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domingo, 22 de julho de 2012

LARGADA DO TEJO


Que bonito que foi o nosso desfile!
Bom, estou ainda com as pernas a tremer! Mas foi lindo de morrer o NOSSO DESFILE . Ao longo da minha vida assisti a tantos eventos destes que nem sou capaz de me lembrar quantos.
O de N. Y. por exemplo, foi, embora com mais barcos que aqui, Tall Ships ( ai se o meu marido me apanha a dizer estrangeirices!!!) Veleiros Grandes em Lisboa foram 49 e em N.Y foram muito mais, além disso contaram com a Pinta e Niña, com a presença do Príncipe Filipe de Espanha , mas o desfile deles não foi, nem de longe, tão bonito quanto o nosso.
O de Quebec foi muito emocionante porque entre os navios apareceram canoas de Índios, a protestar, e os comandantes suaram as estopinhas para não os afundarem.
O de Amesterdão foi talvez o mais animado de todos a que até hoje assisti e o de Bremhaven foi muito organizado e lindo....Mas nada que ver com o nosso de hoje.
O nosso estuário é absolutamente ideal para um evento destes. O vento proporcionou , mesmo aos grandes veleiros , navegarem à bolina, e o facto de não terem imposto regras, permitiu que a frota de iates acompanhantes se misturasse com os grandes veleiros sem aquela paranóia que aconteceu em 92 em que a polícia Marítima entrou forte, a esbravejar, e claro, cortou a graça ao desfile.
Sendo a Sagres o navio anfitrião foi-lhe dada a dianteira. Parabéns ao Comte Sardinha que mandou içar o pano todo, incluíndo os sobres, o que foi uma temeridade , mas que resultou de uma beleza ímpar.
O Sebastian El Cano que a seguiu, não querendo ficar atrás, fez o mesmo e antes da zona do quebra - mastros , viu-se grego para conseguir ferrar pano. Nós estávamos mesmo ao lado deles e foi muito impressionante, com rajadas de 30 nós, ver os moços lá no alto das vergas a lutar com pano que insistia em lhes fugir das mãos e que os fustigava sem remorços. Receei muito que algum viesse parar cá abaixo. Se eu ainda estou de pernas a termrer imagino esses gageiros.
A bordo do navio Polaco as coisas íam dando para o torto. Inclinou-se tanto, que eu dei logo ínicio a uma novena!!!
Vi um dos iates acompanhantes rasgar uma vela, vi muitos quase a fazer da quilha portaló .
A bordo do Madrugada levei os três netos mais novos que quase íam voando com o vento. Tinha também uns amigos , ele almirante de Cadiz , e que desde aí velejou chegando ontem , com o veleiro dele absolutamente batido pelo vento. No Espichel acabou por perder duas velas devido à violência da nortada. Mas estas minhas visitas espanholas não pouparam elogios a tudo o que hoje no Tejo viram.
A imponência destes grandes veleiros, especialmente quando vistos de bordo de um iate, ou seja, olhados de quase do nível do mar, é de tirar a respiração. São de uma grandeza que nos esmaga.
Foi um dia fenomenal no nosso Tejo , foi um evento de que muito nos podemos orgulhar.
O nosso povo compareceu em peso o que por certo deu muita alegria a quem do rio os osbservou.
Parabéns a todos os organizadores.
E embora eu tenha adorada cada minuto, dou graças a Deus por já estar em casa, quase a ir para uma cama que não balança, numa casa onde quase não oiço os uivos do vento. Coitados dos garotos que vão passar a noite na demanda de Sagres, depois a velejar todo o restante dia para só na madrugada seguinte chegarem a Cadiz. Votos de Bons Ventos e mar chão. Voltem sempre.

Não resistimos , com a devida vénia, a transcrever a excelente, mas sintética , crónica que a Ex.ma Sra D. Cristina Malhão Pereira publicou hoje no Facebook.
Acompanhando de muito perto as manobras dos Tall Ships, consegue dar esta excelente panorâmica
Ver publicação no Facebook ·

3 comentários:

Anónimo disse...

Bela crónica, sem duvida

Anónimo disse...

Esta Senhora sabe mesmo do assunto.Penso seja a esposa do Sr. Comandante malhão, com que estive na Guiné

zé pedro

Anónimo disse...

Gostei de ler esta reportagem, quase ao vivo. Parabéns

zé luis