Declarações do Lobo Antunes Rádio Renascença
Segundo o Presidente da Liga dos
Combatentes
Gen. Chito Rodrigues
“«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e
cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e
um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela
gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para
poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma
apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto
outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar
crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos
valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».














