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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

LÁ VAI ELE

Durante a abertura do ano letivo do Instituto de Estudos Superiores  Militares (IESM), Aguiar-Branco disse fazer questão de falar sobre o Orçamento  do Estado para 2013 "precisamente por ser (um tema) difícil" e defendeu  que este foi elaborado "sob condição" mas não é "envergonhado". 
"Este não é, certamente, o orçamento que todos gostaríamos de ter, qual  de nós, nesta sala, não gostaria de ter mais recursos à sua disposição.  Que ministro da Defesa Nacional não gostaria da dar aos seus homens e mulheres  as melhores condições, os melhores meios, os melhores equipamentos?", interrogou,  perante uma plateia de oficiais, chefias e oficiais superiores na reforma.
O governante justificou as medidas orçamentais com "as opções erradas"  do passado que "limitaram a nossa liberdade", mas considerou que estas exprimem  "o caráter de um povo que honra os seus compromissos" e manifestou confiança  na "resposta" da instituição militar. 
"Disse há um ano que se havia instituição capaz de responder às restrições  orçamentais, sem perda de operacionalidade para o cumprimento das missões  essenciais, seriam as Forças Armadas. E respondeu. Em 2013 será assim, novamente,  não tenho dúvida. Não por mérito deste ministro ou do Ministério, mas porque  está na natureza, na alma e na formação das Forças Armadas forjada nos ensinamentos  que atrás referi", advogou. 
O ministro da Defesa referiu ainda que o Orçamento, sendo "rigoroso  face às restrições, considera e respeita a especificidade da condição militar".
Neste contexto, José Pedro Aguiar-Branco salientou que no próximo ano  se mantém "a possibilidade de ocorrerem promoções nas Forças Armadas", "se  viabiliza a passagem  1/8à reserva 3/8 a um número muito significativo de militares",  "preserva os 60 anos como idade de aposentação" ou "aumenta o orçamento  atribuído às Forças Nacionais Destacadas em cerca de dois milhões de euros".
"Todos sabemos que é mais fácil destruir com um juízo negativo do que  construir com um consenso tolerante", referiu. 
No seu discurso, o ministro da Defesa advertiu que "a boa execução orçamental  não está apenas dependente do ministro das Finanças", nem "a saída para  a crise apenas nas respostas da acção governativa". 
"Este não é um caminho que só uma dúzia de pessoas possam fazer, a solução  está em cada um de nós e no contributo que dermos, na capacidade com que  executarmos este orçamento sem pôr em causa a missão e a operacionalidade  que o país exige", disse. 
Lusa

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