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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

TRANSPORTES


José Pedro Aguiar-Branco confirmou ontem a intenção do Ministério da Defesa de rever os acordos celebrados com os governos das Regiões Autónomas, no
                sentido de estes ajudarem a suportar as despesas resultantes do transporte de emergência e de doentes entre as ilhas, efectuado pelos aparelhos da Força Aérea.
               
                "Quer nos Açores, quer em relação à Madeira, vão ser avaliados todos os protocolos existentes, de modo a podermos verificar de que forma é possível
                continuar a prestar missões com partilha de encargos", afirmou ontem Aguiar-Branco. O ministro da Defesa entende que a medida impõe-se, face ao momento
                 de "contenção, austeridade e emergência social, em que é necessário termos um grande espírito de solidariedade, também na partilha dos encargos".
                Aguiar-Branco não quantificou valores, nem especificou os termos da provável futura comparticipação nas despesas por parte dos governos regionais.
                Salientou que o assunto está a ser analisado.
                Confrontado sobre o assunto, o Governo dos Açores não faz comentários para já. Fonte da Secretaria Regional da Saúde adianta que esta só tomará posição
                quando souber formalmente de que forma o ministério pretende rever o acordo actualmente em vigor.
                Aposição do ministro da Defesa, convergente com a do general José Pinheiro, contraria os objectivos de um protocolo assinado no ano passado entre a Força
                Aérea (FA) e a tutela da Saúde nos Açores. Ao abrigo desse protocolo, com os novos helicópteros Merlin, as evacuações médicas e de emergência por via aérea
                 entre as ilhas seriam gratuitas. Em contrapartida, as unidades de saúde dos Açores prestariam assistência aos militares, sem custos acrescidos para o subsistema
                de saúde da FA.
                Conforme já noticiou o DN, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea defendeu que estes custos sejam repartidos, justificando com as dificuldades financeiras
                da FA e a redução de 30% nas horas de voo impostas pelo Orçamento de Estado 2012.

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