quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PIOR QUE MUITO MAU

Pagou todas as contas sem abrir a boca. Almoços e jantares em esplanadas de Lisboa onde era levada pela mão do raptor. Vigiada ao segundo, o terror travava a jovem italiana antes de gritar por socorro - nas escassas horas fora do quarto da pensão onde foi trancada, espancada e violada da última sexta-feira a domingo, desde que desceu do comboio, em viagem de final de curso pela Europa. O violador, que a apanhara sozinha a passear na Baixa, foi preso pela Judiciária mas libertado ontem pelo juiz.
O magistrado, que habitualmente trabalha com processos de Direito Civil mas que ontem estava de turno no Tribunal de Instrução Criminal, devido às férias judiciais, deixou à solta o predador sexual, com apresentações na esquadra de duas em duas semanas, apesar de o relatório pericial do Instituto de Medicina Legal, dos exames à vítima, não ter deixado dúvidas quanto às lesões: a jovem italiana, de 25 anos, foi violada de uma forma bárbara e sucessiva.
A vítima desembarcou no Parque das Nações sexta-feira. Tinha como referência uma residencial na Baixa. E foi já aí, ao caminhar de mochila às costas, que pediu indicações. Solícito, o imigrante de um país africano, 42 anos, ofereceu-se logo para a acompanhar até à residencial.
Desviou a vítima até à pensão onde ele tinha um quarto arrendado e durante três dias, até domingo à tarde, a jovem foi sucessivamente agredida e violada.
O violador levava-a à rua de mão dada e sob ameaça. Retirara-lhe a documentação e bens pessoais. Almoçavam e jantavam às custas da jovem italiana e, quando voltavam ao quarto, a turista voltava a ser violada.
A enorme violência física e psicológica de que foi vítima nunca lhe permitiu pedir socorro. Só no domingo à tarde, ao ser libertada do cativeiro, a PJ foi chamada a actuar.

Nota: E se fizessem o mesmo à filha do Juiz?


2 comentários:

Anónimo disse...

Antigamente eram as turistas americanas que escolhiam a Itália porque queriam ser violadas.
A Itália era "very exciting".
Mas esses tempos já vão longe e querem ver que o violador pensava que estava na Itália desses tempos e que confundiu a italiana com uma americana !!!...

Manel disse...

Afinal não foi um Juiz mas uma Procuradora.

É claro que o sacana do guineense fugiu e não apareceu mais.

Esta Procuradora, de que se não sabe o nome, merecia castigo idêntico ao da desgraçada da italiana