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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

AO QUE CHEGAMOS


A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) exigiu hoje "esclarecimentos urgentes" sobre o envolvimento de uma força de fuzileiros na operação em
                Odemira, que culminou com a apreensão de três toneladas de haxixe, nove detenções e num morto.
                Em comunicado, a APG/GNR refere que "a constatar-se que houve participação do Destacamento de Ações Especiais da Marinha (DAE) neste incidente, exige
                esclarecimentos urgentes sobre esta situação que, ao que tudo indica é ilegal e, como tal, inaceitável".
                Durante uma conferência de imprensa realizada esta tarde, em que a Polícia Judiciária (PJ) explicou os contornos da operação "Lacerta Lepida", desencadeada na
                zona de Odemira, na Costa Alentejana, o comandante Nobre de Sousa, da Marinha Portuguesa, confirmou a participação de uma força de fuzileiros e de meios
                navais na operação liderada pela PJ.
                "A APG/GNR considera profundamente estranha a forma como aparentemente terá decorrido esta operação, envolvendo elementos da Marinha de Guerra que,
                constitucionalmente está adstrita a funções de defesa nacional, não lhe cabendo em território nacional missões de combate ao crime ou outras intrinsecamente de
                segurança pública, excetuando os casos previstos na lei fundamental", lê-se na nota.
                A APG diz que, tendo em conta as consequências das limitações a que tem estado sujeito o serviço marítimo da GNR, por falta de afetação de verba para
                investimento e para a regular manutenção dos equipamentos, "poder-se-á colocar a questão se não se estará já a ceder a alguns 'apetites' que,
                inconstitucionalmente, tem vindo a público erguer a voz para reclamar funções de segurança pública para a Marinha de Guerra".
                O comunicado salienta que a "falta de vocação da Marinha para gerir as atividades que se desenvolvem no mar territorial português, como a pesca ou mesmo para
                 controlar o tráfico de estupefacientes é uma evidência".




O que se passou?????



GNR e ´fuzas ´ quase aos tiros na operação do Rio Mira                                                       Manuel Carlos Freire
A GNR e a PJ apoiada por fuzileiros da Marinha, desconheciam que ambas tinham efetivos prestes a intervir na operação noturna de combate à droga realizada em
Odemira no fim-de-semana, o que poderia ter resultado num banho de sangue entre forças amigas, garantiram ao DN fontes envolvidas no caso.
Segundo várias fontes devidamente identificadas, a GNR de Sines (com informações obtidas localmente) pediu reforços a Lisboa na sexta-feira, por suspeitar de que
algo iria ocorrer na zona - e, nessa noite, o seu posto de radar no Cabo Sardão detetou uma lancha-voadora a dirigir-se para a costa.
Nesta ação morreu um alegado traficante espanhol (atingido pela hélice de um motor, que quase lhe amputou uma perna), foram detidas nove pessoas (seis
portugueses e três espanhóis) e apreendidas três toneladas de haxixe.
A Guarda confirmou oficialmente ao DN que preparou o seu dispositivo operacional, reunindo e concentrando meios humanos e materiais significativos, para fazer
face a um desembarque de droga numa área da sua competência e responsabilidade territorial Cercada0l. 00de sábado, ao abordar uma viatura aparentemente
suspeita verificou-se que era conduzida por um inspetor da P1, sendo a GNR surpreendida com uma operação em curso da Judiciária e com apoio de meios da
Marinha de Guerra, dos Fuzileiros e de uma aeronave da Força Aérea
No terreno, quando a GNR detetou outra lancha (uma das duas usadas pelos fuzileiros, pois a primeira tinha encalhado) a subir o rio Mira, desconhecia que era
ocupada pelos militares e sem qualquer agente de autoridade (leia-se da PJ a bordo, frisaram as fontes.
Note-se que, segundo a Policia Judiciária, os tiros disparados foram feitos para o ar e pelo dispositivo policial formulação vaga que não exclui disparos feitos pelos
militares.
O certo é que se evitou um banho de sangue caso militares da GNR, por um lado, e fuzileiros e agentes da PJ, do outro, começassem aos tiros durante a noite,
sustentaram várias fontes com experiência em operações daquela natureza.
Fora das fases de planeamento, execução e coordenação da operação Lacerda Lépida , a GNR acabaria por ser chamada pela PJ na fase final (aquando das
interceções e para bloqueios de estradas) assim como a Polícia Marítima, que recolheu as lanchas encalhadas no lodo para manter a segurança do teatro das
operações e a vigilância do material apreendido.
Fontes policiais garantiram que a operação Lacerda Lépida foi planeada para ocorrer no alto-mar (águas internacionais). o que justificou o pedido de colaboração da
Marinha e da Força Aérea: São as entidades com competência e os meios para este tipo de operações de tráfico marítimo internacional, frisou uma das fontes ao
DN.


5 comentários:

Anónimo disse...

Acho graça à etiqueta

Anónimo disse...

Foi o que deu em colocá-los a conduzir embarcações de fiscalização. Já se julgam melhores que a Marinha de Guerra. "Coitados".
O que custa nisto tudo é, e até agora, a Marinha não ter tomado uma posição sobre a ofensa feita á nossa instituição por um sindicalista da GNR.
Fernando Boaventura
SAJ A. REF

Anónimo disse...

Mas alguém , acima do (inexplicável) sindicato da Guarda é responsável por estas coisas, ou não será assim???

Pelo que vi na TV, explicado por um Inspector creio que da PJ, houve uma operação conjunta com a Marinha, ou com os Fuzileiros, programada já há meses.

Olhem, confesso que não sei explicar , mas também não percebo nada

z~e luis

Anónimo disse...

Perdoai a minha ignorância.Os tempos
não vão para gastos,nem tão pouco pa_
ra"desavenças"entre "Espelhos" da Na_
ção.Poque é que não temos uma Guarda
Costeira,como têm a maioria dos ou_
tros países.Não seria a solução óbvia
composta por pessoal treinado e equi_
pado para situações como esta?.
CN

Anónimo disse...

Perdoai a minha ignorância.Os tempos
não vão para gastos,nem tão pouco pa_
ra"desavenças"entre "Espelhos" da Na_
ção.Poque é que não temos uma Guarda
Costeira,como têm a maioria dos ou_
tros países.Não seria a solução óbvia
composta por pessoal treinado e equi_
pado para situações como esta?.
CN