terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ON DIT

1-É possível gastar menos com as Forças Armadas sem correr riscos. Quem o diz é o General Loureiro dos Santos, para quem o recurso ao serviço militar obrigatório e aos reservistas pode ser um caminho para fazer “poupanças significativas”.

“Sem afectar a estrutura operacional, podemos reduzir alguns custos com medidas de racionalização”, afirma à Renascença, acrescentando que “a essas reduções” podem ser somadas outras “que surjam de uma alteração estrutural na obtenção de recursos humanos”.

Loureiro dos Santos é um dos membros da comissão criada pelo Governo para apresentar propostas de alterações ao Conceito Estratégico de Defesa Nacional e presidida por Luís Fontoura.

Esta terça-feira, os chefes militares são ouvidos, à porta fechada, no Parlamento e vão dizer aos deputados da comissão de Defesa Nacional o que pensam sobre a proposta.

A comissão aponta ainda o caminho do duplo uso para não haver desperdícios e o fim dos serviços dispersos na saúde e ensino – ideias que já estão, de resto, a ser aplicadas.

Depois dos contributos de peritos e da discussão na Assembleia da República, o documento apresentado pelo Governo segue para o Conselho de Ministros, onde vai ser aprovado.


2 A Associação Nacional de Sargentos diz não ser inocente que a proposta de promoções nas Forças Armadas tenha vindo a público nesta altura. Na imprensa e nas redes sociais é dada a notícia da promoção de 5.700 militares por indicação do conselho de chefes de Estado-maior ao ministro da Defesa.Lima Coelho esclarece que estas promoções não representam um aumento de despesa, já que os quase oito milhões de euros estão previstos no orçamento do Estado: “Isto foi mais uma manobra para tentar pôr portugueses contra portugueses. Ainda ninguém veio clarificar que a proposta que os chefes apresentaram, por solicitação do senhor ministro, se enquadra naquilo que o próprio orçamento previa com os limites que estabelecia.” Esta proposta é apresentada pelos chefes de acordo com esses limites, dentro dos valores que o orçamento prevê e tendo como base a ideia de que é necessário aquele enquadramento para que a instituição militar continue normalmente a funcionar, com o seu quadro hierárquico devidamente estabelecido. Esta falta de explicação não é inocente”, garante Lima Coelho. Dos 5.700 militares que vão ser promovidos este ano, 30 passam ao posto de general.

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