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sábado, 12 de outubro de 2013

AGUENTA MARUJO

"Atendendo à minha idade e à lei da vida, candidatara-me, pela 2ª vez, a residencial de idosos do CASOeiras do IASFA.
Informaram-me agora terem alojamento disponível. Mensalidade 1953 euros! Teve substancial aumento este verão, segundo me informaram.
Esse montante é superior à pensão líquida que estou recebendo. E ela vai ainda baixar, por força do corte de 10% que o Governo já propôs à Assembleia da República, por força do aumento da contribuição que estou fazendo para o próprio IASFA, por força do que consta irá vir no OE2014.
E tenho outros compromissos que não posso cancelar.
Impossível eu pagar tal mensalidade.
Em fim de vida, com relevantes serviços prestados a Portugal, com prejuízo do apoio que qualquer cidadão pode e deve dar à sua família, com os riscos que corri, com o que a lei de bases da condição militar estabelece, afinal que espécie de apoio me dá o Instituto de Acção Social das Forças Armadas?
António José de Matos Nunes da Silva

C/Alm. Ref."

Nota. Neste caso, e com o devido respeito, será "Aguente Senhor Almirante"

6 comentários:

Anónimo disse...

incrível

Anónimo disse...

Se este caso não fôr "a gota que irá entornar o copo", resta-me perguntar a TODOS QUE SÃO MILITARES, especialmente aos que ainda se encontram no activo, se já os "perderam" de vez ou se ainda "os têm no sítio!...

Para bom entendedor...

CS disse...

Pelo que vim a saber, ficou por dizer que, aquilo que o IASFA oferece mediante 1953 euros [para quem tem uma reforma líquida de 1966 euros, devida por ser oficial general que, para isso, descontou a vida inteira] é apenas “cama, mesa e roupa lavada”, exigindo-se que a pessoa seja autónoma, na sua higiene pessoal, na sua deslocação à messe ou onde quer que seja. Se não for autónomo, não entra ou terá de sair.
Isto, partindo de uma entidade que existe para nos ajudar e não explorar, e para a qual descontámos e continuamos a descontar!...

Estarei muito enganado se considerar tratar-se de mais um “aperto do garrote”?...

Anónimo disse...

Nada disto directamente me atinge mas, se este caso reflecte de facto ou de algum modo os tão apregoados "privilégios dos militares", então vou ali e já venho!

Manel disse...

Com a devida vénia:
Estimado Senhor Almirante Nunes da Silva:

Ao abrir o correio deparei com a insólita situação que expõe e que já obteve muitas manifestações de solidariedade de camaradas da “velha guarda” (parafraseando o Alm. Celestino da Silva). Sou mais um a manifestá-la, mas faço-o também com um incontido sentimento de revolta.

Infelizmente a grande maioria dos camaradas mais novos (os do activo) não se apercebe do que se vai passando nestas matérias, porque não acedem a este blog nem aos comunicados das APM e a informação institucional que recebem é praticamente nula.

Julgo que é altura de apelar com veemência ao dever de tutela das nossas Chefias Militares. Afinal os militares reformados continuam a pertencer aos quadros permanentes das Forças Armadas e o respeito pela condição militar também se lhes aplica, nem que fosse só por consideração pelas suas carreiras dedicadas à instituição militar e ao País, ao longo de uma vida de trabalho muitas vezes em condições extremamente exigentes e penosas em termos físicos e psicológicos.

Acresce que larga parte do património que constitui o IASFA (não sei se devida ou indevidamente transformado em Instituto Público) foi adquirido ou construído com receitas provenientes de descontos e quotas de militares. Sobre isto ainda está para fazer um livro branco, sobre o qual o poder político não quer certamente ouvir falar.

Em resumo:

- É inadmissível que a assistência aos militares, quer seja na doença, quer seja na assistência complementar (especialmente dirigida aos mais idosos) se reja por princípios meramente economicistas de auto-sustentabilidade, ou seja, exclusivamente à custa das contribuições dos próprios, conforme se sabe que é objectivo a atingir pelo actual Governo.

- É inadmissível que a instituição militar não tenha mecanismos de interferência nos processos de decisão sobre a assistência aos militares, deixando-se a matéria completamente sujeita a uma gestão política totalmente insensível e desconhecedora da realidade militar.

Senhior Almirante, conte com todo o meu apoio e empenho numa causa pela qual entendo ser de toda a justiça pugnar.



JMCastanhoPaes

Anónimo disse...

Grande Manel!
Alguém (talvez os bloguistas do nosso tempo!) que diga ao Excelente Almirante Nunes da Silva que «não Há quem não esteja com ele».
Os silêncios, talvez por uma vez, devem ser interpretados como um PROFUNDO APOIO!
Se porventura alguém estiver CONTRA, que fale agora ou então, como dizia o Alm. Pinheiro de Azevedo, ... que se cale para sempre !
Um abraço
Raúl Patrício Leitão
Nota: não me dirijo a Ele, para não empastelar a Net, ... e porque dada a modéstia das minhas notas a AS, certamente não se lembraria de mim ...