quarta-feira, 12 de setembro de 2012

OUTRA OPINIÃO


Profissão e formação militar

por JORGE SILVA PAULOHoje

Ninguém sintetizou melhor do que Samuel Huntington (1957) a essência da profissão militar: "A lealdade e a obediência são as mais elevadas virtudes militares. [...] Nas forças armadas só a lealdade militar ao ideal da competência profissional é constante e unificadora. [...] As forças armadas só podem ser os obedientes servidores do Estado e só pode garantir-se o seu controlo civil se estiverem motivadas por ideais militares." (tradução livre)
A obediência é a virtude militar suprema e implica o reconhecimento de uma autoridade; a lealdade implica a boa-fé no discurso e na ação; nenhuma se confunde com fidelidades pessoais nem com seguidismo. A disciplina e as condições físicas e mentais são instrumentais e indispensáveis. Estas e aquelas adquirem-se na educação familiar e na instrução escolar, desejavelmente mais na primeira, pois a segunda, atuando mais tarde, encontra a pessoa menos disponível, quiçá já com vícios.
As organizações e condutas estruturadas, para serem eficazes, exigem obediência, lealdade e disciplina. Para terem longa vida precisam de criatividade e capacidade de mudar, nos planos intelectual e operacional. As especificidades das virtudes determinam a necessidade de encontrar um compromisso virtuoso entre elas. O exemplo é decisivo para a reflexão de cada um e que o conduz ao seu compromisso próprio, que se deseja virtuoso.
Estes serão os pontos nucleares, quase consensuais, da formação militar em abstrato. Ainda são boas razões para manter escolas militares nos ensinos básico e secundário e admitir que a sua frequência constitui uma vantagem na admissão ao ensino superior militar. Mas os vícios interiorizados naqueles níveis de ensino militar, como um doentio espírito de corpo (camaradagem ou cumplicidade?), podem propagar-se mais facilmente ao ensino superior e à vida. Também resulta daqueles pontos que o espírito militar e a condição militar precedem as culturas específicas dos ramos; por isso, podem e devem ser comuns a todos os militares e incutidos numa fase anterior à formação em cada ramo.
A formação no Instituto de Odivelas, no Colégio Militar e, menos, no Instituto dos Pupilos do Exército tem abundantes e consistentes provas da sua qualidade, reveladas nos rankings anuais do ensino, e poucas exceções. Creio que a generalidade das crianças formadas nestas escolas, mesmo as que não seguiram a carreira militar, vieram a inserir-se bem na sociedade; muitas apontam as virtudes cultivadas e os hábitos adquiridos como decisivos no êxito da sua inserção social.
Aos benefícios têm de se contrapor os custos, e quem os suporta. Uma vez que o acesso não se limita a filhos de militares e o ensino é em parte pago pelos encarregados de educação, ficam duas dúvidas: como justificar que o Estado, através da Administração Pública Militar (Exército), cobre por ministrar parte da escolaridade obrigatória, como uma escola privada; e até que ponto está o Estado a subsidiar a alguns atividades além do ensino (seria uma discriminação, logo, ilegal). É crucial distinguir a escolaridade obrigatória (gratuita) dos serviços adicionais, como o internato ou os desportos extras, e deixar as parcelas bem identificadas na contabilidade e na faturação. Mas discordo de subsídio do Estado às atividades além do ensino.
Parece-me inaceitável que estas três escolas estejam inseridas no Exército. Além disso, e no mínimo, não vejo razão para haver duas masculinas (CM e IPE) e muito menos com base em "castas" ou algo afim; as tradições são importantes, mas não justificam tudo, e todas acabam um dia. Quanto ao internato, ele coloca exigências sérias, mas há tecnologia e podem estabelecer-se procedimentos para as resolver bem e a custos aceitáveis - desde que as resistências corporativas, previsíveis e anunciadas, não optem pela edificação sistemática de obstáculos ao processo, lógico, que visa a integração num só colégio para ambos os sexos, sob uma direção central, militar, mas independente dos ramos e com as contas certas.
In DN

terça-feira, 11 de setembro de 2012

AGUENTA MARUJO



A liquidação do Colégio Militar

por MIGUEL FÉLIX ANTÓNIO
Parece estar em curso, de forma consolidada, a execução dos processos que têm como objectivo, ainda que a prazo, o encerramento do Colégio Militar. Pelo menos do Colégio que em 1803 foi criado por António Teixeira Rebelo e que eu na década de 70 do século passado e muitos outros nesta e noutras décadas frequentámos.
Não discuto a legitimidade formal do Governo para avançar para a extinção deste estabelecimento militar de ensino. Mas não deixa de ser curioso que estejamos perante o epílogo do que da matéria constava no Programa com que o Partido Socialista se apresentou aos portugueses na sequência do golpe militar de Abril de 1974.
À época o motivo apresentado para a extinção era a de que se tratava de um colégio elitista!
Bem sabemos que os partidos em muitas coisas acabam por ser todos muito parecidos...
Mas vamos à substância.
As razões, entre outras, que têm sido apresentadas devem ser discutidas:
- Existência de elevados constrangimentos de ordem financeira, por parte do Estado português;
- Diminuição dos candidatos à frequência do Colégio Militar, com a correspondente diminuição das receitas provenientes do pagamento de propinas, e a interpretação, legítima sem dúvida, de que tal decréscimo de concorrentes consubstancia um afastamento e desinteresse pelo Colégio e quiçá pelo que ele representa;
- Reduzido número de alunos que, no final do curso, escolhe como destino profissional as Escolas Superiores de Ensino Militar (Escola Naval, Academia Militar e Academia da Força Aérea).
Não procurando negar factos mais ou menos verdadeiros, importa sobretudo ir à raiz dos problemas e à sua interpretação.
Ao Estado, entre larguíssimas e excessivas funções, cabe promover o ensino e a formação dos jovens, nas suas múltiplas vertentes, e também dignificar os valores que se podem considerar integrantes da identidade nacional.
Penso que poucas dúvidas haverá de que o Colégio Militar é um importante instrumento para o cumprimento de tais objectivos, bem como de que a preparação global dispensada aos seus alunos tem provado nos mais variados sectores e áreas da vida nacional.
Independentemente de ran-kings, também julgo que poucos serão os que sustentam que o Colégio não constitui um bom exemplo para outras escolas do nosso país.
Relativamente aos aspectos de ordem financeira, deve debater-se se é mal empregue o dinheiro gasto num estabelecimento de ensino como o Colégio Militar, mas em contrapartida é bem despendido com o rol, que seria fastidioso enumerar, de organismos públicos e associações privadas de duvidosa utilidade pública pagas pelo Estado, entre as quais estão escolas de ensino superior de duvidosa utilidade, semeadas a eito muitas vezes apenas e só para satisfazer caprichos pessoais e locais, bem como milhares de freguesias e centenas de municípios sem qualquer racionalidade.
Situações transitórias, de emergência económica e financeira como a que vivemos, não devem pôr em causa símbolos da nossa Pátria, como é certamente o caso do Colégio Militar com mais de dois séculos de existência.
No que toca ao argumento, de que cada vez são menos os candidatos à frequência do Colégio Militar, talvez valha a pena saber quais as razões. Será que os poderes públicos têm tomado as medidas tendentes à prestigiação da instituição militar, matéria tão presente nos discursos, mas com fraca materialização na acção política? E esta vertente entronca no debate nacional nunca feito de forma séria sobre a necessidade da existência de Forças Armadas em Portugal.
Quanto ao aspecto de que são poucos os alunos finalistas do Colégio Militar que optam pela carreira das armas, pergunta que deve ser feita é se as competências e qualificações absorvidas durante o curso não são também muito relevantes no desempenho de outro tipo de actividades, da economia às ciências, às artes e à cultura, nas empresas e na administração pública, conforme aliás o comprovam os antigos alunos que se destacaram nesses sectores.
Apesar de tal não constar do Programa do Governo sufragado no Parlamento mais valia que se tivesse a coragem de dizer que este modelo já não serve, retirando as devidas consequências, que deveriam ser o encerramento puro e simples do Colégio Militar.
Bem melhor do que travesti-lo e fazê-lo agonizar durante alguns anos, conforme tudo indica serão as consequências do despacho recentemente publicado em Diário da República sobre o tema.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

BRAVÔ

Fabuloso

ENDOIDOU????


SERÁ QUE O SR. MINISTRO DA DEFESA ENDOIDOU?


Uma das maneiras pelas quais podemos conhecer as pessoas é pela verificação das razões pelas quais se indignam. E sobre o que vamos discorrer, muito pouca gente se indignou e poucos tiveram expressão na Comunicação Social.

O palco foi a Universidade Católica, em Lisboa, corria o dia 4 de Setembro e o evento, a primeira conferência dedicada ao novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN). O licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1980 (agora convém acrescentar estas informações), Dr. Aguiar Branco (AB), que ocupa o cargo de Ministro da Defesa Nacional (MDN), entendeu estar presente e botar discurso.

Já no período de debate,[1] Sua Exª embalado por súbitos frémitos de densidade estratégica insuspeitada, veio defender “uma política de defesa conjunta com Espanha”; questionou “se faz sentido Portugal trabalhar de uma forma diferente do que fez historicamente com Espanha”; defende a “edificação de capacidades militares”; e que “não podemos ter a ilusão de que, sozinhos, vamos ter força para poder ser actores de segurança, já não secundários mas irrelevantes, como é exigível em termos de defesa nacional”.

E ainda perguntou: “Há uma cultura suficientemente forte de partilha interna e com países vizinhos, neste caso a Espanha, para se poder edificar despreconceituosamente e descomplexadamente aquilo que é fundamental para sermos produtores de segurança?” Perceberam?

Pelo meio umas vacuidades inconsistentes que, provavelmente, nem o próprio terá entendido o que disse.

Confesso que já há muito tempo que não lia tão sortido (e perigoso) conjunto de disparates.

Tal justifica a interrogação do título e espoleta, desde já, uma proposta para que a AR legisle no sentido de tornar obrigatório um exame médico e psicológico aturado, a todo o candidato a cargos políticos, sem o que nenhum deles poderia concorrer, muito menos tomar posse. Exame que se repetiria anualmente.[2]

O licenciado AB demonstra com as suas “propostas”, a maior ignorância sobre História, Geopolítica, Geoestratégia, Relações Internacionais, etc., nem tem a menor ideia do que representa um “Exército”.

Já era tempo dos responsáveis políticos deixarem de indigitar para cargos importantes (e o PR aceitar), pessoas impreparadas para os exercerem. Trata-se de uma indignidade social e profissional.

Ora se AB não está preparado para a função – e isso percebeu-se logo, desde o início – bem poderia ter o cuidado de escolher assessores capazes para o acolitarem; ouvir muito e falar pouco e dar, apenas, passos para os quais tenha pé.

Mas não, pelos vistos apanha umas coisas no ar, dá-se conta que na Bélgica ou na Dinamarca (países, aliás, muito parecidos com o nosso), puseram em execução uma ideia qualquer, arranja um adjunto que lhe explica umas siglas em inglês, polvilha tudo com um bocado de imaginação (democrática) e desata a c….  postas!

Julga V. Exª que o estou a desrespeitar? Engano seu, quem se sente agredido sou eu, que jurei bandeira há muitos anos (saberá o que é isso?) e sou oficial do quadro permanente, para agora um militante partidário arvorado em Ministro da Defesa, vir bacorar, insinuando que a Instituição onde servi 27 anos tem que se misturar com a espanhola!

Quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito e não me venha dizer que a sua opinião é respeitável, pois essa de que todos temos que respeitar as opiniões de todos é uma treta do “estupidamente correcto”. E no seu caso é pior, pois tendo um acaso infeliz do destino, feito de si ministro, algumas das opiniões podem não só não ser respeitáveis, como intoleráveis!

Ora diga-me, o senhor é iberista? Quer juntar-se ao seu adversário Mário Lino, quando afirmou na Galiza, em espanholês, e na sua qualidade de ministro, que o governo português prosseguia uma política iberista?[3] Já lhe deixou de ecoar nos tímpanos o grito alarve dessa fraude política chamado Sócrates de “Espanha, Espanha, Espanha”?

Terá sido por estas eventuais ideias, que escolheu um reconhecido membro do “GOL” [4] para presidir ao grupo de trabalho que está a escrever uma proposta de CEDN – dando expressão aos desejos iberistas da segunda metade do século XIX, defendidos por aquela obediência maçónica?

Está à espera que o herdeiro do trono dos Bourbons seja coroado como Filipe VI, para se tornar o Cristóvão de Moura II?

Ou limitou-se a mandar barro à parede como, aparentemente, fez o seu colega António Von Goldman Sachs Borges, com a RTP?

Não lhe chegou ter a “Guardia Civil”, armada, em Lisboa, quando um “distraído” qualquer permitiu que a “Vuelta” a Espanha em bicicleta tivesse início na nossa capital? Ou, já este ano, policias espanhóis terem patrulhado as imediações dos Jerónimos (e outros locais), com a desculpa de prestarem “ajuda” aos turistas que falam castelhano?

Quer ter o obséquio de explicar o que entende por “maiores laços estratégicos” e "edificar capacidades militares conjuntas”?

Vê alguma ameaça no horizonte que nos afecte em conjunto?[5] Algo parecido com o Salado ou o Pacto ibérico de 1939, por ex.? E já reparou que em ambos os casos foram as FAs de ambos os países que se juntaram, em igualdade de termos, para repelirem uma ameaça comum?

Já falou com eles?

Que “maiores laços estratégicos comuns” vislumbra, para além daqueles que já temos a nível da NATO e da UE? Será que vai querer ajudar os espanhóis a reaverem Gibraltar e continuar a esquecer Olivença?

Que “capacidades militares conjuntas”? Vai pedir à Armada Espanhola (que sempre teve esse objectivo desde Afonso H.), para ajudar a patrulhar o Mar Português, que os senhores da política miseravelmente abandonaram desde 1976? Ou será só o Espaço Aéreo, agora que, recentemente, “eles” nos acusaram de sermos uma superpotência em termos de gestão desse espaço?

Quer vender os estaleiros de Viana do Castelo ao vizinho do lado, para lhes reforçar a sua poderosa indústria naval (que constrói porta - aviões!) em vez de os manter em mãos portuguesas, pois são estratégicos?

Vai fechar o Campo de Tiro de Alcochete para ficarmos sem um único local para ensaios de armamento e obrigar a Força Aérea a ir fazer tiro Ar-Chão a Espanha?

Vai querer integrar uma das nossas pobres brigadas do Exército na “Divisão Brunete”?

Pensa, por outro lado, que os espanhóis - apesar da Espanha se estar a partir toda e irem ficar pior que nós - vão encerrar a sua escola de pilotagem para virem formar os seus pilotos em Sintra? Acredita nisso?

Os senhores do governo entretêm-se, há mais de 20 anos, a destruir ou a reduzir à ínfima espécie todas as capacidades das FAs – com o silêncio, maioritariamente, não concordante, mas conivente, das chefias das FAs - e agora o senhor queixa-se que “não vamos ter força para ser actores de segurança”?

O senhor ainda não percebeu que as FAs são o principal símbolo e bastião da Soberania, sem o que tudo o mais se desmorona?

Ou será que também é partidário das ideias dessas “máfias” internacionalistas que querem destruir as nações europeias para fazerem uma amálgama não se sabe bem de quê e para quê?

Foram essas as instruções que os seus colegas Moreira da Silva e Luís Amado trouxeram da última reunião, do Grupo de Bilderberg, na Virgínia?[6] Irem-se federando…?

Por tudo isto esta discussão sobre o novo CEDN não faz sentido nenhum, pois esse conceito, de nacional não tem nada! O “conceito” não é para nós, é para outros… O senhor é apenas um dos ingénuos úteis ou é mesmo iniciado na coisa?

Esta discussão pública a que o senhor deu agora início só serve para “épater le bourgeois” e para tentar justificar mais umas facadas na Lei de Programação Militar, no dispositivo, sistemas de forças e efectivos (mantendo todas as missões, é claro). Será que também vai submeter o novo texto aos “troikanos”?

Serve, porém, outrossim para lhe dar alguma visibilidade que agora ganhou, com essas tiradas de mágico, arriscando-se mesmo a que na próxima universidade de verão dos “laranjinhas”, o elevem aos píncaros da Estratégia, por ter superado Aníbal, em Canas; Alexandre, em Gaugamela e, quiçá, Leónidas, nas Termópilas!

Sabe como conseguia poupar tanto esforço inútil e prestar um bom serviço ao país? Eu digo-lhe: bastava reduzir o CEDN a dois parágrafos;

1º Colocar portugueses competentes (isto é que soubessem algo de governação), probos (ou seja, não estivessem lá para tratar de negócios) e patriotas (quer dizer, não enfeudados a “maçonarias” de poder, internacionalista), no Parlamento, no Governo e na PR;

2º Expulsar a “Troika” (no sentido em que é necessário reganhar a soberania plena).

Tudo o que se escrever no CEDN para além disto é despiciendo.

Como fazer isto? Bom, isso não é para se andar a discutir na praça pública.

Apenas se explica o que for de implementar. A verdadeira estratégia – pois que trata de oposição entre unidades políticas – tem sempre uma parte classificada (segredo)…

Se o mandaram atirar barro á parede para verem a reacção, foi uma aposta ganha: conseguiram.

Portugal desaparecer não é opção. Fica avisado.

Brandão Pereira in "Adamastor", 9 de Setembro de 2012, com a devida vénia


APÚLIA

Será que a Marinha não poderá voltar a ficar com a velha Apúlia e tentar, talvez com a ajuda de todos, recuperar esta maravilha para um centro de repouso e lazer do seu pessoal, que tanto merece?????

Temos fotografias degradantes do estado em que aquilo está, mas preferimos colocar aqui esta , mais simpática

domingo, 9 de setembro de 2012

AGUENTA MARUJO

MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)
Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade:
29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €
Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos

Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €


sábado, 8 de setembro de 2012

UMA VERGONHA


 «Portugal Continental foi a sepultar. O funeral foi promovido pelo projecto do Laboratório on-off da Capital Europeia da Cultura.»



Como manifestação humoristica acho de mau gosto...
Como arte acho muito pobre e não a  vislumbro em qualquer momento....
Como parodia chocou-me ver a GNR misturada com tal palhaçada e o Comandante que autorizou tal – força armada e comandada - deverá ser sancionado.
Em qualquer dos casos ....lamentável (ainda agravado  por tudo ser pago com o nosso dinheiro)


http://www.youtube.com/watch?v=6v5OPkOFHL8&hd=1
- «O cortejo fúnebre a rigor, com urna em formato de Portugal e carpideiras, contou com a presença de uma guarda de honra, com elementos da GNR.

O insólito funeral começou na Colina Sagrada, junto à Estátua do rei Fundador e atravessou o Centro Histórico em direcção ao largo do Toural, perante a curiosidade de muitos populares.

O funeral foi o quarto capítulo de um projecto artístico Mais Menos e constituiu uma crítica à forma como a governação do país empurrou Portugal para a actual grave crise financeira.

As cerimónias fúnebres terminaram junto à muralha que lembra ser Guimarães berço da nacionalidade onde os elementos da GNR deram cinco tiros de salva.

Portugal Continental foi a sepultar em local desconhecido.»

Nota 1:Um obrigado ao distinto Oficial General que enviou este post

Nota 2:
 O comandante da GNR de Braga, Mota Gonçalves, foi afastado do cargo na sequência da participação de sete militares numa iniciativa da Capital Europeia da Cultura (CEC). O comando nacional não gostou de ter visto os homens fardados no “funeral de Portugal”, uma performance promovida pelo artista Miguel Januário, tendo decidido exonerar o responsável.

Nota 3: dizem-me hoje, dia 9, que o Coronel Mota Gonçalves está indignado com o castigo, já arranjou excelente advogado e vai recorrer e participar a todas as instâncias.Parece que a "história" é outra....".on dit..."


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MAIS UMA


MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
Gabinete do Ministro
Despacho n.º 11863/2012
As instituições de ensino militar não superior têm sido, ao longo dos
tempos, uma forma das Forças Armadas e do Exército, em particular,
partilharem com a sociedade civil os valores fundamentais que sustentam
a sua cultura e a sua atividade, contribuindo assim para o reforço da
cidadania e da identidade nacional.
Não estando em causa a mais -valia que representa para a Defesa
Nacional e para o país a manutenção de um projeto de ensino militar
não superior, o momento que se atravessa e as transformações sociais
que têm ocorrido em matéria de procura educativa exigem que se encare
o futuro das instituições que lhe dão corpo numa lógica integrada de
otimização de recursos, tendo em vista a coerência do projeto e a sua
eficiência.
Há assim espaço para um projeto educativo assente nas características
da instituição militar que sirva as Forças Armadas e a sociedade
em geral, devendo no entanto ser capaz de se constituir como uma
referência pela sua qualidade, pela excelência dos resultados que atinja
nos seus domínios de atuação e pela eficiência na gestão dos recursos
que mobiliza.
Para o conseguir é necessário adequar os projetos educativos atualmente
existentes, dotando -os de uma configuração organizativa que os
integre, potencie e afirme ainda mais no panorama educativo nacional,
onde têm tido relevância, mas onde podem ocupar um lugar mais ajustado
à dimensão da sua história.
Neste sentido:
Considerando as dificuldades que os Estabelecimentos Militares de
Ensino têm evidenciado para captação de novos alunos, para valores
mais ajustados à sua capacidade instalada, situação perante a qual, no
limite da racionalização, o corpo discente de todos poderia ser integrado
numa única instituição;
Considerando a necessidade de concentrar os investimentos associados
à elevação dos patamares de qualidade que se pretendem para um projeto
educativo desta natureza, alicerçando -os em ganhos de eficiência e na
otimização de recursos:
Aprovo os pressupostos subjacentes à proposta de plano de reestruturação
para os estabelecimentos militares de ensino não superior
apresentada pela equipa por mim nomeada através do despacho
n.º 5588/2012 de 11 de abril, assim como as medidas dele constantes,
visando estas conferir integração e eficiência à oferta educativa destes
estabelecimentos.
Com a implementação destas medidas a oferta educativa de ensino
regular passará a ser progressivamente concentrada no Colégio Militar,
devendo estar finalizada no início do ano letivo de 2015 -2016,
procurando respeitar o princípio da conclusão de cada ciclo de ensino
no estabelecimento onde o mesmo foi iniciado, desde que tal se revele
absoluta e racionalmente necessário.
A oferta educativa assegurada através do Colégio Militar deverá ser
disponibilizada às famílias de uma forma mais flexível no que respeita
aos regimes de frequência, podendo ser alargada ao 1.º ciclo do ensino
básico já a partir do ano letivo de 2013 -2014, caso o projeto a desenvolver
demonstre a necessária sustentabilidade.
Ao Instituto dos Pupilos do Exército caberá, em exclusivo, o
desenvolvimento da oferta educativa de âmbito profissional (ou
de dupla certificação) caso os estudos que vão ser realizados comprovem
que é exequível, assim como social e institucionalmente
justificável.
Com base nesta aprovação e procurando com ela potenciar a qualidade
e a eficiência de gestão deste tipo de ensino, determino a implementação
do plano de medidas anexo ao presente despacho, assim como a constituição
de uma comissão técnica de acompanhamento para monitorizar
e garantir a execução das mesmas.
A constituição desta comissão técnica de acompanhamento deve
atender ao seguinte:
1 — É constituída por sete elementos, dos quais quatro indicados
pelo Ministério da Defesa Nacional, cabendo a um deles a coordenação
dos trabalhos, um pelo Ministério da Educação e Ciência e dois pelo
Exército;
2 — Esta comissão será responsável pelas seguintes ações:
a) Acompanhamento da implementação de todas as medidas, apresentando
relatórios intercalares com uma periodicidade bimestral;
b) Coordenação do estudo de avaliação da oferta educativa de nível
secundário passível de ser ministrada no Colégio Militar no ano letivo
de 2013 -2014 — até dezembro de 2012;
c) Coordenação do estudo de avaliação da oferta educativa de natureza
profissional que pode ser desenvolvida pelo Instituto Pupilos do
Exército — até janeiro de 2013.
3 — Apoio aos trabalhos desta comissão:
a) A DGPRM deverá prestar o apoio técnico necessário à comissão
no âmbito da monitorização da implementação das medidas e do
desenvolvimento dos estudos referidos, assim como nas articulações
com entidades externas à Defesa Nacional que se revelarem
necessárias;
b) O Exército deverá disponibilizar todas as informações que a comissão
técnica necessite para a elaboração dos relatórios intercalares e
dos estudos de reconfiguração da oferta educativa;
c) Os demais organismos da Defesa Nacional deverão prestar todas as
informações, ou apoios de natureza técnica, que esta comissão identifique
como relevantes para a prossecução da sua atividade.
29 de agosto de 2012. — O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro
Correia de Aguiar -Branco.
ANEXO
Plano de Medidas de reconfiguração
dos Estabelecimentos Militares de Ensino
Cronograma Medidas
Até 31 de agosto de 2012. . . 1 — Nomeação da comissão técnica especializada.
Até 31 de dezembro de 2012 2 — Reconfiguração da Direção de Educação em termos de competências e estrutura.
Até 31 de dezembro de 2012 3 — Preparação da integração dos alunos(as) no Colégio Militar no ano letivo de 2013 -2014.
Até 31 de dezembro de 2012 4 — Preparação do processo de abertura do 1.º ciclo do ensino básico no Colégio Militar no ano letivo de 2013 -2014.
Até 28 de fevereiro de 2013 5 — Revisão do projeto pedagógico do Colégio Militar para o ano letivo de 2013 -2014.
Até 31 de maio de 2013 . . . . 6 — Reconfiguração do ensino profissional desenvolvido pelo IPE.
Até 31 de agosto de 2013. . . 7 — Outras medidas.

Nota:O ministro aguiar ifen branco continua a arrasar as Forças Armadas e a Instituição Militar, e só ficará contente quando deixar de haver militares. Só gostava de saber é de onde vêm os complexos que o homem tem

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ESTE ESTÁ......


Portugal sem nenhum navio patrulha operacional


Os três últimos navios patrulha da classe Cacine, com mais de 40 anos de operação e responsáveis pela fiscalização costeira e ribeirinha estão todos parados, disse hoje fonte próxima da Marinha.
O Navio da República Portuguesa (NRP) Zaire encontra-se em terra há vários meses para avaliação e não deverá ser recuperado devido ao seu avançado estado de degradação. Outro NRP, o Cacine, está a ser alvo de manutenção periódica até meados de setembro e o NRP Cuanza, que operava na Madeira, está atracado na Base Naval do Alfeite, desde julho, e aí ficará pelo menos até final do ano.
Devido a esta situação, a Zona Marítima do Norte (ZMN) está sem patrulhamento permanente desde julho, e assim ficará até ao final do ano, confirmou à Lusa fonte oficial da Marinha.
A ZMN vai desde a fronteira com Espanha até Pedrógão, entre a Figueira da Foz e a Nazaré.
A falta dos navios patrulha, também obrigou a Armada a destacar para a Zona Marítima da Madeira (ZMM) o navio balizador "Schultz Xavier". Uma situação também reportada na edição de 21 de julho do jornal da Madeira que dava conta dos problemas estruturais do NRP Cuanza, quando o meio naval operava na Zona Marítima daquela região autónoma.
Dos dez navios patrulha iniciais da classe Cacine restam apenas três, todos com mais de 40 anos de operação.

Fonte TSF e Água aberta no Oceano

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

LES FRANÇAIS....


New Supreme Allied Commander Transformation

The North Atlantic Council has approved the nomination by the President of the French Republic of Air Force General Jean-Paul Paloméros as Supreme Allied Commander Transformation.
General Paloméros is currently serving as the Chief of Staff of the French Air Force. He will take up his new duties at the end of September 2012 at Headquarters Supreme Allied Commander Transformation in Norfolk, Virginia, USA.
General Paloméros will be taking over from Air Force General Stéphane Abrial. Throughout his command, which began in 2009, General Abrial contributed actively to the adaptation of the Atlantic Alliance’s structures, concepts, resources, training assets and defence planning process. The Council wishes to express its deep appreciation to General Abrial, on behalf of the governments of the NATO countries.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

SETEMBRO

Um mês e pêras.......estejam atentos em terra

in:Orey finance

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O QUARTO DA ALVA

Acabei de ler o livro do Comandante Patrício Leitão, "O quarto da alva", da editora "âncora".
A primeira sensação que tive foi de desagrado comigo mesmo, por nada ter feito de semelhante (lembrei depois, o que me deu uma réstia de alívio, os "postais do Ultramar" que publiquei nos Anais do Clube Militar Naval enquanto estava na minha 1ª comissão em África).
Estas 389 páginas são,assim, um exemplo a louvar, a seguir, a tentar imitar, pois acrescentam, e de forma brilhante, um capítulo de vida à história  do empenhamento das Forças Armadas em África.
E a história, normalmente, só é bem contada por quem a tomou na mão, que é o caso do autor, que nos relata, e explica, a sua participação num Destacamento de Fuzileiros Especiais no mato , em isolamento e em combate .O antes, o durante e o depois de uma "Operação" , excelentemente descritos, fazem os leitores ter , finalmente, uma luz sobre o que era um DFE.
De seguida , intercalando com histórias de marinheiro , fala-nos na outra Marinha , a indispensável para todos e que poucos conhecem , com o pormenor necessário à compreensão . Os 5 anos que passou na Missão Hidrográfica de Angola, de Cabinda à Baía dos Tigres , com um salto vigoroso ao esplendor de São Tomé e Príncipe , mostra a grandeza do nosso botão de âncora com o empenho na ciência e na investigação  mesmo nas mais inflamadas porções do território nacional
Acompanhei a narração com a minha memória , pois andei por estes sítios e conheci-os muito bem , e não por os outros da contra-costa , e por isso "vi" os locais, senti os cheiros, provei os sabores e transpirei de novo a saudade de África, que nunca me larga. Teriam ficado ali muito bem umas "cartas" , tanto do Norte de Moçambique , como de toda a fabulosa costa Angolana ....e, já agora a bóia de espera de Caió.
E se ainda há um "para além de..." , o Comandante Leitão aborda, sem quaisquer problemas ou hesitações difíceis temas como os da inacção , da relação com as Chefias longínquas , do reconhecimento das acções individuais e colectivas e de quem as relata e as julga , da deserção , do tratamento e relação de trabalho com os autóctones e da importância dos "guias" e , num todo , do que é a vida de um Militar em tempos de guerra...para além das suas engraçadas e proveitosas ligações onde o fogo eram as setas de Cupido.
Li o livro, no meu sossegado quarto diário "da meia noite ás quatro", tomando algumas notas a lápis de coisas que também vivi ou por algum modo tinham a ver comigo, ou de considerações e dissertações a que dizia "bravô" ou não concordava (raro) e que porventura ajudarão meus Filhos ou Netos a ler melhor esta história.Sim porque isto é uma estória e uma história, cujo narrador e galã nos faz companhia desde a sua saída da Escola Naval, um jovem de 23 anos , até ao 25 de Abril , um Homem , um Herói, um Marinheiro experiente e técnico especialista de uma ciência e arte indispensáveis a um País costeiro
Gostei  e muito .
Felicito , recomendo e fico a meditar se um dia serei capaz de fazer algo parecido.


domingo, 2 de setembro de 2012

A LER


 Com a devida vénia, publicamos a carta de um camarada ao Expresso

Escrevo, não escrevo? Afinal, sem grande empenho, decidi-me a escrever.
Porquê? Leio sempre as «Cartas dos Leitores» e faço-o por duas razões; a primeira para compartilhar outras preocupações e a segunda é para aquilatar dos critérios de quem selecciona as cartas publicadas.
Fazem-se descobertas interessantes, mesmo que de certo modo subjectivas.
A carta do Sr. António Catita (AC) de 2012-08-04 no «Expresso», onde a sua opinião deve ser altamente considerada (outra a 18/8 e de novo a 1/9), trata de «Os Acertos das Contas do Estado» em que justamente, na nossa opinião, considera «inaceitável que a TAP ou a RTP fossem vendidas» e sugere «uma medida que nações poderosas (Estados Unidos, França, Espanha) /adoptaram/…: cortar drasticamente nas missões militares, nas despesas em efetivos e armamentos e, por que não, tentar fazer receita com a venda dos submarinos e outros aparelhos de combate.»
Nada de novo! Repete o exaustivamente veiculado pela Comunicação Social.
Penso que um Jornalismo responsável tentaria esclarecer AC, lembrando que guerras  é o que mais vai acontecendo neste mundo e, pior, que há muito que se prevê que venham a ocorrer e por razões tão actuais como o problema da falta de água. Mas pretextos não faltarão onde convier a inconfessáveis interesses.
Se os poderosos podem diminuir as suas Forças, aos fracos convém, se não puderem aumentá-las, tê-las bem treinadas de modo a não serem pesos mortos nas suas Alianças e em causas internacionais, para que possam invocá-las em extrema causa… nacional.
Cita AC a Espanha cujas FA.s, curiosamente, não cessam de crescer face a inimigos externos que não vislumbramos mas que no assunto da água que de lá nos vem, tem posto o mar onde nos mapas de todo o mundo começa Portugal. Aliás os “nuestros Hermanos” declararam oficialmente, há anos, que além dos quatro submarinos que tinham, estavam dispostos a aumentar, aos 9 (nove) novos submarinos, mais três se Portugal perdesse essa capacidade.
Terá AC a noção da dimensão da nossa ZEE ou da Plataforma Continental (PC - território submerso) que a ONU reconhecerá a Portugal? Dos ilícitos que temos de fiscalizar na ZEE ou das riquezas que, na PC, teremos de vir a defender da cobiça alheia? Ou, já agora, das correspondentes espanholas? Quantos submarinos por Km 2 de mar… espanhol? E de mar … português, actual (ZEE) e futuro(PC)?
E saberá AC como vai a Europa de submarinos?
Das nações europeias tradicionalmente neutras, a Suécia e a Suíça dispõem de F.A.s significativas, modernas e treinadas e os seus cidadãos não se queixam e até têm muito orgulho nelas. A Suíça sendo sede das maiores Companhias de Navegação da Europa (a par da Dinamarca!) é uma Potência Marítima que não tem (ainda) submarinos mas  que tem, ao longo da vida, Serviço Militar… Obrigatório.
Nós não temos Marinha de Comércio, da de pesca é o que se sabe e em termos Navais-Militares, seguindo AC, caminharíamos para um Zero Naval como o do Ultimatum com que, impotentes, os nossos mais antigos Aliados (!) nos usurparam o Mapa Cor-de-Rosa.
A solução económica seria termos três submarinos mas infelizmente não produzimos riqueza para o nosso país ter os que precisa mas apenas para os dois submarinos e para os milhões mal parados dos que, impunes, nos terão defraudado e que, certamente, preocupam AC com toda a razão.
A propósito, no momento em que o «Expresso» publica uma elucidativa «História de Portugal»,  induzir num povo a ideia de que o horror da Guerra nunca mais lhe baterá à porta não será, se ainda existir tal, Crime de Lesa Pátria? Uma dúvida que perpassa o meu espírito.

Rui Manuel Ramalho Ortigão Neves