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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BRAVÔ


Corveta «Oliveira e Carmo» chega a Portimão para ser afundada e criar o parque                                                                            
                O primeiro dos quatro navios cedidos pela Marinha de Guerra Portuguesa para integrarem o parque subaquático Ocean Revival, a criar a cerca de 5,5 quilómetros da costa, chega a Portimão na sexta-feira, dia 10 de fevereiro.
                Para as 08h45, está marcada a entrada na barra de Portimão da corveta “Oliveira e Carmo”, o primeiro navio a ser submetido neste porto aos necessário trabalhos de descontaminação, antes do seu afundamento.
                Será o ponto de partida de um ambicioso e original projeto que permitirá criar um espaço museológico subaquático, vocacionado para o turismo de mergulho.
                O parque subaquático, destinado a potenciar o turismo de mergulho, é uma iniciativa da Câmara de Portimão e da empresa privada Subnauta (centro de mergulho na Praia da Rocha), que conta com o apoio do Ministério da Defesa.
                Ao todo, deverão ser afundados ao largo de Alvor quatro antigos navios da Armada Portuguesa – o navio oceanográfico «Almeida Carvalho», a fragata «Hermenegildo Capelo», a corveta «Oliveira do Carmo» e o navio-patrulha «Zambeze».
                Todos estes navios estão desativados e foram cedidos à autarquia de Portimão a custo zero. A parceria teve que ser feita, pois o privado não poderia ter recebido estas embarcações.
                Antes de afundar os navios, o primeiro passo é limpá-los de todos os materiais contaminantes, como os amiantos, para que não constituam qualquer ameaça ao ambiente.
                A antiga corveta Oliveira e Carmo será a primeira a ser afundada
                E, para assegurar que esta meta é cumprida, foram desenvolvidos e apresentados às entidades competentes, segundo fonte da Subnauta, vários estudos de impacte ambiental, de biologia marinha (para saber que tipo de espécies povoam as áreas e qual será o impacto do projecto), bem como prospecções arqueológicas (para garantir que o afundamento não ia prejudicar possíveis vestígios).
                As embarcações serão afundadas a cerca de 30 metros de profundidade ao largo de Alvor, pois é necessário deixar pelo menos 15 metros entre o ponto mais alto do navio e a superfície, para não causar impedimentos à circulação marítima.
                 O maior navio tem 102 metros de comprimento e o mais pequeno 44 metros e as superestruturas estarão, à partida, acessíveis aos mergulhadores (Open Waters).
                O acesso será público a quem cumpre as regras, estando a ser elaborado um regulamento.
                O projeto, que implica um forte investimento, vai permitir colocar o Algarve no circuito de mergulho, aproveitando o bom clima, as boas águas com muitas espécies de fauna, o facto de ser um destino barato e familiar.
              

1 comentário:

Fernão disse...

Não se poderia, com lucro, afundar toda a esquadra?