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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

BOM

Pugnar pela sua extinção mais não é do que uma forma encapotada e ardilosa de atacar a existência da instituição militar
Em defesa do Colégio Militar

O Colégio Militar tem mais de dois séculos de
existência e, embora haja avaliadores com
créditos bem mais fi rmados e independentes
do que os meus, considero que pelos exames
por que passou ao longo da sua vida é-lhe
devida uma nota de média elevada. Não é pouco, para
208 anos e para largos milhares de jovens que nele
aprenderam bem mais do que os conteúdos programáticos
das disciplinas curriculares.
À época em que o Colégio Militar foi criado, os tempos
eram conturbados, mas isso não impediu que já nessa
altura se revelassem homens de visão, criativos e inovadores,
enérgicos e determinados, como foi o caso de
António Teixeira Rebelo, então coronel do Exército e
futuro marechal.
Curiosamente em 1803 era regente do Reino de Portugal
o príncipe D. João (futuro rei D. João VI), trisavô
de Duarte Pio de Bragança, que foi aluno do Colégio – o
n.º 97 entrado em 1960 e que é hoje um referencial de
valores que é justo realçar no meio da desestruturação
que campeia.
Quando, nos primórdios do século XIX, António Teixeira
Rebelo começou a conceber e depois a materializar
a criação de um estabelecimento de ensino, nos moldes
em que o pensou, estava seguramente muito longe de
pensar que, na sequência dessa ideia, ele se viesse a
transformar no que foi e é o Colégio Militar, no que ele
representou e representa, nas vicissitudes por
que passou e no signifi cado que teve e tem não
só para os que o frequentaram e as respectivas
famílias, mas também, podemos dizê-lo, para
o país no seu conjunto.
Estava certamente distante de admitir que o
Colégio fosse alcandorado à fama e à infl uência
de que veio a desfrutar, pelas provas prestadas
de forma pública, quanto à excelência da educação
proporcionada aos seus alunos, nas suas múltiplas
componentes, de que não devem ser descuradas, pela
sua relevância, a educação física, mas também a cívica,
a instrução militar e desportos mais completos, como a
equitação, a esgrima e o pára-quedismo.
Porque, apesar de na sua matriz fundadora o Colégio
se destinar fundamentalmente a fornecer a aprendizagem
de matérias escolares, o certo é que a formação
global não se restringiu às disciplinas curriculares, antes
foi completada por uma sólida educação moral dispensada
aos seus alunos.
Os últimos anos foram, que me lembre, dos que mais
fustigaram o prestígio do Colégio, e dos outros estabelecimentos
militares de ensino, no âmbito de um
quadro que caracterizo como de revolução silenciosa,
com maior ou menor ruído, que vai fazendo o seu
percurso para atacar o que são alguns dos principais
pilares estruturantes da nação: as Forças Armadas e
a família. Contexto no qual se inserem artigos como o
que o professor Vital Moreira assinou no PÚBLICO de
dia 2 de Agosto.
Vale a pena relembrar que compete ao Estado, nos
termos da Constituição Portuguesa em vigor, entre
demasiadas e certamente excessivas funções, as de
promover o ensino, assegurar a formação, nas suas
múltiplas vertentes, dos jovens, e dignifi car os valores
que se podem considerar integrantes da identidade
nacional, incutindo-os desde cedo nos adolescentes;
pelo menos é assim que eu também leio a principal
lei da nação.
Ora, alguém tem dúvidas de que o Colégio Militar
continua a constituir um importante instrumento para o
cumprimento de tais desideratos? Que fornece, de forma
ímpar, uma educação que pode ser qualifi cada como
integral? Que os seus alunos, durante a permanência
no Colégio, aprendem e solidifi cam todo um conjunto
de princípios que, por mais que a desordem mundial
evolua, e também por isso, se revelam da maior importância
para defrontar os desafi os com que diariamente
todos somos confrontados? Que a preparação global
dispensada aos alunos do Colégio Militar se tem afi rmado
nos mais variados sectores de actividade da vida
nacional? Que, em momentos cruciais da vida do nosso
país, a aprendizagem e a vivência que tiveram os torna
especialmente aptos para as mais difíceis missões e as
mais delicadas situações?
Que o Colégio Militar é elitista, mas à saída, não à
entrada? Alguém tem dúvidas da importância, para um
país, da formação de escóis? E do bom exemplo que o
Colégio Militar pode constituir para outras escolas do
nosso país? Existem dúvidas sobre a indispensabilidade
da instituição militar?
Pugnar pela extinção do Instituto de Odivelas, do Instituto
dos Pupilos do Exército e do Colégio Militar mais
não é do que uma forma encapotada e ardilosa de atacar
a existência da instituição militar.
Miguel
Félix
António
 Ex-aluno do Colégio
Militar (curso de entrada de 1972), jurista/gestor

2 comentários:

Anónimo disse...

Mas tambem porque razão não abre o Exercito o Instituto de Odivelas aos Odivelenses?
O Amigo do Cherne

José Sousa e Silva disse...

VIVA O COLÉGIO MILITAR ! VIVA !!!