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segunda-feira, 3 de junho de 2013

SEMPRE NA ONDA

"O cacilheiro Trafaria Praia é uma espécie de arca de Noé portuguesa. Não só representa, desde ontem, o país na 55ª Bienal de Veneza, como conseguiu levar a bordo personagens, tendências, épocas, aspirações, empresas e pessoas muito diferentes, algumas delas surpreendentes. Por exemplo, o FC Porto é um dos apoiantes que ajudou a pagar esta instalação móvel de Joana Vasconcelos, apesar de estarmos a falar de um cacilheiro, transporte que liga as margens do Tejo, e não de um barco rabelo, que navega pelas águas do rio Douro.
O Trafaria Praia juntou ainda vários ministérios, da Economia aos Negócios Estrangeiros à secretaria de Estado da Cultura - viajando das mãos do ex, Francisco José Viegas, para o atual, Jorge Barreto Xavier, sem que isso deixasse de ser notado nos discursos -, exibindo uma imagem de unidade pouco habitual no Conselho de Ministros.
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, também se juntou e deu força à iniciativa; e até é provável, ou pelo menos possível, que o Trafaria Praia, depois de passear os visitantes pela lagoa de Veneza até 24 de novembro, altura em que acaba a exposição, passe a integrar o roteiro cultural de Lisboa como pavilhão flutuante. Veremos se será assim, veremos onde será estacionado, veremos se há dinheiro, mas a ideia está no ar.
Até lá, estará nas águas venezianas e serão os milhares de turistas que diariamente visitam a “Sereníssima” - de Sereníssima República da Veneza, extinta em 1797 - a poder andar de cacilheiro (há quatro viagens de 30 minutos por dia) pelas águas mexidas da lagoa. Mas não será apenas boleia grátis a atrair os visitantes, até porque não faltam vaporetti, gôndolas e iates chiquíssimos, dos célebres Riva, aqueles de madeira lindíssima, aos porta-aviões de luxo tipo Roman Abromovich, que nesta época atracam em Veneza para que os seus donos vejam as centenas de exposições e concertos que há por toda a parte (de Ai WeiWei à chuva de moedas do artista Vadim Zakharov no pavilhão russo) e para que possam ser vistos nas festas que agitam este canto do Adriático.
Ontem, a mexicana Salma Hayek e Leonardo di Caprio centravam as atenções, mas nos próximos dias será em Veneza que se vão misturar muitos mais artistas e milionários, empresários e empresas que se associam aos eventos, além dos turistas que enchem a Praça S. Marcos, onde um cartaz gigante da Samsung é uma pista para as atuais regras do jogo: com os cofres públicos europeus cada vez mais enxutos, são os privados que pagam o restauro e a manutenção deste imenso património cultural e artístico. Sem patrocinadores privados, sem mecenas, dificilmente haveria bienal.

O regresso da Viúva Lamego
No Trafaria Praia também é assim. A começar logo pelo exterior do cacilheiro, revestido com um painel de azulejos pintados à mão, a azul e branco, que representa a Lisboa atual da Torre Vasco da Gama à Torre do Bugio, vista a partir do Tejo. A peça, explica Joana Vasconcelos, “inspira-se num outro painel de azulejos, o Grande Panorama de Lisboa, atribuído a Gabriel del Barco e presumivelmente datado de 1700, que mostra Lisboa antes do sismo de 1755”. A artista acrescenta: “É uma expressão fundamental do estilo barroco, a era dourada da azulejaria nacional.” Coube à Viúva Lamego, hoje parte da empresa Prébuild (leia mais aqui), o desafio de revestir o cacilheiro inteiro. Mais de 100 mil euros de retorno garantido: quem chega a pé aos Giardini (jardins) de Veneza percebe que aquele não é apenas um barco, é uma instalação viva que liga, pela água, Veneza a Lisboa e liga, pelos magníficos azulejos - são mesmo extraordinários -, a história de Portugal à sua atual expressão artística.


E há mais. No convés do cacilheiro, Joana Vasconcelos criou “um ambiente à base de têxteis e elementos luminosos”, que consiste em formas orgânicas coloridas. Resumindo, a peça por onde passam os passageiros de cabeça baixa é um complexo patchwork azul e branco que cobre o teto e as paredes, de onde emerge um emaranhado de elementos em crochet (claro) que incorporam LEDs. “A instalação - diz Joana - sugere uma atmosfera uterina que remete para o fundo do mar; um cenário evocativo do livro Vinte Mil Léguas Submarinas, de Jules Verne, ou alusivo à narrativa bíblica de Jonas e a Baleia.” E é isto. Em novembro, o Trafaria voltará a casa como chegou, rebocado ao longo de duas semanas, sempre com a costa à vista, mas só depois de ter conseguido o que nenhum outro país conseguiu nesta bienal: ter um pavilhão flutuante que integra realmente o dia a dia da cidade sereníssima. É verdade: a bordo, há debates, música, pastéis de nata mal cozidos e Vinho do Porto. Pinto da Costa, afinal, não se enganou no patrocínio."

terça-feira, 28 de maio de 2013

DESTERRO


CML, ESTAMO e MAINSIDE estabelecem parceria para reabilitar e reutilizar o Hospital do Desterro. O Equipamento será “território experimental aberto ao mundo” e será inaugurado até final deste ano. 
Na próxima terça-feira, dia 28 de maio, às 11 horas, será assinado um protocolo entre a CML, a ESTAMO (empresa que gere património imobiliário do Estado) e a MAINSIDE (empresa promotora da Lx Factory, entre outros projetos, e que será responsável pela gestão do espaço), tendo em vista a reabilitação e reutilização do Hospital do Desterro. A cerimónia decorrerá no local e contará com a presença do Presidente da CML.
Este projeto tem por base uma iniciativa da Invest Lisboa, agência de promoção económica de Lisboa criada pela CML e ACL que tem como funções a promoção internacional, o apoio a investidores e empresas e a dinamização da economia da cidade.
Para o local, segundo a MAINSIDE, está prevista a instalação de “um território experimental aberto a Lisboa e ao mundo, onde será possível habitar e trabalhar numa cela, cultivar uma horta urbana, frequentar um clube, almoçar num refeitório ou assistir a uma aula, entre muitas outras experiencias desenvolvidas por várias empresas e organizações”, prevendo-se a abertura ao público nos próximos meses.
"A CML considera o projecto estratégico para Lisboa, tendo em conta a sua localização no eixo de intervenção prioritário Martim Moniz – Praça do Chile onde tem vindo a efectuar diversas intervenções, designadamente a regeneração da Mouraria e do Largo do Intendente. Segundo a vereadora Graça Fonseca, responsável pela Economia e Inovação, “este projecto enquadra-se no trabalho que temos vindo a desenvolver de regeneração e dinamização de edifícios e áreas urbanas não ocupadas para gerar novas actividades, novos negócios e mais empregos. Acresce que, pela dimensão, localização e relevância do equipamento, este poderá ser uma âncora fundamental para a regeneração e revitalização de toda a área, razão pela qual a CML se comprometeu a apoiar o projecto em diversas vertentes”.
Para a ESTAMO, este projecto, no actual contexto do mercado, é uma forma inovadora de valorizar os seus activos, evitando a sua comercialização em condições necessariamente muito desvalorizadas e a sua manutenção sem qualquer rentabilidade, sendo uma motivação acrescida poder contribuir para a dinamização económica do país e para a reabilitação urbana de uma importante zona de Lisboa. Considerando ainda que o apoio da CML e a escolha de um operador com provas dadas, como é o caso da MAINSIDE, se revelam essenciais para o sucesso desta iniciativa.
Para a MAINSIDE trata-se de uma oportunidade de desenvolver um novo projecto em Lisboa, com dimensão internacional que, não obstante ser em tudo diferente da Lx Factory, beneficia em muito da experiência acumulada com esse projecto."

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A IR

Nesta colectiva, a inaugurar Sábado  constam 5 excelentes obras de um ilustre Pintor e Marinheiro.

Trata-se do senhor Vice Almirante João Nuno Ferreira Barbosa.

Há quem já conheça bem a sua obra e aconselha a visista

sábado, 19 de janeiro de 2013

A IR

Na casa do Largo, em Cascais, abriu hoje uma excelente exposição de pintura da autoria do Senhor Almirante Ferreira Barbosa.

Já com méritos firmados, ainda recentemente na amostra das belas Artes, podemos aqui ver, não o óleo desta fotografia, mas outros, de dimensões muito apropriadas e sobretudo aguarelas de excelente qualidade, todas ligadas, ao contrário das telas , ao mar.

Um jovem elemento da CACINE esteve lá e gostou muito.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A COMPRAR


Uma das versões do quadro "O Grito" vai ser leiloado a 2 de Maio na Sotheby's, em Nova Iorque. Expectativas apontam para que o quadro renda cerca de 60 milhões de euros. A versão que vai ser leiloada, das quatro existentes, do quadro do norueguês Edvard Munch, pertenceu durante 70 anos à família do empresário Petter Olsen.

Fonte:DN

domingo, 12 de junho de 2011

A IR

Por conselho de Amigos a Comissão cultural da CACINE foi ver em Cascais a serie de fotografias que Bert Stern fez de MM.
O artista , metido horas sósinho com ela num quarto de hotel, não só ficou famoso ,como rico , regalado e certamente muito feliz. Pôs a cereja no bolo e assim mostra-nos uma Monroe verdadeiramente fabulosa

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O ELMO AGAIN


No dia 24 de Novembro de 2010
Rainer compra o elmo no leilão de Londres arrematando-o por licitação telefónica, sem que alguém se tivesse apercebido da importância da peça. No momento da aquisição Rainer não tinha dinheiro, nem sequer estava em vias de receber. Sentiu que O ELMO TINHA DE REGRESSAR A PORTUGAL e acabou por ser meramente a ferramenta útil que possibilitou o retorno do elmo do DESEJADO.
Uma hora depois da aquisição, Rainer menciona a mesma num almoço com amigos seus, oficiais superiores da armada. Um deles coloca a notícia no  blog www.nrpcacine.blogspot.com

Ainda no dia 24 de Novembro Rainer informa Eduardo telefonicamente
acerca da vitória do elmo ser agora nosso e poder finalmente regressar a
Portugal.


No dia 25 de Novembro

Rainer envia seu texto acerca da aquisição a Eduardo Amarante.

Eduardo Amarante coloca o texto imediatamente tanto no seu facebookcomo no seu blogue 
www.projectoapeiron.blogspot.com.

A partir daí a notícia ganhou asas próprias espalhando-se por centenas de blogues e facebooks. 
NAE - Núcleo de Amigos do Elmo
É um grupo de amigos e simpatizantes que se reuniram à volta do elmo de batalha de D. Sebastião (perdido em Alcácer-Quibir), recentemente adquirido pelo Prof. Rainer Daehnhardt.
Finalmente este elmo regressou a Portugal.
Acompanhe as novidades em
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_186345981388240



Isto, por sua vez, causou um despoletar imediato das mais diversas reacções.

sábado, 16 de abril de 2011

NA HORA

O "pintor" , Artista, Vice-Almirante Ferreira Barbosa , entrega ao CEMA , i.e. à Marinha , uma obra sua representando o N.R.P. D. Francisco de Almeida.

Presume-se, aqui na CACINE , que a aguarela irá para a câmara da Fragata , mas ficará propriedade do Museu de Marinha.Só assim fará sentido.

Tudo bem, sobretudo por estas brisas de Abril nesta proa , onde a guarnição gosta destes dois protagonistas da foto.....

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SILÊNCIO

Grande fadista , grande conhecedor , grande imitador, Grande Homem

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ARTE


PAULO NOZOLINO DEVOLVE PRÉMIO AICA/MCCOMUNICADO


Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo comportamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo pune-o! Ao abrigo de “um parecer” obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas.

A saber: Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS. Quem, sem pedir, é premiado tem que dividir o seu valor com o Estado!

Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes. No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir “um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS”.

Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento.

Se tivesse sido informado do presente envenenado em que tudo isto consiste não teria aceite passar por esta charada.

Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio.

Paulo Nozolino
Julho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

RECUERDOS

Já se fez disto, muitos anos atrás, lembra-me o nosso sargento de Manobra.
Pelos vistos voltam , mas ele goza , com o palito no canto da boca , não sei bem porquê!!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

COISAS BOAS

Homenagem perene no Instituto Amaro da Costa

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

COISAS BOAS


Esta é a estação de caminho de ferro de Lourenço Marques , hoje Maputo (nome de rio ,que aliás significa "o que é dos portugueses").
Pois ganhou um prémio internacional e foi classificada como a uma das mais bonitas do mundo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

COISAS BOAS

CLARA PINTO CORREIA
Pois deve ser , sim Senhor, uma Coisa Boa ver assim uma doutorada e bióloga
E parece que há muito mais , nomeadamente momentos de extrema intimidade.
O marido , fotógrafo, tirou as fotos , fez a exposição e está todo contente.
Não percebo bem é como tirou a foto e deu o orgasmo ao mesmo tempo, mas enfim....

Em Cascais , para quem quiser

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

COISAS BOAS

Nunca a tinha visto bem , excepto hoje na TV , enquanto o navio navegava em mar calmo.

Mas que boa actriz se vai fazer esta bela mulher.E Soraia é um nome forte

Pode escrever, como dizem os nossos brasucas.

No filme em causa, "Call girl" , o realizador António Pedro Vasconcelos aparece na ultima cena, 3 segundos, como figurante num avião.Será para imitar o mestre do suspense, ou treino para lá chegar?

domingo, 12 de julho de 2009

PÔR do SOL

São José de Ribamar

Isto já foi um fundeadouro.E já foi da Marinha.

sábado, 13 de junho de 2009

NAO DÁ P´RA CRER



"Del fado se dice que es el más tradicional de los estilos musicales portugueses, que se canta en el idioma del país vecino y con el simple acompañamiento de la guitarra portuguesa. Hasta que llegó María Berasarte. "Quería hacer un disco de fados tradicionales, en castellano y sin guitarra portuguesa. ¡A quien se lo cuentes no se lo cree! ¡Es de locos!". Pero ahí está: 'Todas las horas son viejas' reúne 11 fados tradicionales de Lisboa, pero cantados en español y acompañados de una guitarra clásica.
Y como no fuese suficiente atrevimiento, el próximo día 13 —día de San Antonio, patrono de la capital portuguesa— María presenta el disco en Lisboa, en el simbólico Castillo de São Jorge, en las fiestas de la ciudad. "Me da un poco de vértigo pero me apetece muchísimo. Lo tengo visualizado ya: estar ahí arriba, la vista sobre el Tajo... no hay muchos sitios así. Es el lugar y la fecha ideal para presentarlo".
María Berasarte canta el fado como lo siente. No se paró a pensar si lo que hacía era nuevo o arriesgado, o lo que pensaría la gente. "¿Arriesgado? En esta profesión todo es arriesgado. Yo fui al fado tradicional, donde las letras pueden ser cambiadas y fui siendo española, defendiendo mi realidad y mi manera de ser, mi verdad y mi idioma que es en el que voy a decir mejor las cosas. Es verdad que en español no suena igual, pero también era un reto."
El resultado es sorprendentemente bonito. En el disco no hay guitarras portuguesas pero hay el mismo sentimiento. Las frases se dicen en español pero cantan el mar, el desamor, la añoranza o la morriña. Y hay flamenco y un poco de jazz. Pero todo tiene una unidad y una coherencia que hace posible escuchar el disco del inicio al final sin que este fado en español suene a sacrilegio.
Colaboraciones portuguesas
El álbum se hizo realidad en nueve meses de ideas y tres de grabaciones en Oporto. El portugués José Peixoto le prestó la guitarra clásica, Tiago Torres da Silva escribió las letras en español y María Berasarte puso la voz. Además, está el contrabajo de Carlos Bica, el acordeón de Filipe Raposo y guitarra flamenca. "Quería hacer un disco desde fuera, sin meterme en la parte más fadista, que se vea que era de otro sitio, dando la cara, de manera natural, pero trabajando con portugueses para que hubiera un filtro".

El disco de María Berasarte.
Aún no ha presentado el disco pero ya se ha ganado a Portugal, consiguiendo la admiración de algunos de los más antiguos cantantes de fado, como Carlos do Carmo. "Le enseñé el disco, tardó un poco en contestar pero luego entendió lo que hice". No sólo lo entendió sino que le gustó y la apadrinó desde el primer momento. "Cuando me di cuenta estaba cantando en el Pabellón Atlántico en el 45 aniversario de Carlos do Carmo".
La conexión de María Berasarte con Portugal viene de lejos: "Mi madre es gallega y siempre he tenido mucho contacto con Portugal, tengo la sensación de que es una segunda casa". Y, en determinado momento el fado la cautivó. "Un día estaba viendo un reportaje de televisión y lo escuché. Era Amália, cantando 'Estranha forma de vida' y de repente sentí algo".
Pero se resistió. Tanto que este álbum casi no existe. "Ya tenía todo el repertorio elegido cuando mi madre me dijo: 'María, yo creo que deberías hacer un disco de fados'. ¡No veas la discusión que fue aquello! Pero la verdad es que me dio donde más me dolía", cuenta.
Sensible pero no triste
Del género musical que abraza en este disco destaca la sensibilidad y la fuerza con la expresa los sentimientos, pero rechaza que siempre se le asocie con la tristeza: "Lo que me encanta es que dice todas las cosas, alegres o tristes, pero elevadas a la máxima belleza. Emociona, sus historias envuelven a las personas, pero sienta bien, no entristece. Tiene una elegancia, una dulzura especial. Y luego, cantar a partir del silencio, que eso es algo que el fado lo respeta mucho. Le da un lugar. La luz se apaga, se cierra la puerta... no sé, se crea algo más."
"Siempre he tenido una conexión con el fado, pero con mucho respeto y miedo también"
Se nota que el fado es algo que lleva dentro, que no ha aparecido de casualidad pero que siempre ha sido parte de su crecimiento como artista: "Uno de los géneros más clave en mi vida fue el fado. Estudié ocho años en la escuela clásica de canto en Madrid, pero sabía que necesitaba que algo pasara en mí, para que pudiera salir yo en el escenario y ser yo la que cantaba realmente".
Pero a la vez que le cautivaba, también le imponía mucho. "Siempre he tenido una conexión con el fado, pero con mucho respeto y miedo también. Para mí, este disco ha sido avanzar conmigo misma. Apoyarme, no como fadista pero como cantante, cantante vasca que canta fados".
Su identidad es algo que reafirma en cada canción. "Mi fado tiene un poco más de luz, como si abriera una ventana y me liberara". Ahora, María espera que España reciba su trabajo tan bien como Portugal. "Yo creo que hay mercado para un disco de fados aquí. A la gente le gusta mucho el fado. ¡Demasiado! Pero no se atreven, no saben ni uno por el idioma. Ahora espero ayudar a destapar esa relación que está un poco escondida".
Pasado el vértigo inicial, María Berasarte asume el fado como suyo. A su manera, pero sin quitarle la esencia. Y el 13 de junio, con el Tajo al fondo, las luces se apagarán y será su voz la que romperá el silencio. "

segunda-feira, 25 de maio de 2009

COISAS BOAS


Eu sabia que queria fazer filmes. Agora sei que há outros que querem que eu faça filmes"
Salaviza chegou, viu e venceu. Mas está a "relativizar" a Palma de Ouro para a curta "Arena".
No topo do mundo, sim, "mas a relativizar", dizia-nos João Salaviza minutos depois de ter recebido a Palma de Ouro da curta-metragem, e de ter ouvido do cineasta John Boorman, presidente do júri das curtas, que "Arena" anuncia a "emergência de um talento cinematográfico". Deve ser difícil relativizar ouvindo isso. Mas foi o que fez desde que aterrou de pára-quedas, como descreveu, na Croisette. Relativizou o "glamour", pôs-se à procura de filmes, assistiu à "master class" dos irmãos Dardenne, de quem é fã. E, "sem falsas modéstias", considerava que "Arena" nem era coisa para a Palma de Ouro.
Chegou a Cannes, com 25 anos e duas curtas como obra (embora o anterior "Duas Pessoas" para ele não faça figura de curta inaugural), viu filmes e venceu. E ontem falou ao mundo, do Palais des Festivals. "Mas a relativizar", porque de cada vez que vê "Arena" diz que só vê o que não está no filme. Aliás, sábado, dia em que as curtas em competição tiveram as suas sessões para a imprensa, confessava que já estava no processo de despedida de "Arena". Já o tinha visto tantas vezes, já não sabia se gostava se não gostava... Cannes gostou, como antes o IndieLisboa que também lhe deu um prémio, destes 15 minutos sobre o quotidiano de um jovem em prisão domiciliária num bairro social de Lisboa. Entre o documento da realidade e o espectáculo da sensualidade dos corpos e do espaço, eis "Arena".
E eis João Salaviza: está ainda a acabar uma cadeira, no Conservatório de Lisboa, de Psicologia e Cinema. O curso estava incompleto, questões de equivalências, por causa de um protocolo que o fez, em 2006, continuar os estudos na escola de cinema de Buenos Aires, Argentina, uma "decisão de vida" que o pôs em contacto com o novo cinema argentino - gente como Pablo Trapero, Lucrecia Martel ou Lisandro Allonso - e como o entusiasmo dos argentinos pela sua cinematografia. Coisa que, já reparou, não acontece em Portugal ("Os filmes portugueses estão condenados a serem descobertas dos festivais internacionais. Provavelmente é o que me vai acontecer também", dizia-nos sábado).

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A CACINE BEM DISSE

Ana Moura estava lindíssima ontem à noite no palco de La Cigale , no bairro de Pigalle, em Paris. O concerto foi espantoso e a assistência, na maioria portugueses, vibrou do princípio ao fim com a voz forte e sensual da fadista.
Mas ninguém se apercebeu que, escondido junto ao palco, Prince também assistia ao concerto, não se cansando de a aplaudir, muito entusiasmado com a portuguesa. Depois dos Rolling Stones , que a convidaram a participar no disco "Stones World", Ana Moura parece ter igualmente conquistado Prince, que pretende também gravar com ela.
O projecto do disco em conjunto foi confirmado aos jornalistas pela fadista, no fim do concerto. A estrela mundial da música pop, que entrou na sala quando as luzes se apagaram, protegido por três guarda-costas, esperou no fim quase uma hora pela fadista para irem cear juntos na capital francesa.
A informação sobre a presença de Prince foi guardada secreta até ele ter saído de La Cigale. Diz quem o viu que estava vestido de fato vermelho e "bengala de monarca".
Ana Moura, que era até ontem pouco conhecida em França - os dois balcões estavam vazios e apenas a plateia da linda sala parisiense estava cheia - , deu um concerto memorável. Envergando um longo vestido negro que lhe realçava a silhueta de sereia, a fadista chegou a levar o público às lágrimas quando interpretou 'Fado loucura' ou 'A minha guitarra'.
Por vezes, durante o concerto, a fadista também mostrou alguma surpresa e uma evidente emoção com os intensos aplausos e, sobretudo, quando os espectadores cantaram em coro, com ela, alguns dos seus fados mais conhecidos.
No fim, enquanto Prince saía sorrateiramente do seu esconderijo, Ana Moura foi aplaudida longamente, sendo obrigada a voltar ao palco para cantar meia dúzia de encores. Durante o espectáculo de cerca de duas horas, a fadista interpretara um dos temas de "Stones World", com metade da letra em inglês e outra metade em português.
O jornal francês "Le Parisien" garante na sua edição de hoje que Prince atravessou o Oceano Atlântico apenas com o objectivo de ver Ana Moura em Paris. "Só vim para pegar na cauda do vestido da Ana"..., diz o artista pop num comunicado de imprensa da equipa de produção da fadista, dado a conhecer no final do espectáculo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

DIVINO


Seja o Messias ou o que fôr é sempre divino.
Este alemão , feito italiano e depois , definitivamente inglês, é demais.
250 anos.