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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ATENÇÃO POVÃO

Encontro de Militares. Hoje

O ministro aguiar hifen branco começa a esticar o cabo. Esta de tirar os Generais do IASFA e colocar lá um civil Amigo e nos começar a cortar na Assistência à doença, sobretudo a nós que do Ultramar da guerra trouxemos muitas mazelas....
Cuidado ministro, cuidado. Nós defendemos a Pátria. Não defendemos clientes.


"Os participantes do Encontro de Militares, realizado em 2012OUT17, não podem deixar de assinalar que ainda não obtiveram resposta para perguntas que de há muito vêm formulando: Como é que o País chegou ao estado em que se encontra? Qual o horizonte temporal das cada vez mais gravosas medidas de austerid
ade, aplicadas aos mesmos de sempre? De quem é a responsabilidade da situação a que fomos conduzidos e que, inexoravelmente, está a conduzir Portugal para o abismo?
Das Forças Armadas e dos Militares não é com certeza. Por sinal, encontram-se até entre os mais penalizados pelas duríssimas medidas que estão a ser impostas ao País, mas de que alguns, estranha e iniquamente, se encontram dispensados, omeadamente, aqueles que, tudo leva a crer, mais contribuíram para o actual estado de coisas.
Por isso:
1. Considerando os indícios claros da crescente menorização da nossa Soberania;
2. Considerando que os militares portugueses entendem como
inaceitável a descaracterização das Forças Armadas, ao arrepio dos princípios constitucionais que definem a sua missão.
3. Considerando que está em curso um violento ataque às condições de vida dos portugueses e, por consequência, dos militares e das suas famílias.
4. Considerando que os militares não podem deixar de manifestar toda a sua solidariedade aos seus concidadãos, que, como eles, são esmagados pelas duríssimas dificuldades do dia-a-dia.
5. Considerando a degradação do estatuto profissional e social dos militares, sob a capa de uma alegada racionalização da área da Defesa Nacional.
6. Considerando que a redução das remunerações e pensões, aliada aos cortes nos subsídios de férias e de Natal, às limitações no desenvolvimento das carreiras e ao enorme aumento dos impostos, já atiraram muitos militares para além do limite da possibilidade de cumprir com os compromissos financeiros assumidos, e, a ser prosseguido e acentuado esse caminho, como anunciado pelo Governo, muitos mais cairão nessa situação.
7. Considerando que os militares portugueses juraram perante a
Bandeira Nacional e o Povo Português, defender a Pátria, a
Constituição da República Portuguesa e demais Leis da República,
mesmo com o sacrifício da própria vida.
As largas centenas de militares presentes no Encontro de Militares, deliberaram:
Mandatar as Direcções das APM’s – ANS, AOFA e AP:
A. Para levarem a cabo as iniciativas necessárias para a defesa dos seus direitos;
B. Solicitarem ao Senhor Presidente da República na qualidade de
Comandante Supremo das Forças Armadas, a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado para 2013 junto do Tribunal Constitucional;
C. E promoverem uma concentração, na Praça do Município, em Lisboa, a partir das 15H00, do próximo dia 10 de Novembro, seguida de desfile, terminando nos Restauradores, frente ao símbolo da Independência Nacional restabelecida em 1640."

Os Militares reunidos em Encontro, em Lisboa, 17 de Outubro de
2012

6 comentários:

Manuel Saraiva disse...

«B. Solicitarem ao Senhor Presidente da República na qualidade de
Comandante Supremo das Forças Armadas, a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado para 2013 junto do Tribunal Constitucional;
C. E promoverem uma concentração, na Praça do Município, em Lisboa, a partir das 15H00, do próximo dia 10 de Novembro, seguida de desfile, terminando nos Restauradores, frente ao símbolo da Independência Nacional restabelecida em 1640."»



Ena pá....os militares portugueses vão fazer o mesmo que já fizeram no ano passado, a propósito do orçamento para 2012. Que corajosos e combativos que estes militares "MFA´s e pós MFA´s" são!

Assinado

Um "retornado" de Angola....

Anónimo disse...

Mas estes tipos representam os Militares em armas, ou os reumáticos????

Anónimo disse...

Tenha lá cuidado com o que diz, oh sr. Manel

Manuel Saraiva disse...

Ora aqui está uma excelente lista de perguntas a fazer a todos estes militares "contestatários":

Enquanto não responderem claramente a estas perguntas, não podem esperar ser levados muito a sério....parece-me a mim!

Assinado
Um "retornado" de Angola....


Retirado daqui:

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2271034.html

Aqui deixamos uma sucinta lista, a necessária meia dúzia de questões a colocar aos raladíssimos militares, ou melhor, à ruidosa "classe" de plutónicos sargentos e tímidos superiores hierárquicos:


1. Por onde andavam quando se tratou da delegação da soberania nacional que durante séculos a fio se exerceu sobre os territórios ultramarinos? Por um momento que fosse, escutámos militares minimamente preocupados com a inegável desonra de que se revestiu a apressada retirada daquelas paragens? O que tiveram os militares a dizer acerca do alijar daquilo que os seus precursores conseguiram ao longo de séculos e já agora, do escandaloso abandono das populações que nas F.A. portuguesas confiavam?



2. Onde estavam as Forças Armadas quando os governos decidiram a adesão à então CEE, sem que alguma vez a população - o tal "povo" de que se sentem estrénuos defensores - fosse elucidada para uma posterior e irrecusável consulta de legitimização? Tais banalidades apenas bacocamente servem a povos atrasados como o da Noruega?



3. Alguma vez se escutou o mais leve queixume pela eliminação do SMO, esse já antigo e eficaz recurso que em dias de ameaça externa, poderia levantar um povo em armas? Quantos portugueses com menos de trinta e cinco anos saberão manejar uma G-3? Ficaremos então sujeitos à boa vontade de aliados de ocasião?



4. Onde estavam os zelosos militares, quando o sr. Cavaco Silva afiançou que o país não tinha de se pronunciar pelos acordos de Maastricht, dada a falta de preparação popular para a tomada de decisões? Não se sentiram minimamente perplexos por este ostentoso desprezo para com os soberanos direitos do vulgo?



5. Os atentos militares tiveram algo a dizer aquando dos acordos de Schengen? Decerto não devem ter reparado que essa abertura de fronteiras implicou a factual abolição das mesmas, assim como a completa subalternização da autoridade do Estado sobre o seu território internacionalmente reconhecido.



6. Desde quando é que os responsáveis militares ergueram as suas vozes contra o malbaratar dos recursos da nossa agora inexistente marinha mercante, colocando o país numa extrema e escandalosa dependência externa? Não nos referimos apenas a questões de comércio, mas à própria segurança nacional. Lembrar-se-ão os Estados Maiores daquilo que em termos materiais implicou a retirada da soberania nacional para o Rio de Janeiro?



7. Alguém terá dado conta dos protestos castrenses pela súbita e pessimamente preparada adesão ao Euro, decisão que logicamente teve claras implicações na perda da soberania e delegação de poderes nas mãos de directórios em tudo estranhos aos seculares interesses de Portugal?

Agradecemos o pleno esclarecimento.


Anónimo disse...


''A despesa consolidada estimada da Assembleia da República é de 81,7
milhões de euros em 2012. Para o próximo ano, a previsão do Governo,
inscrita no relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2013,
aponta para os 127,6 milhões de euros, um incremento na ordem dos
56%''

Mas em que país é que já se viu isto???? Cortem as despesas da AR e
todas as mordomias que lá existem, isto é, alguns salários milionários
que por lá há, fechem o refeitório que fornece refeicões de luxo e os
deputados pagam um valor simbólico para o povo não dizer que comem de
borla, os cafés e respectivos digestivos que estão inckuídos no
''valor''do almoço, as frotas de carros e motorista dos grupos
parlamentares, as ajudas de custo, os subsdios de deslocação (quando
alguém de Braga ou de outra cidade qualquer concorre a um lugar na AR
já sabe que tem que ir para Lisboa. O Zé Povo quando arranja trabalho
e tem que se deslocar ninguem lhe dá carro com motorista e lhe paga
subsídios) e ponham esse dinheiro ao seviço da saúde e da educação.

TENHAM VERGONHA PORQUE O EXEMPLO TEM QUE VIR DE CIMA.


--
Carlos Arraia da Silva

Manuel Saraiva disse...

A Helena Matos, desassobradamente, diz hoje mais umas verdades sobre os militares portugueses....comportamentos como os referidos pela Helena Matos contribuiram fortemente para a notória falta de credibilidade dos militares e das suas tomadas de posição junto de grande parte da população

http://blasfemias.net/2012/10/23/refens-de-um-pais-imaginario/

Esta parte do texto é absolutamente certeira:

«A Guiné é um exemplo das mentiras com que se Portugal se embala e com que nada aprende. A não ser a mentir mais. Nos anos 70 mandavam-se os filhos do povo morrer na Guiné. E em 1974 os mesmos oficiais que os chefiaram entregaram aquele território ao PAIGC sem sequer esperar pelas negociações oficiais. (Negociações do Cantanhez, já ouviram falar?) No fim promoveram-se e medalharam-se muito. Os mesmos coronéis e generais que muito medalhados diziam que o Ultramar não se discutia continuaram depois muito medalhados a dizer que o Ultramar se devia ter discutido. »