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terça-feira, 4 de junho de 2013

OS JORNALISTAS SÓ OLHAM PARA UM LADO

1. Soube-se, na última 5ª Feira (Boletim Estatístico do BdeP, Maio), que a Balança Corrente com o exterior no 1º trimestre de 2013 fechou virtualmente em equilíbrio (défice de € 22 milhões), que compara a um défice de € 1.780 milhões no período homólogo de 2012 e a défices muitíssimos mais elevados que este último no 1º trimestre de 2011 ou de 2010.

2. Trata-se da confirmação da mais importante viragem estrutural no desempenho da economia portuguesa, que em pouco mais de 2 anos consegue passar de défices correntes anuais superiores a 10% do PIB para uma situação de mais do que provável superavit em 2013.
3. E uma viragem cujo ritmo ultrapassa mesmo as previsões oficiais: basta recordar que no Documento de Estratégia Orçamental, recentemente divulgado, era ainda assumido um défice corrente de 0,3% do PIB (qualquer coisa como € 500 milhões) para 2013 quando, pelo valor registado no 1º trimestre, em 2013 se deverá registar já um superavit apreciável...
4. Adicionalmente, este dado reforça a probabilidade de acerto da última previsão do BdeP que apontava para superavits de 2,8% e de 3,6% do PIB, respectivamente, para as Balanças de Bens + Serviços e para as Balanças Corrente+Capital, em 2013.
5. Uma análise da reputada empresa de informação económica Capital Economics, divulgada na semana passada, mostrava que o ajustamento das contas externas nos três países do Euro sujeitos a programas de resgate financeiro, tinha a seguinte explicação (dados até final de 2012): caso da Irlanda, 100% em resultado do aumento das exportações; Portugal, 50% em resultado do aumento das exportações e 50% da queda das importações; Grécia, 100% pela queda das importações.
6. Como já aqui tenho referido, esta mudança radical de desempenho da economia portuguesa tem de ser levada fundamentalmente a crédito de um extraordinário esforço de reconversão do sector empresarial privado – empresários e trabalhadores – que não têm poupado esforços e sacrifícios para conseguir sobreviver e ultrapassar as imensas dificuldades para que o País foi arrastado fruto, não exclusivamente mas em 1º lugar, do horrível "trabalho" de uma classe política irresponsável e incompetente...
7. ...e deveria constituir um formidável exemplo para o imenso exército de comentadores encartados que, com pouquíssimas excepções, não fazem outra coisa que não seja entregar-se a jogos florais deletérios, intoxicando a opinião pública e lançando a mais completa confusão um País à beira de um ataque de nervos...
8. E deveria ser também um enorme exemplo para uma grande parte da classe política que continua obstinadamente empenhada num exercício de baixa política, contribuindo para a infecção da opinião pública e para dificultar a vida aos que continuam a apostar no trabalho...e para os profissionais da greve que, em atitude diametralmente oposta, acaham que a melhor forma de enfrentar as dificuldades consiste em baixar, deliberadamente, os braços...
9. ...e até, como o devido respeito, para os senhores juízes do TC, que ainda não conseguiram entender o que verdadeiramente se passa na economia portuguesa, aplicando princípios constitucionais com base numa avaliação inteiramente fictícia da economia do País (a começar na subsistência do Escudo)...
10. Resta dizer, para terminar, que esta importante notícia...nem foi notícia, não tendo merecido a mais leve atenção dos esplendorosos media...sem qq surpresa, claro, no estado a que chegamos!
Publicada por Tavares Moreira

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