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quinta-feira, 17 de julho de 2014

EU É QUE MANDO

Em entrevista ao Diário Económico, o Ministro da Defesa Nacional revelou que será criada uma entidade de apoio para as empresas da Defesa, públicas e privadas, com o objectivo de promoção e apoio à internacionalização.
José Pedro Aguiar-Branco considera que "todas as empresas [da área da Defesa] são passíveis de ser privatizadas". A posição do Ministro da Defesa Nacional foi apresentada numa entrevista ao Diário Económico esta quinta-feira, 17 de Julho.

"Não compete ao Estado estar a fazer a gestão destas empresas. Portanto tudo o que for possível de trazer uma mais-valia como privatização é considerado como podendo ser privatizado", acrescentou.

Neste momento, o Executivo trabalha na privatização da Empordef, a ‘holding’ que agrega as empresas da indústria da defesa. Aguiar-Branco acredita que a "vocação do Estado não é ser gestor destas empresas", referindo ainda a acumulação de passivo "excessivo" na ordem dos 300 milhões de euros.

O modelo de privatização seguido consistirá numa "oferta de um número de acções até 95% do capital e 5% para os trabalhadores", à semelhança do modelo que estava a ser seguido nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Para já, não há data prevista para este processo.

Ao Económico, Aguiar-Branco revelou ainda que a IDD (Indústria da Defesa) passará a ser chamada de Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais e será responsável pela promoção destas empresas.

"Pretendemos ter um sentido estratégico de internacionalização dessas empresas e aproveitar toda a acção externa do ministério, fazendo essa promoção", referiu.
O Forte de São Julião é que não

quinta-feira, 10 de julho de 2014

TODOS CONTRA

Parlamento açoriano unânime na crítica a Aguiar-Branco devido a evacuações aéreas

10 | 07 | 2014   15.47H
"O parlamento dos Açores aprovou hoje, por unanimidade, um protesto pela falta de meios da Força Aérea no arquipélago para assegurar as chamadas "evacuações médicas" e pelas declarações "insensíveis e irresponsáveis" do ministro da Defesa sobre esta questão.
O voto de protesto foi proposto ao parlamento regional pelo PS e recebeu o apoio de todos os partidos da oposição (PSD, CDS-PP, PPM, BE e PCP), seguindo agora para o Presidente da República, primeiro-ministro, ministro da Defesa e chefe do Estado Maior das Forças Armadas (CEMFA).
Na origem desta tomada de posição pela Assembleia Legislativa dos Açores está o caso ocorrido a 21 de junho, em São Jorge, quando um homem ferido numa tourada morreu sem ser transferido para um dos três hospitais que existem no arquipélago (nas ilhas Terceira, São Miguel e Faial) por falta de meios disponíveis da Força Aérea."
Destak/Lusa | destak@destak.pt

Nota:Mas a D. Bertha, na sua página , tem uma evacuação aérea nos Açores, aliás muito mal filmada, como se fosse obra dela

quarta-feira, 9 de julho de 2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

OPINIÃO

Segundo as notícias, o ministro da Defesa Nacional teria afirmado ser “um momento histórico” a passagem da tutela directa do MDN sobre o Hospital das Forças Armadas (HFAR) para o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), pois concretiza a desejada fusão dos vários hospitais militares que existiam.
Concordo que se trata de um acto muito importante, aliás por mim defendido há longos anos, pois contribuirá para poupanças significativas a prazo, ao mesmo tempo que poderá criar condições para melhorar a qualidade da missão do HFAR, transformando-o num hospital de referência, como acontece em muitos outros países com o seu hospital militar.
Apesar destas economias a prazo e da possibilidade reforçada de melhorar a qualidade da sua actividade, deveria ter havido a consciência de que um processo desta natureza exige, por um lado, aumento de custos na sua concretização e, por outro, um período de execução suficientemente longo para não provocar solavancos graves na prestação dos serviços de saúde. Admito ter havido a noção da necessidade de investimentos de certo montante, como se deduz daqueles que foram anunciados para levar a efeito obras que, certamente, demorarão tempo a concluir. Mas não foi entendida a importância de prolongar a sua concretização por um período suficiente para efectuar estas obras, assim originando, como era previsível, perturbações significativas na qualidade das importantíssimas funções que o HFAR deve desempenhar, o que veio contribuir para aprofundar o grande descontentamento que varre as Forças Armadas presentemente.
O facto de o MDN dirigir directamente a fase mais crítica da fusão dos antigos hospitais militares, sem a colaboração estreita e permanente dos serviços de saúde dos ramos e recorrendo mais a especialistas civis (na sua maioria ignorantes do que são as especificidades da saúde militar), e, provavelmente, a pressa do ministro em concretizar a reforma, podendo apresentá-la publicamente como um forte trunfo de tipo eleitoral, originou uma desmotivação de enorme dimensão em todo o pessoal das Forças Armadas.
O desagrado dos militares não resulta apenas do modo como se processa o atendimento das suas necessidades de saúde. Outras razões estão na sua base: estrangulamento orçamental desproporcionado, que se reflectiu no cancelamento de exercícios e manobras, na diminuição de períodos de navegação e no número de horas de voo, na impossibilidade de efectuar atempadamente a manutenção de vários equipamentos, na eliminação de aquisições previstas de algum material considerado indispensável; cortes nos vencimentos ou pensões; significativo agravamento das condições de apoio social aos reformados e familiares; insatisfação resultante da redução das promoções (desfazendo previsões de carreira há muito antevistas); decisão de pôr fim ao fundo de pensões dos reformados que atingiu especialmente os veteranos de uma guerra que durou treze anos; e outras medidas diversas que os militares têm entendido como demonstrações de desprezo pela sua “condição militar”.
A tudo isto, que afectou o moral do pessoal das Forças Armadas como não há memória, associa-se – qual cereja no topo do bolo: uma inexplicável limitação dos já reduzidos (como devem ser e já o são numa forma que parece ajustada) direitos políticos dos militares que, a existir à época, teria impedido as candidaturas dos generais Soares Carneiro e Ramalho Eanes à Presidência da República ou a eleição de Marques Júnior a deputado; e uma concentração perigosamente exagerada de poderes no CEMGFA que, parecendo politicamente inconveniente, lhe atribui um vasto e complexo conjunto de funções que muito dificilmente desempenhará satisfatoriamente.
Os efeitos de todas as medidas no moral do pessoal militar são de tal monta que foi atingido um nível de desmotivação nunca alcançado desde a situação de crise que antecedeu e conduziu à revolta de 25 de Abril de 1974, embora num contexto e por motivos bem diferentes. Estes efeitos estão a provocar a frustração/indignação de muitos dos nossos melhores quadros, parte dos quais, concluindo que a sua carreira perdeu os aliciantes que os atraíram, está a pensar abandonar as fileiras, tendo alguns já abandonado, com maior incidência nas especialidades disputadas por empresas civis.
Isto sim é verdadeiramente um “acontecimento histórico” que já se começa a reflectir na redução da nossa capacidade operacional, podendo afectar o cumprimento das missões das Forças Armadas, mais preocupante agora quando há novas ameaças em curso e outras a emergir na Europa, ao mesmo tempo que sobem de grau as que podem surgir a partir do Norte de África e do Médio Oriente.
Não sei se a análise da situação nacional pelo próximo Conselho de Estado incluirá esta questão, mas fazê-lo poderia ser vantajoso para a defesa nacional, a que aliás o Presidente da República, no exercício das suas funções de comandante supremo das Forças Armadas, parece particularmente atento."
general Loureiro dos Santos, com a devida vénia

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A VER VAMOS

"O presidente do Parlamento Europeu anunciou hoje, em Estrasburgo, que recebeu do Ministério Público um pedido de levantamento da imunidade da eurodeputada portuguesa Ana Gomes, na sequência do processo de difamação movido pelo ministro da Defesa.
"Espera-se que o levantamento da imunidade parlamentar possa ser concretizado, o mais rápido possível, de forma a que a eurodeputada Ana Gomes possa ser constituída arguida pelo Ministério Público no processo", acrescentou a fonte, defendendo que "imunidade não pode ser sinónimo de impunidade".
Confrontada hoje com o pedido de levantamento da imunidade parlamentar, que foi remetido para o gabinete de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu, Ana Gomes disse que respeitará a decisão da assembleia, sublinhando que não deixará de expor aquilo que considera serem as "responsabilidades políticas e eventualmente criminais" no processo de subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
Em causa está um processo movido pelo ministro da Defesa português, que apresentou em janeiro passado uma queixa por difamação na sequência de declarações da eurodeputada sobre alegadas ligações entre o seu escritório de advogados e o grupo Martifer, que venceu o concurso público internacional para a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
Em novembro de 2013, em declarações na TVI24, Ana Gomes criticou o processo de subconcessão dos estaleiros e defendeu que "é preciso verificar" eventuais "negócios" entre o escritório de advogados do ministro e o grupo Martifer."

sexta-feira, 27 de junho de 2014

ORA TOMA,MARUJO

Os militares devem ser “apartidários” e isso é fundamental para “o reforço do prestígio das Forças Armadas”. Foi assim que o ministro da Defesa justificou esta quarta-feira uma das alterações que propôs à Lei de Defesa Nacional: que os militares que assumam cargos políticos eletivos sejam expulsos das fileiras.
O assunto foi introduzido na audição do ministro na comissão de Defesa, pela voz dos deputados do PCP e BE, que contestam esta nova limitação de direitos dos militares. Na resposta, José Pedro Aguiar-Branco defendeu que a alteração “não é circunstancial” e que tem a ver com “o prestígio” da instituição.
“Há entre nós uma divergência de fundo relativamente à importância para a estrutura militar. Vou reforçar em cada uma das discussões a bondade da nossa posição”, afirmou o ministro, citando um provérbio popular, “tanto é ladrão quem rouba um milhão como um tostão”. Isto para explicar por que se opõe totalmente a qualquer desempenho de cargo político. É preciso limpar qualquer “estigma e anátema de partidarização”, defendeu, considerando que a Constituição “consagra que os militares devem ser rigorosamente apartidários”.
“Tem que haver uma opção, quem quiser fazer carreira política, faz, quem quiser fazer carreira militar, faz”, insistiu.
A nova Lei de Defesa Nacional aperta as regras para a atividade política por parte dos militares. Segundo a proposta do Governo, que já foi aprovada na generalidade na Assembleia da República, os militares continuam a poder concorrer a eleições, mas caso aceitem o cargo para o qual foram eleitos serão expulsos automaticamente das fileiras.
A nova redação do artigo 33 diz claramente que, no caso de ser assumido cargo político eletivo, “o militar é abatido ao quadro, ficando obrigado a indemnizar o Estado no caso de não ter cumprido o tempo mínimo de serviço efetivo na sua categoria”.
Durante muitos anos, a Lei de Defesa Nacional, permitia que um militar passasse à reserva assim que apresentasse candidatura a um cargo político eletivo. Esta possibilidade chegou a ser usada de forma abusiva como pretexto para a passagem rápida à reserva (antes de cumprir os períodos mínimos de permanência nas Forças Armadas, como determina o Estatuto dos militares). Perante isto, há cerca de dez anos foi feita uma alteração à lei de modo a que a inscrição como candidato a eleições não tivesse quaisquer efeitos sobre a condição militar. A gora, é proposta nova alteração numa altura em que, aliás, é muito raro o caso de militares que se candidatam a eleições.
A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) considera a nova alteração “um retrocesso”. “Que subjaz a tão despropositada iniciativa? O receio de que os militares possam, pela via do voto, afirmar-se como eventual alternativa ao atual estado de coisas?”, questiona. Para a AOFA, trata-se de um direito “irrecusável” a qualquer cidadão e de uma medida inconstitucional. “Permitimo-nos, por isso, perguntar ao senhor ministro: sendo advogado e se candidatasse a um lugar de deputado, achava bem que, se fosse eleito (como já aconteceu) e optando por tomar posse, perdesse todo e qualquer vínculo à sua profissão, inclusive o ser banido da Ordem dos Advogados?”, questionou em comunicado a associação dirigindo-se a José Pedro Aguiar-Branco."
Pergunta:Será que um Militar nunca poderá  ser Ministro da Defesa Nacional?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A DIVISÃO COMEÇA

"Muitos dos deputados da maioria estão em desacordo relativamente à decisão do Ministro da Defesa de encerrar uma escola centenária de excelência
O Governo exigiu disciplina de voto aos do PSD e do CDS na votação de um projecto de recomendação do PCP que visava a suspensão do processo de extinção do Instituto de Odivelas, conferindo assim a esta matéria a importância de “assunto de Estado”!
Pese embora esta imposição, a maioria dividiu-se, com vários grupos de deputados do PSD e do CDS a informarem a mesa da AR de que iriam apresentar declarações de voto, para além das declarações de voto também anunciadas pelas direções das respectivas bancadas.
O desacordo de muitos dos deputados da maioria relativamente à decisão do Ministro da Defesa de encerrar uma escola centenária de excelência, como o Instituto de Odivelas, ficou assim bem expresso.
Trata-se de uma decisão do MDN para a qual não se vislumbra qualquer fundamento racional – o Instituto de Odivelas é das três escolas militares a que tem melhores resultados, figurando nos primeiros lugares do ranking do ensino secundário, a que dispõe de melhores instalações e a que menos encargos tem – e que vai trazer custos acrescidos de milhões de euros ao Estado Português!
As antigas alunas presentes, na última sexta-feira, nas galerias do Parlamento garantiram que continuarão por todos os meios ao seu alcance a lutar pela continuidade da sua Escola."
Maior Tv | Sofia Vaz Serra

terça-feira, 10 de junho de 2014

NADA MAU

Discurso do Presidente da República nas Cerimónias Militares das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Guarda, 10 de junho de 2014
Nesta cidade que fez do granito o seu corpo e alma, que viu atribuída a nobre função de defesa da Nação que se formava, comemoramos hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
A toponímia da Guarda, de origem visigoda, significa vigia e sentinela. Foi essa a grande missão que desempenhou durante séculos, desde os alvores da nacionalidade.
A sua importância, rapidamente reconhecida, desencadeou um conjunto de decisões de povoamento e fortificação que revelam, à época, uma visão estratégica notável, mobilizando a vontade de uma gente determinada em manter a sua terra sob a tutela do reino. Uma vontade e uma determinação sempre confirmadas ao longo da nossa História.
Militares,
Este ano, evocamos o centenário do início da Primeira Grande Guerra. Importa recordar todos aqueles que sucumbiram e se sacrificaram ao serviço da Nação nos campos de Batalha da Flandres, de Angola e de Moçambique, mas cabe também refletir sobre as circunstâncias que rodearam a nossa participação no conflito.
Recordar para entender as gerações que nos precederam, as razões das suas lutas, os caminhos que trilharam e as opções que fizeram. Recordar para aprender com os nossos feitos e os nossos erros, porque o País que ignora a História, que não recorda e não aprende com o seu passado, tende a repetir os mesmos erros no futuro.
A Grande Guerra foi antecedida, na Europa, por um período marcado pelo progresso tecnológico e pela inovação artística e cultural. Alguns chamaram-lhe a “idade dourada da segurança”. Em pouco tempo, esta situação alterou-se, com o desencadear de um conflito mundial que surpreendeu pela sua brutalidade e destruição, dilacerando povos e países.
A eclosão deste conflito encontrou Portugal extremamente fragilizado. Internamente, via-se a braços com uma profunda crise política, económica e social e, externamente, defrontava-se com ameaças aos seus territórios ultramarinos e com a necessidade de reconhecimento e legitimação internacional do novo regime republicano.
A decisão de participar na Guerra foi tomada sem os indispensáveis consensos e sem ter em conta a débil capacidade militar existente.
Um combatente de então retrata bem a realidade da época: “lançado, inesperadamente, numa Guerra que estava longe de prever, o país viu-se em dificuldades, com um exército desprovido de organização apropriada, sem uniformes, sem armamento, sem munições, sem transportes e sem dinheiro”.
A falta de preparação do País para assumir tão importante compromisso refletiu-se, por um lado, no aprontamento apressado do Corpo Expedicionário Português, que ficou conhecido, sugestivamente, como o “Milagre de Tancos”, e, por outro lado, na incapacidade de projetar e apoiar as Tropas portuguesas em França e em África, remetendo-as ao total abandono.
Houve incúria na preparação, alheamento na execução e esquecimento no regresso. As decisões tomadas nos corredores de Lisboa não se revelaram ajustadas, ignoraram os avisados pareceres militares, interferindo abusivamente na ação de comando.
Pode dizer-se que os militares que foram para a Flandres e para África nada tinham senão a coragem.
E foi somente a coragem, a valentia demonstrada pelos soldados no Campo de Batalha que permitiu honrar Portugal com o desfile do seu contingente, ao lado dos aliados, na parada da Vitória sob o Arco do Triunfo e que permitiu a salvaguarda das possessões ultramarinas.
Portugueses,
A memória da Grande Guerra deve constituir-se num tributo ao sacrifício, ao valor e ao caráter do combatente português que, em França, em África, e nas “trincheiras do tempo”, à Pátria tudo deu.
Portugal e os Portugueses têm uma dívida de gratidão e não podem, não devem esquecer aqueles que, ao longo de quase nove séculos, em seu nome combateram e em seu nome morreram.
Combater é um ato supremo de cidadania. Nunca é demais recordá-lo. É por isso que, mais uma vez, nas celebrações do Dia de Portugal, rendemos homenagem aos antigos combatentes aqui presentes, dando público testemunho da consideração e do respeito que nos merecem.
Portugueses,
Este centenário deve, também, constituir-se para a Europa e para o Mundo como um momento de reflexão sobre os rumos e as opções que diariamente se assumem.
Assiste-se hoje a uma perigosa indiferença perante importantes questões de segurança, negligenciando-se as causas geradoras de conflitos, nomeadamente o recrudescimento dos nacionalismos e a irrupção das tendências separatistas.
Os recentes acontecimentos no Mundo e, em particular, na Europa aí estão para o comprovar.
A reflexão que nos merece esta página da nossa História é que a segurança e a paz não são dados adquiridos. Dependem da vontade e das decisões de terceiros e da confluência de circunstâncias várias.
Em termos nacionais, é essencial a existência de Forças Armadas prontas e preparadas para servir o País, com uma capacidade de resposta adequada e assente na eficácia da organização, na qualidade dos equipamentos e na motivação dos seus quadros e tropas.
A complexidade do processo obriga a uma preparação rigorosa e demorada. Os Exércitos não se improvisam. Preparam-se.
Militares,
O Portugal de hoje continua a bater-se pelos valores da Paz, da Liberdade e da Democracia e a transportar, além-fronteiras, o código moral, a competência e o profissionalismo dos seus militares, qualidades amplamente reconhecidas e elogiadas pelos nossos parceiros e aliados, o que constitui fator de credibilidade e de prestígio para o País.
Mantendo-se embora a missão primária da defesa de Portugal e dos Portugueses, a segurança e os interesses do Estado afirmam-se, atualmente, longe das fronteiras tradicionais, nas alianças e organizações internacionais de segurança coletiva, realidade que nos traz responsabilidades acrescidas.
Sob pena de nos tornarmos um parceiro dispensável e irrelevante na cena internacional onde se joga o nosso futuro e o nosso desenvolvimento, a nossa participação requer a existência de meios e recursos que evitem a degradação das capacidades existentes e que permitam assegurar os necessários níveis de operacionalidade.
Neste quadro, e como afirmei recentemente, identificam-se duas importantes áreas de atuação.
Uma, a salvaguarda da capacidade operacional. Portugal precisa de umas Forças Armadas credíveis, coesas e treinadas, capazes de assegurar o cumprimento das suas missões dentro e fora do território nacional.
A outra, as pessoas. Porque é nelas que reside a força, a determinação e o culto dos valores nacionais das Forças Armadas. É sobre elas que recai a responsabilidade do exercício da função e que se fazem sentir as maiores dificuldades. É por isso que a ação de comando deve ser centrada nas pessoas, dando especial atenção aos problemas concretos dos militares.
Pela sua importância e pelos reflexos na coesão, no moral e na disciplina, é legítima a expectativa dos militares quanto ao processo de instalação do Hospital das Forças Armadas e, também, quanto ao resultado do trabalho conjunto, entre os Chefes Militares e a tutela, em relação à proposta de revisão do seu Estatuto.
Militares,
O alto sentido do dever, o espírito de serviço e a total disponibilidade das Forças Armadas no cumprimento das suas missões honram o seu passado e as suas tradições, creditando-as como uma das instituições nacionais mais prestigiadas e em que os Portugueses mais confiam.
Como Comandante Supremo das Forças Armadas, reafirmo, perante os Portugueses, a minha confiança nos homens e nas mulheres que servem na Instituição Militar. Incentivo-vos a partilhar a vossa força, o vosso vigor e entusiasmo, em nome de um futuro de esperança.
Portugal precisa de todos. Portugal precisa das suas Forças Armadas.
Obrigado.

sábado, 24 de maio de 2014

AGUENTA MARUJO

"Um Falcon da Força Aérea levou, na quarta-feira, o ministro da Defesa da Tunísia a casa, depois deste ter perdido o voo comercial quando terminou a visita de três dias a Portugal.
O atraso de Ghazi Jeribi deveu-se a um problema de segurança na zona VIP do aeroporto de Lisboa. O detetor de metais apitou quando o ministro tunisino ia a passar no aparelho e, perante a insistência do funcionário de serviço para revistar o ministro, este recusou. Gerou-se, então, um impasse que fez com que o tunisino, que estava acompanhado por dois representantes do Governo português (um do Ministério da Defesa e outro do Ministério dos Negócios Estrangeiros), perdesse a hora de embarque no voo comercial, que tinha como destino Madrid.
Perante o sucedido, confirmou o Observador junto do Ministério da Defesa, o Governo português resolveu colocar à disposição de Jeribi um Falcon da Força Aérea (avião a jacto com capacidade para nove pessoas), o que o ministro estrangeiro aceitou, preferindo, então, ir directamente para Tunes, em vez de ir para Madrid. O embarque, às 18h, fez-se pelo aeródromo de trânsito de Figo Maduro, instalações da Força Aérea encostadas ao aeroporto de Lisboa e onde as regras dependem dos militares e os titulares de cargos políticos nunca são sujeitos a controles de segurança.
Este transporte, que ao todo durou cinco horas, teve um custo de cerca de 27.500 euros, uma vez que o valor médio de uma hora de voo de Falcon é de 5.500 euros. A fatura deste serviço será enviada pela Força Aérea ao Ministério de Aguiar-Branco.
O ministro da Defesa da Tunísia, Ghazi Jeribi, esteve de segunda a quarta-feira em Portugal, a convite do homólogo português, José Pedro Aguiar-Branco, e encontrou-se também com o Presidente da República, Cavaco Silva. E tratou-se da primeira visita oficial a Portugal de um ministro deste país, desde a aprovação da nova Constituição tunisina em janeiro deste ano. Durante a visita foi assinado um protocolo bilateral de cooperação entre os Institutos de Defesa Nacional dos dois países."

sexta-feira, 23 de maio de 2014

É PRA JÁ

Governo Nova remodelação pode estar a caminho mas quem cairá?

Poderá estar na calha mais uma remodelação no Executivo de Passos Coelho, de acordo com o avançado pelo jornal Sol. Os ministros na mira para sair poderão ser Nuno Crato, Miguel Poiares Maduro e/ou José Pedro Aguiar-Branco, os governantes menos populares nas respectivas pastas.
POLÍTICA
Nova remodelação pode estar a caminho mas quem cairá?
Isto é dois mais dois são quatro

Há 2 que não sabemos quanto  valerão (e de um deles até gostamos)mas o 3º  nem vale !!!!!


quarta-feira, 14 de maio de 2014

AOFA de FORA

Exmas./Exmos. Senhoras/Senhores Jornalistas
A Associação de Deficientes das Forças Armadas (ADFA) celebra hoje o 40º Aniversário da sua fundação.
Sem que isso ponha em causa as excelentes e fraternas relações que vimos mantendo, a AOFA, embora convidada, não irá estar presente. Razões? Apenas uma: a presença do Ministro da Defesa Nacional (MDN). Porquê? Pela penalização a que vêm sendo sujeitas as Forças Armadas e os Militares, que até têm posto em causa Missões indispensáveis ao País, como é público e notório.
Será que os Oficiais se querem eximir aos sacrifícios a que são submetidos os seus concidadãos, com especial violência nos servidores do Estado (o que inclui os Militares) e nos pensionistas e reformados (o que inclui novamente os Militares)? Não é disso que se trata, pois no Juramento de Honra que fazem perante a Bandeira Nacional manifestam a disposição para sacrificar até a própria vida, se e quando necessário, em Defesa dos Valores e Interesses Nacionais.
Os Oficiais não se conformam com a situação a que o País chegou, nem com a forma iníqua e injusta como os sacrifícios, ainda que se viessem a considerar necessários, são impostos.

No Ofício que enviámos ao Presidente da ADFA são evidentes quer o nosso fraterno relacionamento com os que se deficientaram ao serviço da Pátria, espelho vivo do que é a condição militar, quer as razões porque não vamos estar na sala onde se vai sentar o MD

segunda-feira, 12 de maio de 2014

AOFA-

O CEMFA afirmou (Notícias MSN) que a FA perdeu 60% dos seus comandantes de aeronave, no caso em apreço fazendo com que Porto Santo tenha que ficar a aguardar a chegada de um dos pouquíssimos qualificados no helicóptero NH101, ido do Continente ou dos Açores, para assegurar que se possa acorrer a uma qualquer emergência. O MDN apressou-se a dizer que estava salvaguardada a missão de Busca e Salvamento na Região Autónoma (claro que sem adiantar em que condições), acrescentando que a gestão dos recursos de modo a cumprir as missões competia (neste caso) ao CEMFA. Voltamos a recomendar muito vivamente ao MDN que leia o nosso comunicado sobre a questão dos Pilotos Aviadores, pois explica muito bem porque é que a FA se encontra nesta difícil situação. Entretanto, para além disso, temos que colocar uma pergunta ao MDN (que, por motivos óbvios, nunca terá resposta): então, o MDN (e o Governo a que pertence) reduz drasticamente os recursos colocados à disposição das Chefias Militares, que o mesmo é dizer que lhes retira capacidades, e, depois, “atira-lhes” com as responsabilidades para cima? O MDN ainda não percebeu que a sangria de quadros altamente qualificados das Forças Armadas (os que podem sair e têm um qualquer “instrumento” que lhes permita sobreviver fora delas), tem a ver com a forma como eles são tratados? Já experimentou saber da mágoa com que a esmagadora maioria o faz? O MDN julga que são apenas os oficiais que abandonaram a sala para a qual se dirigia CM, JN), no IESM, a estar preocupados (e indignados) com o que tem sido feito às Forças Armadas e aos militares? O CMG Almeida Moura (no espaço “Os Militares têm a palavra) lembra, a propósito do que se passa e de que a situação vivida na Região Autónoma da Madeira é apenas o pormenor mais visível, o que aconteceu há alguns anos com um avião polaco.
Isto de alguém ter memória é um aborrecimento, para quem, além de tudo o mais, vem pretendendo dar a entender que os militares (ou, pelo menos, alguns deles, como cautelosamente se exprime) querem eximir-se aos sacrifícios a que está sujeita a esmagadora maioria dos seus concidadãos. O MDN poderá perceber melhor (não precisa, mas talvez desista de dar “explicações” desse tipo…) as interrogações que essa esmagadora maioria, entre eles, os militares, vem colocando em relação à justiça e equidade desses sacrifícios se for estando atento às notícias. Assim, se já nos interrogávamos sobre várias coisas (parcerias público privadas, rendas excessivas, swaps, etc.), agora surge um ex-conselheiro (incómodo?) do Presidente da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso (Público) a dizer que as ajudas a Portugal e à Grécia serviram para resgatar os bancos alemães e franceses das enormes dificuldades por que passavam. E isto faz-nos lembrar (outra vez a memória…) das possibilidades que os bancos tinham/têm de ir buscar dinheiro ao BCE, a juros baixos (agora 0,25%) e investi-lo em títulos da dívida pública, obtendo largos proventos.
Uma nota mais, para terminar, sobre a questão da Busca e Salvamento: o MDN não desconhece que essa missão se encontra cometida a Portugal (que até recebe verbas para isso!) e não pode ignorar que se nós não a conseguirmos cumprir outros virão substituir-nos. Para alguns será, apenas, uma singela questão de Soberania. Para nós, militares, não é singela, mas antes, sim, uma questão vital!
Cordialmente,

As Relações Públicas da AOFA

Hoje

SE ele ASSIM O DIZ.....

Aguiar-Branco Houve "alguns poucos generais" que viveram "acima da realidade"

O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, criticou hoje "alguns poucos generais" que disse terem vivido no passado "acima da realidade" dos portugueses, referindo-se a declarações do ex-chefe do Estado-Maior do Exército, Pinto Ramalho.
PAÍS
Houve alguns poucos generais que viveram acima da realidade
Lusa
"A verdade é que alguns poucos generais no passado achavam que podiam viver acima da realidade de todos os portugueses. Durante este período de emergência nacional assim o entendiam também e, portanto, a situação não tem mais expressão que a de alguns poucos generais em relação ao todo dos portugueses", afirmou Aguiar-Branco.
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O semanário Expresso noticiou que mais de uma dezena de oficiais generais, na reserva ou na reforma, abandonou quarta-feira as instalações do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM) como sinal de protesto pela presença do ministro da Defesa no lançamento do último livro do general Loureiro dos Santos.
"Não me prestaria a fazer de plateia, depois de tudo o que ele fez e continua a fazer às Forças Armadas", declarou ao Expresso o ex-Chefe de Estado-Maior General do Exército, Pinto Ramalho, um dos que abandonou o recinto do IESM.
Questionado pela Lusa, à margem da sessão de encerramento do Curso de Defesa Nacional, no Instituto de Defesa Nacional, Lisboa, Aguiar-Branco considerou que o episódio constituiu a expressão de "alguns poucos generais", sublinhando que o país viveu uma situação de emergência e que "alguns poucos" assim não o entenderam.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ATÉ QUE ENFIM

"Mais de uma dezena de oficiais generais abandonou esta quarta-feira as instalações do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM) como sinal de protesto pela presença do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, no lançamento do último livro do general Loureiro dos Santos, "Reflexões sobre Estratégia VII - Tempos de crise".
Os generais, todos eles na reserva ou na reforma, estavam presentes para a referida cerimónia, ao fim da tarde, mas deixaram a sala quando se aperceberam da chegada do ministro e de que ele poderia intervir, o que não chegou a acontecer.
"Não me prestaria a fazer de plateia, depois de tudo o que ele fez e continua a fazer às Forças Armadas", disse ao Expresso o ex-Chefe de Estado-Maior General do Exército, Pinto Ramalho, um dos que abandonou o recinto do IESM.
FA vistas como "passivos incómodos"
Ao intervir, o general Loureiro dos Santos criticou por sua vez a política dos governos europeus por traçarem os dispositivos militares apenas em função de fatores de "sustentabilidade financeira" e de olharem para as Forças Armadas como "passivos incómodos".
É como "se essa sustentabilidade financeira fosse o vetor fundamental a determinar o aparecimento e desenvolvimento das correntes geopolíticas que atingem (os governos europeus) ou podem atingir, nomeadamente com a utilização da força militar", afirmou.
Numa crítica na qual incluiu notoriamente Portugal, Loureiro dos Santos disse ainda que "os governos europeus em geral olharam para as suas Forças Armadas como passivos incómodos, pouco necessários e dispendiosos, em vez de as verem como ativos essenciais, que são importantes instrumentos de política externa e a qualquer momento podem ter de garantir a segurança dos respetivos países".
Reduções até ao absurdo
Segundo o general, foi em nome da sustentabilidade financeira que os governos "reduziram forças, pararam processos de modernização de equipamentos e de armamentos e tornou-se menor o grau de disponibilidade dos existentes, diminuíram os exercícios e treinos, pouparam nos efetivos, por vezes até ao absurdo, e enfraqueceram as condições materiais e morais dos militares, criando-lhes insegurança quanto ao presente e incerteza em relação ao futuro".
Este "inapropriado comportamento" - referiu ainda - "está a conduzir generalizadamente ao aumento cada vez maior da insatisfação dos militares e, como consequência da sua desmotivação"."
E a D. BERTHA?

expresso

segunda-feira, 7 de abril de 2014

EXECUÇÃO DO OE

8 — Fica o Ministério da Defesa Nacional (MDN), relativamente aos contratos de prestação de serviços necessários às atividades estritamente operacionais, dispensado da prévia obtenção do parecer previsto no n.º 4 do artigo 73.º da Lei n.º 83 -C/2013, de 31 de dezembro.
9 — Podem efetuar -se, durante o ano económico de 2014, com recurso a procedimentos de negociação ou ajuste direto, com consulta obrigatória a pelo menos três entidades, até aos limiares comunitários, as despesas com aquisição de bens e serviços destinados aos Deficientes
das Forças Armadas desde que decorram exclusivamente de prescrição médica obrigatória, no âmbito da actividade assistencial desenvolvida pelo Hospital das Forças Armadas (HFAR).
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Artigo 38.º
Gestão financeira do Programa da Defesa
1 — As dotações para missões humanitárias e de paz, bem como dos observadores militares não enquadráveis nestas missões, inscritas no orçamento do MDN, são movimentadas por despacho do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional, prevendo transferências entre capítulos daquele orçamento, com vista a afetar ao Estado -Maior General das Forças Armadas e aos ramos das Forças Armadas os montantes necessários à cobertura dos encargos a incorrer no âmbito das citadas missões.
2 — A dotação inscrita para a Lei do Serviço Militar no orçamento do MDN é movimentada por despacho do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional, prevendo transferências entre capítulos daquele orçamento, com vista a afetar aos ramos das Forças Armadas os montantes necessários à cobertura dos encargos decorrentes das atividades a desenvolver naquele âmbito.
3 — As alterações orçamentais entre capítulos do orçamento do MDN decorrentes da reestruturação dos estabelecimentos fabris das Forças Armadas, das alienações e reafetações dos
imóveis afetos às Forças Armadas e do HFAR, são realizadas por despacho do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional.
4 — A assunção de encargos decorrentes de operações de locação financeira durante o ano de 2014, nos termos do artigo 121.º da Lei n.º 83 -C/2013, de 31 de dezembro, depende de autorização do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional.
5 — Na alienação de imóveis afetos à defesa nacional, o disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 12.º da Lei n.º 83 -C/2013, de 31 de dezembro, não prejudica a aplicação do previsto no n.º 4 do artigo 9.º do Decreto –Lei n.º 32/99, de 5 de fevereiro, alterado pela Lei n.º 131/99, de 28 de agosto, devendo o montante aqui indicado ser previamente deduzido à base de cálculo da percentagem indicada naquela disposição da Lei n.º 83 -C/2013, de 31 de dezembro.
6 — A transferência de verbas para o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas, durante o ano de 2014, prevista no n.º 1 do artigo 22.º da Lei n.º 83 -C/2013, de 31 de dezembro, depende de despacho do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional."

Agradeçendo ao Ex.mo C/Alm. AJNS

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

POR UM TRIZ

"Foi por pouco que os deputados da comissão de Defesa não votaram favoravelmente o pagamento de complementos de pensão a todos os militares que tenham contribuído para o Fundo de Pensões das Forças Armadas, que está em processo de extinção. O decreto-lei em vigor prevê apenas a devolução das contribuições que já foram feitas.
Reunida esta terça-feira no Parlamento, o ponto principal da agenda era precisamente uma série de alterações propostas pelo PCP ao decreto-lei n.º 166-A/2013, que veio extinguir o fundo criado nos anos 1990 por um Governo liderado por Cavaco Silva.
Durante o debate desta terça-feira, sociais-democratas e centristas deixaram clara a intenção de chumbar as alterações propostas pelos comunistas e explicaram porquê.
"Não acompanhamos a análise que é feita. Independentemente dos cortes de pensões, que toda a gente vem tendo, seja na Caixa Geral de Aposentações ou na Segurança Social, esta decisão do Governo é importante para resolver a desorçamentação que este fundo vem sofrendo. Não acompanhamos a apreciação parlamentar do PCP. Votaremos contra", declarou o democrata-cristão João Rebelo, acompanhado também do social-democrata André Pardal, que considerou ainda que as propostas comunistas "não têm grandes efeitos práticos".
Mas até teria se, terminada a votação, o próprio deputado comunista, Jorge Machado, não tivesse alertado o presidente da comissão de Defesa, o social-democrata José Matos Correia, para a aprovação do artigo 8.º. Todos os restantes tinham sido chumbados pela maioria PSD/CDS-PP.
No decreto-lei n.º 166-A/2013, em vigor desde 30 de dezembro do ano passado, no artigo oitavo prevê-se, no número 1, a transferência da responsabilidade dos pagamentos dos complementos de pensão para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e, no número 2, que as dotações orçamentais necessárias com que serão pagos tais complementos são transferidos, todos os anos, do orçamento do Ministério da Defesa para o da CGA.
A proposta dos comunistas, que para quase todos os deputados da comissão de Defesa presentes na reunião não passava de uma alteração da epígrafe - de "transferências de responsabilidades" para "responsabilidades financeiras" -, previa ainda, num único ponto, que "as dotações orçamentais necessárias ao pagamento dos complementos de pensão previstos na presente lei são inscritas anualmente no Orçamento do Ministério da Defesa Nacional".
Desta forma, tal como explicou ao Expresso o comunista Jorge Machado, "era garantido o pagamento dos complementos de pensão, não só aqueles que já estão a receber, mas também todos aqueles já tenham feito descontos para o fundo, respeitando a suas legítimas expectativas de, quando um dia se reformassem, tivessem direito a um complemento de pensão".
"Não foram os militares que criaram este fundo. Foi um governo PSD, com sucessivas responsabilidades de PSD, CDS e PS. A nossa proposta é de completa salvaguarda de quem já está no fundo e de quem tem expectativa de vir a beneficiar do mesmo complemento de pensão para o qual tem vindo a descontar. Que não sejam os militares a pagar os erros de más opções políticas", acrescentou o parlamentar.
Quando os deputados voltaram a votar a alteração ao artigo 8.º proposta pelo PCP, os sociais-democratas, que na primeira votação tinham-se abstido e os socialistas que até tinham votado a favor (só CDS-PP votou contra), juntaram a sua voz à dos centristas. E lá ficou tudo como dantes."


BIG BERTHA

AUTARCAS AÇORIANOS RECEBERAM 400 MIL EUROS ILEGAIS DE ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS

O Tribunal de Contas considerou na segunda-feira ilegal o pagamento de cerca de 400 mil euros a 18 autarcas de São Miguel, entre 2004 e 2012, pela associação de municípios da ilha a título de «senhas de presença».

A conclusão consta do relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC), divulgado, que conclui que, entre março de 2004 e dezembro de 2013, presidentes de câmara e vereadores de cinco municípios receberam 390.850 euros em senhas de presença por deliberação da assembleia intermunicipal da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (AMISM).

A AMISM pagou ainda mais 10.400 euros a autarcas que faziam parte da assembleia intermunicipal e, simultaneamente, do seu conselho de administração.

Relatório do Tribunal de ContasTodos estes pagamentos são ilegais por contrariarem o Estatuto dos Eleitos Locais, que estabelece que os autarcas em regime de permanência não podem ser remunerados pelo exercício de outras funções públicas, afirma o TdC.

O tribunal sublinha que fazer parte dos órgãos sociais da AMISM não é exercer funções autárquicas, as quais são desempenhadas apenas nos órgãos do município em que cada presidente ou vereador foi eleito.

Em resposta a argumentos dos visados apresentados no exercício do contraditório, o TdC insiste em que a AMISM é «uma entidade pública», rejeitando que seja uma «pessoa coletiva de direito privado».

O Tribunal de Contas recomenda à AMISM que promova «a reposição das quantias» em causa e respeite o regime remuneratório dos eleitos locais.

A este propósito, o relatório lembra que a AMISM revogou em fevereiro de 2013 a deliberação que fixava as senhas de presença para os titulares dos órgãos da associação, mas essa decisão «só produz efeitos para o futuro».

O relatório pede ainda ao atual presidente do conselho de administração da AMISM, Ricardo Rodrigues, que informe o Tribunal de Contas, até final de junho, sobre "as medidas tomadas e respetivos resultados" com vista ao acatamento da recomendação de reposição dos valores.

Integravam a AMISM no período em causa cinco dos seis concelhos da ilha de São Miguel: Ponta Delgada, Ribeira Grande, Lagoa, Povoação e Vila Franca do Campo.

Entre os 18 autarcas que receberam estas senhas estão todos os que foram presidentes da câmara naqueles anos, como os ainda titulares do cargo José Manuel Bolieiro (Ponta Delgada), João Ponte (Lagoa) e Carlos Ávila (Povoação).

Também a atual secretária de Estado da Defesa Nacional, Berta Cabral, que foi presidente da Câmara de Ponta Delgada até agosto de 2013, consta da lista elaborada pelo Tribunal de Contas.
Além de recomendar a devolução do dinheiro, o TdC refere que estes pagamentos ilegais são «suscetíveis de gerar responsabilidade financeira sancionatória».

A polémica em torno das senhas da AMISM é conhecida desde janeiro do ano passado, quando o TdC, na sequência de um relatório às contas da AMISM de 2011, determinou a realização desta auditoria.

A 28 de janeiro desse ano, os membros do conselho de administração da AMISM (José Manuel Bolieiro, João Ponte e Ricardo Silva, então autarca da Ribeira Grande) anunciaram que iam abdicar das senhas e devolver os valores recebidos naquele mandato (que terminou em outubro de 2013), considerando que estava em causa a sua «honra e dignidade» enquanto autarcas, escreve a Lusa."

sexta-feira, 28 de março de 2014

MAIS UMA

“As sinergias e o governo comum no futuro Instituto Universitário Militar permitirão às Escolas de Ensino Superior Militar (EESM) ganharem a dimensão e a escala que precisam para afirmarem como instituições de ensino superior de referência”, defendeu Berta Cabral, esta terça-feira, no final de uma vista à Escola Naval, no Alfeite.
Para esta afirmação, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional considerou essenciais “os projetos de investigação que estão a decorrer em todas as academias militares, incluindo a Escola Naval. São projetos importantes para as Forças Armadas mas também para indústria. Daí que as parcerias entre as academias a as empresas desta área sejam essenciais para podermos desenvolver capacidade científica e aplicá-la às necessidades da comunidade em geral”, acrescentou a governante, sublinhando “a importância da Escola Naval para o futuro da Marinha e da Autoridade Marítima, tendo em vista a extensão da plataforma continental e multidisciplinaridade e complementaridade que terá de existir entre os Ramos das Forças Armadas”.
Berta Cabral sintetizou na criação do Instituto Universitário Militar e na “capacitação para termos vigilância e segurança numa área muito mais vasta, que decorrerá da extensão da plataforma continental” como sendo “os desafios para o futuro próximo, que a Escola Naval está pronta a enfrentar”.
A Escola Naval, Estabelecimento de Ensino Superior Público Universitário Militar que forma os oficiais da Marinha Portuguesa, assumiu a atual designação em 1845 mas tem a sua génese na Escola de Sagres, onde o Infante D. Henrique criou as condições para os Descobrimentos, tendo sido criado em 1782 como Academia Real de Guardas Marinhas.
Com 194 alunos, dos quais 15 internacionais, nos cursos de mestrado integrado (19 por cento dos quais femininos), 14 nos cursos de licenciatura e 49 nos cursos pós-graduados, a Escola Naval abarca também o Centro de Investigação Naval (CINAV), responsável por 35 projetos de investigação, em parcerias com diversas universidades, empresas e instituições internacionais.
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Macieira Fragoso, e pelo Comandante da Escola Naval, Contra-Almirante Bastos Ribeiro, que fez a apresentação da Escola Naval logo após a visita à ponte alta, onde foi apreciada a vista panorâmica do Campus Universitário, e antes de uma ronda pelas diferentes valências, incluindo museu, biblioteca, camarata, laboratórios e ginásio.
No simulador de navegação, Berta Cabral assistiu a uma demonstração prática das capacidades que são utilizadas para formação. Os cadetes do 4.º Ano fazem, cada um, pelo menos 100 horas de navegação simulada.

sábado, 22 de março de 2014

ESTA É DE CALIBRE ALTO

Parece que a "última" do ministro aguiar hifen branco é querer que os Militares que tenham qualquer cargo político, provisório necessáriamente, não poderão voltar às Forças Armadas.(DN)

Então e os Juízes? E os Polícias? e os Magistrados ? E o SEF?

Há aqui na CACINE quem bem se tramou por causa disso, mas , mesmo nesse tempo , nunca ninguém se atreveu a ir tão longe.

E , atenção aos Políticos, porque quem mexe nisto terá, certamente dizemos nós, de mexer também nas incompatibilidades dos Ministros, Deputados e outros que tais.

Pode-se ser Deputado e Director de um banco? Pode

Pode-se ser ministro e ter escritório de advocacia aberto? Pode

Sobre a foto......