Google+ Followers

Google+ Followers

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ORA AÍ ESTÁ

Mário Nogueira tem 31 anos de carreira. Onze deles passou-os a ensinar. O resto foi dedicado a esse extraordinário sindicato (ou será "think tank"?) da Educação que dá pelo nome de Fenprof. Mário Nogueira, efectivo na escola da Pedrulha desde 2006, mediante o regime de "ponderação curricular" (aplicável a docentes destacados em sindicatos e outros organismos e que não leccionam), foi avaliado. Com "Bom". Ao "Correio da Manhã", Nogueira explicou assim o processo: "Fui avaliado com base num relatório de toda a actividade desempenhada na Fenprof, acções de formação que realizei, conferências e congressos em que participei, artigos que escrevi na comunicação social, tudo". Tudo menos ensinar. Afinal é para isso que os professores servem, não é?

O processo é irregular? Não. A lei permite coisas destas: ao abrigo deste regime, as funções de dirigente sindical são consideradas "de relevante interesse social" ("whatever that means") e pesam 15% na avaliação. O resto vem das habilitações (10%), experiência profissional (30%) e valorização curricular (30%). Experiência de ensino? Nicles

Dir-me-ão que a lei quer evitar que um sindicalista seja prejudicado na carreira. Compreendo. Mas, então, a lei está obsoleta: devia criar uma nova carreira, que não de docente, que se aplicaria a Nogueira e a alguns "dinossauros" que fazem do sindicalismo um modo de vida. Ou então obrigar os sindicalistas a voltarem, periodicamente, ao ensino. Para poderem ser avaliados como docentes. Porque não acredito que quem passa 20 anos naquela vida saiba muita coisa sobre o que deve ser a Escola moderna.

Camilo Lourenço, in J.de Negócios

Até que enfim alguém escreve esta decência, ou indecência......Mas vai continuar tudo na mesma, estejam descansados


2 comentários:

José Sousa e Silva disse...

Mudou de profissão.
(Mau) profissional da indignação.
Confesso que ainda não entendi a razão por que estes sujeitos culpam a Troika, o FMI e a Merkel, mas não culpam os verdadeiros culpados - os CORRUPTOS : políticos, banqueiros e outros que tais ...

José Sousa e Silva disse...

Mudou de profissão !
(Mau) profissional da indignação.
Confesso que ainda não entendi a razão por que estes "profissionais" culpam a Troika, o FMI e a MERKEL, mas não culpam os verdadeiros culpados - OS CORRUPTOS !!!