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domingo, 18 de outubro de 2009

ANGOLA, UÉ


Sebastião Kipaci, empresário angolano radicado há 59 anos em Boma, expulso da região do Baixo-Congo, classifica de “ingrata” a posição das autoridades da RDC de forçarem a saída de angolanos que viviam em situação regular naquele país.O empresário, que controlava 160 trabalhadores no ramo da construção civil em Boma, regressou ao país com apenas uma calça e camisa no corpo, com um par de chinelos nos pés. Conta que, devido aos maus-tratos a que foram sujeitos os angolanos, não pretendem mais regressar àquele país.Sebastião Kipaci diz que a forma como regressaram à pátria acaba por ser “um mal necessário, porque era um sonho que estava adiado e hoje, com o fim da guerra, devemos participar nas tarefas de reconstrução nacional em curso no país”. Ele conta ainda que o pior só não aconteceu, devido à pronta intervenção dos militares angolanos, que estão baseados no quartel-general de Baki, no Muanda.“Os nossos militares, por assistirem várias barbaridades protagonizadas pelas autoridades congolesas contra nós, decidiram sair à rua, fazendo disparos para o ar, como forma de repelir os saques e pilhagens dirigidos às nossas casas, no município do Muanda, localidade que faz fronteira com a província de Cabinda”, explicou.A comunidade angolana expulsa está chocada com a atitude xenófoba protagonizada por indivíduos que até há pouco tempo se declaravam um povo irmão e que partilha a mesma fronteira, com usos e costumes semelhantes, sublinhou Maria Mediana, 98 anos, que residia naquele país há mais de 50 anos.

1 comentário:

carlos disse...

Tenho a ideia, se calhar errada de ligar o nome de Boma a Matadi.
o que me espanta é ver que a situação de relativa acalmia e quási igualdade durou dezenas de anos
O empresário concerteza sabia os riscos que corria e não deverá ter dificu7ldades de substituir os chinelos. Pena são os trabalhadores e familias esses sim se calhar despojados de tudo.
Mas a fotografia, que é muito bonitas