"...Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma
indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de
caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas
revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva,
poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par , a Grécia e
Portugal". in "As Farpas"
Amanhã lá vai fingir que voa , na Base Aérea de Sintra.
Para quem corta as verbas operacionais do País e não deixa a Marinha participar, pela 1ª vez , na STANAVFORLANT , não deve fazer estas figuras de empenhamento.
Que dê o exemplo e se deixe ficar no gabinete. Ao menos não gasta gasolina
Faz hoje anos , este belo navio, entregue à Marinha em 1969 P1140
Construída
em 1967, no Arsenal do Alfeite ,(provas de recepção em 24-03-1969 até
às de mar em Abril) foi aumentada ao efectivo em 6 de Maio de 1969(Comandante
1º ten.Ernesto Correia dos Santos;Imediato 2º Ten. José Casado Parreira
e Asp.RN José NobreFranco) , de 292.5
tons,48.10 mts, cala 2.05 mts,vel.20.4 nós,autonomia 4400milhas a 12
nós, foi armada com 2 peças Bofors de 40mm, 1 lançador multiplo de 32
foguetes de 37 mm.
Em 29 de Maio embarcou o Presidente da
República, Alm.Américo Thomaz, o CEMA, Alm. Armando de Reboredo ,o
Comandante Naval, Alm. Ferrer Caeiro num dia de navegação até Sesimbra.
Guarnição
3 oficiais, 6 sargentos, 24 praças.
Em 2 de Agosto
de 1969 partiu, juntamente com o NRP CUNENE, para comissão em
Angola(entrou em Luanda em 25 de Agosto) onde permaneceu até 2 de
Fevereiro de 1975 (passando 3 meses em S.Tomé e Principe nos finais de
1973) onde mudou de guarniçao em 1971( Comandante 1º Ten. Carlos
Garoupa; Imediato 2º Ten. Dores Costa e 2º Ten.RN Mendes Alves)
e em 1973 (Comandante 1º Ten. Manuel Pinto Machado;Imediato 2º
Ten. Arménio Cunha e Asp.RN Prazeres Machado depois rendido pelo Asp.RN
João Malheiro de Távora), regressando a Lisboa , com o NRP
MANDOVI , numa viagem de 21 dias , com escalas em Água Grande (S.Tomé) ,
Mindelo-S. Vicente(Cabo Verde), Las Palmas , Funchal, e chegando a 25 de
Fevereiro a S.José de Ribamar
Continua ao serviço e será a última da
sua classe a ser abatida , tendo sido a primeira a entrar.
Restrições orçamentais impedem Marinha de combater pirataria
na Somália
A Marinha Portuguesa não vai participar na missão militar internacional da
NATO de patrulhamento e combate à pirataria, devido a restrições e cortes
orçamentais, segundo o Estado Maior da Armada.
O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, afirmou no início de Março, na
ilha da Madeira, que as Forças Armadas irão sofrer um corte nas verbas na ordem
dos 40 por cento, sem precisar que áreas especificas sofreriam as reduções
financeiras.
O ministro também considerou, na mesma altura, tratar-se de
uma atitude "inteiramente solidária com o esforço nacional de reequilíbrio das
contas públicas, apoio ao crescimento da política no emprego e equilíbrio
orçamental".
"Devido às restrições orçamentais a Marinha Portuguesa não
participará este ano na força naval permanente da NATO (SNMG1 - Standing Nato
Maritime Group 1)", justifica o Estado Maior da Armada numa resposta escrita à
agência Lusa.
É a "primeira vez nas últimas quarto décadas"
que Portugal não vai participar nesta missão da NATO, reforçou o
porta-voz da Marinha, comandante João Barbosa.
O gabinete do Chefe de
Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), contactado pela Lusa, responde
que "não comenta questões orçamentais", porque são definidas pelo poder
político.
Falando sobre o corte de 40 por cento previsto na lei de
programação militar, o ministro da Defesa admitira, em Março, que o Ministério
da Defesa Nacional vai ter de "diferir alguns dos novos projectos e equipamentos
na modernização das Forças Armadas".
A Standing Nato Maritime Group 1 é
um dos dois grupos de navios militares da organização atlântica destacada em
operações de protecção, fiscalização, escolta e combate à pirataria na região da
Somália, além de outras acções militares na zona do mediterrâneo.
A
pirataria marítima aumentou 39 por cento em 2009, registando 406 casos, o número
mais elevado dos últimos seis anos, com a Somália a registar mais de metade dos
ataques, segundo um relatório divulgado no início do ano pelo Centro de
Informação de Pirataria do Departamento Marítimo Internacional.
Pottengal
Mukundan, responsável daquele centro de informação internacional, defendeu que
as "forças navais internacionais desempenham um papel fundamental na prevenção
da pirataria", sobretudo na costa da Somália, sendo "vital que permaneçam na
região".
A SNMG1 foi comandada por Portugal até Janeiro deste ano, sendo
o navio almirante uma das fragatas portuguesas, as quais estiveram envolvidas no
combate directo à pirataria na costa da Somália, com várias intervenções navais
e aéreas que levaram à apreensão de várias armas e à captura de
piratas.
As fragatas "Álvares Cabral" e a "Côrte-Real" foram os dois
vasos de guerra da Marinha Portuguesa que já estiveram a liderar a força da
Aliança Atlântica no combate à pirataria naquela zona do Índicon
Portugal formou cerca de 3000 militares angolanos em 20 anos de cooperação
Portugal formou cerca de 3000 militares angolanos em escolas portuguesas nos 20 anos que leva a cooperação técnico-militar entre os dois países e a vertente da formação é ainda um dos pilares do programa até 2014.
O ministro da Defesa português, Augusto Santos Silva, que se encontra em Luanda para a assinatura do programa-quadro da cooperação técnico-militar para o triénio 2011-2014, explicou hoje aos jornalistas a estrutura deste programa, que poderá já incluir a sua extensão às áreas da indústria e tecnologias militares.
“Como sabem, Angola é uma economia em franco crescimento com efeitos positivos nas exportações portuguesas, é o primeiro mercado extra comunitário para Portugal. Há interesses angolanos em Portugal e portugueses em Angola que testemunham essa nova fase das relações económicas que podem ser estendidas com vantagens mútuas à área da Defesa e segurança”, disse.
Sobre o programa para os anos de 2011 a 2014, Santos Silva explicou-o aos jornalistas, durante um almoço com os elementos da cooperação militar portuguesa, onde estiveram ainda o ministro da Defesa angolano, Cândido Van-Dúnen, e o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas de Angola (CEMGFAA), general Francisco Furtado.
“Dos projectos a ser desenvolvidos entre 2011 e 2014 saliento o projecto de formação de militares angolanos em Portugal, que se desenrola há 20 anos, com 2889 militares angolanos formados em escolas portuguesas, também um segundo projecto, em matéria de saúde, onde mais de 300 militares angolanos foram já tratados em Portugal ao abrigo dos acordos relativos à assistência sanitária”, apontou o ministro português.
“Queremos agora também, com a direcção de saúde das Forças Armadas Angolanas, trabalhar no sentido de as capacitar na vertente essencial que é a saúde”, sublinhou.
E, apontando uma terceira vertente, relativa ao apoio à formação nas escolas militares angolanas, Augusto Santos Silva deu como exemplo o apoio à Escola Superior de Guerra e às academias dos ramos.
“Dois novos projectos de apoio ao Estado-Maior do Exército e da Força Aérea no sentido de prestar assessoria técnica a processos de reforma, organização e gestão do conjunto das FAA tendo em conta que temos (Portugal) uma experiência recente de mudança profunda no sistema de organização das Forças Armadas e podemos oferecer esse perícia técnica aos países que nos são próximos”, frisou.
Santos Silva destacou ainda o projecto de apoio às forças especiais, em que “Portugal tem também mais valias, dada a qualidade das suas forças especiais, sejam elas comandos, fuzileiros ou paraquedistas”.
Nota:Penso que também temos a especialidade politica de como se acaba com os militares , como se desprestigia uma corporação ,como se esquece quem lutou pela Pátria......
A actual crise financeira nacional,
exigiria uma postura exemplar do Governo e Administração Pública de contenção
do despesismo do Estado.
O Programa de Estabilidade e
Crescimento, é uma primeira exigência de sacrifícios aos portugueses, que
afecta particularmente a classe média. Os primeiros sacrifícios pedem-se a quem
tem menos responsabilidades pela situação de uma inaceitável dívida pública e
pelo deficit das contas do Estado.
O Estado não dá qualquer sinal de
contenção do seu sentido despesista.
Persiste-se na política das grandes
obras públicas, particularmente em algumas de muito duvidoso interesse nacional
e com efeitos muito limitados no desenvolvimento económico e na dinamização do
mercado laboral. Em
particular o TGV Lisboa – Madrid,
novas auto-estradas e novas Pontes de travessia do Tejo.
O deficit das contas públicas só poderá
ser alcançado com a redução drástica da despesa corrente do Estado, mas o Governo e a Oposição insistem em manter uma
Administração Publica plena de desperdício e
inoperacionalidade, com inúmeros apêndices de Fundações, Comissões e
Organismos, cujo principal objectivo é o de manter clientelas partidárias bem
remuneradas e toda uma rede de influência e promiscuidade entre a sociedade
empresarial e o Estado.
O
Estado está assim apenas a adiar soluções e a transmitir a toda a população um
sentimento de revolta muito perigoso.
Nenhum dos graves problemas nacionais é
encarado com seriedade e com uma postura de racionalidade pelos actuais
partidos, que sustentam o regime e o sistema político.
- Não é encarada com rigor a contenção
da dívida pública. Prossegue-se a ilusão de viver acima das possibilidades,
gastando muito mais do que se produz.
- Não é encarada com rigor a contenção
da dívida nacional geral.
- Não existe uma política consistente de
contenção do deficit das contas e sobretudo de contenção da despesa corrente do
Estado.
- Não são encarados os bloqueios ao
desenvolvimento económico… Justiça; Educação e Competitividade.
Os actuais partidos dominantes do regime
republicano estão assim a condenar Portugal a uma gravíssima situação
de adiamento de soluções inevitáveis que só podem vir a ocasionar no futuro
próximo uma revolta generalizada de consequências imprevisíveis.
A total dependência nacional perante o
euro, associada a esta incapacidade de encarar com rigor a realidade, só pode
vir a ocasionar a “ ditadura da matemática”, ou seja a imposição tardia de
medidas radicais, impostas pela exigência do rigor das contas públicas e por
medidas políticas de neutralização do descontentamento e revolta da população a
quem foi sonegada a verdade.
Impõem-se assim este alerta público face
à gravidade da situação e a reivindicação das responsabilidades deste regime e
deste sistema político, que através da dominância de atitudes de provincianismo
e de benefícios de mordomias dos seus políticos, estão a destruir todo um sonho
dos portugueses e a assassinar a democracia.
Portugal
recuperará o seu sentido histórico e encontrará de novo o seu projecto de
futuro, pela libertação dos portugueses.
Quando
voltarem a ser os portugueses a assumir o poder de decisão em Portugal.
Quando
os portugueses voltarem a ter a liberdade de governar o seu país.
"O
Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, reafirmou esta
sexta-feira, em Lisboa, acreditar que o primeiro Presidente de
Moçambique independente, Samora Machel, foi assassinado pelo regime do
apartheid sulafricano. Armando Guebuza falava aos jornalistas
moçambicanos numa conferência de imprensa, na capital portuguesa, que
marcou o fim da sua visita de Estado, de dois dias, a Portugal. O
Presidente Guebuza respondia a uma pergunta da AIM sobre a nova versão
da morte de Samora Machel, publicada no livro do jornalista e
historiador português, José Milhazes, lançado na Quinta-feira, em
Lisboa. José Milhazes é actualmente correspondente da Agência Lusa em
Moscovo, capital russa. “Não posso comentar sobre um livro que não li,
não tenho bases para poder comentar. Aquilo que posso reafirmar é que
Samora Machel foi assassinado pelo apartheid”, disse o Chefe do Estado
moçambicano. Cerca de 24 anos após o desastre de Mbuzini,
oficialmente ainda não há conclusões definitivas sobre o que terá
realmente acontecido na fatídica noite de 19 de Outubro de 1986 quando
uma aeronave do tipo “Tupolev-134A”, sob os comandos de uma tripulação
cedida ao governo de Moçambique pela então União Soviética, embateu
contra a região montanhosa dos Libombos, em território sul-africano,
causando a morte de Samora Machel e de outras 33 pessoas que integravam a
comitiva presidencial. Quando ocorreu a queda do avião, Samora
Machel e comitiva regressavam da Zâmbia para Maputo. Contudo, a nova
versão publicada no livro de José Milhazes, diz que queda do avião
“Tupolev-134A” foi causada por desleixo da tripulação soviética da
aeronave. “Não escrevi o livro sobre a nova versão da morte de Samora
Machel para provocar escândalo. Fui buscar o que existe na Rússia” sobre
o caso, sublinhou José Milhazes, falando no acto do lançamento do seu
mais recente livro intitulado “Samora Machel – Atentado ou Acidente?” A obra,
lançada pela Alêtheia Editores, já está a venda em Portugal. “Penso que
consegui responder (a questão do título do livro), pois não se tratou de
um atentado, mas sim de um acidente. O avião caiu devido a um erro
humano, mais propriamente, ao desleixo da tripulação do avião
presidencial, como disse um dos técnicos”, referiu o jornalista.
Contudo, tudo indica que o avião presidencial terá sido desviado para o
território sul-africano por um VOR (instrumento de ajuda à navegação
aérea) falso, colocado por forças do extinto regime do apartheid na
África do Sul. AIM – 02.04.2010
O Ministro da Defesa Nacional (MDN), Augusto Santos Silva, desloca-se a
Luanda, no dia 4 de Maio, onde participará na 12ª Reunião da Comissão
Bilateral Luso-Angolana no Domínio da Defesa. No final desta reunião,
pelas 12h00, será assinado o Programa-Quadro da Cooperação
Técnico-Militar 2011-2014.
O Santa Maria Manuela
era um lugre de 4 mastros construído nos estaleiros da Companhia União Fabril,
em Lisboa durante 1937 no tempo recorde de 60 dias para a Empresa de Pesca de
Viana. O aço da construção, de grande qualidade, destinava-se originalmente a
dois navios de guerra que, por diversas circunstâncias acabaram por se não
construir, sendo finalmente utilizado na construção do Santa Maria Manuela
e do seu irmão gémeo, o Creoula. A
partir daquele ano, realizou dezenas de campanhas de pesca do bacalhau na Terra
Nova e Groenlândia. Em viagem normal navegava com 54 pescadores, 10 moços de
convés, 2 cozinheiros, 3 oficiais de máquinas, 2 oficiais de ponte e capitão.
Podia carregar mais de 12.000 quintais de bacalhau salgado e bem como cerca de
60 toneladas de óleo de figado de bacalhau. Anualmente, durante o Inverno,
era desmastreado sendo revisto todo o seu aparelho fixo e de laborar bem como as
duas andainas de pano. Navegava geralmente a motor e à vela obtendo, assim, a
melhor velocidade e qualidades de manobra. Com mau tempo fazia boa capa podendo,
com bom tempo, alcançar os 12/13 nós de velocidade percorrendo a distância até
Portugal em cerca de 9 dias. A forma do casco do Santa Maria Manuela
é a dos tradicionais lugres à vela da primeira metade deste século utilizados na
pesca do bacalhau que vieram a ser conhecidos internacionalmente no seu conjunto
como a famosa "Portuguese White
Fleet".
Trata-se de um navio de quilha
corrida e leme ordinário no seu prolongamento, grande calado, pequeno pontal e
boca ficando assim com as formas afiadas que apresenta. A proa é de colher,
saindo aí o gurupés. A popa é arredondada com um lançamento acentuado. A borda
falsa é corrida tendo várias portas de mar, buzinas maiores para as espias e
outras mais pequenas para passagem das escotas das extêndulas. O convés é em
tabuado corrido, assente sobre vigas e longarinas, tendo um pequeno desnível a
meia nau, interrompido por vários rufos, 4 mastros e cabrestantes. A Empresa
de Pesca de Viana manteve o navio em actividade até 1962, ano em que o vendeu a
um armador da praça de Aveiro - a Empresa de Pesca Ribau - que ainda operou com
o navio na sua forma original durante alguns anos. No fim da década de
sessenta, o navio iniciou uma fase de importantes transformações sendo-lhe
retirados sucessivamente os mastros, acrescentado um novo convés, uma ponte de
comando e nova motorização. Tais alterações foram ditadas por imperativos de
viabilização económica bem como pelas inovações tecnológicas introduzidas na
pesca do bacalhau tendo, em consequência, sido abandonada a pesca do bacalhau à
linha em doris e introduzido o sistema de redes de emalhar com baleeiras de
alumínio e alador directo do navio bem como o sistemas de "long-line". Em
1993, apesar de todas as transformações sofridas, o navio é considerado obsoleto
sendo abatido por demolição ao registo dos navios de pesca. Em 1994, alguns
membros fundadores da actual Fundação Santa Maria
Manuela unidos pelos mesmos ideais, conscientes do valor dos
salvados na eminência de serem vendidos para o estrangeiro e, com a prestimosa
ajuda do Armador, decidiu comprar toda a sucata de ferro do navio (parte do
casco e alguns equipamentos actualmente no Estaleiro de S.Jacinto, SA em Aveiro)
e iniciar o presente processo de recuperação da réplica do Santa Maria Manuela
segundo o projecto original, de 1937, tendo em vista alcançar os objectivos
estatutários da Fundação.
Características
Comprimento fora a fora:
62,83
m. Comprimento entre perpendiculares:
50,20
m. Boca: 9,9 m. Pontal: 5,94 m. Imersão média:
4,55
m. Deslocamento máximo: 1237 ton. Água doce: 184
m3 Combustível: 80 m3 Motor: Diesel de 150 KW