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domingo, 4 de janeiro de 2015

DOMINUS VOBISCUM

O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, vai ser criado cardeal a 14 de fevereiro, no Vaticano, anunciou hoje o Papa.
Francisco revelou que vai criar 15 cardeais eleitores, provenientes de 14 países, incluindo também o bispo de Santiago, Cabo Verde, D. Arlindo Furtado; o bispo emérito de Xai-Xai, Moçambique, D. Júlio Duarte Langa, de 87 anos, é um dos cinco cardeais não-eleitores que também vão ser criados pelo Papa a 14 de fevereiro.
Este é o segundo consistório do atual pontificado, após a criação de 19 cardeais, entre os quais 16 eleitores, a 22 de fevereiro de 2014.
O consistório para a criação de novos cardeais, marcado para 14 e 15 de fevereiro, vai decorrer após um encontro de dois dias com todo o Colégio Cardinalício, sobre a reforma da Cúria Romana, nos dias 12 e 13 do mesmo mês.
Neste momento, há 110 cardeais eleitores, dos quais menos de metade são da Europa (52), seguindo-se a América (33 - 17 do Norte e 16 latino-americanos), África (13), Ásia (11) e Oceânia (1).
Portugal estava representado no Colégio Cardinalício até agora por D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos (com mais de 80 anos) e D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito.
Segundo o Código de Direito Canónico, os cardeais "constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice [Papa]", embora as funções dos membros do colégio cardinalício vão para além desta eleição.
Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.
Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento na sua sessão XXIV de 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.
Paulo VI (1897-1978) fixou em 120 o número de cardeais eleitores do Papa e estabeleceu como idade limite para a possibilidade de votar os 80 anos, disposições que foram confirmadas por João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI que, pontualmente, excederam o número estabelecido, derrogando a norma.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

FAMILIA

O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a Igreja Católica rejeita uma família construída com base em ideologias que ignoram a “complementaridade” de um pai e de uma mãe na educação dos filhos.
“As crianças têm o direito de crescer numa família, com um pai e uma mãe, capazes de criar um ambiente idóneo para o seu desenvolvimento e o seu amadurecimento afetivo”, declarou, perante os participantes num colóquio inter-religioso sobre a complementaridade homem-mulher, promovido pela Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé).
Francisco aproveitou esta ocasião para confirmar a participação no 8.º Encontro Mundial das Famílias que vai decorrer em setembro de 2015, na cidade norte-americana de Filadélfia.
A intervenção alertou para a “armadilha” de se qualificar a família a partir de conceitos de natureza ideológica, com um valor limitado do ponto de vista histórico e antropológico.
“Não se pode falar hoje de família conservadora ou de família progressista: a família é família. Não a deixemos qualificar assim com este ou outros conceitos, de natureza ideológica. A Família é por si mesma, tem uma força própria”, precisou o Papa.
Francisco elogiou a escolha do tema da “complementaridade” para este colóquio internacional, considerando que o conceito está “na base do matrimónio e da família”.
Neste contexto, o Papa alertou para a “crise” provocado por uma “cultura do provisório”, que leva cada vez mais pessoas a evitarem o compromisso do casamento.
“Esta revolução dos costumes e da moral içou, por muitas vezes, a bandeira da ‘liberdade’, mas na verdade trouxe devastação espiritual e material a muitíssimos seres humanos, especialmente aos mais vulneráveis” lamentou.
Francisco disse ser claro que o declínio da cultura do matrimónio está associado a uma série de problemas sociais, que atingem em particular as crianças e os idosos, sublinhando que “a família continua a ser o fundamento da convivência e a garantia contra a desintegração social”.
“O compromisso definitivo para a solidariedade, a fidelidade e o amor fecundo responde aos anseios mais profundos do coração humano”, referiu.
O Papa concluiu com votos de que este encontro possa servir como inspiração para “todos os que procuram apoiar e reforçar a união do homem e da mulher no matrimónio como um bem único, natural, fundamental e belo para as pessoas, as famílias, as comunidades e a sociedade”.
OC

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PEREGRINAÇÃO DE SETEMBRO





O responsável DIOCESANO DAS FORÇAS ARMADAS E SEGURANÇA está preocupado com o que chamou de “fenómenos de fundamentalismo” e pediu a intervenção da comunidade internacional.
“Esta complexidade supõe que todas as forças/dimensões - diplomática, política, religiosa, de diálogo inter-religioso - e porventura também a força de persuasão, que são as forças armadas, deem as mãos para defender aquilo que é mais nobre, mais sagrado que é a própria vida humana exercida em liberdade”, destacou D. Manuel Linda.A União Europeia aprovou sanções económicas contra a Rússia pelo conflito no leste da Ucrânia, mas adiou-as pelo cessar-fogo alcançado entre os dois países, uma posição que para D. Manuel Linda não é mais forte pela ausência de “uma política externa comum” que torna “muito difícil falar a uma única voz”.D. Manuel Linda disse à sala de imprensa do Santuário de Fátima que vai rezar pelos militares que lhe estão confiados, “para que Deus lhes conceda todo o bem, a felicidade e a alegria que nasce da fé”.
Ao manifestar a “grande honra” com que recebeu o convite para presidir à peregrinação militar e da familia militar em setembro, “atendendo ao que Fátima representa para Portugal e para o mundo”, o bispo do Ordinariato Castrense de Portugal destaca também a “responsabilidade” de presidir à peregrinação, “devido aos tempos conturbados que vivemos e à função iluminadora que a Igreja é chamada a realizar, como faz o muito querido Papa Francisco”.
HM/LDS/OC

quinta-feira, 13 de março de 2014

ADEUS EMINÊNCIA

"Faleceu hoje o cardeal D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, vítima de aneurisma na aorta.

O patriarca emérito encontrava-se em retiro em Fátima quando por uma indisposição foi levado para o Hospital do SAMS, onde veio a falecer.

As exéquias, presididas pelo patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente, vão ser celebradas na sexta-feira, dia 14, às 16 horas na Sé Patriarcal, seguindo depois o corpo para o Panteão dos Patriarcas, em São Vicente de Fora.

D. José Policarpo tinha apresentado a sua renúncia ao cargo em 2011, por limite de idade, resignação aceite por Bento XVI e confirmada pelo Papa Francisco, que a 18 de maio de 2013 nomeou como novo patriarca de Lisboa o até então bispo do Porto, D. Manuel Clemente.

O 16.º patriarca de Lisboa assumiu esta missão a 24 de março de 1998, após a morte de D. António Ribeiro, de quem era coadjutor desde março de 1997.

D. José da Cruz Policarpo nasceu a 26 de fevereiro de 1936 em Alvorninha, Caldas da Rainha, território do Distrito de Leiria e do Patriarcado de Lisboa.

Padre desde 15 de agosto de 1961, foi ordenado bispo em 1978 (auxiliar de Lisboa), criado cardeal por João Paulo II em 2001 e participou em dois Conclaves: no de abril de 2005 que elegeu Bento XVI, e no de março deste ano, que acabou com a escolha do Papa Francisco.

O patriarca emérito era licenciado em Teologia Dogmática, em 1968, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, com a tese ‘Teologia das Religiões não cristãs’; posteriormente, defendeu na mesma instituição académica uma tese subordinada ao título "Sinais dos Tempos".

Docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa desde 1970, na categoria de professor auxiliar (1971), de professor extraordinário (1977) e de professor ordinário (1986), D. José Policarpo foi diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (1974/1980; 1985/1988), antes de ser nomeado reitor da Universidade Católica Portuguesa para o quadriénio de 1988/1992, por Decreto da Santa Sé, tendo sido reconduzido nessa função por um segundo quadriénio (1992/1996).

Após a sua nomeação como patriarca de Lisboa, assumiu o título de magno chanceler da Universidade Católica.

[[v,d,3471,]] D. José Policarpo foi eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) em abril de 1999 e reeleito em 2002 para um novo triénio; voltaria a ocupar o cargo após uma terceira eleição, em maio de 2011.

No Vaticano, o patriarca emérito foi membro do Conselho Pontifício da Cultura e desempenhou essas funções na Congregação de Educação Cristã e no Conselho Pontifício para os Leigos.

Enquanto líder da Diocese de Lisboa, D. José Policarpo apostou na nova evangelização, tendo mesmo dinamizado um congresso internacional (ICNE) com várias outras cidades europeias (Viena, Paris, Bruxelas e Budapeste) que passou pela capital portuguesa em 2005, e na implementação das orientações do Concílio Vaticano II.

Lisboa acolheu também o Encontro Europeu de Jovens promovido pela comunidade ecuménica de Taizé, entre os dias 28 de dezembro de 2004 e 1 de janeiro de 2005, reunindo dezenas de milhares de jovens de diferentes nacionalidades e confissões cristãs.

A preocupação com a “indiferença” da sociedade face a Deus e os apelos ao diálogo perante o atual momento de crise socioeconómica em Portugal marcaram os últimos anos à frente da CEP e do Patriarcado de Lisboa.

Desde 1997, como arcebispo coadjutor e depois como cardeal-patriarca, D. José Policarpo ordenou 92 novos padres para a Igreja, em celebrações de âmbito diocesano."

In A.Eclesia

domingo, 23 de fevereiro de 2014

CARDEAIS NOVOS OU NOVOS CARDEAIS?

O Consistório público para a criação de 18 novos cardeais, que hoje decorreu no Vaticano, elevou o número dos membros do Colégio Cardinalício para 217, vindos de 68 países (53 com cardeais eleitores).
Portugal está representado por D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos (com mais de 80 anos), D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito, e D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa.
D. Loris Capovilla, de 98 anos, esteve ausente da celebração na Basílica de São Pedro, por motivos de saúde, e irá receber o barrete e o anel pelas mãos de um enviado especial, como anunciou o Papa, numa cerimónia que decorrerá a 1 de março em Sotto il Monte (Itália), terra natal do Beato João XXIII, do qual era secretário.
A Europa tem metade (61 cardeais) do número total de eleitores, seguindo-se a América (34, 15 do Norte e 19 latino-americanos), África e Ásia (13 cada) e Oceânia (1).
Os países mais representados neste grupo são a Itália (29 cardeais eleitores); Estados Unidos da América (11); Alemanha, Brasil, Espanha e Índia (5 cada).
A maioria europeia vai diminuir nos próximos meses, dado que 10 cardeais que vão completar 80 anos até final de 2014: sete são oriundos do Velho Continente (quatro italianos), um do Brasil, um do Vietname e outro da Indonésia.
O consistório deste sábado promoveu a criação de 16 cardeais eleitores, com uma média de 67 anos de idade, e três cardeais com mais de 80 anos.
Entre os novos cardeais passam a estar metade dos membros do Colégio Cardinalício com menos de 60 anos: D. Pietro Parolin (59), secretário de Estado do Vaticano; D. Gérald Cyprien Lacroix (56), arcebispo do Quebeque (Canadá); D. Chibly Langlois (55), bispo de Les Cayes (Haiti).
Os 16 novos eleitores são oriundos da Europa (6), América (6), África (2) e Ásia (2).
Segundo o Código de Direito Canónico, os cardeais "constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice [Papa]", embora as funções dos membros do colégio cardinalício vão para além desta eleição.
Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.
Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento na sua sessão XXIV de 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.
Paulo VI (1897-1978) fixou em 120 o número de cardeais eleitores do Papa e estabeleceu como idade limite para a possibilidade de votar os 80 anos, disposições que foram confirmadas por João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI que, pontualmente, excederam o número estabelecido, derrogando a norma.
OC

domingo, 2 de junho de 2013

DIFERENÇA

Para já a postura é muito diferente.

Vamos ver o resto

terça-feira, 11 de outubro de 2011

NOVO BISPO



D. Nuno Brás, Reitor do seminário dos Olivais , foi hoje consagrado Bispo e vai para Auxiliar da Diocese de Lisboa

sábado, 16 de julho de 2011

FIQUEM A SABER

O secretário da Congregação para os Bispos (Santa Sé), D. Manuel Monteiro de Castro, revelou que o processo de escolha e nomeação de bispos passa pelo crivo de 30 cardeais.
A celebrar o 50.º aniversário da sua ordenação sacerdotal, D. Manuel Monteiro de Castro realça também que os processos portugueses “demoram pouco tempo”, mas dependem de “muitas circunstâncias”.
Com algumas dioceses portuguesas à espera de novos bispos, o secretário da referida congregação sublinha que as consultas feitas no nosso país têm “muita importância” porque a Congregação para os Bispos “julga, segundo o que chega por escrito” de Portugal.
Para a nomeação de um bispo adianta que são propostos três candidatos – “o Núncio faz o estudo e envia para Roma” – e, na Santa Sé, numa “plenária com 30 cardeais”, o assunto é novamente refletido para depois ser o Papa a escolher.
Sobre a hipótese de um bispo ser escolhidos pelos cristãos da sua diocese, o secretário da Congregação frisou que quando era núncio “escutava os leigos” neste processo de escolha, mas “isso depende muito do núncio”.
Geralmente, não se nomeiam bispos “antes dos 44 ou 45 anos” para que tenham “20 anos de sacerdócio” – disse.
Quando um bispo completa os 75 anos escreve uma carta ao Papa – “que vem à nossa congregação” – e pede a resignação, todavia se o prelado “está em boa saúde e não tem dificuldade em continuar, a Igreja não pressa” na substituição.
Em relação aos cardeais frisou que quando estes estão de “boa saúde ficam mais tempo” e “geralmente estão dois anos”.
PTE/LFS

terça-feira, 10 de maio de 2011

O VATICANO HOJE


(Indica-se o ano de nomeação para o cargo. Em itálico, os nomeados por João Paulo II)

Secretaria de Estado do Vaticano (Secretário) – Cardeal Tarcisio Bertone (Itália) - 2006
Congregações
Doutrina da Fé – Cardeal William J. Levada (EUA) – 2005
Igrejas Orientais – Cardeal Leonardo Sandri (Argentina) – 2007
Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos – Cardeal Antonio Cañizares Llovera (Espanha) – 2008
Causas dos Santos – Cardeal Angelo Amato (Itália) – 2008
Evangelização dos Povos – Arcebispo Fernando Filoni (Itália) – 2011
Clero – Cardeal Mauro Piacenza,(Itália) – 2010
Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica – Arcebispo João Bráz de Aviz (Brasil)  – 2011
Educação Católica (Seminários e Institutos de Estudo) – Cardeal Zenon Grocholewski (Polónia) - 1999
Bispos – Cardeal Mar Ouellet (Canadá) – 2010
Tribunais
Penitenciaria Apostólica (Penitenciário-mor) – Arcebispo Fortunato Baldelli (Itália) – 2007
Assinatura Apostólica – Arcebispo Raymond Leo Burke (EUA) – 2008
Rota Romana – D. Antoni Stankiewicz (Polónia) – 2004
Conselhos Pontifícios
Leigos – Cardeal Stanislaw Rylko (Polónia) - 2003
Promoção da Unidade dos Cristãos – Cardeal Kurt Koch (Suíça) - 2010
Família – Cardeal Ennio Antonelli (Itália) - 2008
Justiça e Paz – Cardeal Peter Turkson (Gana) - 2009
"Cor Unum" – Cardeal Robert Sarah (Guiné-Conakry) - 2010
Pastoral dos Migrantes e Itinerantes – Arcebispo Antonio Maria Vegliò (Itália) - 2009
Pastoral da Saúde – Arcebispo Zygmunt Zimowski (Polónia) - 2009

Veja-se que só restam 3 dos cardeais nomeados por João Paulo II(todos Polacos)