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quinta-feira, 11 de março de 2010

POIS.....

A conclusão foi expressa, em declarações à agência Lusa, pelo antigo capitão de Abril Vasco Lourenço, para quem o 11 de Março de 1975 - cujo 35º aniversário hoje se comemora - constituiu um momento decisivo da «radicalização» do processo político por acção de Spínola.
«Estivemos muito perto de uma guerra civil, com uma ruptura violenta no meio do povo português», disse Vasco Lourenço, considerando que a tentativa falhada de «golpe contra o processo que estava em curso» protagonizada por Spínola há 35 anos abriu «espaço para um salto qualitativo à esquerda, o chamado contra-golpe, que permitiu uma radicalização muito maior».
«Perdeu e abriu espaço para um salto qualitativo à esquerda, o chamado contra-golpe, que permitiu uma radicalização muito maior. Na altura o MFA consegue manter o essencial, as eleições para a Assembleia Constituinte, mas depois com a aceleração do processo, a fuga dos capitalistas e de outros que fugiram do país com o receio da radicalização, com a necessidade de nacionalizações que houve na altura dá-se um acentuado caminhar para soluções mais à esquerda», advogou.
A «tentativa do grupo spinolista», «empurrado pela extrema-direita», levou a uma radicalização que «que ia fazendo perder tudo».
«Considero menos responsáveis os que depois radicalizaram do que os que, ao tentarem inviabilizar o prosseguimento da situação democrática que se estava a realizar, ao tentarem um golpe à direita, criaram condições para o salto dos outros», afirmou.
E exemplificou: «Pouco antes do 11 de Março tínhamos acabado de aprovar o plano económico e social, também conhecido por plano Melo Antunes, que era muito mais moderado do que o que acabou por se decidir a seguir ao 11 de Março. Por exemplo, o máximo que se previa era a nacionalização de 51 por cento da banca. O próprio Partido Comunista nessa altura não defendia a nacionalização da banca».
De resto, Vasco Lourenço identificou «tentativas sucessivas por parte de Spínola e do seu grupo», desde o 25 de Abril de 1974, para «alterar o que era o programa do MFA, fundamentalmente no seu objectivo principal que era eleições livres para uma Assembleia constituinte no espaço de um ano».
«Se não fossem as tentativas sistemáticas que houve da parte do Spínola e deles para inviabilizarem o decorrer normal do programa tudo teria sido mais rápido e mais fácil (…) e entrar-se-ia muito mais rapidamente numa situação democrática», acentuou.
Lusa / SOL

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