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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ANGOLA,UÉ


O político português e amigo de
Jonas Savimbi, João Soares, convidado
a dissertar, em Luanda, sobre a
figura e obra do fundador da UNITA,
afirmou que o político era acima de
tudo “um homem não comprável”.
A UNITA realizou quarta-feira, 22,
uma conferência internacional para
assinalar os dez anos de morte do
líder fundador da UNITA, morto em
combate a 22 de Fevereiro de 2002,
na província do Moxico.
Para o deputado do Partido Socialista
português, Jonas Savimbi era “um
verdadeiro angolano”, o único dos
três dirigentes dos movimentos de
libertação de Angola que se manteve
no interior do país, por altura da
luta colonial e até aos seus últimos
dias.
João Soares enalteceu ainda o contributo
de Jonas Savimbi para a
implantação da democracia em Angola.
“Jonas Savimbi tem um papel incontornável
na história de África e de
Angola, isto é o que os adversários
dele de sempre não querem reconhecer,
mas que é a todos os títulos justo
reconhecer. Não estou aqui a querer
usar o papel dele. Tanto é assim que
reconheço que numa vida tão grande,
tão recheada e com uma gestão
difícil, houve momentos menos
bons, momentos sombrios e houve
mesmo momentos em que se cometeram
erros graves, que aliás, foram
sempre reconhecidos pelo mesmo, o
que é bom sublinhar”, enunciou o
político.
“O que não posso aceitar e vocês
também não devem nunca aceitar
é que queiram atirar o dr. Jonas
Savimbi para longe da história de
Angola, na lógica daquela velha escola,
de que, pelo menos nós os mais
velho conhecemos bem, que é a história
dos soviéticos que apagavam
das fotografias as figuras que lhes
pareciam mais inconvenientes”, frisou
João Soares.
Por sua vez, o jornalista francês Yves
René Paul Loiseau, outro orador
convidado a intervir na conferência
sobre a vida e obra de Jonas Malheiro
Savimbi, revelou aos presentes, que
em 1995, o líder fundador da UNITA
já usava tecnologias de informação
para se manter informado.
Yves René, que esteve na Jamba em
meados dos anos 90, disse igualmente
à plateia que o mundo mudou
muito desde a morte de Jonas
Savimbi. “A revolução hoje faz-se
através das mensagens do facebook
e do twiter e não com as teorias de
Mao Tsé Tung”.
Já para José Pedro Katchiungo, secretário
nacional para os assuntos
eleitorais da UNITA, também um dos
oradores do evento, Jonas Savimbi
“era um homem desapegado aos
bens materiais”.
Para além destes estiveram também
convidados a dissertar nesta cerimónia
figuras históricas da UNITA,
como Samuel Chiwale, Tiago Kandada,
além de duas figuras importantes
do meio político e intelectual
português, grandes amigas do Galo
Negro, Maria Antónia Palla, do Partido
Socialista, e Maria João de Lemos,
do Partido Social Democrata
português.
A conferência teve três painéis e contou
com a participação de centenas
de pessoas, naquele que foi dos mais
concorridos eventos realizados por
este partido, desde que a 22 de Fevereiro
de 2002, tombou nas matas
do leste de Angola, Jonas Malheiro
Savimbi. Ana Margoso

1 comentário:

G. Allen disse...

Caríssimo Manel, sou quase levado a crer que o JMS era um humanista.
Um abraço
G