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domingo, 14 de julho de 2013

LA MER


Vaticano: Igreja assinala domingo do Mar

D.R.
O Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, da Santa Sé, assinala hoje a celebração do domingo do Mar, no qual alerta para as más condições laborais dos profissionais marítimos
“Tripulações multinacionais experimentam a bordo complexas condições de vida e de trabalho, passam meses longe dos seus entes queridos, são vítimas do abandono em portos estrangeiros sem receber remuneração”, refere a mensagem para esta ocasião, assinada pelo presidente do organismo do Vaticano, cardeal Antonio Maria Vegliò.
A nota para a celebração deste domingo alude também à “criminalização” destes profissionais, que têm ainda de suportar desastres “naturais” como tempestades ou tufões, e “humanos” como pirataria ou naufrágios.
“Muitas vezes, não nos apercebemos de que a maior parte dos objetos que utilizamos diariamente são transportados por navios que cruzam os oceanos de um lado ao outro”, destaca o documento.
A realização anual do ‘Domingo do Mar’ pretende convidar as comunidades cristãs e as outras instâncias da sociedade “a tomar consciência e reconhecer o trabalho de 1,2 a 1,5 milhões de marítimos que, a qualquer hora, navegam a bordo de uma frota globalizada mundial composta por 100 mil navios que transportam 90 por cento dos produtos manufaturados”.
O Conselho Pontifício saúda a entrada em vigor, no próximo mês de agosto, da Convenção sobre o Trabalho Marítimo de 2006 da Organização Internacional do Trabalho, depois de ter sido ratificada por 30 países.
Em particular, destaca-se a regra que vista garantir aos que trabalham a bordo de um navio “o acesso às instalações e serviços em terra que protejam a sua saúde e bem estar”.
A mensagem lembra o Apostolado do Mar, estrutura da Igreja Católica criada há mais de 90 anos, “com a sua rede de capelães e voluntários presentes em mais de 260 portos do mundo”.
OC
Fotos

segunda-feira, 3 de junho de 2013

HIDROGRÁFICO

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APOSTA DO INSTITUTO HIDROGRÁFICO NO APOIO AO SURF

Qual é a tua onda?

O Instituto Hidrográfico desenvolveu um produto de apoio à actividade do Surf em Portugal. Denominado “Qual é a tua Onda?”, fornece, para várias zonas da costa portuguesa, as previsões das condições de agitação marítima e o índice de qualidade de surf.
As previsões são feitas para cinco dias e são obtidas utilizando modelos específicos para simular a agitação marítima na zona costeira. Estes modelos são, por sua vez, alimentados com dados de alta resolução, o que permite prever de modo mais eficaz, o comportamento da agitação marítima junto à costa.
PARA CONSULTAR AQUI





vídeo

terça-feira, 28 de maio de 2013

ACEITE


quarta-feira, 8 de maio de 2013

COM ERROS E TUDO


8 E 9 DE MAIO
Debater a Política Marítima Europeia no «V Seminário de Verão - Debater a Europa»
O Centro de Informação Europe Direct de Aveiro, o Grupo de Investigação Europeísmo, Atlanticidade e Mundialização do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20) e o Arquivo Distrital de Aveiro promovem, esta quarta e quinta-feira, 8 e 9 de maio, o “V Seminário de Verão – Debater a Europa”. As conferências são de acesso livre e decorrem no Arquivo Distrital de Aveiro e no Auditório Eng.º Victor Matos, em Aveiro.

O V Seminário de Verão Debater a Europa: A Política Marítima Europeia propõe-se reflectir o processo de construção europeia na vertente relacionada com os mares e oceanos na sequência da adopção das estratégias de Lisboa e de Gotemburgo, em geral, e muito particularmente, no papel que Portugal pode e deve ter nesse processo que visa garantir uma abordagem mais coerente dos assuntos marítimos, com uma coordenação reforçada entre diferentes domínios políticos, económicos, estratégicos e de segurança.

Académicos de diversas universidades nacionais (Universidade Técnica de Lisboa, Universidades de Coimbra e Aveiro, Universidade Católica), o sub-director dos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, um representante da INTERCÉLTICA que reúne estruturas associativas de diferentes modalidades da náutica de recre e o responsável pela Oceano XXI (entidade gestora do Cluster do Mar) vão encontrar-se para debater temáticas que variam desde a importância do contributo dos arquivos para o conhecimento do mar, aos desafios que se antecipam para o período de 2014 a 2020, de questões de segurança marítima a aspectos económicos.

O V Seminário de Verão conta com a parceria do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, da Representação da Comissão Europeia em Portugal e da Team Europe da Comissão Europeia. Este ano o Seminário conta com uma nova parceria – o Arquivo Distrital de Aveiro,que se constitui como uma mais-valia na divulgação cultural, educativa e pedagógica das temáticas em análise.


Programa:
8 maio 2013, quarta-feira
Arquivo Distrital de Aveiro
14h00 - Sessão de Abertura
14h30 – 15h45
“O mar europeu e a plataforma continental” Adriano Moreira (UTL/AC)
“A UE e a Segurança no Mar “Vice- Almirante Victor Cajaribelle (UCP)
Debate Moderadora: Maria Manuela Tavares Ribeiro
15h45 – Pausa
16h00 – 16h45
“Os desafios do Mar para o período 2014-2020” Ribau Esteves (Oceano XXI / Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar)
“O contributo dos arquivos para o conhecimento do mar” Silvestre Lacerda (ANTT-DGARQ)
Debate Moderadora: Lucinda Santos
9 maio 2013, quinta-feira
Auditório Eng. Victor Matos, EPA, Aveiro
15h00-16h15
“Portugal e as Regiões Ultraperiféricas face à Política Marítima Integrada Europeia “Isabel Maria Freitas Valente (CEIS20/Team Europe)
“PMIE: O papel da cultura, desporto, educação no desenvolvimento do turismo e da economia local “ João Zamith (INTERCÉLTICA)
Debate Moderadora: Maria Manuela Tavares Ribeiro
16h15 - Pausa
16h30-17h45
“O espaço marítimo como fulcro da política internacional da União” Nelson F. Coelho (UC)
“A cadeia de valor da inovação da economia do mar na Europa “ Joaquim Macedo de Sousa (UA)
Debate Moderadora: Isabel Maria Freitas Valente
17h45 - Encerramento





quinta-feira, 11 de abril de 2013

SERÁ?


O secretário do Estado do Mar esclareceu hoje que a Estratégia Nacional para o Mar 2013/2020 (ENM13/20) vai contar com 400 milhões de euros dos orçamentos do Estado, prevendo-se um retorno de dois mil milhões, nos próximos sete anos.
Manuel Pinto de Abreu foi ouvido na Comissão Parlamentar da Defesa Nacional, na Assembleia da República, e adiantou também que há 41 programas e 92 projetos previstos para o setor, "um quarto dos quais já em execução", estimando ainda que Portugal está "a caminho dos 100 mil empregos ligados ao Mar".
"Não contando com tudo aquilo que são descobertas (petróleo e outros hidrocarbonetos), há a possibilidade de valorização de mais dois mil milhões de euros para o PIB (Produto Interno Bruto). Os frutos começam a sentir-se num período de 10 anos, portanto, convém começar a pensar numa estratégia até 2050", afirmou o responsável governamental.
Pinto de Abreu esclareceu que, "em termos gerais, estão previstos 400 milhões de euros até 2020, relativamente aos orçamentos do Estado, bem como financiamentos da União Europeia, acrescentando vários milhões de euros, através de concursos".
"Por exemplo, o Fundo Europeu para Assuntos do Mar e das Pescas disponibiliza mais 400 milhões de euros, enquanto outros fundos que estão a ser criados, designadamente a Estratégia da União Europeia para o Atlântico vão ter ainda mais do que os já referidos 800 milhões", continuou.
O titular da pasta dos assuntos marítimos congratulou-se com o princípio recém-consagrado em Bruxelas de atribuição de fundos conforme a extensão das respetivas plataformas continentais de cada estado-membro, adiantando que Portugal goza de grande vantagem, sem esquecer o entusiasmo do Reino Unido para tal desfecho.
"A ENM13/20 tem de dedicar-se à defesa do ativo, dos recursos. Portugal tem muito potencial, mas pouco ativo reconhecido. Os primeiros passos têm de ser a pesquisa, além da recolha de dados, o controlo e a fiscalização", frisou, acrescentando estarem a ser preparados apoios europeus para subsidiar as missões e até para a aquisição de navios e helicópteros.
Os deputados socialistas João Soares, José Lello e Miranda Calha, embora elogiando o documento apresentado pelo secretário de Estado do Mar, à semelhança dos parlamentares da maioria PSD/CDS-PP, pediram ações mais concretas e questionaram o envolvimento de entidades como a Marinha na iniciativa.
"Em vez desta coisa portuguesa de fazer grandes planos porque não acudir a coisas concretas?", perguntou Soares, referindo-se à situação dos Estaleiros Nacionais de Viana do Castelo ou à anunciada falência da empresa de conservas e transformação de peixe Pescanova.
O bloquista Luís Fazenda criticou também a inexistência de "um Ministério do Mar em vez de ser esta pasta perdida num ministério imenso como o da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território".
"Não há incompatibilidades entre a ENM13/20 e o Conceito Estratégico para a Defesa Nacional. Nesta fase de discussão pública têm existido muitos contactos, contribuições e a participação de várias entidades com responsabilidade nestes setores", esclareceu Pinto de Abreu.
O secretário de Estado do Mar confirmou também a José Lello estar prevista a instalação de um sistema de alerta para maremotos, sublinhando as três grandes prioridades para o "crescimento e desenvolvimento azuis - pesquisa, exploração e preservação" -, além de apontar a aquicultura como uma grande atividade de futuro.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

MAIS LUZ

As obras na marca-farol da Mama estão concluídas, faltando somente  ao que a CACINE apurou, ligar a baixada à EDP.

Trata-se de nova tecnologia que permitirá um alcance de cerca de 10.5 Milhas, contra as 4.5 do Esteiro e Gibalta.

Excelente nova para quem quer entrar a barra sul do Tejo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

VAMOS A ISSO


Consulta Pública sobre a Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020

A Estratégia Nacional para o Mar é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal, para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente sustentável e inclusivo, assente na componente marítima.

A concretização e os resultados desta política, transversal e multissectorial, dependem do envolvimento dos agentes públicos e privados, pelo que é determinante a sua participação na formulação desta Estratégia. Apela-se à ampla participação da sociedade portuguesa, como passo fundamental para garantir o reconhecimento e a partilha da visão e dos objetivos estabelecidos.
Por deliberação da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM), foi estabelecido um procedimento de consulta pública ao documento, a decorrer entre 1 de Março e 31 de Maio de 2013.
Deste modo, a Direção-Geral de Política do Mar convida todos os interessados a participar através do preenchimento do "Formulário de Participação no Processo de Consulta Pública", disponibilizado nesta página e que poderá ser enviado para o endereço de correio electónico: enm@dgpm.gov.pt até 31 de Maio de 2013.

Link para aceder à documentação:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

GANCHORRA


Portaria n.º 141/2012
de 14 de maio
Portaria n.º 1102-E/2000 , de 22 de novembro, que aprova o Regulamento da Pesca por Arte de Arrasto, republicada pela Portaria n.º 769/2006 , de 7 de agosto, prevê, no artigo 21.º, a interdição à pesca com ganchorra em águas oceânicas e interiores marítimas, por motivos biológicos, no período compreendido entre 1 de maio e 15 de junho de cada ano.
A mesma portaria prevê a possibilidade de alteração deste período atendendo às informações científicas disponíveis sobre o estado e a evolução do recurso ou fatores de natureza socioeconómica.
Por solicitação das Associações representativas da pesca nas diversas zonas, foi analisada a possibilidade de redução do período de defeso para a pesca dos bivalves e de divisão da zona de pesca designada por zonaOcidental Norte em duas subzonas, a interditar em períodos diferentes, tendo merecido parecer favorável do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.
A alteração em causa tem em conta a necessidade de assegurar um período contínuo de interdição de pesca para que o defeso produza efeitos ao nível da proteção dos recursos na fase de fixação dos juvenis e os constrangimentos em termos de mercado.
Tendo em vista a necessidade de assegurar o controlo da atividade desenvolvida, prevê-se que as embarcações apenas possam navegar nas zonas onde a pesca é autorizada, obrigando-se a que as respetivas descargas ocorram nos portos localizados nas zonas em causa.
Assim, ao abrigo do disposto na alínea d) do n.º 2 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 278/87 , de 7 de julho, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 383/98 , de 27 de novembro, do n.º 3 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 81/2005 , de 20 de abril, do artigo 49.º do Decreto Regulamentar n.º 43/87 , de 17 de julho, na redação dada pelo Decreto Regulamentar n.º 7/2000 , de 30 de maio, do n.º 2 do artigo 21.º do Regulamento da Pesca por Arte de Arrasto, aprovado pela Portaria n.º 1102-E/2000, de 22 de novembro, e no uso das competências delegadas pela Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território no despacho n.º 12 412/2011, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 181, de 20 de setembro de 2011, determino o seguinte:
Artigo 1.º
Períodos de interdição de pesca
Em 2012, a título excecional, os períodos de interdição à pesca com ganchorra, por motivos biológicos, nas zonasOcidental Norte e Ocidental Sul previstas no artigo 11.º do Regulamento da Pesca por Arte de Arrasto, aprovado pela Portaria n.º 1102-E/2000 , de 22 de novembro, são os seguintes:
a) Zona Ocidental Norte:
i) A norte do limite norte da Capitania de Aveiro (40º 56.0 N.) - de 1 de junho a 22 de junho;
ii) A sul do limite norte da Capitania de Aveiro (40º 56.0 N.) - de 9 de maio a 31 de maio;
b) Zona Ocidental Sul: durante o mês de maio;
c) Zona Sul: durante o mês de maio.
Artigo 2.º
Restrições à navegação e desembarque
1 - Nas zonas e períodos referidos no artigo 1.º, é proibida a pesca, o transporte de bivalves e a navegação por parte das embarcações licenciadas para a pesca com ganchorra, exceto em situações excecionais relacionadas com a segurança da navegação, a salvaguarda da vida no mar ou a deslocação para estaleiros, desde que comunicadas previamente à Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.
2 - Na Zona Ocidental Norte, durante os períodos mencionados, é obrigatório o desembarque nos seguintes portos:
a) Aveiro ou Figueira da Foz - de 1 de junho a 22 de junho;
b) Matosinhos - de 9 de maio a 31 de maio.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, em 7 de maio de 2012.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A LER


NOTA PRÉVIA:
No DN de hoje saiu um artigo (4000 caracteres) do sr. Comandante Patrício Leitão. Achando estranho , a CACINE foi tentar saber pormenores e , numa bordada de sorte , conseguiu o original(12000) que aqui, e com a devida vénia , publica em primeira mão e exclusivo.

Os últimos acidentes no mar, com perda de vidas humanas ou tão só com elevado risco de desgraça, vêm evidenciar o que, já em situações anteriores, parecia apontar numa nova direcção: mais do que a falta de meios para contornar riscos ou de tecnologia para os detectar, poderão estar em causa simples problemas de segurança, ou o acatar de elementares procedimentos de navegação, nos quais os profissionais deveriam ser o sujeito activo. Este é um assunto que, em meu entender, deverá ser encarado e discutido com independência de cálculos economicistas ou de pretensas razões de protecção social a prevaricadores.
Quando das nossas primeiras viagens de instrução, como cadetes da Escola Naval, primeiro a bordo dos draga-minas, depois a bordo da «Sagres» e um pouco mais tarde nas fragatas, como jovens oficiais, era na ponte dos navios que se passava o essencial da nossa aprendizagem.
A aplicação prática dos métodos teóricos, ensinados na Escola, constituía o essencial de cada uma das quatro horas de quarto que passávamos na ponte; mas além da Navegação, e de todas as outras matérias que lhe estão associadas, aprendíamos mais, aprendíamos ali uma outra matéria extremamente importante, que era a da interacção e das interdependências entre os diversos indivíduos que compartilhavam aquelas responsabilidades, como sendo uma relação vital à integridade do navio e à realização de cada missão.
A segurança da navegação será, porventura, o binómio mais consistente que encontrámos depois, em cada momento no mar, ao longo das nossas carreiras, tido naquele mais amplo sentido, por vezes quase exagerado, de que nenhum pormenor deve ser descurado em cada ocasião, tendo sempre em mente que, se se considerar que um determinado perigo se afigura verosímil, então devemos admitir que ele existe de facto.
Todos nos lembramos, certamente, daquilo que até nos parecia quase um despropósito, quando em navegação costeira se dava um resguardo de duas ou três milhas para contornar o Cabo Espichel ou o S. Vicente; quando a todas as horas se tinha que estabelecer a comparação da agulha magnética com a girobússula, ou proceder à leitura barométrica; como o marinheiro do leme repetia em voz alta, por dever, cada uma das ordens que recebia, ou ainda, quando um outro marinheiro «cantava a sonda», sempre que a aproximação de fundos baixos poderia pôr em causa a segurança do navio, ou também no mesmo preceito informava a distância a terra ou a outro navio, se essa vizinhança prefigurasse uma situação de emergência.
Em todas estas comunicações era e é, utilizada uma linguagem própria, típica dos marinheiros, a qual em geral não é francamente acessível a quem não anda no mar.
Essa mesma aprendizagem das ciências navais e idênticos tirocínios na ponte eram igualmente postos em prática pelos nossos colegas da Marinha Mercante, que muitas das vezes tinham recebido os ensinamentos dos mesmos mestres, que em alguns casos serviam as duas Escolas, a Naval e a Náutica.
Numa outra dimensão profissional, a da pesca costeira, e quando ainda não existia formação escolar, o ensino era feito através da transmissão de conhecimentos, a bordo, no árduo desempenho do confronto diário com o mar, assim passando de geração em geração a prática das mais elementares regras de navegação e de sobrevivência no mar. As Escolas de Pesca viriam mais tarde dar um forte contributo na formação dos pescadores, a permitir que a actividade pudesse ser alargada a outros horizontes.
A segurança no mar continuaria ainda assim, a ser uma palavra-chave, na sala de aula a transmitirem-se os conhecimentos, onde quer que houvesse formação náutica, o que naturalmente era exigido e recomendado ao habilitar praticantes da Marinha de Recreio.
Embora naqueles nossos primeiros tempos, os navios já dispusessem de radar e sonda, ainda assim mantinha-se a antiga configuração da equipa de serviço á ponte, com um oficial chefe de quarto e por vezes até com um outro oficial adjunto, mais o sargento de quarto, o cabo de quarto, o marinheiro do leme, um vigia a cada bordo, um marinheiro ao radar e à sonda, um sinaleiro e outro de serviço de ronda, o que podendo ser hoje considerado pouco racional, em termos de gestão moderna de pessoal, era também feito em nome dessa mesma segurança. Também recordo, por ser natural de uma terra de pescadores, que as embarcações da pesca do cerco, as traineiras, tinham mestre e contra-mestre, e na extensa tripulação, de noite ou sempre que a segurança o recomendava, o mestre nomeava um vigia de quarto.
É geralmente sabido que uma carta náutica deve também ser sempre usada sob um mesmo princípio de segurança e de parcimónia, tendo em vista o fim a que cada uma se destina, e tendo igualmente presente a sua escala, correlacionada com os critérios que foram usados no respectivo levantamento hidrográfico, bem como a idade da carta. Numa mesma acepção, em geral também ali vem realçado, como advertência, através da coloração azul em apropriada isobatimétrica, a profundidade aquém da qual não é aconselhada a navegação.
Tal como nesses idos anos sessenta, o radar e a sonda eram modernos meios electrónicos ao dispor do navegador, a par ainda de uma quase incipiente navegação por idênticos sistemas, e ainda assim se iam mantendo em vigor os antigos princípios de disciplina e de segurança, também hoje, volvidos cinquenta anos, e apesar do GPS, da Carta Electrónica, da melhoria nas comunicações, da existência de sensores acústicos de alarme, dos hélices laterais e de outros ganhos de operacionalidade trazidos pela evolução tecnológica, não poderá dizer-se que foram encontradas razões suficientes, nem o historial marítimo recente o aconselharia, para que se facilite ou se possa abdicar dos mesmos elementares princípios de segurança.
A história da sinistralidade marítima na nossa costa, até meados do século passado, relata com maior incidência, o estado do mar e da visibilidade, como razões genéricas para os grandes naufrágios, num tempo em que também os nossos pescadores se viam em grande dificuldade para aceder aos seus varadouros naturais, o que está bem atestado nos dramáticos ex-votos, em que a cena dominante era o homem do mar a agradecer à Sr.ª da Boa Viagem ou à Sr.ª dos Aflitos a bênção de uma súbita acalmia do tempo.
A construção de portos, como os da Nazaré, Póvoa ou Ericeira, a utilização do radar e da sonda, o incremento da previsão meteorológica e até a construção de melhores embarcações, trouxe novas condições de segurança, e por aqueles mesmos motivos a sinistralidade terá diminuído, tornando até menos intervenientes os salva-vidas das estações ISN. Paradoxalmente, e pese embora a possibilidade técnica real de uma constante monitorização de qualquer navio no mar, os acidentes tornaram-se depois mais frequentes e houve também alteração nas causas, as quais se centram agora numa excessiva aproximação das zonas de rebentação, em avarias do motor, incêndios ou alagamentos dos porões, ou então, tão só por se terem enrolado ao hélice a tralha e os restos de artes de pesca que andam à deriva no mar.
Também aquele serviço de socorro passaria a ser progressivamente desempenhado por meios navais e aéreos, com outra capacidade e outra eficiência que os modestos salva-vidas e os seus heróicos tripulantes não podiam ter, embora nem sempre o empenho e prontidão da Marinha e da Força Aérea, para a busca e salvamento, tenham vindo a ser devidamente reconhecidos.
Os mais recentes sinistros marítimos, primeiro em Portugal com uma embarcação de pesca, e depois em Itália, com um paquete de grandes dimensões, já terão sido por demais dissecados na televisão, nos jornais, nos blogues e até nas tertúlias, pelo que, embora esses incidentes estejam na génese desta intenção de dar um mero contributo de opinião ao discutido, não me deteria mais na sua análise, necessariamente superficial, ainda que não possa deixar de realçar a bizarra comparação entre um pequeno barco de pesca que se afunda no momento em que apenas o mestre estava ao leme, enquanto os outros membros da sua tripulação descansavam no porão, e um grande navio de cruzeiro, com o capitão a salvo numa balsa, a passar pela vergonha de ter de ser confrontado com o abandono do que deveria ser o seu inalienável encargo, deixando centenas de passageiros e tripulantes ao Deus dará. 
Mas há um dado concreto que não pode ser escamoteado, ainda que alguém abalizado possa afiançar que não representará qualquer risco, e mesmo que a sua abordagem possa arrastar um potencial risco de ser mal interpretada. Refiro-me a uma situação actual, em que o mar parece ter deixado de ser aliciante para grande número de europeus, portugueses incluídos, pese embora o crescente desemprego nos países tradicionalmente marítimos da União.
Dito isto, e não cuidando de encontrar aqui a razão para tal desmotivação, trata-se apenas de constatar a profusão de nacionalidades que hoje em dia se aglomera na extensa tripulação dos paquetes, nas mais variadas funções e nos mais diferentes patamares de responsabilidade, o que numa outra escala, também já vai acontecendo nas nossas embarcações de pesca.
Numa situação de sinistro e de consequente stress, em que a comunicação se torna vital ao salvamento, o qual num instante se pode extremar ao caos do «salve-se quem puder», ordens e expressões tão simples para o pessoal marítimo, como «passa a mão ao cabeço» ou «dá a volta ao chicote pelo seio», correm o risco de ser ignoradas ou até mal interpretadas.
No mar, não há traço contínuo na via, nem sinal visível de proibição de circulação ou de estacionamento, nem recomendação para evitar determinada área ou percurso; essas indicações estão nos Avisos aos Navegantes e nas Cartas de Navegação e estão sobretudo no conhecimento e no bom senso de quem foi designado para assumir funções.
Ainda que, à semelhança do controlo aéreo, já tenham sido implementados corredores de tráfego no mar, com o intuito de tornar claro o cruzamento e a aproximação aos portos, de navios de grande porte, em zonas de potencial perigo na rota (Berlengas, Roca e Sagres na nossa costa), parece ainda assim que há razões suficientes para fazer pensar que não se terá ido suficientemente longe em matéria de condicionamento dos espaços marítimos.
 Num tempo em que também a sinistralidade rodoviária tem estado na ordem do dia, e em que, para além dos consistentes códigos e até das protecções físicas nas rodovias, profundas medidas têm vindo a ser regulamentadas e postas em prática, tendo em vista a drástica redução da perda de vidas humanas e dos custos associados aos prejuízos e a uma elevada hospitalização de feridos, talvez não fosse despiciendo considerar que, aproveitando a mesma ideia de prevenção e optimização das condições de segurança, a adaptação e transição de algumas dessas precauções, do automóvel para o navio, pudesse vir a produzir alguns frutos.
E então, a ser verdade o que nos é trazido pela comunicação social em matéria de comentários sobre estes acidentes, talvez a última inspecção anual ao motor e sistema de esgoto de uma embarcação, a validade e adequação de uma habilitação náutica a um navio ou a um percurso, como também a destreza e o treino para a utilização de adequados meios de salvamento, ou por último ainda, mas sem perda de relevo, uma igual obrigação de um constante controlo no cais ou à entrada na ponte, pelo menos nos grandes navios de cruzeiro, quiçá com a utilização dos mesmos meios de detecção de álcool, a que é aleatoriamente sujeito qualquer pacato cidadão que se desloca ao volante de um automóvel, pudessem ter sido decisivos para evitar algum dos muitos acidentes que, com desusada frequência vêm hoje acontecendo no mar.
Raul Patrício Leitão, capitão-de-fragata (Ref.)
Especialização em Hidrografia (I.H.); pós-graduação em Gestão Portuária (I.S.T.)
Ex-Capitão do Porto de Cascais e ex-Presidente da Junta Autónoma dos Portos do Centro

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BRAVÔ


Corveta «Oliveira e Carmo» chega a Portimão para ser afundada e criar o parque                                                                            
                O primeiro dos quatro navios cedidos pela Marinha de Guerra Portuguesa para integrarem o parque subaquático Ocean Revival, a criar a cerca de 5,5 quilómetros da costa, chega a Portimão na sexta-feira, dia 10 de fevereiro.
                Para as 08h45, está marcada a entrada na barra de Portimão da corveta “Oliveira e Carmo”, o primeiro navio a ser submetido neste porto aos necessário trabalhos de descontaminação, antes do seu afundamento.
                Será o ponto de partida de um ambicioso e original projeto que permitirá criar um espaço museológico subaquático, vocacionado para o turismo de mergulho.
                O parque subaquático, destinado a potenciar o turismo de mergulho, é uma iniciativa da Câmara de Portimão e da empresa privada Subnauta (centro de mergulho na Praia da Rocha), que conta com o apoio do Ministério da Defesa.
                Ao todo, deverão ser afundados ao largo de Alvor quatro antigos navios da Armada Portuguesa – o navio oceanográfico «Almeida Carvalho», a fragata «Hermenegildo Capelo», a corveta «Oliveira do Carmo» e o navio-patrulha «Zambeze».
                Todos estes navios estão desativados e foram cedidos à autarquia de Portimão a custo zero. A parceria teve que ser feita, pois o privado não poderia ter recebido estas embarcações.
                Antes de afundar os navios, o primeiro passo é limpá-los de todos os materiais contaminantes, como os amiantos, para que não constituam qualquer ameaça ao ambiente.
                A antiga corveta Oliveira e Carmo será a primeira a ser afundada
                E, para assegurar que esta meta é cumprida, foram desenvolvidos e apresentados às entidades competentes, segundo fonte da Subnauta, vários estudos de impacte ambiental, de biologia marinha (para saber que tipo de espécies povoam as áreas e qual será o impacto do projecto), bem como prospecções arqueológicas (para garantir que o afundamento não ia prejudicar possíveis vestígios).
                As embarcações serão afundadas a cerca de 30 metros de profundidade ao largo de Alvor, pois é necessário deixar pelo menos 15 metros entre o ponto mais alto do navio e a superfície, para não causar impedimentos à circulação marítima.
                 O maior navio tem 102 metros de comprimento e o mais pequeno 44 metros e as superestruturas estarão, à partida, acessíveis aos mergulhadores (Open Waters).
                O acesso será público a quem cumpre as regras, estando a ser elaborado um regulamento.
                O projeto, que implica um forte investimento, vai permitir colocar o Algarve no circuito de mergulho, aproveitando o bom clima, as boas águas com muitas espécies de fauna, o facto de ser um destino barato e familiar.
              

sábado, 21 de janeiro de 2012

A IR


O Rotary Clube de Peniche, numa iniciativa conjunta com o Município de Peniche, o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos e a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, organiza dia 2 de Fevereiro, pelas 21h30, no Auditório Municipal de Peniche, uma Palestra subordinada ao tema “Portugal e o Mar”.
O principal orador é Tiago Pitta e Cunha, consultor da Presidência da República para os Assuntos da Ciência e do Mar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A VER


Lisbon Atlantic Conference / Conferência do Atlântico, irá ser transmitida directamente através da internet, no link

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GOOD NEWS


DECLARAÇÃO DO ALGARVE 
Mar Português: Conhecimento – Valorização – Desenvolvimento
Elementos para a valorização das Ciências e Tecnologias do Mar 
1. Preâmbulo 
As Universidades foram desde sempre pilares da criação de conhecimento e 
competências na sociedade. Nas sociedades modernas e nos últimos anos, essas 
funções têm ganho relevância devido a uma mudança de paradigma na denominada 
sociedade do conhecimento. Hoje, as Universidades além de formarem recursos 
humanos de capital intelectual elevado (em busca do melhor conhecimento), têm que 
atender às necessidades do sistema produtivo, das políticas públicas e da 
sustentabilidade ambiental. 
É neste contexto, assente numa tradição nacional de ligação aos Mares e Oceano, 
que as Universidades portuguesas têm, cada vez mais, apostado na formação e 
criação de conhecimento multidisciplinar em Ciências e Tecnologias do Mar, em 
colaboração com Centros de Investigação, Laboratórios do Estado e outras 
instituições. Esta prática, promovida e apoiada pela Administração através de 
documentos estratégicos, legislação e programas específicos, verifica-se também a 
nível europeu e internacional. É o reconhecimento do papel crucial do Oceano como 
alforge de recursos e de serviços, como regulador do clima, com influência central nos 
processos naturais do planeta e que encerra um elevado potencial económico e social, 
desde que gerido de forma integrada com vista a um desenvolvimento sustentável.
Em linha com as grandes orientações estratégicas nacionais incluídas na Estratégia 
Nacional para o Mar (e tendo em conta as recomendações do Relatório da Comissão 
Estratégica para os Oceanos) e Europeias (Política Marítima Europeia Integrada, 
Diretiva‐Quadro Estratégia Marinha; Estratégia Europeia para a Investigação Marinha 
e Marítima; e a iniciativa HORIZON 2020), as Universidades e a comunidade científica 
nacional da área Ciências e Tecnologias do Mar, reafirmam a vontade, como parceiro 
social responsável, de contribuir ativamente para a implementação da Estratégia 
Nacional para o Mar, através da sua capacidade de investigar, formar, fornecer 
serviços, promover a inovação e o conhecimento ao serviço do país.
2. Pontos estratégicos a prosseguir 
Tendo em conta o papel determinante das Ciências e Tecnologias do Mar como fontes 
de conhecimento e inovação, fatores de progresso e bem estar, numa perspetiva de 
desenvolvimento sustentável, a comunidade científica nacional inserida nas Ciências e 
Tecnologias do Mar chama a atenção para os seguintes fatores essenciais à 
manutenção e reforço da capacidade de formação especializada, de investigação, de 
transferência de conhecimento e de cooperação internacional (com base nos trabalhos do Encontro “Mar Português: Conhecimento – Valorização – Desenvolvimento” 
Universidade do Algarve, 17 e 18 de Novembro 2011): 
a. Assumir as Ciências e Tecnologias do Mar, incluindo a componente social, como 
pilar essencial do desenvolvimento estratégico e sustentável dos espaços marítimos 
nacionais; 
b. Assegurar as condições para o reforço da capacidade de investigação em áreas 
nucleares para a implementação das políticas públicas com incidência no Mar, para o 
avanço do conhecimento fundamental e para o desenvolvimento económico na área 
do mar, incluindo a valorização dos recursos biológicos, minerais e energéticos 
marinhos; garantir o acesso a infraestruturas e a equipamentos adequados 
nomeadamente a plataformas de investigação (estações e laboratórios costeiros, 
navios, veículos de operação remota, sistemas de observação e monitorização, 
incluindo observatórios em mar profundo), bem como a estruturação e acesso a 
sistemas de gestão de dados e informação; 
c. Reforçar a formação continuada de recursos humanos especializados em Ciências 
e Tecnologias do Mar, alargando esta ação aos países da CPLP; 
d. Reforçar a participação dos cientistas, instituições nacionais (públicas e privadas) 
em redes de infraestruturas, de investigação e de inovação internacionais, como forma 
de potenciar a capacidade do país nesta área do conhecimento e de afirmar o seu 
papel no contexto internacional; 
e. Assegurar processos de decisão transparentes e baseados no melhor 
conhecimento científico através da implementação, a todos os níveis da 
administração, de mecanismos de consulta à comunidade científica, para além de 
assessoria técnica, com vista ao desenvolvimento e gestão sustentável dos recursos e 
ambiente marinho; 
f. Aprofundar a cooperação entre as entidades produtoras de conhecimento (unidades 
de investigação das universidades, laboratórios associados e do Estado e outros 
organismos de I&D) e o sector empresarial (enquanto promotores de emprego, 
investimento e inovação); 
g. Aproximar as Universidades e a Ciência à Sociedade Civil, como forma de 
assegurar a ligação entre a produção de conhecimento e as necessidades e ambições 
dos Cidadãos (promovendo o triálogo da sustentabilidade: Estado/Administração 
Pública, Empresas/Sector Privado, Sociedade Civil). 
3. Considerações Finais 
Com base nos trabalhos do Encontro e tendo em conta os tópicos acima referidos, a 
Conferência reconhece a necessidade de se elaborar um Roteiro para o 
“Conhecimento, Desenvolvimento e Governação do Mar”, solicitando ao Reitor da 
Universidade do Algarve com a colaboração dos moderadores, relatores e outros 
membros do painel final “Ciência e Mar: Investigar, Habilitar, Cooperar e Comunicar”, a elaboração de propostas para o efeito (a desenvolver em 2012) mobilizadoras das 
universidades e dos laboratórios de Estado com I&D na área das Ciências e 
Tecnologias do Mar e mediante um processo aberto e participado. 
Este processo deverá considerar a constituição de uma plataforma aberta à 
comunidade científica em Ciências e Tecnologias do Mar, que promova e facilite o 
diálogo interno à comunidade e a sua interação, enquanto parceiro social, com outros 
sectores da sociedade e partes interessadas em assuntos do mar, nomeadamente: 
administração pública, empresas, sociedade civil.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

NOVO

INSTITUTO dos MARES da LUSOFONIA
Os objectivos principais do Instituto passam por promover o estudo e a realização de trabalhos relacionados com o Mar, seu leito e subsolo, nos espaços sob soberania dos países lusófonos, estimular o intercâmbio entre os cientistas que se expressam em português e contribuir para a criação de iniciativas e projectos conjuntos entre os países lusófonos, nas áreas relacionadas com o Mar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A IR

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EMAM


ESTRUTURA DE MISSÃO PARA OS ASSUNTOS DO MAR




ResponsávelManuel Pinto de Abreu
Assessora do ResponsávelCatarina Medeiros
Equipa (colaboradores)Aldino Campos
Ana Navarro
Andreia Afonso
António Calado
Bernardo Mata
Carla Barradas
Cecília Fonseca
Conceição Santos
Cristina Roque
Diogo Geraldes
Estibaliz Bericibar
Filipe Brandão
Frederico Dias
Gonçalo Viegas
Gualter Silva
Inês Tojeira
Isabel Dourado
Isabel Ribeiro
Ivo Cavaco
Joana Dionísio
João Fonseca Ribeiro
Jorge Casimiro
Luís Bernardes
Luís Vicente
Luísa Ribeiro
Maria Simões
Maria Ana Martins
Maria José Camecelha
Mariana Neves
Miguel Souto
Mónica Albuquerque
Nuno Lourenço
Patrícia Conceição
Paulo Monteiro
Paulo Neves Coelho
Pedro Madureira
Pedro Matias
Raquel Costa
Romina Nunes
Rosa Gomes
Sara Pereira
Tânia Pereira
Teresa Rafael
Vanessa Borrego
 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

COISAS BOAS



PASC – IV ENCONTRO PÚBLICO

“A GOVERNANÇA DO MAR ALARGADO. É PRECISO MUDAR JÁ”

CULTURGEST – 27 DE SETEMBRO, 18,30 – 20.30


  • Quanto Custou a Portugal e aos Portugueses que as várias tentativas, ou promessas, de gerir o domínio do Mar não tivessem consequências?

Iniciativas como livros brancos, Expo 98, Comissão Estratégica dos Oceanos, Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar, etc., não conduziram a resultados concretos, por falta, entre outras causas, de vontade política ou de continuidade, e de insuficiente iniciativa privada.

  • Como foi possível manter nas últimas décadas políticas ineficazes no domínio do Mar?

Exemplos flagrantes desta realidade são o definhamento das pescas nacionais, quando, mesmo ao lado, na Galiza, elas florescem ou os estrangulamentos que ocorrem na economia do mar, em sectores como o portuário.

  • As implicações da extensão da plataforma continental, o seu enorme potencial de riqueza, as medidas a tomar, as obrigações que acarreta para o País deveria ser assunto de debate e informação clara junto
  • A estrutura existente, desde Dezembro de 2009, encimada pela Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar baseia-se nas recomendações da Comissão Estratégica dos Oceanos, por sua vez inspirada em modelos estrangeiros de boas provas dadas. Teoricamente parece bem. Contudo, não se conhecem resultados. Porquê?

  • Porque se têm alheado os Portugueses da necessidade de avaliação e responsabilização dos Governantes nesta como em outras matérias de interesse nacional?

  • dos Portugueses. Porque não o é?
De fazer que se faz já estamos saturados.

PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil


Um conjunto de Associações da Sociedade Civil decidiu organizar-se numa Plataforma Activa da Sociedade Civil (PASC) e fomentar um relacionamento em rede, para se assumir, independentemente de partidos políticos e de políticas estabelecidas, como parceiro da mudança necessária do País e dar contributos efectivos à sociedade portuguesa.

Com a sua actividade, a Plataforma pretende mobilizar a Sociedade Civil, seja a nível nacional, regional ou local. É nossa intenção que essa mobilização se faça em torno de questões e acções concretas e que a Sociedade Civil possa contribuir com soluções de qualidade e encontrar oportunidades que revigorem o país em que vivemos.

Na próxima segunda feira, dia 27 de Setembro, às 18:30, no Anfiteatro da CULTURGEST terá lugar este que é o “IV ENCONTRO PÚBLICO PASC”