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domingo, 12 de dezembro de 2010

ÁS ARMAS


Processo de fusão entre hospitais dos três ramos militares cada vez mais polémico. Guerra da Armada e da Força Aérea ao Exército.

Os quatro médicos ortopedistas da Força Aérea e um dos da Marinha vão sair por se recusarem ir para o hospital da Estrela (Exército), onde o serviço está concentrado desde 30 de Novembro.

A Força Aérea enviou para a Estrela os seus ortopedistas, e no prazo definido pela tutela, só que os quatro (um militar e três civis) "meteram férias até" chegar a resposta aos pedidos de saída da instituição militar. O militar - Henrique Jones, médico da selecção de futebol - "pediu a passagem à reserva", um civil "vai passar à reforma", outro requereu "licença sem vencimento" e o quarto "rescindiu o contrato".

A Armada "ainda não mandou" qualquer dos seus médicos ortopedistas (dois militares e três civis) para a Estrela, pois "eles apoiam o centro de medicina subaquática e hiperbárica" e "é preciso programar" primeiro o seu trabalho para que esse apoio "não desapareça".

Para um oficial do Exército, este caso da Armada é um exemplo de "polémica que só existe porque [Armada e Força Aérea] não querem cumprir o que está" na lei - e quando "15% dos utentes da urgência da
Estrela" são dos outros ramos.

Na Armada, "um dos ortopedistas militares meteu [ontem] o papel" para a reserva, os civis "estão a contrato"  e o quinto "está afecto à área operacional" (nos Fuzileiros), assegurou uma das fontes.

O Exército terá de atender todo o universo de utentes - o qual "não
vai ser absorvido". Uma das consequências será "o aumento das listas
de espera", lamentou uma fonte.

A Armada e a Força Aérea criticaram a falta de representatividade dos
três ramos na direcção do HFA, conforme a proposta do chefe do
Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) sobre o modelo,
organização e funcionamento do Hospital das Forças Armadas (HFA).

A Marinha acha mesmo que "há interferência directa" do CEMGFA na sua
cadeia hierárquica e no seu sector operacional (ao colocar o centro de
medicina subaquática no HFA e nomear o seu director).

Dura é a crítica à criação de departamentos (dois na Estrela e dois no
Lumiar) para tutelar serviços não co-localizados: "Constitui uma
aberração a localização de chefias de departamento noutras unidades
hospitalares que não aquelas para onde as especialidades que integram
são remetidas pelo despacho" ministerial. "Queremos que se repense uma
decisão que, nos moldes em que está a ser proposta, só prejudica a
eficácia e a eficiência na prestação dos cuidados hospitalares" no
HFA, precisou uma das fontes

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