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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

F 16 PORTUGUESES

Russia 'steps up' military flights

Nato reports an "unusual" increase in Russian military aircraft
conducting manoeuvres over European airspace over the last two days.
Identificar e interceptar os Bombardeiros russos no Atlântico Norte.

Se os Militares não servem para nada, porque não vai o Dr. Sousa Tavares, montado numa trotineta voadora?
Ou o ministro hifen não envia os Air bus da TAP, se os Pilotos não estiverem em greve? Ou se os aviões funcionarem?
E vá lá que ainda estes caças ficaram cá e não foram vendidos!!!!

JUSTO

Livro homenageia Artur Santos Silva, "senhor de um destino belo e justo"

"Uma vida pela liberdade" é um conjunto de memórias e documentos reunidos pelos filhos do advogado (Artur, Olga e Isabel) e orquestrados pelo historiador Gaspar Martins Pereira, que assina o livro.
O advogado e ministro da I República foi tema dos discursos de Artur Santos Silva (filho), Gaspar Martins Pereira e Miguel Veiga, autor do prefácio. Nas palavras de Artur Santos Silva, o pai foi sempre um homem de "valores firmes, carinho, ternura, tolerante e dedicado aos amigos". Era, segundo o testemunho do Gaspar Martins Pereira, uma figura que aliava a austeridade a uma "extrema sensibilidade e bondade, completadas por uma enorme coragem".
A CACINE , que conhece o livro e conheceu bem o homenageado, muito se congratula.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

COM SAUDADE

Vale de Zebro, curso de Fuzileiros Especiais
1966
Um instrutor 2º Ten. Manuel Novais Leite e um Instruendo g.m. Raul Patrício Leitão
E o inefável observador Castiço

foto RL

domingo, 26 de outubro de 2014

A IR


TRISTEZA

"Capitão-de-mar-e-guerra Maxfredo Costa Campos, de 83 anos, foi colhido na EN125 por carro conduzido por um idoso.

Estava de férias no Algarve e parou na EN125 para comprar laranjas. Quando atravessava a estrada foi colhido por um carro. O oficial da Marinha na reforma, de 83 anos, ainda foi transportado para o hospital, mas não resistiu ao graves ferimentos sofridos.
 
O acidente ocorreu anteontem, ao final do dia, entre Lagoa e Porches. 
A vítima parou o carro na berma numa zona onde se vendem laranjas. Quando atravessou a estrada, ao que o CM apurou, foi colhido por um carro conduzido por um idoso, de 80 anos, que garantiu às autoridades que ficou encandeado com o sol.


O militar, que vivia em Oeiras mas estava a passar férias em Armação de Pera, foi projetado vários metros e sofreu fraturas em todo o corpo. Foi socorrido pelos Bombeiros de Lagoa e INEM e transportado ao Hospital de Faro ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos.


"Era um grande homem que lutou por Portugal e perdeu a vida numa situação tão estranha", lamentou ao CM o filho de Maxfredo Costa Campos.


O oficial da Marinha foi um dos mentores da Escola de Fuzileiros e esteve na Guerra Colonial. Foi condecorado com a medalha de mérito da Ordem Militar da Torre e Espada.


A GNR está a investigar o acidente. A autópsia será realizada amanhã, e o funeral, que deverá ter honras militares, ainda não tem data marcada. "
in CM

Nota De hoje dia28 outubro dada por R.M 

O corpo do Cte. Maxfredo Costa Campos chega hoje às 21:00 a capela/casa mortuária de Nova Oeiras​.
A cerimónia fúnebre é amanhã dia 29, na Igreja Nova de Oeiras às 13:30, seguindo depois para Barcarena onde será cremado.

OSVELHOS TEMPOS

sábado, 25 de outubro de 2014

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

63 ANOS

E ISTO?

Será que o ministro aguiar hifen branco usa isto? Ou conhece, sequer?

A LER MESMO


A IR


NÓS NÃO QUEREMOS

"Portugal atrasa os relógios uma hora na noite de sábado para domingo. O mesmo acontecerá, à mesma hora, com todos os países da União Europeia.

Assim, neste fim-de-semana, os relógios atrasam 60 minutos às 2h da madrugada de domingo em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, passando para a 1h, explica o Observatório Astronómico de Lisboa na sua página na Internet. Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1h00 da madrugada de domingo, dia 26 de Outubro, passando para a meia-noite (00h). A 30 Março de 2015, a hora será novamente adiantada 60 minutos e Portugal regressará então à “hora de Verão”.
A decisão de mudar a hora é política e abrange quase todos os países da Europa e 110 países no mundo. Em 1981, adoptou-se a primeira directiva comunitária nesse sentido. A medida generalizou-se na década de 1970, com o choque petrolífero. O objectivo era poupar o máximo possível de energia.
A Rússia por exemplo, que também adoptava a medida, deixou de o fazer em 2011, por decisão do Presidente Dmitri Medvedev. O país, com 11 fusos horários, mantém durante todo o ano a hora de Verão para proteger os russos de factores que lhes “destabilizam o ritmo biológico”, disse na altura Medvedev.
Alguns países do Leste e a Islândia também não o fazem, tal como a grande maioria dos países do continente africano. O mesmo acontece na Ásia, onde apenas cinco países mexem nos relógios, e na Oceânia. Do outro lado do mundo, no continente americano, há mais países que também têm hora de Inverno e de Verão mas, ainda assim, com excepção da Europa, são mais os que não mudam do que os que mudam.
Na Europa, a norma começou na altura da I Guerra Mundial e teve como objectivo poupar combustível numa altura em que este era racionado, um objectivo reforçado, na década de 1970, com o choque petrolífero e a crise, quando era prioritário poupar energia.
Em Portugal, em 1992, o Governo então chefiado por Cavaco Silva adoptou o horário da Europa central, mas a opção foi muito criticada, porque no Inverno o sol nascia muito tarde e, no Verão, era de dia até depois das 22h. A partir de 1996, o Governo chefiado por António Guterres voltou ao antigo método."

lUSA

BOM, POIS

Quem tem direito à reforma?

A idade de acesso à pensão de velhice é publicada anualmente e é válida para o ano civil seguinte.
Têm direito à reforma os profissionais que, à data do requerimento, tenham completado a idade normal de acesso à pensão( 66 anos em 2014 ou 2015).
Também têm direito à pensão de velhice os trabalhadores com idade inferior a 66 anos que estejam em situação de desemprego involuntário de longa duração ou tenham exercido uma das seguintes profissões:


  • bordadeira da Madeira;
  • controlador de tráfego aéreo;
  • profissional de bailado clássico ou contemporâneo;
  • trabalhador abrangido por acordos internacionais nos Açores;
  • trabalhador na Empresa Nacional de Urânio;
  • pescador que esteja devidamente inscrito como trabalhador da Pesca;
  • trabalhador marítimo inscrito na marinha de comércio de longo curso, cabotagem e costeira e das pescas;
  • trabalhador do interior ou da lavra subterrânea das minas;
  • trabalhador do sector portuário.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ORA FAÇA O FAVOR DE..... ENTRAR

Lisboa, 24 de Outubro de 2014

 Caro(a) amigo(a),

 Publicamos hoje os resultados finais das Primárias 2014 no site http://www.psprimarias2014.pt , encerrando-se assim este empolgante processo político.

 E nada melhor para concluir de facto do que dirigirmo-nos a si, que ao aceitar o repto do PS, se inscreveu como simpatizante e participou de forma vigorosa nas primeiras eleições primárias realizadas por um Partido em Portugal para designação do seu candidato a Primeiro Ministro.

 Foi de facto uma honra para o Partido Socialista poder contar com o seu contributo.

 Tal como lhe garantimos e tal como foi determinado pela Comissão Nacional de Proteção de dados, os seus dados serão eliminados de todas as bases do PS. Por isso se, a partir desta data, receber qualquer comunicação em nome do Partido Socialista, queira, por favor, reportá-la para o email relacoespublicas@ps.pt <mailto:relacoespublicas@ps.pt> , para que possamos, de imediato, agir em conformidade.

 Se, no entanto, estiver interessado em continuar a receber informação do Partido Socialista, deverá solicitar, através deste mesmo endereço de email, o envio do formulário de adesão à mailling list do PS.

 Pode ainda, através do site http://www.ps.pt  acompanhar a actividade do Partido.

 Despedimo-nos, pedindo desculpa por algo que tenha corrido menos bem e reiterando o quanto a sua participação nas primárias 2014 nos satisfaz. Estamos certos que é assim, com cidadãos empenhados e participativos, que a democracia portuguesa se fortalece.

 Prometemos e cumprimos: A SUA ESCOLHA É A NOSSA DECISÃO.

 Até Sempre,

 Comissão Eleitoral Primárias 2014

 PARTIDO SOCIALISTA

 Largo do Rato, 2 - 1269-143 Lisboa

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AZAR?

Uma jornalista norte-americana morreu em um acidente de carro na Turquia, poucos dias depois de afirmar que ela alegou que os serviços de inteligência turcos a haviam ameaçado durante suas reportagens do cerco de Kobane.
Serena Shim, que trabalhava para a estatal Press TV do Irão como correspondente, morreu na cidade de Suruc depois que o carro em que ela viajava supostamente colidiu com um "veículo pesado". 
A morte de Shim veio poucos dias depois de ela falou sobre  seus temores de ser presa, alegando que agentes da inteligência turca a tinham acusado de espionagem após um de seus relatórios sugeriram militantes ISIS estavam sendo contrabandeados para trás e para frente ao longo da fronteira síria na parte traseira de veículos de ajuda .


Leia nós: MailOnline no Twitter | DailyMail no Facebook 


Nota: Com as nossas desculpas pela tradução, que não conseguimos corrigir
   

ZACATRAZ


Discurso proferido pelo Aluno Comandante do Batalhão, Francisco Cordeiro de Araújo (591/2007), nos claustros, na cerimónia de abertura solene das aulas a 17 de Outubro de 2014
Vossa excelência  General Chefe de Estado Maior do Exército,Ex. mos.  Oficiais Generais,
Ex. mo. Coronel Tirocinado, Director do Colégio Militar,
Oficiais, Docentes, Sargentos, Praças e Funcionários Civis,
Ex. mos. Convidados,
Pais e Encarregados de Educação,
Camaradas Antigos Alunos,
Camaradas Alunos

Eis-me hoje aqui, como graduado, nas funções de Comandante de Batalhão, aqui nestes nossos ilustres Claustros, a discursar perante esta insigne audiência na Abertura Solene do Colégio Militar.
Este facto, que naturalmente me enche de orgulho, serve, acima de tudo, para sublinhar um especial agradecimento a todos aqueles que, de forma bastante empenhada, nos apoiaram, a mim e ao meu curso, para que hoje aqui pudéssemos estar, nesta última e, porventura, a mais importante etapa do nosso percurso colegial.
A todos esses, reconhecidamente deixamos um encarecido muito obrigado, pelo trabalho, mas também pela confiança que em nós depositaram.
Quando, há sete anos atrás, entrei nesta tão nobre casa, estava longe de me imaginar no desempenho desta função e num colégio tão diferente. Incontestavelmente, o colégio de hoje é muito diferente do de então. 
Julgo que já ninguém tem dúvidas de que vivemos num período de profunda mudança, provavelmente a maior, por que o colégio passou, na sua já longa existência, e quiçá no seu futuro.
Contudo, se me fosse dada a oportunidade de escolher o momento para ser graduado, não tenho dúvidas de que escolheria o presente momento. É um grande privilégio estar na linha da frente numa altura que será decisiva para a continuidade desta nossa tão amada casa. Certamente que seremos todos nós, e repito, TODOS nós, que, com a nossa entrega de corpo e alma, decidiremos o futuro do Colégio Militar enquanto instituição fiel aos seus pilares base.
Cabe-nos a todos honrar os que passaram por estes egrégios claustros cheios de história e tradição. É também nossa especial missão imortalizar o sonho do homem visionário, que da lei da morte se libertou pela sua sabedoria e bravura, e que, com a sua obra, garantiu que muitos meninos, ao longo dos anos, se tornassem, para além de Homens, verdadeiros Meninos da Luz.
O Colégio Militar vive atualmente um período de grande mudança. Uma mudança que nos foi imposta, no conteúdo e também no calendário, e que não acautelou a particular sensibilidade que deve orientar as alterações numa instituição como esta.
No entanto, e como o colégio tão bem nos ensina, devemos assumir que também nós fomos a tinta que determinou esta mudança.
Fomos nós, como Alunos, que ao não nos mobilizarmos para que dedicássemos à nossa formação todo o nosso esforço e inteligência, deixámos que se propagasse um aproveitamento escolar inadmissível para uma casa como esta, e de que os rankings, pontualmente, nos foram dando sinal. Fomos também nós, como Professores, que permitimos que alguns, que se julgam de lugar garantido, não se empenhassem na docência como este colégio merece e deve exigir. Fomos igualmente nós, como Oficiais, que deixámos que o serviço no colégio fosse visto como um prejuízo na carreira, e não como algo de prestigiante e gratificante. Fomos ainda nós que, como funcionários desta casa, esquecemos o espírito e a dedicação características dos antigos fâmulos, passando a regular a nossa atividade por interesses essencialmente pessoais. Fomos nós, como Encarregados de Educação, que quisemos um colégio à medida do nosso educando, não aceitando as virtudes de um projecto educativo com provas dadas. Por fim, fomos também nós, como Antigos Alunos, que fora destas quatros paredes nem sempre afirmámos o que cá dentro se aprende, não ambicionando um contributo nas mais diversas áreas da intervenção humana, esquecendo, por vezes, que esta barretina se traz no coração, e não somente na lapela.
Fomos, pois, todos nós que, de uma forma ou de outra,  entregámos o futuro do nosso Colégio à decisão de quem não o conhece.
A restruturação foi-nos, pois, imposta, mas agora TODOS devemos ser parte ativa e integrante da luta pela preservação institucional deste Colégio.
Aceitemos, pois, que hoje, como sempre o futuro não é garantido  pelo passado, mas irá depender, em grande medida, das nossas ações do presente.
Como sabemos, todo o processo de mudança já leva um ano. Por isso, é meu justo dever congratular não aqueles que o aceitaram de uma forma passiva, mas em especial todos aqueles que, em prol do futuro do Colégio, e muitas vezes pondo de lado algumas das suas convicções, não desistiram desta nossa. Assumindo como desafios o que outros veriam como problemas.

Pais, Encarregados de Educação e demais familiares, alegra-me saber que confiam no Projeto Educativo do Colégio Militar e, desde já, vos felicito pela coragem da vossa escolha que, embora poucos tomem, ainda menos se arrependem de a ter tomado. O Colégio complementará a formação dos seus alunos; no entanto, é da vossa competência e responsabilidade a educação dos vossos educandos. Acompanhem o seu percurso, apoiem e ajudem os vossos filhos, ambicionem e exijam mais deles. Sendo o colégio  uma segunda família, é importante uma relação de cooperação e empenhamento conjuntos, para que a educação dos vossos educandos não fique comprometida.
Professores, vós sois uma parte fundamental na continuidade deste Colégio, numa altura em que se questiona o aproveitamento escolar dos alunos: para além de exigência, pedimos-vos profundo envolvimento. Empenhem-se e exijam empenho; só assim a vossa função e o esforço serão inequivocamente retribuídos pelas gerações que aqui voltarão. Estamos certos que com o vosso espírito de missão e de sacrifício, conseguiremos inverter o ciclo menos positivo que, infelizmente, o colégio tem vindo experienciar relativamente aos nossos resultados escolares. Por isso, sublinho as palavras de William Arthur Ward, que tantos de nós reconhecem; “O professor medíocre descreve, o bom professor explica, o professor superior demonstra e o grande professor inspira.
Militares, a história desta casa está pejada de inúmeras expressões das virtudes militares, nomeadamente a coragem, a lealdade, a honra, a camaradagem, o espírito de servir e o amor à Pátria. Peço-vos que, com a vossa conduta e empenho, luteis para que estes continuem a ser os valores de orientação da vivência colegial. Só assim conseguireis prestar um verdadeiro serviço militar à Nação.

Demais servidores desta nossa Casa, os vossos antecessores são parte incontornável da história do Colégio; por isso vos peço que não sucumbais perante a tarefa de contribuir para um Colégio melhor.
 Novos alunos, futuros ratas, estais formados pela primeira vez em frente a todo o Batalhão Colegial, o qual em breve e solenemente ireis integrar. Por estes centenários claustros passaram gerações e gerações de alunos que enfrentaram as adversidades que vós ides ultrapassar. No início, muitas serão as lágrimas derramadas, mas estou certo de que no fim serão muitas mais, natural fruto do orgulho de finalizar um amado percurso que agora se inicia. Aqui aprenderão o significado das palavras Camaradagem, União, Esforço, Dedicação,  Altruísmo e Abnegação, palavras essas que vos guiarão não só no vosso percurso colegial, mas serão parte da formação que vos norteará ao longo das vossas vidas. Nesta casa, a força  de todos reside no empenho de cada um, e a alma de cada um alimenta o espirito de todos. Sereis “ Um Por Todos, Todos Por Um”.
Hoje ainda só Turistas, amanhã, verdadeiros Meninos da Luz prontos a honrar a Casa que vos fez crescer.
Uma palavra especial às alunas que vieram do Instituo de Odivelas. É com um enorme pesar que vemos desalentar uma instituição que sempre esteve ligada ao Colégio. Por tudo isto, e porque esta é, agora, a Casa de todos nós, peço-vos o vosso empenho na afirmação deste nosso Projeto Educativo.
Graduados, o nosso trabalho estará para sempre ligado ao futuro do Colégio. Pela positiva ou pela negativa, seremos sempre parte integrante da sua história. Enfrentaremos dificuldades que, provavelmente, nunca outros Graduados enfrentaram.
Anime-nos, no entanto, uma frase de outras forças especiais, “se fosse fácil estariam cá outros”. Tenho plena confiança de que estareis à altura das inúmeras barreiras que iremos ter de ultrapassar.
Sinto um verdadeiro privilégio por integrar esta equipa. Sois aqueles que comigo sorriram nos bons momentos, e nos tempos difíceis me ampararam e alentaram, para que junto triunfássemos.
Por último, uma palavra com particular emoção, a todo o Batalhão Colegial: sois vós a verdadeira essência desta casa, em todos nós reside a esperança de um futuro à altura dos nossos pergaminhos. É tempo de refletirmos sobre as nossas atitudes e querermos ser, mais do que nunca, verdadeiros Homens de valor. Ser aluno do colégio é primar pela excelência, independentemente do género ou do regime de frequência; compete-nos a todos dignificar a farda que envergamos. Só o nosso esforço conjunto ditará a justa perenidade desta casa.
Termino, citando um grande líder que mudou a história da humanidade. Nelson Mandela, em tempos, disse que “A grande glória não está em nunca cair, mas em levantarmo-nos cada vez que caímos”. O Colégio, nos seus mais de duzentos anos, deparou-se com guerras, crises, mudanças de regime, novas constituições; foi posto em causa, mudou, mas nunca tombou. Será, sem dúvida,  pretensioso afirmar que algo ou alguém lhe porá fim.
Por isso, devemo-nos unir para divisarmos, pelo menos, mais dois séculos de Glória Colegial. Uma certeza tenho “ Se o espirito vive, a chama perdura”
Ao nosso tão amado Colégio, um forte Zacatraz,
Bem Hajam.


AZAR

A intervenção deverá estar concluída "dentro de duas a três semanas", sendo que a Marinha "apenas irá suportar os custos da mão-de-obra"


O Comandante do Navio da República Portuguesa (NRP) Figueira da Foz foi exonerado de funções na sequência da investigação às causas do acidente à saída do porto de Viana do Castelo, disse hoje à Lusa fonte da Marinha.
De acordo com o capitão-de-fragata Vicente Rodrigues, porta-voz da Marinha, o relatório preliminar da comissão de inquérito nomeada para averiguar as causas do acidente concluiu ter existido "erro humano" durante as manobras realizadas na noite de sexta-feira passada, à saída do porto de Viana do Castelo.
Adiantou que na sequência daquela conclusão a Marinha portuguesa decidiu "exonerar de funções o comandante do navio", adiantando que "será nomeado outro comandante" para a embarcação.
Segundo aquele responsável, o acidente ocorreu porque o "navio se aproximou demasiado de terra para realizar o transbordo de pessoal", tendo ficado descartada a hipótese avançada segunda- feira à Lusa de erro na Carta Hidrográfica daquela zona.
"A Comissão de Inquérito constituída por técnicos altamente especializados e por elementos do Instituto Hidrográfico constatou que a Carta Hidrográfica assinala como zona perigosa o local onde ocorreu o acidente", explicou.
De acordo com o porta-voz da Marinha, a "tripulação não tinha noção de que se encontrava em zona perigosa e embateu", adiantou.
No entanto, realçou que as "condições de mar eram adversas" devido à "forte ondulação que se fazia sentir na altura" e que "contribuiu, ainda mais, para que o navio se aproximasse demasiado de terra".
"Do relatório da comissão de inquérito surgem lições que vão ser aplicadas no treino de todos os navios da Esquadra", adiantou Vicente Rodrigues.
Do acidente resultaram apenas "danos materiais" no sistema de propulsão que começaram a ser reparados segunda-feira nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo.
De acordo com o responsável vão ser substituídos "os dois hélices, um dos dois veios e vão ser recuperados os dois lemes", material que "já existia nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) no âmbito da encomenda de oito daqueles navios feita em 2004 pelo Ministério da Defesa, então liderado por Paulo Portas".
A intervenção deverá estar concluída "dentro de duas a três semanas", sendo que a Marinha "apenas irá suportar os custos da mão-de-obra".

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

NEVER FORGET


USS New York
Foi construído com 24 toneladas de sucata de aço do World Trade Center

é o quinto de uma nova classe de navio de guerra -
projetados para missões especiais, que incluem
operações contra terroristas. Ele vai levar uma
tripulação de 360 marinheiros e 700 marines de combate prontos
para serem entregues em terra por helicópteros e
embarcações de ataque.

aço do World Trade Center foi derretido numa fundição em Amite, LA para lançar proa do navio. Quando foi derramado nos moldes em 9 de setembro de 2003, "os grandes ásperas
metalúrgicos tratado com total reverência ", recordou o capitão da Marinha. Kevin Wensing, que estava lá.
'Foi um momento espiritual para todos lá.
Júnior Chavers, gerente de operações de fundição, disse que quando o centro de comércio de aço chegou pela primeira vez, ele tocou com a mão eo "cabelo no meu pescoço se levantou." "Ele teve um grande significado para ele para
todos nós ", disse ele. 'Eles bateram-nos para baixo. Eles não podem nos manter para baixo. Nós vamos estar de volta. "

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

É LER




NOTA:1-A CACINE recebeu esta informação/relato faz tempo e enviou o texto para 2 camaradas cujos nomes se apresentam no mesmo, pedindo uma reacção sobre a veracidade ou não do que aqui se relata.
Interpretamos o "silêncio" como nada a dizer de relevante, pelo que, e dado o interesse do documento o publicamos, pedindo desde já desculpa se ele contiver erros graves.
Também pedimos a compreensão para as Pessoas mencionadas , pois foi impossível contactá-las todas.
2-A foto da 1ª pagina do JN nada tem com o texto que se segue,que nunca foi publicado




:

O 11 de Março de 1975
I — DESCRIÇÃO CRONOLÓGICA DOS ACONTECIMENTOS
MARÇO DIA 8
17:00 — Praça das Flores — Através de contactos efectuados principalmente por Miguel V.S. Champalimaud e tenente Nuno Barbieri reúnem-se vários indivíduos, entre outros, coronel Durval de Almeida, José Maria Vilar Gomes, João Alarcão Carvalho Branco, José Carlos V.S. Champalimaud, tenente Nuno Barbieri e Miguel V.S. Champalimaud tendo estes dois últimos dito aos restantes que estava planeada uma operação de grupos de extrema-esquerda, denominada "Matança da Páscoa", na qual seriam mortos cerca de 1500 civis e militares entre os quais o general Spínola.
Seria necessário assim desencadear uma acção para neutralizar essa operação e que seria necessário também acompanhar o general para Tancos donde se desencadearia toda a acção.
MARÇO DIA 9
22:00 — Praça das Flores — Reúnem-se novamente alguns dos Indivíduos mencionados anteriormente, com outros aguardando neste local instruções para seguirem para Tancos.
Rua Jaú - Alcântara - Ao mesmo tempo desenrola-se uma reunião de militares, entre os quais o general Tavares Monteiro, coronel Durval de Almeida, tenente-coronel Xavier de Brito, tenente-coronel Quintanilha de Araújo, major Silva Marques, tenente Nuno Barbieri e tenente Carlos Rolo onde este confirma a "Matança da Páscoa" por notícias colhidas em Espanha, nos Serviços de Seguridad Espanhola, donde chegara naquele momento. Estes elementos decidem dar conhecimento e alertar o general Spínola dirigindo-se para Massamá.
MARÇO DIA 10
00:00 — Rua Jaú – Alcântara — Entretanto, por ordem do tenente Nuno Barbieri, o alferes Jorge de Oliveira dirige-se à Praça das Flores onde indica aos presentes que se devem dirigir para a Rua Jaú onde se encontram com outros indivíduos, já contactados: José Maria Vilar Gomes, Miguel Champalimaud, António Simões de Almeida, João Alarcão de Carvalho Branco, José Carlos Champalimaud, António Ribeiro da Cunha, Gonçalo Bettencourt C. Ávila, Eurico José Vilar Gomes que permaneçam neste local até lhes serem indicadas missões concretas.
02:15 — Massamá — Chegam à residência do general Spínola o general Tavares Monteiro, coronel Durval de Almeida, tenente-coronel Xavier de Brito e tenente-coronel Quintanilha onde falam com o general Spínola, a quem comunicam o que sabem. É-Ihes por este, respondido já ter conhecimento dos factos através dos Serviços Secretos Franceses. Entretanto o tenente Nuno Barbieri, tenente Carlos Rolo e major Silva Marques planeiam o ataque ao emissor do Rádio Clube Português em Porto Alto.
Depois destes contactos o general Tavares Monteiro e o coronel Durval de Almeida dirigem-se para as traseiras da Igreja de S. João de Deus onde se encontram com o tenente Nuno Barbieri que entretanto fora à Rua Jaú trazendo consigo António Ribeiro da Cunha, José Maria Vilar Gomes e Miguel Champalimaud que passam a fazer escolta armada àqueles três oficiais nos diversos contactos que fazem em seguida.
10,30 — Lumiar — General Tavares Monteiro, coronel Durval de Almeida, tenente Nuno Barbieri e os indivíduos que compõem a sua escolta dirigem-se para casa do major Sá Nogueira, no Lumiar, onde almoçam e donde fazem contactos nomeadamente com o comandante Alpoim Calvão e comandante Rebordão de Brito.
15,00 — Aeroporto — Dirigem-se ao Aeroporto o general Tavares Monteiro, coronel Durval de Almeida e José Maria Vilar Gomes onde se encontram com o tenente-coronel Xavier de Brito e tenente-coronel Quintanilha que vinham de fazer vários contactos com Unidades. Daqui seguem novamente para o Lumiar onde vão chegando mais indivíduos como o comandante Calvão, major Silva Marques, tenente Anaia e tenente Carlos Rolo. Nesta reunião é feito o ponto da situação avaliando-se as forças que estão do lado dos revoltosos e meios disponíveis. Definidas as missões de cada um, os presentes vão abandonando o local ficando combinado o encontro de todos eles e do grupo de civis que se encontravam ainda na Rua Jaú, na portagem da Auto-Estrada de Vila Franca de Xira, onde esperariam pela chegada do general Spínola, seguindo daí para Tancos.
21:30 — Massamá — Fazendo-se transportar num Mercedes alugado, o general Spínola dirige-se, para a portagem da A. E. de Vila Franca de Xira, acompanhado de uma escolta composta por civis armados.
22:00 — Portagem da A. E. — O general Spínola, e seus acompanhantes, partem com destino a Tancos.
22:30 — O brigadeiro Morais, comandante da Região Militar de Tomar, desloca-se a Santarém e procura o coronel Alves Morgado, comandante da E.P.C., tentando aliciá-lo. Não conseguindo a adesão pretendida, insiste, através de um contacto telefónico, cerca de 3 quartos de hora mais tarde. O novo encontro tem lugar junto do café Central. Esta tentativa não logrou melhor êxito, mas o coronel Morgado não denuncia as intenções dos revolucionários. Terceira insistência é tentada na manhã seguinte, através de um enviado do brigadeiro Morais - o capitão Veloso e Matos.
23:00 — No Restaurante "Fateixa", em Carcavelos, o tenente-coronel Xavier de Brito encontra-se com o tenente-coronel Almeida Bruno que, para o efeito, convocou o major Monge e capitão Luz Varela. O objectivo deste encontro foi tentar aliciar o tenente-coronel Bruno e o major Monge.
23:30 — Tancos — Chega à unidade o general Spínola, acompanhado do tenente-coronel Carlos António Quintanilha Reis de Araújo, major Jaime Tomás Zuquete da Fonseca, e 1°Tenente Carlos Alberto Juzarte Rolo que se dirigem a casa (Bairro Militar) do major António Martins Rodrigues. Após alguns momentos, chegam ao mesmo local o brigadeiro Francisco José de Morais, general Tavares Monteiro, coronel Orlando Amaral, comandante Calvão, coronel Durão, coronel Durval, coronel Moura dos Santos, general Damião, tenente-coronel Xavier de Brito, major Simas, major Garoupa e outros.
MARÇO DIA 11
00:00 — Tancos — Começam a chegar à B.A.3 mais elementos conspiradores que se reúnem em casa do major Martins Rodrigues.
01:40 — É montado um sistema de segurança da Unidade e é regulada a entrada de elementos vários que entretanto chegavam e cujas viaturas não eram revistadas.
02:00 — Com a presença dos principais responsáveis pelo golpe, é feito o ponto da situação e o planeamento das operações a desencadear durante a manhã.
02:30 — O comandante da Base, coronel Moura dos Santos, e o coronel Orlando Amaral contactam telefonicamente o coronel Proença no Comando da 1.a Região Aérea, tendo lugar em seguida e ainda em casa do major Martins Rodrigues uma reunião na qual se ultimam os pormenores do golpe a desencadear.
08:00 — O coronel Moura dos Santos reúne alguns oficiais e sargentos da unidade, aos quais dá conhecimento do que se vai desenrolar. Simultaneamente o mesmo é feito por alguns oficiais, comandantes de esquadra, major Mira Godinho, major Neto Portugal, e capitão Brogueira em relação aos pilotos das suas esquadras, atribuindo-lhes em seguida as missões respectivas.
09:00 — São feitos "breefings" ao pessoal. Com a presença do coronel Moura dos Santos, major Zuquete, major Mesquita, major Mira Godinho, major Neto Portugal e outros, o general Spínola faz uma alocução aos pilotos dos helicópteros e dos T-6, em que se afirma estar a assistir-se à prostituição das Forças Armadas e ser necessário intervir para manter a continuidade e a pureza do processo desencadeado no 25 de Abril.
Os meios aéreos destinados a atacar o R.A.L.1, aviões T-6, helicópteros e helicanhões começam a ser municiados.
09:40 — Montijo — Por ordem do comandante da B.A.6, coronel Moura de Carvalho são postos de alerta todos os meios aéreos, os aviões Fiat G91 e helicópteros Alouette III, enquanto se tomam medidas para defesa imediata da Unidade, utilizando a companhia de Polícia Aérea conjuntamente com a companhia nº 122 de Pára-quedistas comandada pelo capitão Terras Marques, que se encontrava estacionada na B.A.6.
10:45 — Tancos — Começam a descolar os primeiros meios aéreos destinados a atacar o R.A.L.1. Estes meios eram constituídos por:
- 2 T-6 armados com metralhadoras e ninhos de foguetes anti-pessoal, pilotados pelo major Neto Portugal e segundo-sargento Moreira, tendo como missão o bombardeamento das instalações do R. A. L. 1, antenas da R. T. P. e Forte do Alto do Duque.
- 10 Allouette III, transportando um grupo de 40 para-quedistas. Dois dos helicópteros estão armados com canhão e têm como missão o bombardeamento do R.A.L.1. São pilotados pelos majores Zuquete e Mira Godinho, tendo aos canhões os alferes Oliveira e primeiro-cabo Carapeta, respectivamente.
Nesta operação insere-se também o lançamento sobre Lisboa de panfletos, missão que é executada por dois dos heli-transportadores, pilotados pelos capitão Oliveira e tenente Jacinto. Os restantes heli-transportadores são pilotados pelos alferes Chinita, alferes Afonso, alferes Mendonça, segundo-sargento Ladeira, segundo-sargento Souto e furriel Emaúz.
- 3 Noratlas com 120 pára-quedistas destinados a cercar o R.A.L.1.
- 2 T-6 desarmados, com missão de intimidação. São pilotados pelo capitão Faria e alferes Melo, ambos da B.A.7 e em diligência na B.A.3.
11:00 — Monte Real — O comandante da B.A.5, coronel Naia Velhinho, na sequência de uma indicação que lhe é transmitida de Lisboa por via normal, coloca essa base em estado de prevenção rigorosa. Dessa situação decorreu a manutenção em alerta dos aviões a jacto F-86F, armados com metralhadoras.
11:15 — Montijo — A B.A.6 entra de prevenção rigorosa.
11:20 — Tancos — Descola, com destino a Monte Real (B.A.5) um avião Aviocar pilotado pelo major Mesquita levando a bordo o coronel Orlando Amaral, na situação de reserva e tenente-coronel Quintanilha, adjunto do Chefe da 2.a Repartição do E.M.F.A., em missão de aliciamento.
11:30 — Monte Real — Aterra o avião Aviocar vindo de Tancos (B.A.3), o qual transporta o coronel Orlando Amaral e o tenente-coronel Quintanilha. Estes vão à presença do comandante da B.A.5 a quem, na presença dos majores Simões e Ayala, anunciam a existência de uma operação comandada superiormente pelo general Spínola e pelo C.E.M.F.A., no caso da Força Aérea, a qual pretende repor a pureza do espírito do 25 de Abril. O tenente-coronel Quintanilha revela que a operação já se terá iniciado com um ataque aéreo ao R.A.L.1 e pede então ao coronel Velhinho que envie aviões F-86F para fazer passagens baixas de intimidação sobre o R.A.L.1, Avenida da Liberdade e COPCON. O comandante da base hesita, telefona para os seus superiores em Lisboa donde não obtém esclarecimentos.
Entretanto o major Simões faz uma sessão de esclarecimento aos pilotos da esquadra dos F-86F, explicando-lhes por sua vez aquilo que ouvira no gabinete do comandante da base. Nessa sessão alguns oficiais manifestam-se abertamente desconfiados e descrentes do que lhes é dito, opondo-se a colaborar naquilo que consideram um golpe da direita.
O coronel Orlando Amaral e o tenente-coronel Quintanilha regressam a Tancos e com estes o major Cóias da B.A.5
11:30 — Todas as Unidades da Força Aérea estão de prevenção rigorosa.
11:45 — Deslocam-se à B.A.3, de helicóptero, o brigadeiro Lemos Ferreira e o tenente-coronel Sacramento Marques, como delegados do C.E.M.F.A. e C.E.M.E., para procurarem esclarecer a situação.
11:50 — R.A.L.1 — Esta Unidade é atacada pelos revolucionários que na sua missão vêm a atingir as casernas dos soldados e os principais edifícios do aquartelamento, resultando na morte do soldado Joaquim Carvalho Luís e 14 feridos. Neste, ataque são consumidas 220 munições de metralhadoras calibre 7,7mm e 99 foguetes Sneb 37mm anti pessoal dos T-6 e 318 munições de MG-151 de 20mm dos helicanhões.
11:50 — Montijo — Aterram dois helicópteros Alouette III, estando um armado. O héli desarmado aterra numa das ruas de acesso à placa, tendo deixado um pára-quedista ferido e cujo piloto, o alferes Chinita, também ferido, vem a ser recuperado pelo héli canhão uns metros mais à frente.
12:00 — Aeroporto de Lisboa — É encerrado o tráfego civil.
12:00 — Quartel do Carmo — Oficiais da G.N.R. no activo e outros já afastados do serviço, comandados pelo general Damião, prendem o comandante-geral e outros oficiais.
12:20 — Tancos — Descolam 3 Allouette, transportando 12 elementos para uma acção armada contra as antenas do R.C.P., em Porto Alto. Um dos helicópteros está armado com canhão e é pilotado pelo segundo-sargento Leitão, tendo ao canhão o segundo-sargento Bernardo de Sousa Holstein. Os outros dois hélis são pilotados pelos alferes Llaurent e segundo-sargento Serra.
12:20 — Montijo — Descolam 5 helicópteros com destino a Tancos (B.A.3) tendo um deles transportado o pára-quedista ferido ao Hospital da Força Aérea no Lumiar e juntando-se aos outros na Chamusca.
12:50 — Lisboa — A 5.a Divisão do E.M.G.F.A. emite a seguinte mensagem a todas as Unidades do Exército, Armada, Força Aérea, G.N.R., P.S.P. e G.F.:
"O COPCON, a Comissão Coordenadora do M.F.A. e a 5.a Divisão do E.M.G.F.A. alertam todas as unidades para se colocarem em estado de mobilização para destruir forças rebeldes contra-revolucionárias que neste momento atacam unidades do M.F.A.."
Este rádio foi seguido de outro semelhante enviado para comandos militares das Ilhas Adjacentes e África.
13:00 — Porto Alto — Um grupo de civis armados e comandados por 2 militares atacam o emissor do Rádio Clube Português, interrompendo a emissão desta estação em onda média.
Os atacantes faziam-se transportar em 2 helicópteros seguindo num o major Silva Marques, António Simões de Almeida, João Alarcão Carvalho Branco e José Carlos Champalimaud e no outro o 1°tenente Nuno Barbieri, José Maria Vilar Gomes, Eurico José Vilar Gomes, António Ribeiro da Cunha e Miguel Champalimaud.
Deste ataque resultou a paralisação da emissão e destruição de material de elevada monta.
O general Spínola tenta aliciar, pelo telefone, o major Jaime Neves, comandante do Batalhão de Comandos nº 11, que lhe responde só obedecer à hierarquia a que está sujeito, o COPCON, com quem aliás já tinha estado em contacto. O general Spínola procura, ainda, falar com o tenente-coronel Almeida Bruno que está presente, mas que se esquiva.
Pouco antes ou depois desta diligência o general Spínola estabelece contacto com o tenente-coronel Ricardo Durão tentando obter por via deste e do capitão Salgueiro Maia, a adesão da E.P.C. O capitão Salgueiro Maia não atende este telefonema.
13:00 — Tancos — descolam 2 aviões T-6, pilotados pelos segundo-sargento Gomes da Silva e furriel Falcão. Estão armados com metralhadoras e ninhos de foguete anti-pessoal e têm como missão o ataque ao R.A.L.1. A mesma hora descola um Allouette, armado com um canhão, pilotado pelo alferes Jofre, com o alferes Figueiredo ao canhão tendo como missão o ataque ao R.A.L.1. e outros possíveis objectivos.
13:10 — Lisboa — A Emissora Nacional interrompe a sua programação normal e passa a transmitir directamente do Centro de Esclarecimento de Informação Pública da 5.a Divisão do E.M.G.F.A., aconselhando a população de Lisboa a manter-se calma e vigilante em união com o M.F.A. e seus órgãos representativos
13:20 — O major Rosa Garoupa telefona para o major Casanova Ferreira comandante da P.S.P. de Lisboa, a pedir-lhe a ocupação do Rádio Renascença e que pusesse "no ar" esta Emissora (na altura em greve) com o fim de emitir comunicados dos revolucionários, acções que se não concretizam.
13:22 — Monte Real — Descola a primeira parelha de F-86F, comandada pelo major Ayala, a qual cumpre a missão que fora pedida ao coronel Velhinho, sendo alvejada no COPCON.
13:30 — Lisboa — É transmitido pela E.N. o primeiro comunicado da 5.a Divisão.
13:30 — Tancos — Descola um helicóptero Allouette III a fim de transportar o brigadeiro Morais, de Tomar para a E.P.C. e no regresso transporta, além deste, o tenente-coronel Ricardo Durão e o capitão Salgueiro Maia. Aterram 5 helicópteros Allouette Ill vindos da B.A.6
13:30 — Uma força da G.N.R. constituída por 5 moto-blindados aparece nas imediações do G.D.A.C.I., tentando ocupar e desligar a antena da R.T.P. em Monsanto. Foram interpelados e intimados a retirar por forças do COPCON o que fizeram imediatamente.
14:00 — Monte Real — descola a segunda parelha de F-86F, comandada pelo capitão Calhau, o qual acabará por sobrevoar os mesmos pontos de Lisboa da primeira e ainda a estrada Santarém-Lisboa. A ambas as parelhas foi dada ordem de não abrir fogo.
13:50 — Tancos — Descola um helicóptero Allouette III, pilotado pelo tenente-coronel Quintanilha o qual se desloca com o major Cóias à B.A.5, seguido por dois aviões Aviocar transportando pára-quedistas.
Aí tenta garantir a neutralidade da base, ameaçando, inclusivamente, que os pára-quedistas a ocupariam. Em seguida, quando alguns sargentos, alertados por camaradas de Lisboa, tentam prender o tenente-coronel Quintanilha, este evade-se no helicóptero acompanhado pelos Aviocar com pára-quedistas que, entretanto, se tinham mantido sobrevoando a base de Monte Real. As três aeronaves regressam então a Tancos.
14:30 — Tancos — Descolam para Lisboa 2 aviões T-6, armados com metralhadoras e ninhos de foguetes anti-pessoal, pilotados pelo segundo-sargento Jordão e segundo-sargento Carvalho, tendo a missão de ataque a objectivos não apurados. A mesma hora, descolam 2 aviões Noratlas, transportando uma companhia de tropas pára-quedistas (75 homens) para Lisboa, para reforço da companhia anterior. Ainda à mesma hora, descolam 2 aviões Aviocar, transportando 25 homens (pára-quedistas) para a B.A.5
14:45 — É transmitido o primeiro comunicado emanado do Gabinete do Primeiro-Ministro do seguinte teor:
"Esclarece-se a população terem-se verificado hoje, de manhã, incidentes envolvendo forças militares reaccionárias em tentativa desesperada de travar o processo revolucionário Iniciado a 25 de Abril. Tais incidentes consistiram numa tentativa de ocupação do R.A.L.1, envolvendo meios aéreos e terrestres. A situação encontra-se sob controle, pelo que se apela para que a população se mantenha calma, sem abrandar contudo a sua vigilância. A aliança entre o Povo e as Forças Armadas demonstrará, agora como sempre, que a revolução é irreversível".
15:00 — Tancos — Descola um Allouette III, armado com canhão, tendo como missão o ataque às antenas da Emissora Nacional. É pilotado pelo segundo-sargento Souto e Silva e leva ao canhão o capitão Jordão. A mesma hora, descolam 2 T-6, desarmados, pilotados pelo alferes Melo e alferes Correia, com a missão de intimidação.
15:00 — Tancos — Soldados e sargentos da B.A.3 amotinam-se contra os conspiradores e arrombam as viaturas civis utilizadas pelos elementos estranhos donde retiram armamento.
15:15 — A grande maioria dos pára-quedistas que atacaram o R.A.L.1 depõem as armas e juntam-se aos militares desta Unidade. O brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho dá conta ao País da normalização da situação.
15:30 — Tancos — Descola um Allouette III a fim de transportar o capitão Ramos à E.P.C., Batalhão de Comandos e COPCON, não executando estas duas últimas missões.
A mesma hora, descolam 2 aviões T-6, armados com metralhadoras e ninhos de foguetes anti-pessoal, para ataque a objectivos não identificados. São pilotados pelo segundo-sargento Brandão e pelo furriel Bragança.
Ainda à mesma hora, descolam 2 Allouette III, um transportando para o Regimento de Caçadores Pára-quedistas o general Spínola e alguns elementos e outro armado com canhão para protecção daquele oficial durante a sua permanência naquela unidade. São pilotados pelo major Zuquete e major Godinho respectivamente.
16:20 — Tancos — Descolam 4 Allouette III um equipado com canhão, que faz a protecção dos restantes e nos quais alguns militares efectuam a evasão.
17:15 — O primeiro-ministro, brigadeiro Vasco Gonçalves, dirige, pela TV e Rádio, uma alocução ao povo português na qual denuncia a acção como tendo sido “um golpe contra-revolucionário”
19:00 — Badajoz — O general Spínola, acompanhado de sua mulher, chega à Base Aérea de Talavera la Real.
II — RELAÇÃO DOS ACUSADOS PELO MFA DE ESTAREM ENVOLVIDOS NAS OPERAÇÕES
— Militares
General António Sebastião Ribeiro de Spínola
General António Ferreira de L. Freire Damião
General piloto aviador (Res.) Rui Tavares Monteiro
Brigadeiro Francisco José de Morais
Brigadeiro piloto aviador Jorge Manuel Brochado de Miranda
Coronel piloto aviador Augusto Paulo Moura dos Santos
Coronel piloto aviador Casimiro de Jesus Pintado Abreu Proença
Coronel piloto aviador José Eugénio Ferreira da Naia Velhinho
Coronel piloto aviador (Res.) Orlando José Saraiva Gomes do Amaral
Coronel piloto aviador (Res.) Durval Serrano de Almeida
Coronel pára-quedista Rafael Ferreira Durão
Coronel Carlos José Machado Alves Morgado
Coronel da GNR (Res.) José Martiniano Moreno Gonçalves
Coronel da GNR (Res.) Manuel Pereira Espadinha Milreu
Capitão-de-mar-e-guerra (Res.) Paulo Manuel B. da Costa Santos
Tenente-coronel piloto aviador Carlos António de Quintanilha Reis de Araújo
Tenente-coronel de cavalaria Ricardo Durão
Tenente-coronel João de Almeida Bruno
Tenente-coronel Vasco Augusto da S. Pinto e Simas
Tenente-coronel Alexandre M. G. Dias Lima
Tenente-coronel António da Silva Osório Soares Carneiro
Tenente-coronel da GNR Fernando Alberto Xavier de Brito
Capitão-de-fragata Heitor Prudêncio dos Santos Patrício
Major piloto aviador António Martins Rodrigues
Major piloto aviador António Manuel de Sales Mira Godinho
Major piloto aviador Bernardo Manuel Dinis de Ayala
Major piloto aviador Jaime Tomás Zuquete da Fonseca
Major piloto aviador João Carlos da Silva Arantes e Oliveira
Major piloto aviador Joaquim Manuel Matono Cóias
Major piloto aviador José Augusto Valente de Oliveira Simões
Major piloto aviador César António Duarte Neto Portugal
Major piloto Luís José dos Santos Mesquita
Major FA (Res.) Luís Aires da Câmara Sá Nogueira
Major pára-quedista Joaquim Manuel T. Mira Mensurado
Major pára-quedista José Henrique Catroga Inês
Major pára-quedista Nuno António Bravo Mira Vaz
Major de artilharia Fernando José de Morais Jorge
Major de artilharia Vítor Manuel Silva Marques
Major de cavalaria Manuel Soares Monge
Major de cavalaria Nuno Álvaro de Couto Bastos de Bívar
Major Carlos Alberto da S. Pinto e Simas
Major Manuel Francisco Matoso Ramalho
Major Teotónio José de Carvalho Ribeiro Pereira
Major João António Branco M. da Rosa Garoupa
Major José Eduardo Fernando Sanches Osório
Major da PSP Luís António de Moura Casanova Ferreira
Major da GNR Rui dos Santos Ferreira Fernandes
Major da GNR (Res.) Joaquim Simões Pereira
Major (Ref.) Joaquim Evónio Rodrigues de Vasconcelos
Capitão-tenente Guilherme Almor de Alpoim Calvão
Capitão-tenente fuzileiro Alberto Rebordão de Brito
Capitão piloto aviador Hermínio de Almeida Oliveira
Capitão piloto aviador João César França Brogueira
Capitão piloto aviador Mário José Bento Jordão
Capitão piloto José Luís Lopo Tuna
Capitão piloto Luís Eduardo de Paiva Faria
Capitão pára-quedista António Joaquim Ramos
Capitão pára-quedista Armando Almeida Martins
Capitão pára-quedista João Carlos Albuquerque Pinto
Capitão pára-quedista João Paulo Valente Santos
Capitão pára-quedista José Augusto Martins
Capitão pára-quedista José Manuel Silva Pinto
Capitão pára-quedista José Manuel Terras Marques
Capitão pára-quedista José Maria da Silva Gonçalves
Capitão pára-quedista Manuel Bação da Costa Lemos
Capitão pára-quedista Sebastião José Pinheiro Martins
Capitão FA Fernando Abel Ferreira
Capitão FA José Neto Pessoa de Amorim Rosa
Capitão de artilharia Carlos Alberto Marques Abreu
Capitão de artilharia Rui Manuel Martins Reis
Capitão de infantaria Virgílio C. Vieira da Luz Varela
Capitão Eduardo Alberto de Veloso e Matos
Capitão Henrique de Morais da Silva Caldas
Capitão Norberto Crisante de Sousa Bernardes
Capitão Armando Ramos
Capitão Carlos Alberto Moreira de Bettencourt
Capitão da GNR Afonso Eduardo de M. Lopes Mateus
Capitão da GNR Armando José Abrantes Viana
Capitão da GNR Fernando José da Câmara Lomelino
Capitão da GNR José de Almeida Coelho
Capitão da GNR QC Armindo Fernandes Pereira
Capitão da GNR QC Henrique Fernando M. M. de C. Valério da Silva
Primeiro-tenente Carlos Alberto Juzarte Rolo
Primeiro-tenente fuzileiro Benjamim Lopes de Abreu
Primeiro-tenente fuzileiro Raul Eugénio D. da Cunha e Silva
Primeiro-tenente José Maria Silva Horta
Primeiro-tenente Nuno Manuel Osório de Castro Barbieri
Tenente piloto Adelino José da Silva Cardoso
Tenente piloto Agostinho José Barbosa do Couto
Tenente piloto Alfredo Jordão Henriques
Tenente piloto Vítor Manuel Sequeira Fróis de Figueiredo
Tenente piloto Fernando Esteves Guerra
Tenente piloto Filipe de Jesus dos Santos
Tenente miliciano piloto aviador Fernando António Félix Lourenço
Tenente miliciano piloto aviador Joaquim António Norte Jacinto
Tenente pára-quedista José Manuel Duarte Fernandes
Tenente pára-quedista Levy da Silva Correia
Tenente FA António Rogério Magalhães da Mota
Tenente de cavalaria QC António Gonçalo Canavarro Teixeira Rebelo
Tenente da GNR Albino Araújo Correia
Tenente da GNR Antero Manuel Rebelo
Tenente da GNR Armando Carlos Alves
Tenente da GNR José Alberto Gomes Rosado Faustino
Tenente da GNR José Manuel Martins Poças
Tenente da GNR Luís Duarte Quaresma de Oliveira e Santos
Tenente miliciano José Alberto Gouveia Barros
Segundo-tenente fuzileiro João Catulos Cansado Corvo
Segundo-tenente fuzileiro Manuel Maria Peralta de Castro Centeno
Segundo-tenente Pedro Henrique Malheiro R. de Meneses
Alferes miliciano piloto aviador Abel Dias Correia
Alferes miliciano piloto aviador Gil José Vaz Afonso
Alferes miliciano piloto aviador Jorge Manuel Costa de Oliveira
Alferes miliciano piloto aviador José Manuel Ribeiro Mendonça
Alferes miliciano piloto aviador Luís Filipe Mateus Palma de Figueiredo
Alferes miliciano piloto aviador Jorge Manuel Pinto de Melo Ramalho
Alferes miliciano piloto aviador José Manuel Belo C. de Mira
Alferes miliciano piloto aviador Flávio Vítor Paulino Llaurent
Alferes piloto Rui Jofre Soares Dias Ferreira
Alferes pára-quedista Eurico da Silva Santos
Alferes pára-quedista Fernando Pires Saraiva
Alferes pára-quedista SG Domingos Francisco Marquinhas Camboias
Alferes pára-quedista SG Joaquim Manuel Paulino
Alferes pára-quedista SG José Valentim Gomes
Alferes da GNR António Farias Carvalho
Aspirante piloto aviador Lourenço Abrantes de Carvalho
Aspirante fuzileiro António Joaquim Areias de Carvalho
Aspirante da Academia Militar António Arnaldo R. B. Lopes Mateus
Aspirante da Academia Militar Mário Rui Correia Gomes
Primeiro-sargento da GNR António Ramos Lopes
Segundo-sargento miliciano piloto Carlos Alberto Gomes da Silva
Segundo-sargento miliciano piloto Bernardo de Sousa e Holstein
Segundo-sargento miliciano piloto António Manuel Carrondo Leitão
Segundo-sargento miliciano piloto Carlos Manuel Leite Moreira
Segundo-sargento miliciano piloto Jaime Manuel de Melo Brandão
Segundo-sargento miliciano piloto José Carlos Cristão Serra
Segundo-sargento miliciano piloto José Manuel Henriques de Campos Carvalho
Segundo-sargento miliciano piloto Adriano Francisco O. Martins Jordão
Segundo-sargento miliciano piloto António José Oliveira Ladeiras
Segundo-sargento miliciano piloto João Henriques Pereira Souto e Silva
Segundo-sargento da GNR António Mendes Monteiro
Segundo-sargento da GNR António Farinha Dionísio Alves
Furriel miliciano piloto António Pedro Costa Quintela Emauz
Furriel miliciano piloto Manuel Rosa Bragança
Furriel miliciano piloto Raul Augusto Duarte Condessa Falcão
Primeiro-cabo da GNR Cândido José Teixeira
Primeiro-cabo da GNR João Quinteres dos Santos
Segundo-cabo da GNR José Florival Gens Gomes
Soldado da GNR António Joaquim Carrilho
Soldado da GNR António Marvanejo Miranda
Soldado da GNR José Anastácio Nunes
Soldado da GNR José Rosendo Prates Calado
Soldado da GNR Martinho de Sousa Merêncio
— Civis
António I. Ribeiro da Cunha
António Maria R. Simões de Almeida
Bernardino José da C. Gonçalves Moreira
Eurico José da Costa Vilar Gomes
Gonçalo Bettencourt Correia e Ávila
João Diogo Alarcão de Carvalho Branco
José Carlos Vilardebó Sommer Champalimaud
José Maria da Costa Vilar Gomes
Miguel Vilardebó Sommer Champalimaud

GUINÉ,A GUERRA

terça-feira, 21 de outubro de 2014

QUER OUVIR?

"Esta terça-feira, às 14 horas, hora de Lisboa, o Presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, vai fazer o balanço dos últimos cinco anos de mandato, naquele que deverá ser um dos seus últimos discursos enquanto chefe do executivo comunitário. De seguida, Barroso vai debater com o Parlamento e o Conselho os assuntos na agenda da cimeira europeia de 23 e 24 de Outubro, como o quadro estratégico da UE para o clima e a energia, a situação económica na União e a política externa.
Barroso foi reeleito pelo Parlamento Europeu em 16 de Setembro de 2009 por 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções e a "Comissão Barroso II" foi aprovada em 9 de Fevereiro de 2010 por 488 votos a favor, 137 contra e 72 abstenções.


Pode assistir em directo ao discurso de Barroso no Parlamento Europeu através do serviço EP Live [http://www.europarl.europa.eu/ep-live/pt/plenary/video?date=21-10-2014]."

fonte idl

CÃO

Fabuloso canito, de seu nome Castiço, que frequentou a Escola de Fuzileiros, nos anos 60, nomeadamente os Cursos de FZE.
Fazia com os alunos frequentadores dos cursos de Fuzileiro especial todos os exercícios em que se adaptava e tinha o privilégio de dormir nas aulas teóricas.
Todos o adoravam , infelizmente , com uma única excepção que originou a sua morte.
Felizmente poucos assistiram a esse infeliz momento.
Aqui prestamos homenagem a este fantástico animal , junto do carro (na altura também na moda, um Mini com faróis extras), propriedade de um distinto Oficial da Armada, que se especializou em Fuzileiro, foi altamente medalhado e depois continuou, com sucesso, a sua carreira naval, em difícil e árduo trabalho , indispensável para a navegação.
Quem foi?

METAFORAS

O que fará lembrar esta imagem????

Os Evangelistas . certamente, que encontrariam belas metáforas para ela.nos dias de hoje

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O QUE SE PASSOU?

 O 196/2006 Nuno Raposo, Comandante do Batalhão Colegial não foi o escolhido , este ano, para vencedor do Prémio do Fundador Marechal Teixeira Rebelo.
Estranho. A razão apresentada(?) foi por ter tido uma punição (!), apesar do comportamento geral acabar por sair BOM.
Ganhou o prémio outro Aluno, excelente por certo, mas não tão bom como o Nuno Raposo.Todos o dizem.
Mas houve um aluno, também finalista e Comandante de uma das Companhias, por sinal neto de um distinto Oficial general da nossa Armada, que por este facto se recusou a receber 2 medalhas de ouro a que tinha direito e escreveu uma carta explicativa ao Director do Colégio.
Grande coragem e mostra de que temos Homem para o futuro.

Mas não será fácil adivinhar que o Comandante do batalhão não ganhou o prémio em questão unicamente por razões políticas, depois dos discursos públicos que proferiu, aqui publicados. Resta saber se o castigo foi por iniciativa do Director do Colégio ou se vieram-de-cima ordens para tal.

Gostaríamos de saber isso, assim como gostaríamos de publicar a carta do Comandante da 1ª

HÁ QUEM GOSTE

Com a devida vénia


"Ex-alunos do Colégio Militar são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade.
A ideia de que a natureza tem horror ao vácuo fazia parte da física na Idade Média. Mas esta lei do horror tem corolários na vida actual: os políticos incompetentes têm horror a novas caras nos partidos; os escroques têm horror a uma justiça que funcione; e, do mesmo modo, os bons investidores têm horror a uma justiça que não funciona. E podíamos continuar, mas vem tudo isto a propósito das notícias recentes sobre Colégio Militar.
Devo declarar que não frequentei o Colégio, embora com pena minha, porque o meu Pai entendeu que eu poderia ser seduzido pela vida militar e para tal bastava ele. O meu irmão esteve no Colégio, por circunstâncias familiares extremas, não se deu bem, e saiu ao fim de dois anos, se bem me lembro. Não tenho, portanto, especiais ligações ao Colégio Militar (CM) mas tenho muitos amigos (e dos bons) que por lá passaram.
As recentes notícias dão uma ideia do Colégio como uma escola de sevícias e de maus tratos. Problemas de maus tratos em escolas sempre existiram e devem ser combatidos com determinação pelas autoridades da escola em causa, mas não faz da escola uma instituição a fechar. Lembro-me bem de, há uns anos na minha Faculdade, terem ocorrido praxes indignas das nossas caloiras e imediatamente o Director de então tomou medidas para que tal não voltasse a acontecer. E não aconteceu. O CM não é excepção, mas o que está em causa é uma tentativa de fazer desaparecer uma das instituições mais antigas de ensino na Europa com uma longa tradição de serviço ao País.
Recordo, com alguma tristeza, que uma das "regalias" de um militar morto em combate em África era os filhos terem educação gratuita no CM. Por esse facto e por as pensões de sobrevivência serem, à época, absolutamente miseráveis (recordo-me de casos concretos), havia sempre vários órfãos no Colégio. Fazia parte das obrigações dos graduados (ou seja, alunos finalistas do CM) terem não só uns ratas (alunos caloiros) como seus protegidos mas também cuidarem dos dramas de algum aluno cujo pai tivesse morrido. Quem conhece ex-alunos do Colégio sabe que têm uma organização e uma coesão ímpar em qualquer outra escola. Falam do Colégio com saudade e têm um respeito pela instituição como ninguém tem da sua escola. Nela se fizeram amizades que perduram para toda a vida e alguns dos meus melhores amigos são ex-alunos do CM e devo confessar que são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade.
O Colégio Militar dá educação em sentido pleno do termo. Tem um ensino de excelente qualidade e dá quadros de valores que nenhuma outra escola garante.
Em 1975, numa acção de dinamização organizada para os alunos do Colégio por gente afecta ao PCP -Varela Gomes, Faria Paulino e outros- começaram a atacar a instituição e a apelidarem os alunos de príncipes privilegiados. Um aluno dos mais novos, ou seja com uns 11 anos, levanta-se e calmamente diz que é filho de um oficial que morreu em combate, que se não fosse o Colégio não poderia estudar e não percebia onde estava o príncipe. Os protesto generalizaram-se (teve lugar uma gigantesca boiada, usando a terminologia do CM) e a comissão de dinamização foi forçada a sair pela porta dos fâmulos -porta de serviço- e não pela porta principal. Foi o enxovalho total, apesar de os oficiais tentarem, em vão, acalmar os alunos. É gente de fibra.
Aliás sempre foi assim. Faz parte da sua história mais antiga que quando teve lugar o atentado a Sidónio Pais gerou-se, naturalmente, o pânico entre a população e as unidades militares ajudaram à turbamulta. A única unidade que manteve a calma, ajudou a população e evitou mais mortos foi exactamente uma unidade do Colégio. Portanto, a tradição vem de longe.
O ensino tem uma qualidade excepcional e que não é possível sem um internato, onde os laboratórios de línguas e as salas de estudo estão ao lado do picadeiro e da sala de esgrima. Qualquer pai, cá fora, que tente dar a mesma formação passaria o tempo a servir de motorista do filho. É, aliás, uma tradição muito antiga dos melhores colégios ingleses.
Como professor na universidade, sempre que tenho conhecimento de que um aluno meu veio do CM, posso testemunhar o aprumo, o à vontade, a auto-confiança e o profissionalismo com que está numa aula. Tudo isto, em flagrante contraste com os colegas, especialmente os mais betinhos.
Além disso, como os alunos são tratados por igual, têm um número (que vem antes do nome), andam vestidos com farda e os filhos de pais ricos não se distinguem dos filhos de pais pobres. Também por isso, o convívio democrático hierarquizado é a regra. Ainda bem.
O contraste é gritante com o que se passa nas nossas escolas. E a anarquia, quase geral em que vive o ensino secundário, tem horror ao Colégio Militar, obviamente. Aliás, a verdade é mais funda: a anarquia quase geral da nossa sociedade tem horror à instituição militar. Uma instituição organizada, como a militar, que cultiva os valores da honra, da camaradagem, da disciplina e do dever para com a pátria, não pode ser bem vista pela sociedade actual. A nossa vida colectiva -a civil- privilegia o oportunismo, habituou-se aos casos de corrupção (com ou sem fundamento), tem uma imprensa virada para o escândalo e uma televisão com novelas que são difusoras da falta valores e da ausência dos bons costumes.
O Colégio Militar poderá acabar mas as razões estão na nossa sociedade e não dentro dos muros do Colégio. O horror à decência é dos indecentes."
Luís Campos e Cunha
Professor universitário