terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BRAVO CATARINA

Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva,

O meu nome é Catarina Patrício, sou licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, fiz Mestrado em Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sou doutoranda em Ciências da Comunicação também pela FCSH-UNL, projecto de investigação "Dissuasão Visual: Arte, Cinema, Cronopolítica e Guerra em Directo" distinguido com uma bolsa de doutoramento individual da Fundação para a Ciência e Tecnologia. A convite do meu orientador, lecciono uma cadeira numa Universidade. Tenho 30 anos.
Não sinto qualquer orgulho na selecção de futebol nacional. Não fiquei tão pouco impressionada... O futebol é o actual opium do povo que a política sub-repticiamente procura sempre exponenciar. A atribuição da condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique a jogadores de futebol nada tem que ver com "a visão de mundo" (weltanschauung) que Aquele português tinha. A conquista do povo português não é no relvado. Sinto orgulho no meu percurso, tenho trabalhado muito e só agora vejo alguns resultados. Como é que acha que me sinto quando vejo condecorado um jogador de futebol? Depois de tanto trabalho e investimento financeiro em estudos?!! Absolutamente indignada.
Sinto orgulho em muitos dos professores que tive, tanto no ensino secundário como no superior. Sinto orgulho em tantos pensadores e teóricos portugueses que Vossa Excelência deveria condecorar. Essas pessoas sim são brilhantes, são um bom exemplo para o país... fizeram-me e ainda fazem querer ser sempre melhor. Tenho orgulho nos meus jovens colegas de doutoramento pela sua persistência nos estudos, um caminho tortuoso cujos resultados jamais são imediatos, isto numa contemporaneidade que sublinha a imediaticidade. Tenho orgulho até em muitos dos meus alunos, que trabalham durante o dia e com afinco estudam à noite...
São tantos os portugueses a condecorar... e o Senhor Presidente da República condecorou com a distinção de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique jogadores de futebol... e que alcançaram o segundo lugar... que exemplo são para a nação? Carros de luxo, vidas repletas de vaidades... que exemplo são?!

apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,

Catarina

Nota:A CACINE tem a honra e o prazer de conhecer e apreciar esta Artista, que vai ser muito falada e distinguida

NEAR FUTURE

A IR

Depois de ter batido recordes de visitas de cruzeiros no primeiro semestre deste ano com 64 escalas e 56 mil turistas, o arquipélago dos Açores prepara-se para um segundo semestre com os portos a receberem 21 navios em 34 escalas, sendo esperados 34 mil vizitantes.
P&O Cruises, Celebrity Cruises, Princess Cruises, Royal Caribbean, Cunard Line e Norwegian Cruise Line são algumas das companhias que irão visitar o arquipélago, aproveitando o reposicionamento dos seus navios que regressam às Caraíbas para iniciar a temporada de Inverno depois de terem percorrido a Europa durante o Verão.

Let´s go

EX GLORIA

Em 1928 é iniciada a construção do Arsenal do Alfeite, financiada pelas indemnizações alemãs da 1ª Guerra Mundial, após a assinatura do acordo de Versalhes. As obras de construção foram concluídas em Dezembro de 1937 e entrou em plena laboração em 1938, mas só a 3 de Maio de 1939, o Arsenal do Alfeite foi formalmente inaugurado. O Arsenal do Alfeite, criado pelo Decreto-Lei n.º 28 408, de 31 de Dezembro de 1937, foi considerado, então, um dos maiores e melhores apetrechados estabelecimentos do género.
Desde logo o Arsenal do Alfeite iniciou a sua laboração com as reparações dos contratorpedeiros da Armada, "Dão" e "Tâmega", sendo este último, o primeiro navio a atracar no Estaleiro. A par destas reparações, foi iniciada a construção de navios, tendo no próprio dia da inauguração do Estaleiro, sido efectuada a cerimónia de "assentamento da quilha", daquele que viria a ser o 1º navio a ser construído, o navio Hidrográfico "D. João de Castro". Estava assim lançada a actividade do Estaleiro que seria durante muitas décadas uma referência, a nível nacional e internacional, não apenas na construção, reparação e manutenção de navios militares, como também na construção de grandes, médios e pequenos navios mercantes.

Navio hidrográfico
“D. João de Castro”
na Carreira de construção
do AA

As três décadas que se seguiram, os anos 40, 50 e 60 do séc. XX, foram caracterizadas por uma relativamente grande autonomia de gestão, que permitiu ao AA, não só a construção de navios militares e outros, para entidades estatais, tais como : várias classes de Patrulhas (N.P.) e (L.F.P) ; Vedetas de transporte de passageiros ; Batelões de carga ; Rebocadores ; e até um Navio Petroleiro, o "Sam Brás" (1º petroleiro construído em Portugal), mas também contribuir para o desenvolvimento da Marinha Mercante Nacional com a construção de grandes navios para a então designada Soponata (Sociedade Portuguesa de Navios Tanque), os Petroleiros : "Sameiro", "São Mamede", "Erati" e "Gerês", este último, com 191,7 metros de comprimento e 35625 toneladas de Deslocamento, foi até hoje o maior navio construído no AA. De referir também a construção do Cargueiro (Casco) "Beira", para a Companhia Nacional de Navegação. Neste longo período o AA construiu também para Armadores estrangeiros, nomeadamente: do Reino Unido, os Arrastões de Pesca, “Portisham” e "Portaferry"; da Suécia, o navio Petroleiro (Casco) "Hector Heron"; e no final da década de 60, do Liechtenstein, o Iate "Donapila II", projecto do arquitecto português, Jorge de Almeida Araújo.

Foto recente do Iate DONAPILA II

A partir da década de 1970 realizam-se várias obras que permitiram aumentar as capacidades operacionais do Estaleiro, nomeadamente a construção de uma Doca Seca e de uma Doca Flutuante, esta última, construída no AA, destinada principalmente a docar e reparar os submarinos classe “Albacora” da Armada. Submarinos estes para cujas reparações e manutenção, o A.A. formou em França e em Portugal, operários e técnicos com elevado grau de especialização e integrou um serviço dedicado, a IRS (Inspecção de Reparação de Submarinos). Assim, nas décadas de 70 e 80 o aumento da capacidade de docagem permitiu ao Estaleiro realizar as grandes revisões (GR’s) das Fragatas e dos Submarinos, alargando o âmbito da manutenção dos meios navais da Armada, onde se inclui, pela sua importância a grande modernização do Navio Escola “Sagres” em 1988.

Limpeza do casco de um Submarino na Doca Flutuante

Ainda nestas duas décadas o Estaleiro não deixou de realizar algumas grandes obras navais, começando logo no início dos anos setenta pela construção de um Navio Balizador, o “Shultz Xavier”. Mais tarde, em virtude da abertura política verificada com o 25 de Abril de 1974, o Estaleiro alargou mesmo o seu mercado, construindo dois grandes Navios de Carga Refrigerada, o “Dzieci-Polskie” e o “Zyrardów”, para a Polónia. Seguiram-se: uma Lancha de Desembarque Grande (LDG); várias Lanchas de Desembarque Médias (LDM); um "Navio de Pesquisas Oceânicas"; várias Vedetas de Transporte de Passageiros; duas Lanchas salva-vidas; Lanchas de Fiscalização, a classe “Albatroz”; duas Lanchas Hidrográficas, “Andrómeda e “Auriga”.

Navio de Carga Refrigerada

Entre 1990 e a actualidade ocorreram várias reestruturações sendo as mais importantes as que vieram criar novas valências e capacidades ao Estaleiro, como sejam a integração no AA, das Oficinas de Armamento e de Electrónica, a criação e acreditação dos Laboratórios do AA, e também, ao nível da gestão da produção, a melhoria verificada com a implementação, em 1994, do SIAGIP (Sistema Informático de Apoio à Gestão Integrada da Produção). Por outro lado continuou a verificar-se a tendência que já vinha da década anterior, para um significativo e progressivo decréscimo do n.º de trabalhadores e ao nível da gestão, uma maior dependência da hierarquia da M.G.P.. Na década de 90, correspondendo aos superiores interesses da Marinha, o AA assegurou a especialização de trabalhadores, não só em Portugal como no estrangeiro, para a manutenção das Fragatas da classe “Vasco da Gama”, nomeadamente nas áreas da mecânica, electricidade, electrónica e armamento. Apesar de a manutenção dos navios passar a ser preponderante, no que refere ao volume de trabalho, não pode deixar de salientar-se, pela sua importância, os aspectos da construção e inovação tecnológica. Neste âmbito, em simultâneo com as grandes reparações dos navios da Armada, o Estaleiro continuou, como em décadas anteriores, na vanguarda em vários domínios da Construção Naval Nacional, com projectos próprios e tecnologicamente inovadores – protótipos – alguns de alta tecnologia, pela 1ª vez projectados em Portugal. São exemplo as construções das Lanchas de Patrulha Costeira em PRFV (Plástico reforçado a fibra de vidro), a classe “Argos”, com um sistema inovador de lançamento e recolha em movimento, da sua embarcação semi-rígida, Lanchas Patrulha para a República da Guiné-Bissau, projecto misto PRFV/Alumínio, com propulsão por hidrojactos, Lanchas de Patrulha Costeiras em alumínio naval, a classe “Centauro”, duas Lanchas de Fiscalização portuária, a classe “Bolina”, com projecto e manufactura assistidos por computador-CAD/CAM, três Lanchas salva-vidas para o ISN, com “estabilidade náutica” de tipo auto-endireitante. Ainda neste período, refira-se, em meados dos anos 90, o Projecto, parte da construção e aprestamento (à excepção do casco, reconstruído em Aveiro no estaleiro “Ria Marine”) de uma Fragata de Guerra do séc. XIX, a “D. Fernando II e Glória”, realizado no AA com recurso a intensa investigação histórica e consultadoria externa e aprontado para a EXPO 98.

Lancha para a República
da Guiné-Bissau

Como notas gerais, regista-se que, para além das obras próprias o AA realizou durante a sua já longa existência, outros trabalhos dignos de nota, para a Indústria Naval e Metalomecânica Portuguesa, tais como a manufactura de grandes estruturas: enformação de chapa e construção de blocos para superpetroleiros da Lisnave na Margueira; enformação de chapa e blocos para navios construídos em Viana do Castelo; elementos de guindastes ou de pórticos -e.g.: bogis, lança e pernas do pórtico da “Setenave” na Mitrena, etc. ... No que refere à formação, é sabido que ao longo dos últimos setenta anos o AA tem sido uma “Escola” da Industria Naval e da metalomecânica nacional, pois a contribuição dada a essas Industrias, pelos trabalhadores especializados no AA ao longo dos anos, é tão extensa que as suas consequências dificilmente podem ser avaliadas. São apenas alguns exemplos: a deslocação e permanência durante vários anos das décadas de 60 e 70, de uma equipa de mestres do AA, no estaleiro de Viana do Castelo, para formação daquele Estaleiro na construção de navios por blocos, a formação dada por técnicos saídos do AA, nas escolas de formação da Lisnave ou os muitos profissionais das mais diversas áreas tecnológicas, que ingressaram nas indústrias de toda a área metropolitana de Lisboa e cuja formação foi adquirida nas oficinas do estaleiro, ou iniciada na Escola de Formação do AA, criada no início dos anos setenta.

O “Creoula” na Doca Seca

Em 1990 o AA foi agraciado pelo Sr. Presidente da República, Dr. Mário Soares no âmbito do cinquentenário do estaleiro, a Insígnia de Membro Honorário da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial (Classe do Mérito Industrial).

 

Em 2007, a Câmara Municipal de Almada deliberou atribuir ao AA a Insígnia e Medalha de Ouro da Cidade de Almada, a mais alta distinção municipal.

 

Volvidas sete décadas de actividade, o Ministério da Defesa Nacional, através do Decreto-Lei n.º 32/2009, de 5 de Fevereiro, estabeleceu a extinção do Arsenal do Alfeite, com vista à sua empresarialização. Sucede, então, ao “Arsenal do Alfeite”, a Arsenal do Alfeite, S.A., constituída pelo Decreto-Lei n.º 33/2009, de 5 de Fevereiro, constituída com a forma de sociedade anónima, com capitais exclusivamente públicos, a qual integra o cluster naval da EMPORDEF, SGPS, S.A., holding das indústrias de defesa portuguesas cuja actividade consiste na gestão de participações sociais detidas pelo Estado em sociedades ligadas directa ou indirectamente às actividades de defesa, como forma indirecta de exercício de actividades económicas. A Arsenal do Alfeite, S.A. iniciou a sua actividade no dia 1 de Setembro de 2009, tendo na sua génese a necessidade de criação de uma entidade de referência na indústria naval, a nível nacional e internacional, imposta pela evolução tecnológica deste sector industrial.

Nota:Hoje tem um escandaloso contracto obrigado pelo Governo anterior(augusto ernesto santos silva) e custa à gloriosa Armada n vezes mais reparar lá as suas unidades do que em outros locais.
Tenho até duvidas se a autoridade da concorrência não deveria intervir.

sábado, 10 de setembro de 2011

IDIOTAS

Num  programa da SIC (apanhados)) ,  apresentado por um individuo sem qualquer especie de graça (a estação poupava o seu salário e o programa melhorava imenso) , aparece um idiota com um uniforme do Exercito Português a fazer macacadas em frente do mosteiro dos Jerónimos.
Espero que nenhum membro da guarnição da CACINE ali passe, quando estão a gravar tais ofensas ao nosso glorioso Exercito.
O indivíduo em causa merecia apanhar umas chapadas valentes e se possível que fossem gravadas e transmitidas

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

E ESTA?

Esta CACINE precisa de "docar". Já não o faz vai para mais de 5 anos , apesar das diligencias do Comando e de toda a estrutura, mas vá lá que tem sorte porque parece que há navios bem maiores que o não fazem há 8 anos.
Isto é o descalabro completo, se fôr verdade. Nos "velhos " tempos era de 2 em 2 anos....
Mas o pior é que tem de se fazer a docagem, e qualquer outro fabrico no Arsenal do Alfeite, agora fora da Marinha, que tem a exclusividade dos serviços e é muitissimo mais caro que no exterior.Parece, aliás , que é tão caro que não tem clientes, para além de nós.
Isto merece a etiqueta deste post

A IR

Será apresentado na próxima quarta-feira, 14 de Setembro, às 18h30, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo «Paiva Couceiro, Diários, Correspondência e Escritos Dispersos», do historiador Filipe Ribeiro de Meneses (Dom Quixote). situado  A  cerimónia será presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.
No mesmo dia será assinada – pelos netos – a doação ao Estado português do Arquivo Pessoal de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (1861-1944), capitão de artilharia, explorador, combatente e administrador colonial, e um dos líderes das tentativas de restauração monárquica, após a implantação da República. No total são cerca de 40 caixas contendo mais de cinco mil documentos inéditos abarcam o período de1892 a 1956.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ADEUS AMIGO

Apanhado absolutamente de surpresa o Comandante Jorge Meira acabou de nos deixar, de uma forma brutal e totalmente inesperada.

Amigo de peito de Oficiais da guarnição da CACINE deixa-nos imensa saudade e espanto de partir assim.

Deve ter-se rido, na alegria constante que tinha e na sua irradiante simpatia.

Ainda desempenhou cargos civis, depois de deixar a Armada(cap.m.g AN) nomeadamente em grupos farmaceuticos e como chefe de gabinete do grupo parlamentar do CDS.

Ultimamente entretinha-se a conhecer mundo, com sua mulher Madalena.

Um grande abraço Jorge, Amigo

POIS É

Pois pelos dados, o ambiente na Suíça é muito, mas muito, tenso. Trabalhadores consularesn insatisfeitos, professores revoltados, emigrantes a perderem a calma, e tudo isto perante a aparente passividade de Lisboa. É caso para dizer que um embaixador de Portugal, assim, tem a incomodidade de ter de escolher entre mal com El-Rei por amor dos homens, mal com os homens por amor de El-Rei, porque a imagem de Portugal não sai beneficiada não valendo a pena pintar a manta a El-Rei, muito menos aos homens. Veremos. A imprensa local continua a falar do caso, muito crítica, ontem os grevistas e delegação sindical foram recebidos pela MNE suíça, desconhecendo-se por ora o que daí saiu. Mas, para já, impacto nas Necessidades está a ter, pela calada.

O certo é a greve vai prosseguir por tempo indeterminado

Também pelos dados, o ambiente na comunidade é de indisfarçável azedume para com o governo e MNE, reservando para os funcionários em greve atitude de compreensão, mas já com nervosismo e muita irritação a ser notada. A continuar a greve ninguém sabe onde isso vai parar - não estão a ser executados atos consulares vai para duas semanas, e alguns são urgentes.

A juntar à contestação dos funcionários, a situação dos professores é igualmente muito volátil. Veremos também.

Fonte:NV, com devida vénia

terça-feira, 6 de setembro de 2011

POIS É

Em 1970, um cidadão japonês enviou uma carta a uma fábrica de sabonetes de Tókio, reclamando ter adquirido uma caixa de sabonetes que, ao abri-la, estava vazia. A reclamação colocou em marcha todo um programa de gestão administrativa e operacional; os engenheiros da fábrica receberam instruções para desenhar um sistema que impedisse que este problema voltasse a repetir-se. Depois de muita discussão, os engenheiros chegaram ao acordo de que o problema tinha sido desencadeado na cadeia de empacotamento dos sabonetes, onde uma caixinha em movimento não foi cheia com o sabonete respectivo.

Por indicação dos engenheiros desenhou-se e instalou-se uma sofisticada máquina de raios "X" com monitores de alta resolução, operada por dois trabalhadores encarregados de vigiar todas as caixas de sabonete que saíam da linha de empacotamento para que, dessa maneira se assegurasse de que nenhuma ficaria vazia. O custo dessa máquina superou os 250,000 dólares.

Quando a máquina de raios "X" começou a falhar ao fim de cinco meses de ser operada pelos três turnos da empresa, um trabalhador da área de empacotamento pediu emprestado um potente ventilador (ventoinha) de 50 dólares e apenas o apontou na direção da parte final da passadeira transportadora. À medida que as caixinhas avançavam nessa direção, as
que estavam vazias simplesmente saíam voando da linha de empacotamento, por estarem mais leves.

A CÉSAR O QUE É......

Num areal de Porto Santo, Alberto João Jardim de chapéu e tronco nu explicava a perseguição horrível que lhe era movida pela Maçonaria e a internacional socialista, duas sociedades maléficas que sempre viram nele um obstáculo ao domínio e à segurança do império do mal. Heroicamente, Jardim prometeu resistir. Tanto quanto se pôde perceber esta espécie de discurso intransigente e guerreiro foi provocado pela alegação do ministro das Finanças, aliás pacata, de que o governo da Madeira devia ao Estado central 500 milhões de euros. Jardim não negou a dívida, cuja existência não o perturba. O que ele acha imperdoável e provocatório é que lhe peçam o dinheiro e, pior ainda, que se fale nisso em véspera de eleições. Num mundo bem organizado, ninguém se atreveria a incomodar o sereníssimo soberano, que ele julga ser e Lisboa persistentemente nega que ele seja.

Este conflito teórico dura há trinta e cinco anos, sem um resultado visível. Chegou por isso a altura de aproveitar a crise para o resolver. O PS, o CDS e o PSD, em vez de perderem tempo com eleições, podiam perfeitamente organizar um referendo sobre a independência da Madeira. Com certeza que o eleitorado do continente, em troca de não lhe pagar as contas, não negaria ao sr. Jardim a liberdade de se arruinar como ele quisesse e de fazer uma constituição que ele aprovasse (como não aprova a nossa). E com certeza que o eleitorado da Madeira (com a presumível excepção de Vicente Jorge Silva) não negaria ao simpático Jardim o privilégio de gastar tudo o que lhe apetecesse e de combater a Maçonaria e a internacional socialista com o seu espírito borbulhante, até agora contrariado e contido pelos conspiradores de Lisboa.

O que não faz sentido é a situação presente, em que o contribuinte da Ericeira ou da Régua suporta a extravagância, admito que divertida, do sr. Jardim; o governo da República é regularmente injuriado; e a Madeira, quando calha, não cumpre por princípio ou conveniência as leis que lhe chegam de Lisboa. Compreendo que a tribo dos comentadores goste de ter esta ópera cómica ao seu dispor para os momentos de apatia ou depressão aguda. Mas, como a terapêutica custa 500 milhões de euros, convém arranjar um divertimento mais barato. De resto, Jardim envelheceu, começa a perder a popularidade e não mudou o repertório. O espectáculo já não vale a pena. Para ninguém.

NOVO

INSTITUTO dos MARES da LUSOFONIA
Os objectivos principais do Instituto passam por promover o estudo e a realização de trabalhos relacionados com o Mar, seu leito e subsolo, nos espaços sob soberania dos países lusófonos, estimular o intercâmbio entre os cientistas que se expressam em português e contribuir para a criação de iniciativas e projectos conjuntos entre os países lusófonos, nas áreas relacionadas com o Mar.

domingo, 4 de setembro de 2011

E DEPOIS?

En los últimos dos meses, los riesgos que se ciernen sobre la economía mundial han ido incrementándose, provenientes de Estados Unidos y Europa. Esto nos lo han recordado los datos de crecimiento y empleo, pero más claramente las tensiones en los mercados de deuda soberana en Europa, que en menor medida se han trasladado a volatilidades extremas en otros mercados financieros.
Hay riesgo de caer en un círculo vicioso de debilidad cíclica y errores políticos que generen pánico
¿Deberíamos sorprendernos de esa debilidad? El análisis de crisis anteriores ya anticipaba que cabe esperar un crecimiento lento y frágil después de una crisis financiera, que deja a muchas familias y empresas sobreendeudadas, sin apetito por consumir o invertir y también, en muchos casos, al sector público con una elevada carga de deuda.
En efecto, tres años y medio después del inicio de la crisis, ninguno de los países del G-7 ha recuperado los niveles de actividad anteriores al inicio de la misma, mientras los emergentes hace mucho que ya los sobrepasaron.
Frente a esta fragilidad macroeconómica y financiera surgen dos riesgos principales. En primer lugar, la posibilidad de una deflación, muy dañina en el caso de familias, empresas o haciendas altamente endeudadas, al dificultar el relanzamiento del crecimiento y la reducción de esa carga de deuda.
El segundo riesgo, quizá más preocupante aún, es el del menor margen de maniobra de las autoridades para responder a otro periodo de debilidad, que se complica por la pérdida de confianza en la capacidad de los políticos para tomar las medidas adecuadas a ambos lados del Atlántico.
Ambos riesgos recuerdan mucho la situación de Japón desde el estallido de la burbuja en los años noventa del pasado siglo. Y es que es difícil discernir si a las dos últimas décadas de estancamiento ha contribuido más el inmovilismo de las autoridades o el mantenimiento del fantasma de la deflación, si bien obviamente ambos están interrelacionados.
Este es un escenario que es imperativo evitar. En la situación actual corremos un riesgo nada desdeñable de caer en un círculo vicioso de debilidad cíclica, errores -o inacción- de política económica que generen pánico y que se traduzcan en un empeoramiento mayor de los fundamentos de la actividad económica.
Por ello, es necesario apostar más decididamente por la consolidación fiscal en el largo plazo (la más creíble y menos dañina al crecimiento), apoyando la sostenibilidad de los sistemas de jubilación y salud en sociedades que envejecen. Al mismo tiempo es preciso fortalecer aquellas partes de los sistemas financieros que necesitan aún recapitalizarse adecuadamente.
Pero también hay que tratar de facilitar la reducción del peso de la deuda en los agentes sobreendeudados (aunque no incondicionalmente). En Europa eso puede significar, por ejemplo, un esfuerzo más decidido hacia la reducción de la deuda Griega. Por último, es muy importante no olvidar que las políticas de oferta (reformas estructurales) están llamadas necesariamente a ser cada vez más ambiciosas.
Todo ello contribuirá a evitar una "japonización" del Atlántico norte.
Juan M. Ruiz es economista jefe de Escenarios Económicos de BBVA Research.
 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SEMPRE OS MESMOS

O Almirante Victor Gonçalves Brito (que se demitiu de CEO dos Estaleiros de Viana 5 meses após ser nomeado) foi o único que veio agora pôr os dedos na ferida, perante o colapso daqueles estaleiros.
E para além de mencionar o absurdo do modelo de gestão que foi imposto , focou o inenarrável, i.e. as horas de trabalho dos funcionarios.
Diz um "representante dos trabalhadores" que eles compraram essas horas, ao correr dos anos!!!!!!!!!!!!!
Inacreditável.Mas os jornais e as Tv´s pouco ligam a isto.