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segunda-feira, 14 de maio de 2012

ÁS ARMAS

Perante a decisão do Tribunal Constitucional sobre o RDM, mas mais ainda pela atitude dos deputados que pediram essa inconstitucionalidade(até pediram muitíssimo mais) , penso que se atingiu o termo mais grave da situação militar.
Lembro a "revolta das espadas" de Machado Santos e também me interrogo se faz algum sentido existirem as Forças Armadas, depois de tal interpretação que os deputados fazem do seu centenário estatuto.
Ninguém , que se saiba, aqui na CACINE ainda é filiado em qualquer Associação, por confiar no CEMA e considerar que Ele é o nosso sindicato, mas esta atitude, principalmente vindo de deputados que foram eleitos certamente por muitos de nós , e que demonstra uma facada infame no cerne da hierarquia e da pirâmide disciplinar de que é construído o molde militar, leva a, rápidamente, se ter de dar uma resposta muito firme.

2 comentários:

Anónimo disse...

Meu caro Manel
Como sabes estou fora da vida militar desde há uns anos pelo que desconheço qual a situação hoje em dia. O que sei é que, enquanto estive ao serviço, os militares exercendo cargos de chefia( grande número deles) nunca quiseram abdicar do poder arbritário que o RDM lhes concedia. Isto que refiro é baseado na análise que, pela natureza das funções que desempenhei,fiz de todos(mesmo todos)os castigos aplicados a sargentos e praças da Marinha durante um período de dois anos.
Tudo o que for feito para acabar com as injustiças e os atropelos à lei é, na minha opinião, muito bem vindo pelo que a decisão do Tribunal Constitucional não me levanta grandes problemas até porque ele é o único órgão que nos resta na defesa dos valores em que acreditamos. É exactamente por isso que não critico as suas decisões, embora possa não concordar com algumas delas.
Um abraço do E.Gomes

J.N.Barbosa disse...

Eu li o despacho. Correu mal para os requerentes que viram rejeitadas todas as suas pretensões, menos uma.
Foi bom.