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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ANGOLA, UÉ

 O MPLA quer ver os ”órgãos competentes do Estado” angolano a pronunciarem-se sobre as acusações do activista Rafael Marques sobre corrupção no seio da Presidência angolana,
Rui Falcão referia-se ao relatório denominado "Presidência da República: O Epicentro de Corrupção em Angola" onde Rafael Marques denunciou a existência de altos oficiais da Guarda Presidencial e da Casa Militar do Presidente angolano à frente de grandes negócios.
“Angola é um Estado de Direito e tem órgãos competentes para se debruçarem sobre este tipo de acusações. O MPLA não tem de se pronunciar sobre um assunto que deve ser analisado nos órgãos competentes. O que o MPLA gostaria era de ver esses órgãos competentes a pronunciarem-se sobre essas acusações”, disse.
Rui Falcão admitiu ainda que o MPLA “internamente, debate todos os assuntos”, incluindo o relatório do activista Rafael Marques, mas não profere declarações específicas publicamente sobre assuntos “que dizem respeito aos órgãos competentes do Estado”.
Após a divulgação do relatório de Rafael Marques, na semana passada, o maior partido da oposição, a UNITA, corroborou as acusações de Rafael Marques, enquanto fonte da Presidência angolana informou que não seriam feitos comentários às denúncias.
No documento divulgado, no passado dia 04 de agosto, na sua página on-line, Maka Angola, Rafael Marques argumenta que "membros muito próximos do Presidente da República têm usado a sua influência para privatizarem, em seu favor, parte do património público angolano e construírem um império comercial de origem bastante duvidosa".
A partir da investigação realizada ao longo de quatro anos, à qual a Lusa teve acesso, bem como aos respetivos documentos que a sustentam, Rafael Marques aponta os casos do chefe da Casa Militar e ministro de Estado, general Hélder Vieira Dias “Kopelipa” do chefe de Comunicações da Presidência, general Leopoldino Fragoso do Nascimento e do presidente da Sonangol, Manuel Vicente.
Este "controlo", que segundo Rafael Marques pode ser explicado pelo "acesso direto" a José Eduardo dos Santos, "representa um grande perigo para a estabilidade política e económica" e cria "uma série de problemas de segurança, até para o próprio Presidente, porque transformaram a Presidência numa casa de negócios para fins privados".
O jornalistas e ativista deu o exemplo da criação da Portmill, Investimentos e Telecomunicações, empresa "atualmente gerida por oficiais da Guarda Presidencial e da Casa Militar do PR, ali colocados pelo general Kopelipa".
A Portmill "nunca teve qualquer actividade comercial, exceto duas: a compra de 24 por cento das ações do BES Angola e a receção de 40 por cento da privatização da Movicel, feita a favor desta empresa", sustentou.
"Onde é que estes oficiais encontraram tanto dinheiro para fazer um negócio desta natureza? Como é que um banco com a reputação do BES aceita 375 milhões de dólares de oficiais da Presidência?", questiona.
O relatório de Rafael Marques analisa também negócios do "triunvirato" nas empresas Biocom, Nazaki Oil&Gas, Media Nova, World Wide Capital e Lumanhe.

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