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terça-feira, 9 de julho de 2013

ÁS ARMAS

"A secretária de Estado falava aos jornalistas depois de questionada sobre uma carta em defesa do Colégio Militar subscrita por trinta e cinco personalidades, incluindo o ex-Presidente da República Ramalho Eanes e altas patentes militares e ex-ministros, que foi enviada ao Presidente da República.

A secretária de Estado da Defesa disse hoje compreender "as razões afetivas" de muitas pessoas em relação ao Colégio Militar, mas defendeu que a "fusão" com o Instituto de Odivelas é "uma mudança que se impõe".
"Compreendemos as razões afetivas que levam algumas pessoas a defender a manutenção dos colégios tal como eles se encontram hoje, a verdade é que estamos a encetar uma reforma no país e, em concreto, nas Forças Armadas, essa reforma passa por algumas alterações nos colégios que são públicas", disse Berta Cabral.
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A carta, a que a agência Lusa teve hoje acesso, foi enviada a Cavaco Silva a 28 de Junho e pede a suspensão do despacho do ministro da Defesa, de 08 de Abril passado, que determina a transformação do Colégio Militar num internato/externato com rapazes e raparigas e a consequente construção de infraestruturas de internato feminino, absorvendo as alunas do Instituto de Odivelas.
Dizendo compreender a iniciativa, Berta Cabral contrapões que estas alterações "trazem economia" e que "isso é essencial para o país" quando "há tantos sacrifícios pedidos aos portugueses".
"Eu acho que este é um sacrifício muito pequeno e que pode perfeitamente ser pedido, e deve ser pedido, esse esforço de racionalização tem de ser feito e deve ser feito", acentuou.
"No século XXI não há justificação para haver segregação por género no ensino público em Portugal, há muitos anos que não há no restante ensino, também não faz sentido que haja nas Forças Armadas quando já há tantas senhoras nas fileiras das Forças Armadas a desempenhar cargos de grande responsabilidade, acho que o nosso país tem de dar esse passo qualitativo em termos do ensino militar, sem perder a qualidade do ensino, esse é um pressuposto de partida", sustentou.
A governante referiu que "estamos no século XXI e a vida faz-se de mudança" e que "esta é uma mudança que se impõe neste momento".

Nota: Ou seja o que a "senhora" disse , resumidamente, foi :

1-Que se lixe a opinião das individualidades que subscreveram a carta
2-Que se lixe a opinião que dela tiver o Presidente da República
3-Que se dane a história, a tradição, o prestígio.
4-O que se fará é o que Eu e o ministro aguiar hifen branco quisermos

QUEM ASSINOU A CARTA

Adriano Moreira
Bagão Félix
Campos e Cunha
Marçal Grilo
Medina Carreira
Roberto Carneiro
Rui Manchete
Veiga Simão
Ex-chefes militares
General Ramalho Eanes
General Sousa Pinto
General Alípio Tomé Pinto
Almirante Melo Gomes
General Loureiro dos Santos
General José Lemos Ferreira
General Pinto Ramalho
Almirante Vieira Matias
General Martins Barrento
General Rocha Vieira
General Garcia Leandro
Deputados da maioria parlamentar
Hélder Sousa e Silva
João Rebelo
Outras Personalidades
D. Januário Torgal Ferreira
Artur Santos Silva
Rui Vilar
João Salgueiro
Manuel Braga da Cruz
Medina Carreira
D. Duarte Pio de Bragança



O COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO

A Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar enviou a uma carta, assinada por todos os titulares dos seus Órgãos Associativos e Conselho Supremo, onde apela a Sua Excelência o Presidente da República "que aceite exercer a sua magistratura de influência no sentido de que o Despacho 4785/2013 de 8 de Abril do Ministro da Defesa Nacional seja imediatamente suspenso no referente à transformação repentina e imponderada do Colégio Militar num internato/externato misto e à construção de infra-estruturas de internato feminino no Colégio Militar, e se proceda a uma análise, serena e profunda, envolvendo, efectivamente, as Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Colégio Militar e dos Antigos Alunos do Colégio Militar que permita encontrar soluções para que as mudanças que venham a ser consideradas necessárias não descaracterizem esta Instituição bicentenária, antes a fortaleçam e lhe confiram capacidade e dinâmica acrescidas para continuar a servir a nossa Pátria".
O conjunto de personalidades, cujos nomes falam por si, que aceitaram subscrever esta carta são um apoio distinto e excepcionalmente significativo à manutenção do Colégio Militar como instituição de Portugal.
A Direcção da AAACM

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