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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

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As Associações Profissionais de Militares enviaram uma “carta aberta ao ministro da Defesa Nacional” na qual acusam Aguiar-Branco de “procurar repartir responsabilidades” com as chefias militares relativamente às medidas previstas no Orçamento do Estado para 2013 fazendo crer que estas as aprovaram.

“Não podemos deixar de lamentar a persistência de Vossa Excelência em afirmar, cada vez que questionamos opções que julgamos perniciosas para os militares, que as medidas ou opções decididas foram amplamente discutidas com as Chefias Militares, deixando subentender que terá obtido destas a respectiva aquiescência”, lê-se na missiva assinada pelos presidentes da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), de Praças (AP), de Sargentos (ANS) e da Associação dos Militares na Reserva, e a que o site da RTP teve acesso.
Decisões "penalizam fortemente os militares"Segundo estas Associações Profissionais Militares (APM), “ao envolver as Chefias Militares nas decisões de por que por que Vossa Excelência é responsável, a maioria das quais penalizam fortemente os militares, poderá, quiçá inconscientemente, estar a contribuir para interferir com a coesão entre os militares, esteio e cimento agregador do espírito militar”.

“Por conseguinte, Sr. Ministro da Defesa Nacional, Excelência; os factos atestam a legitimidade das preocupações das APM´s, pois, se houve alterações foram, infelizmente, no sentido a que desgraçadamente já nos habituou: para pior, coerentemente persistindo na desconsideração e desrespeito pelos militares”, frisam.

As APM’s consideram “óbvio, necessário e indispensável o relacionamento com as Chefias Militares” e a culpam o ministro da Defesa Nacional de “procurar endossar ou repartir responsabilidades por algo que será da inteira responsabilidade de Vossa Excelência”.

“Sabemos nós e talvez tenha a noção Vossa Excelência também, que à semelhança do que acontece aos seus concidadãos, violentamente extorquidos nos seus direitos sob as mais diversas formas, os militares, têm vindo a ser sujeitos às mais variadas e destemperadas medidas, atentatórias das suas condições de vida e colidindo com a dignidade que a sua condição militar impõe que seja respeitada”, acrescentam na “carta aberta” enviada pelas Associações Profissionais de Militares ao ministro da Defesa Nacional.
Caminho "suicidário"“As APM’s tudo têm feito para contrariar e fazer reverter este caminho que reputamos de suicidário, pois entendemos que, nem os militares, nem a comunidade que jurámos servir, são merecedores de um destino construído à custa de continuada injustiça e ausência de equidade decorrentes dos sacrifícios impostos sob o lema do custe o que custar, mesmo que à custa da ruina de todos nós”.

Associações Profissionais de Militares recordam que tudo tem vindo a fazer e tudo farão “para contrariar o rumo que tem vindo a ser incutido a matérias relacionadas com os ‘Temas mais relevantes para a estrutura militar’, usando as prerrogativas e instrumentos que a Lei nos confere. Lei que impõe obrigações que Vossa Excelência reiteradamente insiste em não cumprir”.

“De muitas e variadas formas intervimos, alertando, persuadindo, propondo soluções bem diferentes daquelas que persistentemente têm vindo a agravar a situação dos militares, das suas famílias e das próprias Forças Armadas, interferindo não só com as suas condições de vida, mas corroendo também a coesão, inestimável ativo da identidade de uma realidade como a militar”, sublinham as APM’s.Ameaça de inferno para fazer aceitar o purgatórioA isto acrescentam que agem “com intuitos certamente bem percebidos pelos nossos camaradas e não utilizando estratégias em que, numa primeira fase se anuncia o ‘Inferno’, para depois corrigir a intenção apenas nalguns aspectos e, qual alma bondosa, afinal afiançar que vem aí apenas o ‘Purgatório’ (bem duro, por sinal), o que, como concordará Vossa Excelência, foi o que se verificou com a proposta inicial de orçamento e o resultado final obtido depois da sua aprovação”.

Na carta dirigida a Aguiar-Branco, os presidentes das APM’S recusam a ideia de as associações que presidem “representam os seus associados” e “como sabe, não são 3000 mas cerca de 10.000, os associados”.

“Para além disso, como qualquer outra organização com natureza socioprofissional, não obstante representarem efetivamente os seus associados, refletem, lutam e defendem as aspirações e os direitos de um universo bem mais vasto, no caso concreto, identificado com a generalidade dos militares”.

A missiva termina com o aviso de que as APM’S, “tudo continuarão a fazer para que seja invertido o sentido que procuram impor ao futuro dos militares”.

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