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domingo, 2 de junho de 2013

REFLEXÃO ESTRATÉGICA

Portugal estará a caminho do fundo?
O SAQUE prossegue alegremente.
Permita-se-me mais um desabafo, breve. Sobre o mar. Até um "senador" entendido por alguns como o pai salvador da pátria, no passado mais recente, falou da importância do mar. Mas basta ver a estrutura dos governos todos, incluindo o actual (que se reclamou de grande alteração estrutural), e observar as dependências de diferentes ministérios de tudo o que respeita ao Mar (portos, pescas, investigação, licenciamentos etc), para facilmente concluir a falácia de grande parte do publicitado. É só um desabafo. Quem eventualmente pensar que estou errado, é dar-se ao trabalho de estudar a organização deste governo e concluir. Porque dos anteriores, todos, não vale a pena perder tempo.

Aos que como eu dizem há muito tempo que o País está doente chamam pessimistas. E nós é que seremos os mentirosos.
Esquecem que a competência sem autoridade é tão ineficaz como a autoridade sem competência, e que a grandeza de uma função está antes de tudo, em unir os homens . Tal como se vê por cá!
Estratégia? Têm é arrogância, autismo, prosápia e incompetência.
Esquecem que em estratégia não há certezas absolutas. Provavelmente desconhecem as origens do conceito Estratégia. Desconhecem na prática o que é coordenar e dirigir todos os recursos da Nação. Não têm arte nem competência para desenvolver e usar o poder político económico e psicológico que não seja para fins obscuros. Os actuais e muitos dos anteriores actores políticos!
Sabem lá o que são factores do poder nacional, sabem lá o que é o interesse nacional, os interesses nacionais, os objectivos nacionais, sabem lá quais os ingredientes da estratégia e os seus elementos, o objecto da estratégia, a sua finalidade, o que é estratégia global e estratégias gerais, não sabem nem estudam o que é da sua competência. Não sabem que a estratégia pode ser entendida como arte, ou como ciência, uma actividade, mas talvez mais um método articulado de pensamento e de planeamento de longo prazo.
Entendem-na antes como a actividade para o frenesim mediático. Só sabem do frenesim. Não sabem mais nada. Distantes, todos, sempre, da realidade das pessoas. Por isso não podem, e não conseguem explicar onde estamos como País, porque chegámos aqui, se e como podemos sair do atoleiro. Não sabem explicar as coisas ás pessoas, em termos de riscos, de ameaças, de vontade nacional, de coacção, de consequências para cada possível cenário ou situação concreta, explicar a canalização dos empréstimos externos e o que isso nos esmaga como sociedade. Um desastre, enfim.
Até quando isto vai durar? Até quando esta assustadora bovinidade portuguesa vai durar?A paciência treina-se e por isso ganha logo outra resistência. É o que vou continuando a fazer, sempre com olhos e ouvidos bem abertos.
Continuo seguro de que - quem faz injúria vil e sem-razão, com forças e poder em que está posto, não vence; que a vitória verdadeira é saber ter justiça, nua e inteira (Luís de Camões, Canto X, LVIII, Lusíadas).

António Cabral
Contra-Almirante, reformado

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