Social, pela CGA, I. P., ou por outro sistema de proteção social, nos casos em que aqueles complementos sejam integralmente financiados pelas contribuições ou quotizações dos trabalhadores, através de fundos especiais ou outros regimes complementares, nos termos da legislação aplicável.
.......................................................................................................................................................
A decisão do TC quanto à constitucionalidade dessas normas (págs 89 e 90 do acórdão):
III – Decisão
Pelos fundamentos expostos, o Tribunal Constitucional decide:
a) Declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, por violação do princípio da igualdade, consagrado no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, das normas do artigo 33º da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro;
b) Declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, por violação do princípio da proporcionalidade, ínsito no artigo 2.º da Constituição da República Portuguesa, das normas do artigo 115º,n.ºs 1 e 2, da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro;
c) Declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, por violação do princípio da igualdade, consagrado no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa, das normas do artigo 117º, n.ºs 1 a 7, 10 e 15, da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro;
d) Não declarar a inconstitucionalidade das normas do artigo 75.º da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro;
e) Em função do decidido na precedente alínea a), declarar prejudicada a apreciação do pedido subsidiário relativo à norma da alínea r) do n.º 9 do artigo 33.º da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro.
f) Determinar que a declaração da inconstitucionalidade constante da alínea só produza efeitos a partir da data da presente decisão.
Lisboa, 30 de maio de 2014 - Carlos Fernandes Cadilha (vencido quanto à decisão da alínea d) nos termos da declaração de voto junta) - Maria de Fátima Mata-Mouros (vencida quanto à alínea c) nos termos da declaração junta) - Lino Rodrigues Ribeiro (Vencido parcialmente quanto à alínea a) e vencido quanto à alínea b), pelas razões constantes da declaração em anexo) - Catarina Sarmento e Castro (Vencida quanto à alínea d) da decisão (complementos de pensão); com declaração de voto; Acompanhando a decisão, e no essencial, a fundamentação das restantes alíneas (e conforme declaração, relativamente à fundamentação das alíneas a) (redução remuneratória) e c) (pensões de sobrevivência). Vencida quanto à alínea f) (efeitos) nos termos da declaração de voto junta) - João Cura Mariano (vencido quanto à alínea d) da decisão e quanto à restrição de efeitos pelas razões constantes da declaração que junto) - Maria José Rangel de Mesquita (vencida parcialmente quanto à decisão e fundamentação da alínea a), vencida quanto à decisão da alínea b) e com declaração quanto às decisões das alíneas c) e d)) - Pedro Machete (vencido quanto às alíneas a), b) e c) da decisão, conforme a declaração junta) - Ana Maria Guerra Martins (vencida quanto à alínea c) da decisão, conforme declaração em anexo)- João Pedro Caupers (vencido quanto às alíneas c), d) e f) da decisão nos termos da declaração em anexo) - Fernando Vaz Ventura (vencido quanto às alíneas c), d) e f) da decisão, nos termos da declaração de voto junta)- Maria Lúcia Amaral (vencida quanto às alíneas a), b) e c) da decisão, conforme declaração em anexo)- José da Cunha Barbosa (vencido quanto às alíneas a) e b) da decisão nos termos da declaração de voto que junto) - Joaquim de Sousa Ribeiro (vencido quanto à alínea d) da decisão, nos termos da declaração anexa)."

Nota:de Alm.NS

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

MENTIRA PEGADA

Corre aí nos sinistros escombros do Parlamento que houve alguém de galões que, em troca de um lugar importantíssimo, prometeu ao ministro que corria com a Marinha daqui e a colocava toda no Alfeite.
Isto ficaria livre para venda , ou dádiva de subserviência , e o botão de âncora recebia guia de marcha para o Alfeite, e lá acamparia.
Curiosamente, também na voz da caserna, se recorda que houve um ministro(que até vestiu a nossa farda) e que queria saber se poderia vender Troia e se haveria outro s´tio para pôr os Navios que não a base (também chegou a perguntar se o CEMGFA poderia ser um civil!!!).
É claro que ninguém acredita numa coisa destas, pois seria caso de ALTA TRAIÇÃO, e habitante desses nunca mais poderia enfrentar os Camaradas.
Mas são estórias que se contam e andam por aí na noite, e a CACINE regista....como fantasia , claro está!!!!

CALDOS DE GALINHA

"Uma força conjunta naval, composta por navios de guerra de países da NATO, incluindo o Reino Unido, Alemanha e Turquia, chegou a porto de Wadi-ul-Khalq, na Tunísia, a 29 de maio, revela hoje o “World Bulletin”.
Em Túnis, o NATO Assistant Command Operations Chief, Arian Minderhoud, disse que os navios estão lá para assegurar a paz e a estabilidade na região e prometeu trabalhar com as autoridades para combater o terrorismo."

ÚNICO


Fantastico

Desenhos, (únicos) do Submersível que o Conde de Lippe propôs a D. José, e ao Marquêz de Pombal , que seria capaz de passar por baixo da calote ártica

Nota:Cedidos por RD

CUIDADO!

"Os líderes da Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia assinaram um tratado para a criação da União Económica Euro-Asiática (EES), liderada pela Rússia. O acordo – assinado, em Astana, por Vladimir Putine (Rússia), Nursultan Nazarbayev ( Cazaquistão) e  Alyaksandr Lukashenko (Bielorrússia) – cria formalmente uma pauta aduaneira unificada entre os países aderentes, a partir de 1 de Janeiro de 2015."
Speaking after the signing ceremony, Nazarbaev said allegations that the EES is nothing more than a re-establishment of the Soviet Union are not true, adding that the new bloc is purely economic and will play a key role in the world’s economic development.

Nazarbaev said the new pact is based on consensus.
“The agreement is well-balanced and thorough, taking into accounts the interests of all its members,” he said.
He voiced hope that the new alliance “will become a powerful incentive for modernizing our economies and helping make them global leaders.”
For his part, Putin said that key global economies have expressed interest in the EES, which he described as the major economic formation in the post-Soviet space, serving a market of 170 million people.
Putin said the EES takes cooperation to a “new level,” while respecting the sovereignty of member states.
Meanwhile, Belarusian President Alyaksandr Lukashenka — before signing the document — said that he was not fully happy with the deal but praised it as a mutually acceptable compromise.
Lukashenka added that the path toward the treaty was long and difficult, noting that some countries, such as Ukraine, had left the working group, while others, such as Armenia and Kyrgyzstan, have expressed interest in joining the bloc.
He said the EES will gradually turn into a foundation for political, military, and humanitarian cooperation.
Armenian President Serzh Sarkisian and Kyrgyz President Almazbek Atambaev attended the gathering in Astana on May 29 to discuss future membership.
Sarkisian said his nation will be ready to join the bloc as early as next month after completing final preparations.
After the ceremony, Putin and Atambaev signed a road map for Kyrgyzstan to join a Customs Union of Russia, Kazakhstan, and Belarus — a precursor to Kyrgyzstan joining the EES.
Lukashenka said he believes that Ukraine will join the EES “sooner or later.”
Russia tried to interest Ukraine in joining the Customs Union rather than sign an Association Agreement with the European Union. But Ukraine’s then pro-Russia president, Viktor Yanukovych, who spurned the deal with the EU in favor of closer ties with Moscow, was chased from power in February following months of protests.
Putin and Nazarbaev also met separately and signed a memorandum on the construction of Kazakhstan’s first nuclear power plant.


A RODA DO LEME

A Roda do leme da Sagres, já com as inscrições em alemão recentemente desvendadas , pois estariam encobertas com várias camadas de tinta , durante muitos anos.

Fotos de F.A.S

E ESTA?

Parece que não há , ou pelo menos não houve , ocurso de Fuzileiros na Escola Naval.

Não sabemos as razões (caso isto seja verídico) , mas há quem diga que é um 1º passo para ir acabando com os Fuzos , como carreira independente de Oficiais.

Volta-se ao antigamente, isto é , os Oficiais de Marinha farão comissões nos Fuzileiros....

Si no é vero é bebe trovato

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A IR

Terça-feira, 3 de Junho, às 18h30 – Lançamento do livro “Portugal – Os Anos do Fim - A revolução que veio de dentro”, da autoria do Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto. A obra será apresentada pelo Prof. Dr. José Miguel Júdice.


Quinta-feira, 5 de Junho, às 18h00 “Pessoa, Portugal e o Futuro”, pelo Prof. Doutor Onésimo Teotónio Almeida, integrada no Ciclo de Conferências “Portugal: (RE) Fundações 2014-2015”, promovido pelo Instituto Fernando Pessoa  Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas.

INTERESSANTE


Apresentamos aqui a lista dos convidados para a reunião do Grupo Bilderberg deste ano (3 Portugueses, bem bom)

Presidente
FRA, Henri de Castries, Presidente e CEO do Grupo AXA

ALE, Paul M. Achleitner, Presidente do Conselho Fiscal do Deutsche Bank AG
ALE, Josef Ackermann, Ex-CEO do Banco Alemão AG
GBR, Marcus Agius, presidente não-executivo  do PA Consulting Group
FIN, Matti Alahuhta, membro do Conselho KONE, Presidente da Fundação da Universidade Aalto
GBR, Helen Alexander, Presidente da UBM plc
EUA, Keith B. Alexander,  Ex-comandante, Comandante cibernético dos EUA; Ex-Diretor da NSA
EUA,  Roger C. Altman, Presidente executivo da Evercore
FIN,  Matti Apunen, Diretor finlandês da Business and Policy Forum EVA
ALE, Jörg Asmussen, Secretário de Estado do Trabalho e dos Assuntos Sociais
HUN, Gordon Bajnai, ex-Primeiro-Ministro e Líder do Grupo Together 2014
GBR, Edward M. Balls, Chanceler do Tesouro
POR, Francisco Pinto Balsemão, Presidente da Impresa SGPS
FRA, François Baroin, Membro do Parlamento (UMP) e Prefeito de Troyes
FRA, Nicolas Partner Baverez, sócio da Gibson, Dunn & Crutcher LLP
EUA, Nicolas Berggruen,  Presidente do Instituto Berggruen sobre Governança
ITA, Franco Bernabè,  Presidente do FB Group SRL
DIN, Flemming Besenbacher, Presidente do Grupo Carlsberg
HOL, Ben van Beurden, CEO da Royal Dutch Shell plc
SUE, Carl Bildt, Ministro dos Negócios Estrangeiros
NOR, Svein Richard Brandtzæg, presidente e CEO da Norsk Hydro ASA
INT, Philip M. Breedlove, Comandante Supremo Aliado da Europa
AUS, Oscar Bronner, chefe da Verlagsgesellschaft mbH
SUE, Håkan Buskhe, Presidente e CEO da Saab AB
TUR, Cengiz Candar, Colunista Sênior da Al Monitorar e Radikal
ESP, Juan Luis Cebrián, Presidente Executivo do Grupo PRISA
FRA, Pierre-André de Chalendar, Presidente e CEO da Saint-Gobain
CAN, W. Edmund Clark,  Presidente e CEO do Bank Group TD
INT, Benoît Coeuré, Membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu
IRL, Simon Coveney, Ministro da Agricultura da Alimentação e da Marinha
GBR, Cowper-Coles, Conselheiro Sênior da Sherard do Grupo Presidente CEO do grupo HSBC Holdings plc
BEL, Etienne Davignon, Ministro de Estado

EUA, Thomas E. Donilon, sócio sênior da  O'Melveny and Myers e ex-conselheiro da Segurança Nacional dos EUA
ALE, Mathias Döpfner, CEO da Axel Springer SE
GBR, Robert Dudley Chefe do Grupo Executivo do BP plc
FIN, Henrik Ehrnrooth, Presidente da Caverion Corporation, Otava e Pöyry PLC
ITA, John Elkann, Presidente da Fiat SpA
ALE, Thomas Enders, CEO do Grupo Airbus 
DIN,  Ulrik Federspiel, Vice-Presidente Executivo da Haldor Topsoe SA
EUA, Martin S. Feldstein, Professor de Economia da Universidade de Harvard e Presidente Emérito da NBER
CAN, Brian Ferguson, Presidente e CEO da Cenovus Energy Inc.
GBR, Douglas J. Flint, presidente do Grupo HSBC Holdings plc
ESP, José Manuel García-Margallo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
EUA, Michael Gfoeller, Consultor Independente
TUR, Nilüfer Göle, Professor de Sociologia da École des Hautes Études en Sciences Sociales
EUA, Evan G. Greenberg, Presidente e CEO do grupo ACE 
GBR, Justine Greening, Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional
HOL, Victor Halberstadt,  Professor de Economia da Universidade de Leiden
EUA, Susan Hockfield presidente Emérita do Instituto de Tecnologia de Massachusetts
NOR, Leif O. Høegh Presidente do Höegh Autoliners AS
NOR, Westye Høegh Conselheiro Sênior do Höegh Autoliners AS
EUA, Reid Hoffman, Co-Fundador e Presidente Executivo do LinkedIn
CHI, Yiping Huang,  Professor de Economia da Escola Nacional de Desenvolvimento e da Universidade de Pequim
EUA, Shirley Ann Jackson, Presidente do Rensselaer Polytechnic Institute
EUA, Kenneth M. Jacobs, Presidente e CEO da Lazard
EUA, James A. Johnson, Presidente da Johnson Capital Partners
EUA, Alex Karp, CEO da Palantir Technologies
EUA, Bruce J. Katz, vice Presidente e Co-Diretor do Programa de Política Metropolitana da The Brookings Institution
CAN, Jason T. Kenney, Ministro do Trabalho e Desenvolvimento Social
GBR, John Kerr, Vice-Presidente da Scottish Power
EUA, Henry A. Kissinger, Presidente da Kissinger Associates, Inc.
EUA, Klaus Kleinfeld, Presidente e CEO da Alcoa
TUR, Mustafa Koç, Presidente da Koç Holding AS
DIN, Steffen Kragh, Presidente e CEO da Egmont
EUA, Henry R. Kravis, Co-Presidente e Co-CEO da Kohlberg Kravis Roberts & Co.
EUA, Marie-Josée Kravis, Membro Sênior  e Vice-Presidente do Instituto Hudson
SUI, André Kudelski, Presidente e CEO do Grupo Kudelski
INT, Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional
BEL, Thomas Leysen, Presidente do Conselho de Administração do Grupo KBC
EUA, Cheng Li, diretor da John L. Thornton China Center e The Brookings Institution
SUE, Tove Lifvendahl, Editora chefe de Política da Svenska Dagbladet
CHI, He Liu,  Ministro do Gabinete do Central Leading Group de Assuntos Econômicos e Financeiros
POR, Paulo Macedo, Ministro da Saúde
FRA, Emmanuel Macron, secretário-geral adjunto da presidência
ITA, Monica Maggioni, Editora chefe da Rainews24, RAI TV
GBR, Peter Mandelson, Presidente da Global Counsel LLP
EUA, Andrew McAfee, principal cientista pesquisaador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts
POR, Inês de Medeiros, membro do Parlamento do Partido Socialista
GBR, John Micklethwait, Editor chefe do The Economist
GRE, Alexandra Mitsotaki,  presidente da ActionAid Hellas
ITA, Mario Monti, senador vitalício e presidente da Universidade Bocconi 
EUA, Craig J. Mundie, Conselheiro Sênior do CEO da Microsoft Corporation
CAN, Heather Munroe-Blum, Professora de Medicina e Diretora (Presidente) Emérita da Universidade de McGill
EUA, Charles Murray, AWH Brady Scholar,  Instituto American Enterprise de Pesquisa de políticas Públicas
HOL, Princesa Beatriz da Holanda
ESP, Juan María Nin Génova,Vice-Presidente e CEO da CaixaBank
FRA, Natalie Nougayrède, Diretora e Editora Executiva da Le Monde
DIN, Søren-Peter Olesen, Professor e Membro do Conselho de Administração da Fundação Carlsberg
FIN, Jorma Ollila, Presidente da Royal Dutch Shell plc e Presidente da Outokumpu Plc
TUR, Umut Oran, Vice-Presidente do Partido Republicano do Povo (CHP)
GBR, George Osborne, Chanceler do Tesouro
FRA, Fleur Pellerin, secretária de Estado para o Comércio Exterior
EUA, Richard N. Perle, membro residente do American Enterprise Institute
EUA, David H. Petraeus, Presidente do KKR Global Institute
CAN, Stephen S. Poloz, diretor do Banco do Canadá
INT, Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da OTAN
DIN, Jørgen Huno Rasmussen, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Lundbeck
INT, Viviane Reding, Vice-Presidente e Comissária para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania da Comissão Europeia
EUA, Kasim Reed, prefeito de Atlanta
CAN, Heather M. Reisman, Presidente e CEO da Indigo Books & Music Inc.
NOR, Eivind Reiten, Presidente, Klaveness Marine Holding AS
ALE, Norbert Röttgen, Presidente da Comissão dos Assuntos Externos, da German Bundestag
EUA, Robert E. Rubin, Co-Presidente do Conselho de Relações Exteriores; Ex-secretário do Tesouro 
EUA, Eugene Rumer, Associado Sênior e Diretor do Russia and Eurasia Program, Carnegie Endowment for International Peace
NOR, Christian Rynning-Tønnesen, Presidente e CEO da Statkraft AS
HOL, Diederik M.Samsom, Líder Parlamentar PvdA (Partido Trabalhista)
GBR, John Sawers, Chefe do Serviço Secreto de Inteligência
HOL, Paul J. Scheffer, Autor e Professor de Estudos Europeus da Universidade Tilburg
HOL, Edith Schippers,  ministra da Saúde, Bem-Estar e Esporte
EUA, Eric E. Schmidt presidente executivo do Google Inc.
AUS, Rudolf Scholten, CEO da Oesterreichische Kontrollbank AG
EUA, Clara Shih, CEO e fundadora da Hearsay Social
FIN, Risto K. Siilasmaa, Presidente do Conselho de Administração e CEO interino da Nokia Corporation
ESP  Rainha da Espanha
EUA, Michael Spence, Professor de Economia da Universidade de Nova York
FIN, Kari Stadigh, Presidente e CEO da Sampo plc
EUA, Lawrence Summers, Professor da  Universidade H. Charles W. Eliot e Universidade de Harvard
IRL, Peter D. Sutherland, Presidente da Goldman Sachs International e Representante Especial da ONU para as Migrações
SUE, Carl-Henric Svanberg, Presidente da Volvo AB e BP plc
TUR , A. Ümit Taftalı, Membro do Conselho da Suna e Inan Kiraç Foundation
EUA Peter A. Thiel,  Presidente da Thiel Capital
DIN Henrik Topsoe,  Presidente da Haldor Topsoe SA
GRE Loukas Tsoukalis, Presidente, Fundação Hellenic for European and Foreign Policy
NOR Jens Ulltveit-Moe, Fundador e CEO da Umoe SA
INT Ahmet Üzümcü, Diretor-Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas
SUI Daniel L.Vasella,  Presidente Honorário da Novartis Internacional
FIN Björn Wahlroos,  Presidente da Sampo plc
SUE Jacob Wallenberg,  Presidente e Investor da AB
SUE, Marcus Wallenberg, Presidente do Conselho de Administração da Skandinaviska Enskilda Banken AB
EUA Kevin M. Warsh,  Distinguished Visiting Fellow e Professor da Universidade Stanford 
GBR Martin H. Wolf,  comentarista chefe de economia do The Financial Times
EUA James D. Wolfensohn, Presidente e CEO da Wolfensohn & Company
HOL Gerrit Zalm, Presidente do Conselho de Administração da ABN-AMRO Bank NV
GRE George Zanias,  Presidente do Conselho do Banco Nacional da Grécia
EUA Robert B. Zoellick,  Presidente do Conselho de Assessores Internacionais do The Goldman Sachs Group

A IR

CONFERÊNCIA ISG: “PROBLEMAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA”
O Instituto Superior de Gestão (ISG), realiza-se amanhã, pelas 18.30 horas, nas suas instalações e com entrada livre, uma Conferência
com o tema: “Problemas de Internacionalização da Economia Portuguesa”.
1. Introdução
Professor Doutor Miguel Varela – Director ISG
2. A captação de Investimento Estrangeiro e a importância dos Países Lusófonos
Professor Doutor Tito de Carvalho – Professor Associado ISG
3. A importância do Brasil
Dr. Humberto Freire – Administrador Geral Banco do Brasil (Portugal)
4. A importância de Angola
Dr. Hélder de Oliveira – Presidente Conselho de Administração S.P.E, SA
5. A importância de Moçambique
Dr. João Navega – Presidente da Câmara de Comércio Portugal Moçambique
6. Debate final

VALENTES

Fuzileiro uma vez Fuzileiro sempre

quarta-feira, 28 de maio de 2014

MAIS UMA

"O ministro da Defesa nomeou uma comissão técnica que nos próximos três meses vai elaborar uma proposta para uma Rede Nacional de Roteiros de História Militar, que inclua as instalações militares com potencial de exploração turística.

Segundo um despacho publicado hoje em Diário da República, a equipa, que vai ser coordenada pela professora da Universidade Católica Joana Ortigão de Oliveira, deverá apresentar uma proposta à tutela no prazo de 75 dias, «no sentido de promover de forma integrada a gestão mais racional do património e dos recursos disponíveis ou a disponibilizar».
Dessa proposta deverá constar uma relação detalhada do património afeto ao Ministério da Defesa que «detenha vocação turística», para integrar «uma base de dados única do património com vocação para integrar a Rede Nacional de Roteiros de História Militar».
Esta comissão está ainda mandatada para criar «uma imagem e identidade institucionais» e desenvolver «propostas de caráter educativo e formativo que valorizem o conhecimento da História de Portugal».
Diário Digital com Lusa
Notas : 1- A Messe de cascais foi doada com termos testamentários explícitos.É melhor não perder tempo
           2- O Clube Militar Naval é dos sócios.É melhor não perder tempo
           3-As embarcações do CNOCA são dos sócios.É melhor não perder tempo
Há a Sagres, o Palácio do Allfeite, o Museu de Marinha, o edifício da Marinha , na baixa, o Instituto hidrográfrico e o que resta da gloriosa Marinha Portuguesa, já desfeita ...sobretudo a dignidade dos Militares

terça-feira, 27 de maio de 2014

EUROPEIAS


POIS , SE CALHAR É ....

JAMES WINNEFEL
Almirante-de-Esquadra
Marinha dos EUA

Assim como deixou claro o Marechal Montgomery, os marinheiros são diferentes dos seus camaradas da Força Aérea e do Exército. Eles falam uma linguagem própria, fazem perguntas diferentes, dão respostas diferentes, suportam fainas pesadas com alegria e formam um clã especial.
Suas vidas são definidas por uma sucessão de comissões e eles formam um intrigante amálgama de tradição.

Como podemos perceber a diferença entre os guerreiros das três forças? Por que os marinheiros são tão diferentes?

Mesmo aqueles marinheiros que também são pilotos são diferentes de seus colegas da Força Aérea. Também mesmo aqueles marinheiros que também são soldados – e chamados de Fuzileiros Navais - são diferentes de seus camaradas do Exército.

As respostas a estas questões têm suas raízes no ambiente no qual vivem e lutam os marinheiros.Isto se aplica para a Marinha de Guerra e na Marinha Mercante com certas modificações pois lá o supremo é o Comandante.

O soldado molda seu ambiente alterando seus contornos, explorando o terreno, dominando-o com o poder de fogo, ou, quando tudo mais falha, movimentando-se para outro ambiente.

O piloto é um acrobata que desafia a gravidade. O ar é um meio para a liberdade. De sua posição vantajosa acima de seus colegas guerreiros, ele dá grande ênfase na superioridade e no controle.

O marinheiro, por outro lado, está constantemente na presença de uma força maior que ele mesmo. Ele sente o tempo através do balanço e do caturro de seu navio. Uma vez no mar, não é uma questão simples voltar para a terra, não há passeios no shopping, não existe energia de terra, não há telefone para saber notícias, não há carteiro diariamente ou jornal para se manter em contato com o mundo, não existe licença para aliviar as tensões de um dia, e nem há a presença nem o conforto da família.

O piloto conquista seu ambiente, o marinheiro sobrevive nele. O soldado molda e explora seu ambiente, o marinheiro deve se ajustar a ele.
O soldado depende de “armas combinadas”, o marinheiro precisa confiar em si mesmo e no mundo limitado pelo seu navio. O soldado deve avançar ou retrair, o marinheiro deve permanecer e lutar. Em tempos modernos, mesmo a opção de se render está além do alcance dos marinheiros, ele luta e morre com o navio – mesmo se o navio for um casco soçobrado em chamas abaixo de seus pés.

Tais forças incutem no marinheiro uma combinação única de qualidade: autoconfiança, respeito e atenção ao seu comandante, e um acentuado senso de responsabilidade.

O comandante está na frente de batalha, e não nos quartéis-generais da retaguarda; ele deve enfrentar o inimigo, pois está tão exposto como o mais moderno marinheiro a bordo. Não existe retaguarda para um navio em combate. Almirantes e marinheiros dividem igualmente o risco de enfrentar o fogo inimigo ou a fúria de um temporal, pois estão, literalmente no mesmo barco.

Os espaços limitados de um navio de guerra – mesmo de um grande navio – forçam a amizade entre seus tripulantes. Não existe lugar para se esconder. As forças ou as fraquezas são logo descobertas e conhecidas. A capacidade profissional do comandante está a vista à vista de todos, todo dia.

Uma atracação malfeita simplesmente não pode ser escondida dos subordinados. Da mesma maneira, um comandante que mostra zelo pelo profissionalismo, que tem especial atenção no trato com os subalternos, sem no entanto deixar de corrigir as falhas que apareçam, é imediatamente considerado um herói para todos. Um marinheiro a bordo não pode deixar de participar das fainas, ao contrário de alguns pilotos que colocam suas aeronaves “indisponíveis” na inspeção pré-vôo.

Um marinheiro deve estar preparado para as vicissitudes da natureza e do inimigo, e em conseqüência ele deposita um grande crédito na prontidão e na prudência. Ele se prepara para o improvável e até mesmo para o impossível. Para seus pares de terra e ar, ele se parece muito conservador.
Para ele, as coisas importantes simplesmente precisam funcionar, e por isso precisam ser simples. Ele ainda acha que os mastros são apêndices úteis – mesmo após ter passado o tempo da Marinha a Vela – para estender seu horizonte e como lugar para colocar seus equipamentos mais usados.

Ele aceitou o cabo de náilon, mas ainda existe um lugar especial no seu coração para o cabo manilha. Aceitou a turbina a gás na propulsão de seus navios, mas guarda ainda um lugar especial para o vapor. Realmente, suas veias parecem estar cheias de vapor; no preparo do rancho, na transformação de água salgada em água doce, para o aquecimento e, em alguns casos, para o lançamento de aeronaves. Quase todos os navios de guerra têm vapor em seus sistemas para o apoio à vida de bordo.

Por ser navio uma entidade completa, o marinheiro dá grande importância em moldar suas ações de maneira independente dos outros navios e das bases. Ele se recente quando sofre interferência de terceiros ao lhe dizerem como conduzir duas tarefas, e está feliz quando o único navio, de horizonte a horizonte, é o seu.

A presença de um navio mais antigo o impede de ter paz em sua mente, e ele se torna o principal crítico dos erros cometidos pelo navio capitânia.
É o seu navio contra o ambiente, o inimigo, ou mesmo contra o navio irmão. Não existe maior competição na terra do que a que ocorre entre navios de um mesmo esquadrão, ou da mesma força-tarefa.

Lealdade ao navio e lealdade a sua força são dogmas a serem seguidos.

Um soldado certamente terá uma Associação do Batalhão, para que se relembre do passado, mas um marinheiro se lembra apenas do seu navio. Raramente ocorre a um marinheiro formar uma Associação da FT 94 ou uma Associação da Esquadra.

Um oficial sempre se lembrará de seu primeiro navio, dos nomes do timoneiro e do vigia de seu quarto de serviço, e das situações que eles enfrentaram no porto ou no mar.

Uma das experiências mais gratificantes para o homem do mar é recordar os “ bons tempos”, quando se encontra com antigos companheiros de bordo. Esta experiência vivida pelos marinheiros, ao longo de suas carreiras, gera um senso de lealdade entre as tripulações e com a Marinha que é um elo, sem nada correspondente nas outras Forças. Para o marinheiro, as entidades organizacionais dos soldados e dos pilotos se parecem com uma “ sopa de letras”: os números mudam, as pessoas são transferidas rapidamente e as Unidades não têm um nome ou um número.

Já o navio do marinheiro tem um nome e, o que é mais importante, geralmente é um nome lembrando uma passagem vitoriosa da história de seu País ou o nome de algum herói nacional.

Os marinheiros valorizam essa conexão com o passado e vêem-se tão capazes como seus antecessores.

Mas a tradição não é simplesmente um guia para a ação, é uma forma de lealdade à Força e uma reafirmação do lugar do marinheiro na fila dos heróis.

Os costumes e as cerimônias navais reforçam o senso de identidade e de continuidade.

Uma passagem de comando, o lançamento de um navio ou o cerimonial à Bandeira Nacional são ocasiões nas quais a comunidade naval expressa a sua confiança e seu apreço pelos homens do mar. As honras ao navio e à sua tripulação são confirmadas na presença de amigos, parentes e colegas de farda.

O termo “ conservador” parece ser melhor aplicado aos oficiais de Marinha do que aos de outras forças. Um marinheiro reluta sempre em abandonar o que, no passado, lhe serviu de maneira eficiente.

Ainda hoje os oficiais se apresentam aos chefes de departamento, e estes a seus imediatos, antes de baixarem terra. A chegada e a saída do comandante a bordo são cercadas de cerimoniais; içar ou arriar a bandeira substituta, informar ao imediato ou ao oficial de serviço, o qual acompanhará comandante até a câmara. A chegada do comandante da força ou de um almirante a bordo é o bastante para transformar o mais pacato dos navios num frenesi de preparativos, com atenção ao detalhe.

Essas cerimônias e tradições parecem estranhas para o soldado, para o piloto e para o civil, mas para o marinheiro são parte da vitalidade de sua experiência profissional; ele sabe o que se espera dele e onde estão depositados a honra e o reconhecimento.

Mas o marinheiro também sabe premiar aqueles que sabem combinar tradição com inovação. Ele faz um balanço entre os dois pólos: aqueles que acham que porque é velho é que deve ser bom, e aqueles que pensam que se é novo deve ser melhor.

Na verdade, ele confia nas coisas velhas, mas reconhece o valor do novo. O radar, a turbina a gás, o avião, a propulsão nuclear e a comunicação por satélite revolucionaram o mundo no qual ele vive, mas o mar ainda está lá. Os navios são ainda danificados ou afundados pelo mar, navios ainda se chocam em um mar sem sinais de trânsito ou vias expressas.

As mesmas características são divididas entre Marinhas.

Os marinheiros geralmente têm simpatia por seus colegas estrangeiros. Eles enfrentam os mesmos perigos e respondem aos desafios de maneira semelhante. Eles comungam reverências às tradições e aos costumes da mesma forma, e, em muitos casos, até as fontes das tradições são as mesmas: tradições cultivadas pela Marinha a Vela.

Na medida em que ingressamos na era das operações conjuntas e combinadas, os marinheiros terão que fazer alguma concessão aos companheiros das outras forças, porém a natureza única da profissão naval e de seu ambiente peculiar certamente marcarão de forma indelével a forma e o conteúdo dos planejamentos e das operações.



Os soldados e os pilotos certamente aprenderão que os aparentemente excêntricos e tradicionais marinheiros são, na verdade, profissionais moldados pela água salgada.
“ Onde o espírito não teme, a fronte não se curva”