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quarta-feira, 13 de julho de 2011

OLHEM LÁ

Quando José Dias Ferreira, bisavô de Manuela (Dias) Ferreira Leite, chegou a chefe do Governo em 1892, encontrou um país de "tanga", por força de elevados investimentos ferroviários e em estradas e portos. A dívida pública representava 81% do PIB e o défice orçamental era de 2%.

Juntamente com o Ministro da Fazenda - Oliveira Martins, tio-bisavô do actual presidente do Tribunal de Contas - tomou medidas drásticas: subida de impostos, corte até 20% dos vencimentos dos funcionários públicos, suspensão de admissões no Estado, paragem das grandes obras, saída do padrão-ouro e desvalorização cambial.

Durante dez anos, não foi possível recorrer a empréstimos no estrangeiro, dada a situação de bancarrota verificada.

O desenvolvimento das infra-estruturas no "fontismo" baseou-se num modelo que se pode considerar como a génese das parcerias público-privadas. Eram concessões dadas a particulares que, muitas vezes, garantiam um determinado rendimento ao investimento e, se este ficasse abaixo desta garantia, havia compensação do Estado
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2 comentários:

Anónimo disse...

E , se calhar , o Chefe do Estado de então não premiou os seus serviços com uma medalha contrariamente ao que agora sucedeu à bisneta que , em prol do País , nada fez a não ser pertencer ao círculo de amigos do Presidente . Veja - se a sua actuação na Educação e nas Finanças onde fez exactamente o que veio a criticar quando feito pelos outros . Parafraseando uma expressão da Marinha , há uns que todos sabem como lá chegaram , outros que ninguém sabe como lá chegaram , alguns que só eles sabem como lá chegaram e por fim uns outros que nem eles sabem como lá chegaram

José Sousa e Silva disse...

Gosto muito do Post e do comentário de "Anónimo" a quem envio calorosas saudações navais.