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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ÁS ARMAS

A Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar (AAACM) realizou domingo à noite uma “acção de luto” em todo o país para protestar contra a suspensão do despacho do Governo que determina a transformação da instituição num internato misto.
A iniciativa decorreu em todas as capitais de distrito do país e consistiu na colocação de uma faixa negra nas placas toponímicas com nomes de antigos alunos do Colégio Militar que “se distinguiram ao longo da sua vida ao serviço de Portugal”, refere a associação.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação, António Reffóios, explicou que a iniciativa decorreu de “uma forma muito cívica e muito ordeira com um enormíssimo simbolismo” ao “chamar a atenção para os antigos alunos que serviram o país e que foram distinguidos através de inúmeras condecorações”.

Esta acção pretendeu “simbolizar a importância de preservar os valores e instituições, que sustentam a identidade da nação”.
“Teve um valor simbólico importante por pôr nessas pessoas esta indignação pela forma descuidada e irresponsável como o ministro da Defesa está a procurar fazer uma reforma que vai ser uma tremenda trapalhada”, sustentou António Reffóios.

O presidente da associação disse não compreender a reforma que o ministro da Defesa Aguiar-Branco pretende realizar, “sabendo que vai fazê-la contra tudo e contra todos por teimosia ou por outras razões”.
“Não conseguimos compreender tudo isto. Quando se propõem gastar três milhões para construir um internato para 170 alunas sem sequer perguntar aos pais das meninas se querem colocar lá as filhas”, exemplificou.
Com estas acções de luta, a AAACM pretende trazer para a discussão “um assunto que é nacional, que tem que ver com instituições de grande valor para o país e que não foi suficientemente discutido”.
“Queremos chamar a atenção de que este tipo de instituições não pode ser tratado desta maneira. Têm de ser tratadas com outro cuidado, com outra consideração e é só isso que pretendemos”, sustentou.
Ressalvou ainda que a associação não é “contra nada”, lembrando que há 13 anos que a AAACM reclama um conjunto de reformas para o Colégio Militar com vista a “melhorar e garantir a sua sustentabilidade”.
António Reffóios adiantou que a associação vai continuar a perguntar o porquê de esta reforma até ter “uma resposta capaz”.
Num despacho publicado no dia 8 de Abril, o ministro da Defesa determina a transformação do Colégio Militar num internato/externato com rapazes e raparigas e a consequente construção de infra-estruturas de internato feminino, absorvendo as alunas do Instituto de Odivelas.
Candidataram-se ao Colégio Militar, para o próximo ano lectivo, 353 alunos, e, destes, 84 são raparigas em regime externo, em consequência da integração com o Instituto de Odivelas, outro dos estabelecimentos militares de ensino não superior.

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