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quarta-feira, 10 de julho de 2013

ÁS ARMAS

  • Aqui vai a carta que enviámos ontem ao Ministro da Defesa, em nome das antigas alunas de Odivelas que vivem e trabalham em Bruxelas e que contou com o apoio dos antigos alunos do Colégio Militar e dos Pupilos aqui expatriados também:
    Exmo. Senhor Ministro da Defesa Nacional,

    Somos, em Bruxelas, um grupo de antigas alunas do Instituto de Odivelas, na maioria funcionárias das diferentes instituições europeias e temos acompanhado com viva apreensão as notícias relativas ao futuro da nossa antiga escola. Os anos passados nesse estabelecimento de ensino e o primor da educação nela recebida deixaram traços duradouros em todas nós e criaram laços que transcendem gerações. Partilhamos valores humanos e um espírito de solidariedade que são comuns tanto às antigas como às actuais alunas.

    O elevado nível da formação académica de que beneficiámos deu-nos as ferramentas para carreiras de sucesso em diversas áreas. A excelência do ensino prestado pelo Instituto de Odivelas continua a perdurar, sendo prova disso os excelentes resultados que as alunas do Instituto de Odivelas obtêm nos rankings nacionais.

    É com extrema preocupação e estranheza que temos acompanhado o processo – confirmado por despacho – que visa ao encerramento do Instituto de Odivelas nas suas actuais instalações e à sua transferência para o Colégio Militar. O Instituto de Odivelas, enquanto escola exclusivamente feminina, é o único internato do país de ensino diferenciado e reclama essa característica, que estudos científicos têm indicado ser particularmente positiva para o desempenho académico das alunas. Essa foi, seguramente, a nossa própria experiência.

    O Instituto de Odivelas tem tido também, ao longo dos anos, um número elevado de alunas dos países africanos de expressão portuguesa, que o procuram justamente pela excelência do ensino e pelo facto de ser um internato, solução muito prática quando as famílias vivem longe. Tais alunas adquirem ligações e amizades profundas no nosso país, contribuindo assim para uma melhor compreensão de Portugal e dos portugueses nos seus países de origem.

    As restruturações iniciadas há dois anos no Instituto de Odivelas fazem com que neste momento se esteja numa situação de custos já controlados e as novas candidaturas de alunas (suspensas devido ao despacho) permitem assegurar receita suficiente.

    Por todos os motivos expostos, revemo-nos inteiramente nas questões que as associações de pais dos vários colégios militares e a Associação de Antigas Alunas do Instituto de Odivelas têm vindo a colocar, designadamente:

    • Qual é o objectivo desta fusão?
    • Por que motivo o Ministério da Defesa Nacional não aceita analisar a proposta de rentabilidade existente, evitando destruir dois colégios centenários?
    • Qual é a base de suporte para a decisão do fecho do Instituto de Odivelas, com a sua transferência para o Colégio Militar, uma vez que o professor Marçal Grilo veio recentemente a público questionar se alguém teria lido a Nota Prévia do seu relatório, em que mencionava “juntar CM, IO e IMPE levantaria um conjunto de questões delicadas que entendo não deverem ser equacionadas por agora”?
    • Quanto pensa o Ministério da Defesa Nacional poupar com esta fusão, atendendo a que, por um lado, o Mosteiro de Odivelas continuará a ter custos de manutenção e conservação, e por outro lado, no decorrer dos últimos anos foram feitas obras de beneficiação no Instituto, que agora não serão rentabilizadas?
    • Quanto vão custar as obras de adaptação do Colégio Militar e a construção de novos edifícios para o internato feminino?
    • O que vai acontecer ao Mosteiro de Odivelas depois da saída do Instituto?

    Num momento de crise profunda como a que Portugal neste momento atravessa, estamos em crer que não é através da destruição de instituições com excelentes provas dadas que se fortalecerá o nosso país.

    Deixamos aqui o nosso apelo, que conta com o apoio de ex-alunos do Colégio Militar e dos Pupilos do Exército residentes em Bruxelas, para que se suspenda o despacho cujas consequências seriam, a todos os níveis, injustas, destrutivas e perniciosas.

    Com os nossos melhores cumprimentos,

    Vera Reis
    Anabela Pereira
    Teresa Henriques
    Ana Maria Henriques
    Isabel Maria Pratt
    Maria Margarida Caixeiro
    Teresa Mergulhão
    Ana Teresa Caetano
    Ana Cristina Esgalhado
    Angela Athayde
    Lucinda Afreixo

    João Ramalho Ortigão Delgado
    Pedro Chaves
    José Manuel Sousa Uva
    Rodrigo Ataíde Dias
    Vítor Carneiro
    João da Silva Santos
    Rui de Sousa Carrusca
    Carlos Elmano de Oliveira e Rocha
    Pedro Duarte Quartilho Ataíde
    Paulo Antunes
    Adérito Pinto

4 comentários:

Maria Teresa Magalhaes disse...

Bravo! Temos que travar estas guerras em que ninguém percebe onde esta o inimigo e porque se opta por destruir ao invés de construir.!!!
Pelo ensino de excelencia, um caminho dignificante para Portugal
Lutemos por aquilo em que acreditamos, um dia nao ha nada paraa salvar nao ha Portugal
M T´eresa Magalhaes

J.N.Barbosa disse...

E o Chaves? Alguém sabe o que ele anda a fazer? É um tipo perigoso e está sempre por detrás dos ministros.

lucinda disse...

Qual Chaves? Não o signatário desta carta, suponho...

Lucinda Afreixo

lucinda disse...

Qual chaves? Não o signatário desta carta, supponho...

Lucinda Afreixo