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domingo, 11 de maio de 2014

SÃO ELES QUE DIZEM....

Estudo feito por membros de várias forças de segurança defende a criação de uma Polícia Nacional, composta por GNR, PSP e SEF.
O Ministério da Administração Interna (MAI) recebeu no início deste mês um estudo elaborado por elementos do SEF, da GNR e da PSP e apresentado pelo Sindicato dos Oficiais de Polícia (SOP) e os dados concluem que a fusão entre as três forças de segurança poderia resultar numa poupança anual para o Estado na ordem dos 144,9 milhões de euros.
O documento, a que o i teve acesso, propõe a criação de uma Polícia Nacional que integraria a GNR, a PSP e o SEF - de maneira a extinguir “sobreposições de competências potencialmente geradoras de conflitualidade”, aumentando o número de efectivos disponíveis para o policiamento nas ruas. Ao mesmo tempo, garante o SOP, o novo modelo permitiria alcançar uma poupança de mais de 144,9 milhões de euros, dos quais 111,2 milhões seriam conseguidos através da redução de encargos com salários.
O novo modelo de segurança interna precisaria de seis anos para estar totalmente implementado no terreno, mas logo no final do primeiro ano poderia gerar uma poupança de mais de 81 milhões. Outra das vantagens imediatas sublinhadas pelos autores do estudo passa pela redução dos actuais cargos de chefia para metade: no total, seriam cortados 194 cargos de direcção.
A nova Polícia Nacional, explica a proposta, teria uma direcção nacional, constituída por um director nacional e cinco adjuntos. Seriam depois criadas Unidades Territoriais de Polícia em todo o país e uma Unidade Especial de Polícia (UEP) - que integraria um Corpo de Intervenção, um Grupo de Operações Especiais, um Grupo de Segurança Pessoal, um Centro de Inactivação de Explosivos, um Grupo Operacional Cinotécnico, um Corpo de Controlo Costeiro, um Corpo de Cavalaria e um Corpo de Segurança e Honras de Estado. Actualmente, estas valências já existem, quase todas em duplicado na GNR e na PSP. Cada uma destas unidades especializadas seria integrada nas Unidades Territoriais. No que diz respeito às escolas de polícia, os autores do estudo defendem que só seriam precisas duas: uma para formar oficiais, outra para as restantes carreiras.
O novo modelo implicaria uma diminuição global de quase cinco mil polícias: os actuais 49 303 elementos afectos à segurança interna passariam para apenas 44 692. Mas a redução, de acordo com o que é apresentado no estudo, aconteceria essencialmente nas áreas de suporte e de apoio operacional.
Actualmente, há 11 415 polícias da GNR, da PSP e do SEF em trabalho de secretária ou em funções de apoio, mas esse número, com o modelo proposto ao MAI, desceria para apenas 6804.
Já o número de operacionais no terreno manter-se-ia. Outro dos ganhos defendidos pelo SOP tem a ver com o número de entradas para as três polícias. Actualmente, há uma média de admissões anual da ordem dos mil efectivos e uma média de mil saídas para a pré-reforma. Com a nova estrutura, só seria necessário um ritmo de 800 entradas por ano, passando anualmente 800 elementos à pré-reforma. Em 2011, a PSP, o SEF e a GNR custaram ao erário público mais de 1,7 milhões de euros, o que representou 86,4% do orçamento do MAI.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

PORQUÊ?

Alguém me saberá explicar porque razão o Palácio de Belém (PR) é guardado pelos Militares da GNR e o Palácio de São Bento (AR) é guardado pelos agentes da PSP?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

BRAVO ZULU


O Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) vai poder contar, na próxima época balnear, com 25 pick-ups Amarok que assegurarão, em exclusivo, o patrulhamento das praias portuguesas. Em 2011, a SIVA entregou 14 Amarok ao ISN, numa iniciativa do âmbito do projecto “SeaWatch”, que visa contribuir para a segurança das zonas balneares, através de meios complementares de salvamento, educação e sensibilização cívica.
No próximo mês de Junho, depois de entregues as viaturas ao ISN, a SIVA irá dar formação a cerca de 90 fuzileiros, de forma a familiarizá-los com as características das viaturas que irão ser utilizadas.
Na última época balnear, entre 1 de Junho e 30 de Setembro de 2011, as pick-ups da Volkswagen participaram em 292 assistências balneares, 814 assistências de primeiros socorros e 142 buscas com sucesso de crianças perdidas nas praias, tendo contribuído para que Portugal tivesse sido um dos países do mundo com menores taxas de mortalidade. As reacções positivas a estas pick-ups foram determinantes para a assinatura de um novo protocolo que atribui à Volkswagen Amarok a exclusividade na vigilância e segurança dos banhistas.

quinta-feira, 1 de março de 2012

VERGONHA


Acabou com alguma tensão no ar o “Passeio contra as injustiças” na GNR, organizado esta quinta-feira, em Lisboa, pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG) e a Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG).
Enquanto uma delegação entregava um documento a um assessor do ministro da Administração Interna (MAI), os militares que estavam no Terreiro do Paço, na Praça do Comércio, exaltaram-se e derrubaram a barreira policial montada para chegarem junto à porta do MAI, levando à intervenção da PSP.  

Vítor Ferreira, dirigente da APG, foi um dos que tentou acalmar os ânimos e diz que “é natural que, às vezes, haja algum ânimo mais exaltado”, porque o descontentamento e a desmotivação são grandes.
O “Passeio contra as injustiças” ligou o Largo do Camões à Praça do Comércio e contou com a presença de mais de mil militares da GNR.
A aplicação da nova tabela salarial é um dos principais motivos dos protestos. César Nogueira, vice-presidente da APG, explica que o sistema remuneratório entrou em vigor em 2010, mas só foi aplicado à totalidade dos militares no final do ano passado, e está a criar "injustiças", uma vez que não foram pagos retroactivos e há profissionais com dez anos de serviços que estão a auferir o mesmo salário de outros com um ou dois anos de trabalho.

É o caso de um militar, que pediu o anonimato, que está na GNR há 14 anos a ganhar913 euros, "praticamente o mesmo de camaradas que estão na Guarda há três anos", situação que cria "mal-estar".
O presidente da Associação Nacional de Sargentos da Guarda, José O´Neill, afirmou que não se trata de "aumentar os vencimentos", mas sim do cumprimento da lei.  
Se nada for resolvido da parte do Ministério da Administração Interna, os militares da GNR prometem voltar ao Terreiro do Paço.

Nota:Como se pode ter respeito por este tipo de gente, quando nos mandam parar ou quando lhes solicitamos protecção????

segunda-feira, 21 de março de 2011

E VIVA O SOCIALISMO


GNR prepara fusão de unidades para enfrentar a crise
União das unidades de Acção Fiscal e Controlo Costeiro deve avançar até final do ano. Inclusão de pessoal de outras forças nos quadros está, para já, descartada
O comando da GNR prepara-se para voltar a fundir num só grupo as actuais unidades de Acção Fiscal e de Controlo Costeiro. Trata-se de uma medida de carácter economicista mas que, de início, até chegou a ser pensada numa perspectiva mais abrangente, incluindo algumas valências do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e todo o contingente da Polícia Marítima (PM), que depende do Ministério da Defesa.

A junção da Unidade de Acção Fiscal com a Unidade de Controlo Costeiro ainda não foi oficialmente formalizada mas, de acordo com o que o PÚBLICO apurou, pode vir a concretizar-se até final do ano. A ideia de retomar um modelo que acabou por ser desfeito quando António Costa era ministro da Administração Interna é voltar a conseguir ter no terreno equipas suficientes capazes de gerarem receitas para a GNR. As tarefas de controlo fiscal, a par das do trânsito (antes entregues à Brigada de Trânsito), sempre foram as que maiores proveitos renderam. Com o espartilhamento dos serviços, as receitas decaíram e as dificuldades financeiras acentuaram-se, ao ponto de, em Fevereiro, a GNR ter sentido necessidade de cativar os descontos dos seus efectivos para assegurar o pagamento dos vencimentos.

As chefias da GNR pensaram ainda em incluir no projecto a Polícia Marítima. Tratando-se de uma força que inclui pouco mais de 500 operacionais e que dispõe de equipamento (embarcações) capaz de ser usado em tarefas desempenhadas pela Unidade de Controlo Costeiro, pensou-se que a união dos dois grupos iria servir não só para reforçar os meios existentes, mas também para criar uma equipa ainda mais especializada na fiscalização de embarcações ao longo da costa.

Em declarações ao PÚBLICO, alguns elementos da Associação Sindical da Polícia Marítima entendem que a fusão é, para já, "impossível de concretizar", uma vez que tal "significava perder receitas de milhões" que esta força gera através das operações de fiscalização de embarcações fundeadas e da cobrança de taxas em praias e noutros espaços marítimos.

Quanto à integração de algumas valências do SEF na GNR, a ideia seria aproveitar equipas cuja tarefa passaria por investigar os fluxos migratórios.n
José Bento Amaro

sábado, 13 de novembro de 2010

VEM AÍ O LOBO


Para a cimeira de chefes de Estado e de Governo, que reunirá em Lisboa mais de cinco mil pessoas e trará pela primeira vez a Portugal o presidente norte-americano, Barack Obama, partiram do gabinete do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, várias solicitações para os três ramos.
Fonte ligada à organização da cimeira citada pela Agência Lusa que as bases da Força Aérea Portuguesa estarão disponíveis para receber delegações oficiais e para ter estacionadas várias aeronaves já que "o aeroporto da Portela não tem capacidade para todas estas aeronaves".
O ramo assegurará também a segurança do espaço aéreo português com caças F-16, em conjugação com o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).
Já a Marinha Portuguesa terá, à semelhança de outros eventos deste tipo, um dispositivo com meios da Autoridade Marítima e da esquadra, prevendo-se a utilização de uma fragata - um navio com grande capacidade de comando e controlo (para além de possuírem helicópteros Lynx) -, de mergulhadores, para fiscalização e buscas no rio Tejo, e de lanchas.
Por seu lado, o Exército tem já no terreno vários militares de Engenharia a assegurar terraplanagens para a construção de um heliporto junto à FIL e de um parque para viaturas oficiais da cimeira.
O dispositivo de guerra da informação, proveniente do Regimento de Transmissões, será também "essencial para bloqueio e pesquisa" de eventuais ameaças, disse à agência Lusa o presidente do Observatório para a Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes.
Esta unidade do Exército terá como uma das responsabilidades travar a activação de engenhos explosivos por telefone no perímetro da cimeira.
Apesar de identificar os "grupos anarquistas violentos vindos do estrangeiro" como principal factor de instabilidade durante a cimeira da Aliança Atlântica, José Manuel Anes considerou que a maior ameaça potencial num evento deste tipo e com altas individualidades mundiais provém da "ameaça islamita que tem aumentado nos últimos anos".
Este especialista em questões ligadas ao terrorismo referiu que a articulação entre Forças Armadas e forças de Segurança Interna será um dos desafios colocados à organização portuguesa e, embora reconhecendo resistências na cooperação em determinados casos, Anes sublinhou que "nas situações-limite" os responsáveis portugueses se "portam bem".

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ANGOLA, UÉ


COMUNICADO DE IMPRENSA

A direcção da Rádio despertar vem por esse meio informar que o jornalista António Manuel Jojó, foi vítima de um atentado à sua vida, quando na madrugada do dia 22 de Outubro de 2010 saía do seu local de trabalho dirigindo-se para a sua residência, foi abordado por indivíduos desconhecidos que comentando o seu programa agrediram e esfaquearam no abdómen, deixando-o gravemente ferido.
A direcção da Rádio Despertar manifesta a sua solidariedade para com o jornalista António Manuel Jojó neste momento crítico para a sua saúde, fazendo votos de célere recuperação.
A Rádio Despertar manifesta a sua preocupação pelo estado de insegurança, intimidação e terror a que estão sujeitos os jornalistas. Recorde-se que a menos de dois meses, Alberto Chakussanga, jornalista desta rádio foi barbaramente assassinado em sua residência.
A Rádio Despertar reitera o seu compromisso de informar com rigor e isenção, contribuindo deste modo para uma nação  verdadeiramente democrática e plural.
Luanda, aos 22 de Outubro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

QUE SE FAZ AOS SONHOS?

http://www.youtube.com/watch?v=aTf0h3nobAs

QUE SE FAZ AOS SONHOS?


(Artigo publicado no dia 13 de Janeiro de 1985 no jornal “Diário de Notícias” do Funchal)


EU TIVE UM SONHO

por
Cecílio Gomes da Silva(*)

Traumatizado pelo estado de desertificação das serras do interior da Ilha da Madeira, muito especialmente da região a Norte do Funchal e que constitui as bacias hidrográficas das três ribeiras que confluem para o Funchal, dando-lhe aquela fisiografia de perfeito anfiteatro, aliado a recordações da infância passada junto à margem de uma das mais torrenciais dessas ribeiras – a de Santa Luzia – o  mundo dos meus sonhos é frequentemente tomado por pesadelos sempre ligados às enxurradas invernais e infernais dessa ribeira. Tive um sonho.

Adormecendo ao som do vento e da chuva fustigando o arvoredo do exemplar Bairro dos Olivais Sul onde resido, subia a escadaria do Pico das Pedras, sobranceiro ao Funchal. Nuvens negras apareceram a Sudoeste da cidade, fazendo desaparecer o largo e profundo horizonte, ligando o mar ao céu. Acompanhavam-me dois dos meus irmãos – memórias do tempo da Juventude – em que nós, depois do almoço, íamos a pé, subindo a Ribeira de Santa Luzia e trepando até à Alegria por alturas da Fundoa, até ao Pico das Pedras, Esteias e Pico Escalvado. Mas no sonho, a meio da escadaria de lascas de pedra, o vento fez-nos parar, obrigando-nos a agarrarmo-nos a uns pinheiros que ladeavam a pequena levada que corria ao lado da escadaria. Lembro-me que corria água em supetões, devido ao grande declive, como nesses velhos tempos. De repente, tudo escureceu. Cordas de água desabaram sobre toda a paisagem que desaparecia rapidamente à nossa volta. O tempo passava e um ruído ensurdecedor, semelhante a uma trovoada, enchia todo o espaço. Quanto durou, é difícil calcular em sonhos. Repentinamente, como começou, tudo parou; as nuvens dissiparam-se, o vento amainou e a luz voltou. Só o ruído continuava cada vez mais cavo e assustador. Olhei para o Sul e qualquer coisa de terrível, dantesco e caótico se me deparou. A Ribeira de Santa Luzia, a Ribeira de S. João e a Ribeira de João Gomes eram três grandes rios, monstruosamente caudalosos e arrasadores. De onde me encontrava via-os transformarem-se numa só torrente de lama, pedras e detritos de toda a ordem. A Ribeira de Santa Luzia, bloqueada por alturas da Ponte Nova – um elevado monturo de pedras, plantas, arames e toda a ordem de entulho fez de tampão ao reduzido canal formado pelas muralhas da Rua 31 de Janeiro e da Rua 5 de Outubro – galgou para um e outro lado em ondas alterosas vermelho acastanhadas, arrasando todos os quarteirões entre a Rua dos Ferreiros na margem direita e a Rua das Hortas na margem esquerda. As águas efervescentes, engrossando cada vez mais em montanhas de vagas espessas, tudo cobriram até à Sé – único edifício de pé. Toda a velha baixa tinha desaparecido debaixo de um fervedouro de água e lama. A Ribeira de João Gomes quase não saiu do seu leito até alturas do Campo da Barca; aí, porém, chocando com as águas vindas da Ribeira de Santa Luzia, soltou pela margem esquerda formando um vasto leito que ia desaguar no Campo Almirante Reis junto ao Forte de S. Tiago. A Ribeira de S. João, interrompida por alturas da Cabouqueira fez da Rua da Carreira o seu novo leito que, transbordando, tudo arrasou até à Avenida Arriaga. Um tumultuoso lençol espumante de lama ia dos pés do Infante D. Henrique à muralha do Forte de S. Tiago. O mar em fúria disputava a terra com as ribeiras. Recordo-me de ver três ilhas no meio daquele turbilhão imenso: o Palácio de S. Lourenço, A torre da Sé e a fortaleza de S. Tiago. Tudo o mais tinha desaparecido – só água lamacenta em turbilhões devastadores.

Acordei encharcado. Não era água, mas suor. Não consegui voltar a adormecer. Acordado o resto da noite por tremenda insónia, resolvi arborizar toda a serra que forma as bacias dessas ribeiras. Continuei a sonhar, desta vez acordado. Quase materializei a imaginação; via-me por aquelas chapas nuas e erosionadas, com batalhões de homens, mulheres e máquinas, semeando urze e louro, plantando castanheiros, nogueiras, pau-branco e vinháticos; corrigindo as barrocas com pequenas barragens de correcção torrencial, canalizando talvegues, desobstruindo canais. E vi a serra verdejante; a água cristalina deslizar lentamente pelos relvados, saltitando pelos córregos enchendo levadas. Voltei a ouvir os cantares dolentes dos regantes pelos socalcos ubérrimos das vertentes. Foram dois sonhos. Nenhum deles era real; felizmente para o primeiro; infelizmente para o segundo.
Oxalá que nunca se diga que sou profeta. Mas as condições para a concretização do pesadelo existem em grau mais do que suficiente.

Os grandes aluviões são cíclicos na Madeira. Basta lembrar o da Ribeira da Madalena e mais recentemente o da Ribeira de Machico. Aqui, porém, já não é uma ribeira, mas três, qualquer delas com bacias hidrográficas mais amplas e totalmente desarborizadas. Os canais de dejecção praticamente não existem nestas ribeiras e os cones de dejecção etão a níveis mais elevados do que a baixa da cidade. As margens estão obstruídas por vegetação e nalguns troços estão cobertas por arames e trepadeiras. Agradável à vista mas preocupante se as águas as atingirem. Estão criadas todas as condições, a montante e a jusante para uma tragédia de dimensões imprevisíveis (só em sonhos).

Não sei como me classificaria Freud se ouvisse este sonho. Apenas posso afirmar sem necessidade de demonstrações matemáticas que 1 mais 1 são 2, com ou sem computador. O que me deprime, porém, é pensar que o segundo sonho é menos provável de acontecer do que o primeiro.
Dei o alarme – pensem nele

Lisboa, 11 de Dezembro de 1984

(*) Engenheiro Silvicultor


 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DURO de DIZER

A REALIDADE DA TRAGÉDIA MADEIRENSE
"Quando há uma tragédia em quem pensamos? Primeiro nos familiares, depois nos amigos, depois nos vizinhos e nos conhecidos. Foi assim no passado é assim no presente e será assim no futuro. Nestes momentos a imediata preocupação dos cidadãos é salvar, ajudar, reconstruir, recomeçar. Não há espaço para mais nada. Indefesas, inseguras, intranquilas, incrédulas, as pessoas ficam alheias e distantes de discursos, de declarações, de polémicas. É ainda nestes momentos que as ondas de solidariedade se erguem e que os adversários fazem tréguas. Dir – se – ia que o egoísmo desaparece e que o mundo de concórdia e de inter – ajuda surge. A política e o seu combate ficam para segundo plano, sendo quase um crime falar ou erguer a voz sobre questões que não digam exclusivamente respeito ao salvamento de pessoas e bens, à reconstrução de casas, de empresas e de infra – estruturas.
Mas na verdade há quem conhecendo este estado de espírito proceda com aparente parcimónia, e muita inteligência, em sentido contrário. Quem diz não haver lugar nestes momentos para fazer política está simplesmente a fazê – la. A inibição que pretende criar nos seus adversários é apenas o salvo-conduto para poder estar tranquilo, e só, no campo político.
Assistimos a isto mesmo na Madeira, não deixando aliás de ser curioso que Alberto João Jardim atacando os que agora “fazem política”, anuncie ao mesmo tempo ter – se aberto um novo ciclo político para a Região. Percebe – se a sua “jogada”. Por ironia do destino a catástrofe foi o melhor que lhe podia ter sucedido. Estava sem dinheiro, desesperado, sem saber como contentar a clientela, isolado politicamente e ainda sem soluções para o futuro. Os seus problemas desapareceram. Vai receber o que nunca pensou agora ter e vai querer surgir como o “marquês de pombal madeirense”. Não é por acaso que fala de um “novo ciclo político”. Para trás ficarão as centenas de casas clandestinas que permitiu e patrocinou, muitas das quais agora caíram; para trás ficarão as obras que deixou fazer em nome dos votos, em espaços onde nunca deveriam ter sido construídas; para trás ficarão os atentados urbanísticos que cultivou colocando em causa a segurança dos solos; para trás ficará a desflorestação feita sem critério e que agora deixou as águas ainda mais livres para seguirem o seu curso. Para trás ficam, apagadas pela lama, as acções e omissões de um dirigente incapaz, impreparado e incompetente. É uma triste realidade aquela que pode transformar o futuro da Madeira, num desastroso regresso ao passado."
Com a devida vénia não resisto a transcrever o post de Manuel Monteiro no blog" www.arevoltapt.blogspot.com" , tremendamente duro e não sei se justo ou injusto.
Mas mais gente vai falar disto .....

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CONFERÊNCIA


Segurança e economia do mar" debatidos em Aveiro dia 11

"A segurança e a economia do mar" é o tema que o almirante Vieira Matias vai apresentar no seminário que se realiza quinta-feira, dia 11, em Aveiro. A partir das 18horas, no auditório da Assembleia Municipal de Aveiro (edifício da antiga capitania do porto local), esta conferência promove o I Congresso Nacional de Segurança e Defesa "Para uma estratégia de segurança nacional", que se realizará em Lisboa dias 24 e 25 de Junho.

Com entrada livre, o seminário é organizado e patrocinado pela Empordef e pela revista "Segurança e Defesa", entre outros, contando com a colaboração no local da Universidade de Aveiro, da Administração do Porto de Aveiro e do novo Observatório de Segurança Marítima. Esta estrutura inaugurada recentemente pelo ministro da Administração Interna (!!!???...) , Rui Pereira, surgiu agora em Aveiro dados os esforços do Departamento de Tecnologias do Mar do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (Iscia), onde se leccionam licenciaturas em gestão das actividades marítimas e portuárias e segurança comunitária, bem como mestrados em gestão portuária e em segurança, defesa e resolução de conflitos.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

CABINDA, UÉ

Padre Jorge Casimiro Congo.

Bom Homem. Espera-se que tenha hoje entrado (regressado?) em cabinda , pela fronteira do Massabi.

Que nenhum mal lhe aconteça

domingo, 10 de janeiro de 2010

CABINDA, UÉ



COMMUNIQUÉ DE PRESSE N° 198


Au nom du Front de Libération de l’Etat du Cabinda, le président Nzita Tiago Henriques présente tous ses voeux de prospérité et de paix au peuple Cabindais. En lui souhaitant plus de courage et de mobilisation contre l’armée angolaise qui ne cesse de transgresser les droits de tous les cabindais qui sont colonisés par l’Angola depuis plus de 32 ans.La terre du Cabinda appartient au peuple cabindais qui tient à sa souverraineté et surtout à son indépendance. le CABINDA reste militairement occupé par l'ANGOLA qui continue à appliquer sans scrupule une politique de paupérisation, d'extermination et de purification ethnique du peuple Cabindais, à l'indifférence quasi générale de l'opinion internationale. Malgré ses énormes richesses minières, notamment le pétrole (qui rapporte 4 milliards de dollars par an, pillés par les compagnies CHEVRON, TEXACO, Total, A

GIPP
….avec la complicité de l'occupant Angolais), le peuple Cabindais continue à vivre dans une misère atroce.

Le peuple cabindais a sacrifié plusieurs milliers de ses enfants les plus chers pour sa dignité, sa liberté, pour la souverraineté de son territoire afin que tout cabindais puisse vivre libre, avoir droit à l’éducation, construire leur pays et coopérer avec les pays voisins dans la paix. Certains pays africains vont participer le 10 janvier 2010 à la coupe d’Afrique des Nations organisé en Angola et au Cabinda. Les pays africains et la communauté internationale sont au courant de la situation catastrophique qui sévit au Cabinda, qui va accueillir une partie des jeux. Le FLEC informe ne pas être responsable de tout acte rentrant dans le cadre de la lutte contre le colon angolais qui pourrait avoir lieu durant les jeux . Comme vous le savez il y a toujours eu des actions militaires de la part de l’Armée de Libération du Cabinda (FACU) qui ont fait des morts angolais, chinois, brésiliens, cubains etc…

Les pays africains participants à la CAN2010 doivent savoir que le Cabinda est en guerre depuis 1975 et la lutte ne s’arrêtera pas ni avant ni après la CAN… Le peuple a besoin d’être libre et indépendant comme tous les pays qui ont eu droit à leur indépendance. Messieurs les responsables africains le FLEC vous avertit de la situation afin que vous ne soyez pas surpris par l’ambiance de guerre qui sévit au Cabinda et en Angola depuis l’invasion du Cabinda par l’Angola qui n’a aucune frontière avec le Cabinda… L’Angola destabilise et menace toute la région de l’Afrique Centrale à cause de la présence de ses troupes militaires au Cabinda afin d’exploiter son pétrole et ses richesses naturelles. L’Indépendance du Cabinda est l’objectif du peuple et nul ne pourra l’en empêcher afin qu’il soit libre. Le président Nzita salut le courage du peuple cabindais et lui demande de continuer la lutte pour libérer Cabinda du Colon angolais.

Fait au Cabinda le 6 Janvier 2010

a)Nzita Henriques Tiago-Président du FLEC

nota: Pois , mas o ataque assassino não tem perdão

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

BOM EXEMPLO



"DOGS, not recession or unemployment, are the biggest problem facing Denmark this summer, or so you would think from all the fuss about them. At his Liberal party’s summertime get-together on the Faroe Islands, the prime minister, Lars Lokke Rasmussen, solemnly promised a new law to ban aggressive breeds of dog. "We don’t want a society", he said with furrowed brow, "where you cannot go walking with your child or your poodle without risking an attack."[...]"
The Economist

terça-feira, 12 de maio de 2009

PIRATARIA


FANTASTICO

Quero pedir-te desculpa pelo meu prolongado silêncio mas também eu tenho andado aqui às voltas com piratas. Chamemos-lhe assim. Mas talvez ficassem melhor como terroristas, sabotadores, conspiradores, rambos de um filme ao melhor estilo 007. Mete polícia, crime, intriga internacional. Só falta mesmo uma pitada de sexo para a coisa ser em grande. Ainda assim a imprensa tem andado louca. Verdadeiramente.Começou tudo na semana passada. Na pacata terça-feira de Maputo o porta-voz da polícia de Moçambique anuncia ao país e ao mundo que tinham sido presos, junto da barragem de Cahora Bassa, quatro tipos envolvidos numa trama para destruir a “jóia da coroa”, a encher a albufeira de um “produto altamente corrosivo”, capaz de destruir betão e ferro. Objectivo: destruir a barragem que ainda há dois anos os portugueses passaram para Moçambique. Quatro gajos, um deles português.O país entrou em pânico. As embaixada também. E a de Portugal, não me disseram mas imagino, também, tanto mais que a imprensa destacou sempre a presença de um português no meio do grupo terrorista. Um português, um alemão, ex-militar, um piloto-aviador do Botsuana e um profeta da Africa do Sul.E a pacata terça-feira da semana passada ficou assim, do dia para a noite, uma terça-feira negra, ainda mais quando falhou a luz em grande parte de Maputo, se calhar já por causa do atentado na hidroeléctrica. Imaginei as paredes da barragem a ceder, o betão a desfazer-se como um castelo de areia, os metais a derreterem, e aquele produto, saliva do Alien, a comer uma obra a que os moçambicanos chamam, carinhosamente, “a nossa barragem”.Convém dizer-te, caro amigo, que os homens estavam presos havia já 15 dias, desde 21 de Abril. E a polícia, que alarma um país inteiro com a história de um atentado de ficção científica, não tinha interditado a barragem, permitindo que pessoas e animais continuassem a beber água dali, a transbordar de um produto altamente corrosivo, que destrói betão e metal mas é amiga dos estômagos.A mesma polícia que nesses 15 dias não tinha tido ainda tempo de perguntar aos homenzinhos que diabos andavam eles a meter na água. É que se tivesse perguntado eles teriam dito o que disseram aos jornalistas. São adeptos do orgone!Não sabes o que é? Eu também não sabia mas agora posso explicar-te.O orgone é um produto que supostamente cria boa energia e que foi inventado/descoberto por Wilhelm Reich, um cientista que nasceu em 1897 em Dobryzcynica, na actual Ucrânia, e que morreu nos Estados Unidos em 1957. Na prisão, desacreditado pela comunidade científica, que nunca o levou a sério.O homem defendeu até morrer que o orgone é uma energia cósmica e que funciona como princípio orientador da natureza, determinando por exemplo o estado do tempo e até a formação de galáxias.O homem morreu mas as suas crenças permaneceram até hoje e são seguidas por milhares de pessoas no mundo inteiro. Um senhor chamado Don Croft, também cientista, desenvolveu uma forma de converter o orgone existente na atmosfera em orgone positivo e há por aí gente empenhada em disseminar essa energia positiva. Era o que os quatro estavam a fazer na barragem quando foram apanhados. Estão presos há três semanas.O que eles meteram na água foram, em linguagem simples, máquinas de produzir boa energia. São muito simples: um bocadinho de resina, umas aparas de alumínio, e um pequeno cristal de quartzo. Junta-se tudo, deixa-se a resina de polyester secar e aí tens uma bela e lustros máquina de produzir boas energias.Era isto que eles andavam a fazer, a levar boa energia para a barragem. Claro que se a coisa funciona ou não é discutível. Mas já não há dúvidas que a polícia se precipitou em acusá-los de terroristas.E depois… convenhamos… alguém que me explique se existe algum produto neste nosso mundo que metido na água de uma albufeira faça derreter o betão de uma obra concebida, no caso, para aguentar terramotos de grau sete na escala de Richter.Mas devias ver as primeiras páginas de alguns jornais e os seus artigos, vergados à verdade policial, ao absurdo da acusação. Honra seja feita ao Savana, um semanário, que na edição da semana passada pôs os pontos nos is: uma fotografia da barragem e o título “Ridículo!”.Completamente. E se as teorias dos quatro, da energia cósmica… do orgone… podem ser ridículas para alguns, mais ridículo é ter quatro homens presos há três semanas por causa disto.Olha, ficamos por aqui. Estou cansado do orgone, tresando a orgone. E confesso-te aqui que as teorias da polícia não me cansam menos. Meus senhores, tenham juízo.
Um cansado abraço
Fernando Peixeiro

In: Atlântico Expresso

domingo, 10 de maio de 2009

ESTE "PAÍS"

É verdade , e toda a gente o sente. Mas cala
Ele anda aí , o medo , como nunca andou , mesmo na tal "longa noite" que ainda serve para desculpa de tudo.
Finalmente uma voz pública , a Presidente do PSD , veio dizer isto mesmo , alto e claro e os Portugueses têm de ouvir esta verdade e agir consequentemente.
Há medo por aí. Tenho medo , temos medo.
Tenho medo dos juizes , dos magistrados , da polícia , da justiça , dos gangs , dos mafiosos de leste e oeste , dos capangas de norte e de sul, dos jornalistas, dos drogados e dos políticos.
Antes não tinha , mas agora tenho. Muito

quarta-feira, 18 de março de 2009

SEGURANÇA


o Plano do CDS-PP (clicar aqui)
SEGURANÇA Precisa-se. Urgente