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quarta-feira, 30 de junho de 2010

BRAVÔ


Soyo - O Chefe do Estado-Maior da Armada de Portugal, Almirante Fernando Melo Gomes, considerou, terça-feira, no Soyo (Zaire), de "caso mundial e sério" o fenómeno de imigração ilegal, pelo facto dos seus actores arrastarem inconveniências constitucionais.
O oficial general português fez estas declarações no acto da realização de exercícios tácticos e demonstrativos dos efectivos da Marinha de Guerra Angolana (MGA), que decorreram na Base Naval do Soyo, durante uma visita de 24 horas na região naval, em companhia do seu homólogo angolano, Almirante Augusto da Silva "Gugu".

Referiu que o fenómeno não é só realidade em África e Europa, como em todo o mundo, de um modo geral, apelando a métodos cada vez mais eficazes para o seu combate consequente.

O Almirante Fernando Melo Gomes enalteceu a capacidade e organização, técnica e táctica da MGA, para o combate ao contrabando e a imigração ilegal, factos indicativos de melhor prosseguir com o trabalho.

Apelou a uma aposta do executivo angolano na formação dos efectivos, em todas as vertentes, como outra garantia do reforço da defesa da soberania.

O Chefe do Estado-Maior da Armada de Portugal considerou de "profícuas" as relações entre os dois ramos da defesa, destacando a cooperação existente nas áreas de formação e outros domínios.  

VERGONHA

Portugal desprezou soldados africanos”

"Entrei para a recruta no Quartel de Mafra em Janeiro de 1971, finda a qual fui "escolhido voluntariamente" para me apresentar em Lamego onde fiz a especialidade de Operações Especiais, vulgo, Rangers. Daí fui colocado no Regimento da Serra do Pilar, em Gaia, onde a partir de Outubro de 1971 começámos a preparar o Batalhão, com o qual iria embarcar no ‘Niassa’, a 21 de Dezembro de 1971, rumo à Guiné.
Chegámos e fomos enviados para a ilha de Bolama onde fizemos a IAO, (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional), com vista à adaptação não só ao clima, mas às condições de guerra da Guiné. O meu Batalhão, BART 3873, ficou sediado em Bambadinca (zona leste), e a minha companhia, CART 3492, foi para o aquartelamento mais longe da sede, no Xitole.
Durante os sete ou oito meses da minha estadia no Xitole, tivemos flagelações ao quartel, sem baixas, nem ferimentos entre os militares. Houve uma ou duas emboscadas, sem problemas para as nossas tropas, tendo sido reportadas por informadores algumas baixas no PAIGC.
Fui então enviado para comandar um Pelotão Independente de Africanos, o Pel. Caç Nat. 52, sediado nessa altura na Ponte do rio Udunduma, na estrada Bambadinca/Xime. Era um sítio sem condições de vida, mas onde estive muito pouco tempo e sem problemas. Depois o Pelotão foi colocado no Destacamento de Mato Cão, na margem norte do rio Geba, a meio caminho entre o Xime e Bambadinca, sendo a nossa primeira missão assegurar a navegabilidade desse troço do Geba.
GUERRILHA
As condições de vida eram francamente más: dormíamos em buracos abertos no chão, ladeados de bidons e cobertos de paus de cibo e sem luz. Devo ter estado em Mato Cão cerca de nove meses. Mantivemos uma forte actividade operacional – o melhor "remédio" neste tipo de guerra de guerrilha.
Posteriormente, fui colocado na C. Caç. 15, (Companhias de Africanos), sediada em Mansoa, constituída na sua esmagadora maioria por Balantas, e que fazia operações de intervenção do Batalhão de Mansoa, segurança à estrada em construção de Mansoa/Portogole, e segurança às colunas que passavam para Norte, junto à mata do Morés. Aqui e até ao fim da comissão tive uma actividade operacional muito intensa, com contactos com o inimigo de então, mas graças a Deus sem baixas na nossa Companhia a registar.
CAMARADAS
Regressei a Portugal, em rendição individual, em avião militar em 21 de Dezembro de 1973. Afirma-se, hoje em dia, que a guerra na Guiné estaria perdida militarmente. Não creio. Só motivos políticos justificam tal afirmação. Ainda hoje não esqueço a dedicação e empenho das forças africanas constituídas por guineenses, que honrosamente comandei, e exprimir a minha revolta pelo abandono a que foram votados. Muitos foram fuzilados e outros presos, agredidos, pelas autoridades que tomaram conta da Guiné – desprezados por Portugal.
Quero exprimir a minha revolta pelo ignominioso tratamento dado aos combatentes, não só da Guiné, mas também de Angola e Moçambique, por parte dos governos de Portugal. Há ex-militares que esperam o resultado de processos 35 anos depois do fim da guerra. Se antes como se dizia éramos "carne para canhão", hoje – vivos – somos transparentes.
PERFIL
Nome: Joaquim Mexia Alves
Comissões: Guiné (1971/73)
Força: Rangers
Actualidade: Administrador das Termas de Monte Real, 61 anos, quatro filhos e dois netos 

In "Correio da Manhã" de hoje

terça-feira, 29 de junho de 2010

UM HORROR

Se a minha Avó tivesse rodas era uma camioneta......(.vox populi)

LÁ VAI ELE

Ministro da Defesa visita Instituto Geográfico e Laboratórios Militares

 O Ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva, e o Chefe do Estado Maior do Exército, General Pinto Ramalho, estão amanhã, quarta-feira, 30 de Junho, a partir das 11h00, no Instituto Geográfico do Exército e nos Laboratórios Militares no Complexo Bensaude, na Avenida Dr Alfredo Bensaude em Lisboa.
A visita às instalações do Instituto Geográfico do Exército inicia-se Às 11h45 e será seguida de almoço. Da parte da tarde, a partir das 14h30, inicia-se a visita às instalações dos Laboratórios: Laboratório de Bromatologia e Defesa Biológica e Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos.
A visita termina às 15h00, com uma demonstração de capacidades do elemento de defesa biológica e química.  

Nota: Lá vai mais um.O prédio é excelente

LÁ VAI ELE

E lá foi , ao Afeganistão, acompanhado do inefavel CEMGFA , que só lá vai a acompanhar ministros.
Pudera, nunca pegou numa arma!!!!!
Isto do Afeganistão parece em 1975 o acidente  de helicóptero do Brigadeiro Pires Veloso , em que todo o Portugal o foi visitar ao Porto , desde que a TV lá estivesse , claro

segunda-feira, 28 de junho de 2010

CUIDADO

Paulo Campos (PS)...Filho de outro Campos , dos primórdios do PS , partido de sucessões.

Cuidado. Foi metido no IPE por "cunha" do Pai e depois agarrou-se a um ex-PCP, Mário Lino, como seu delfim.

Na extinção do IPE teve responsabilidades que ninguém percebeu...mas enfim. Mas foi dos únicos que manteve tachos e agora aparece como uma luminária luminosa. Ía tramando o Primeiro Min istro com aquela história do convite a Joana Amaral Dias para Deputada pelo PS e foi tremendamente humilhado, desautorizado e .....

Agora com isto das SCUT é uma vergonha as confusões, desautorizações, tra....

Porque não o mandam para férias, apesar de se saber que depois terá um tacho?

FIGURAS...FIGURÕES

Dedicado a Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves , do programa da SIC "eixo do mal" , que acham que Couto Viana é um Poeta medíocre
PÁTRIA
A minha Pátria alçou o braço,
Pátria pacífica e pequena,
Baixou-o logo de cansaço,
foi pena.
Cedo arrasou a altiva torre
que ergueram todos de mão dada
Agora sei como se morre
por nada
IDENTIDADE
O que diz Pátria sem ter vergonha
E faz a guerra pela verdade
Que ama o futuro constrói e sonha
Pão e Poesia para a Cidade


A esse eu quero chamar irmão
Sentir-lhe o ombro junto do meu
Ir a caminho de um Coração
Que foi de todos e se perdeu.

É PRECISO
É preciso ficar aqui, entre os destroços,
E cinzelar a pedra e recompor a flor.
É preciso lançar no vazio dos ossos
A semente do amor.

É preciso ficar aqui, entre os caídos,
E desmontar o medo e construir o pão.
É preciso expulsar dos cegos dias idos
A insónia da prisão.

É preciso ficar aqui, entre os escombros,
E libertar a pomba e partilhar a luz.
É preciso arrastar, pausa a pausa, nos ombros,
A ascensão de uma cruz.

É preciso ficar aqui, entre as ruínas,
E aferir a balança e tecer linho e lã.
É preciso o jardim a envolver as oficinas:
É preciso amanhã.

POLITICS

Only a closer union can save the eurozone
By Wolfgang Münchau
Published: June 27 2010 19:52 | Last updated: June 27 2010 19:52
I was speaking recently to a group of investors who forced me – all but at gunpoint – to tell them how long I thought the euro would last. I normally prefer conditional forecasts but, in this case, I was asked to make an unqualified prediction. And so I yielded. My answer was that the eurozone would probably not survive the decade in its current form. As it turned out, I was the most optimistic person in the room, by far.
There are few people in Brussels – where I live and work – who would consider me an optimist. The point is not so much about how policymakers and investors relate to my predictions, but how the two groups relate to each other. They are worlds apart. Europe’s political classes still believe they are in control of the situation – and that a combination of austerity and financial repression will do the trick. Investors, meanwhile, do not understand how Greece, Spain and Germany can coexist in a monetary union.
I have noticed that whenever the European Council meets in Brussels, the European bond markets tend to slump with short delay. Yields are now close to the level they were at in early May, when the European Council set up the €440bn ($540bn, £360bn) European Financial Stability Facility and when the European Central Bank started to buy bonds. This crisis goes on and on.
The reason is that investors have lost confidence in the political economy of the eurozone. European politicians such as Wolfgang Schäuble, German finance minister, praise their own long-termism. But investors ask with some justification: what is long-termist about a bank bail-out without bank resolution? Or a sovereign bail-out without fiscal union?
I recently had an eye-opening experience appearing in the finance committee of the German Bundestag as a witness to testify on the proposed legislation to ban naked short sales. It turned out that the finance ministry could not produce the basic statistics on short selling, let alone provide even an anecdotal link between short selling and the bond crisis. I told the Bundestag that this cynical piece of legislation has contributed far more to the European bond market crisis than the naked short sales it purports to ban. Helmut Schmidt, the former German chancellor, said later that he almost died laughing when he heard about this legislation.
The proposed ban is the latest reminder that European Union members, and Germany in particular, have not learnt a single lesson from their serial communication failures during the crisis. In February, they made the mistake of announcing a political agreement on a Greek rescue package without backing it up for another three months. In May, they hailed the stability facility as a historic breakthrough in political governance; it then turned out to be little more than bail-out facility.
I only hope that they know what they did when they recently announced the publication of the stress tests for 25 banks. Once these are published, the markets will immediately demand to see the tests for all banks. Once that happens, in turn, governments will need to produce a convincing recapitalisation strategy. I fear, however, that they are once again committing themselves to going down a road without a map.
Without an endgame, this exercise will end in disaster. At some point the markets will realise that large parts of the German and French banking systems are insolvent, and that they are going to stay insolvent. You might think that Europe’s policy elites cannot be so stupid as to commit themselves to stress tests without a resolution strategy up their sleeves. But I am afraid they probably are. Europe’s political leaders and their economic advisers are, for the most part, financially illiterate.
Is there a way out? Yes there is, but the chance of a resolution to the crisis is starting to fade. The first step would have to be a serious attempt to resolve bank balance sheets. This is as much a German and French banking crisis as it is a Greek and Spanish debt crisis. You need to resolve both problems simultaneously. Resolution would require a large fiscal transfer, not from Germany to Greece, but from the German public sector to the German bank sector – in the form of new capital. The same would apply to France.
Beyond this restructuring, the eurozone will need to commit itself to a full-blown fiscal union and proper political institutions that give binding macroeconomic instructions to member states for budgetary policy, financial policy and structural policies. The public and private sector imbalances are so immense that they are not self-correcting. And you have to be very naive to think that peer pressure is going to resolve anything.
There is no point in beating about the bush and issuing polite calls for the creation of independent fiscal councils or other paraphernalia. This is not the time for a debate on second-order reforms. I am aware that, at a time of rising nationalism and regionalism throughout the EU, there is no consensus for such sweeping reforms. But that is the choice the EU’s citizens and their political leaders will have to make – a choice between reverting to dysfunctional and, as it transpires, insolvent nation states, or jumping to a political and economic union.

sábado, 26 de junho de 2010

ADEUS AMIGO

Morreu , ou deixou-nos para já, o Alfredo Azevedo Soares, o Alfredo Albano .
Conhecemo-nos desde sempre, desde todos os anos , e confesso que , embora o sabendo fraco e doente , fui apanhado de surpresa.
Homem de espinha hirta, física e moralmente , de carácter vincado e conspícuamente forte , e um Bom Amigo, com um notável humor e um sarcasmo de recordar.
Até breve , Alfredo , meu caro

O nosso Comandante é Amigo também do irmão, Comandante Eduardo Eugénio de Castro Azevedo Soares , e pede para aqui lhe dar um abraço sentido


BRAVÔ

Delegação militar da Armada portuguesa aguardada domingo
 Uma delegação militar,  chefiada pelo chefe do Estado Maior da Armada (Marinha de Guerra) de Portugal, almirante Fernando Melo Gomes, chega neste domingo a Luanda, para uma visita de trabalho de 48 horas a Angola, no quadro da cooperação entre os dois países.
O programa da visita prevê encontros com o ministro angolano da Defesa, Cândido Pereira Van-Dúnem, com o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Francisco Furtado e com o seu homólogo, almirante Augusto da Silva Cunha.
 Visitas à escola de especialistas navais da região naval sul e norte e ao Instituto Superior Técnico Militar (ISTM), constam da agenda de trabalho da delegação lusa.


CÃES Á CHUVA

Declaração final da reunião de Ministros da Cultura da CPLP 


Decidem:
1. Aprovar o Regimento Interno da Reunião de Ministros da Cultura da CPLP, dando cumprimento à Resolução sobre a Adoção de um Quadro Orientador para a Elaboração dos Regimentos Internos das Reuniões Ministeriais da CPLP, aprovada na XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, realizada a 20 de julho de 2009, na Cidade da Praia;
2. Reafirmar que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um dos fundamentos da Comunidade e um instrumento essencial para a unidade da Língua Portuguesa e para o seu reconhecimento internacional, bem como reforçar a necessidade de concretizar e concluir os procedimentos internos de ratificação do Acordo, e do Segundo Protocolo Modificativo e, ainda, do respetivo depósito dos instrumentos de ratificação junto da República Portuguesa;
3. Manifestar a sua concordância com as propostas do Grupo de Trabalho de revisão dos Estatutos e do Regimento do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), cientes da importância destes documentos para a revitalização do Instituto;
4. Contribuir, no quadro das suas competências, para a nomeação dos representantes nacionais com vista à elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, no âmbito das atribuições do IILP, e recomendam a data de 1 de outubro de 2010 para o início dos trabalhos;
5. Aprovar a implementação e execução do II Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Doctv CPLP) e envidar todos os esforços para a contribuição financeira deste Programa por parte dos Estados Membros;
6. Criar um programa de Residência Artística Itinerante vocacionado para os agentes culturais da CPLP, de forma a promover a criação de redes de circulação e apoio à internacionalização de artistas e da produção artística dos diversos Estados Membros da CPLP;
7. Reforçar a necessidade de implementação de um Selo Cultural da CPLP que promova a livre circulação de bens culturais entre os Estados Membros da Comunidade e mandatar o Secretariado Executivo para a marcação de uma reunião técnica sobre este tema com a participação dos setores pertinentes de cada país;
8. Agendar para setembro de 2010, em Lisboa, a reunião técnica para discussão da forma de operacionalizar os projetos executivos do Portfolio de Projetos Culturais da CPLP, com vista à preparação da Conferência Internacional de Doadores;
9. Reafirmar a importância da ratificação da Convenção da UNESCO sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, pelas entidades nacionais competentes de cada Estado Membro;
10. Saudar a oferta da República Federativa do Brasil de sediar o I Congresso de Cultura de Língua Portuguesa, de 2 a 6 de novembro de 2010, e recomendar a implementação bienal de novas edições desta iniciativa, em caráter rotativo, por cada um dos Estados Membros.
A VII Reunião de Ministros da Cultura da CPLP felicitou as autoridades portuguesas pela excelente organização e expressou o seu agradecimento pelo acolhimento e pela hospitalidade dispensada a todos os participantes.
Feita e assinada em Sintra, em 18 de junho de 2010.

Nota: Vieram cá todos, estiveram uma pipa de tempo, gastaram montes de massa......para isto!!!!!! 
           Não é ridículo?

ALGUÉM SE ACUSA?

Este Senhor , Secretário geral de segurança e Juiz conselheiro(para variar) , em vez de andar a propôr o inaceitável que é também mandar nas Forças Armadas(creio que nem no Zimbabwé) , devia era explicar ao povão o acidente que teve na Av da Liberdade , a 170 Kms /hora e os dois carros topo de gama do Estado que ficaram destruídos, o ter passado um sinal vermelho.
Alguém foi punido? Quem pagou os carros e as despesas hospitalares?
Mas aqui para nós, se este Senhor levasse avante a sua ideia, é que eu queria ver. É porque desta, estou convicto , é que os militares não se ficavam

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ADEUS AMIGO

"O embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010) esteve nove anos a braços com uma tarefa de proporções ciclópicas: traduzir para o português o romance em versos Eugênio Onegin, obra-prima do poeta russo Alexander Pushkin (1799-1837), precursor de Dostoievski (1821-1881) e Tolstoi (1828-1910). O livro acaba de ser publicado (Rio de Janeiro, Editora Record, 2010, 288 págs., R$ 47,90), mas o embaixador não poderá fazer o lançamento que imaginava organizar nos jardins da Embaixada do Brasil ou no Palácio Galveias em Lisboa. O embaixador faleceu dia 6 de junho em Fortaleza.
            Ainda bem que a Academia de Literatura Russa agiu com rapidez e já lhe havia reconhecido o trabalho com uma condecoração. Também o embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, com a parceria do Instituto Rio Branco, fez-lhe, em janeiro de 2009, uma homenagem na sede da Embaixada de Portugal em Brasília.
            Natural de Fortaleza, o embaixador Dário cumpriu duas brilhantes trajetórias: na diplomacia e na literatura. Em 1984, publicou Era Lisboa e Chovia (Rio de Janeiro, Nórdica) sucedido por Era Tormes e Amanhecia (Rio de Janeiro, Nórdica, 1992) e Era Porto e Entardecia (Rio de Janeiro, Nórdica, 1995), trilogia que constitui um mergulho profundo no universo de Eça de Queiroz (1845-1900).  É também autor de Dinah, Caríssima Dinah (São Paulo, Horizonte Editora, 1989), livro em que homenageou a esposa, Dinah da Silveira de Queiroz (1911-1982), romancista, cronista e contista que integrou a Academia Brasileira de Letras, com quem foi casado de 1962 a 1982. Seu último livro foi Luso-Brasilidades nos 500 Anos (Universidade Federal do Ceará, 1999), que reuniu artigos e palestras.
                                                           II
            Filho de uma família de grandes comerciantes e industriais, ele preferiu seguir sua vocação e continuar os estudos no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). Seguiu, então, para o Instituto Rio Branco, preparando-se para a carreira diplomática. Tornou-se poliglota. Aos 22 anos, após um estágio na Organização das Nações Unidas (ONU), foi nomeado terceiro-secretário. Em 1954, passou a cônsul de segunda classe, trabalhando em Buenos Aires até 1958. Em Nova York, foi segundo secretário da ONU, entre 1958 e 1960.
            De 1962 a 1964 foi primeiro-secretário na Embaixada do Brasil em Moscou, onde teve despertada a sua paixão pela literatura russa, e de 1965 a 1967, cônsul em Roma e, em 1971, primeiro secretário. Após 27 anos de trabalho, chegou, em 1979, ao cargo de embaixador, representando o Brasil em Lisboa até 1983. Já havia sido chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores e secretário-geral e ministro-interino das Relações Exteriores. De 1983 a 1989, foi embaixador na Organização das Nações Unidas (ONU), em Washington. Foi ainda cônsul-geral do Brasil no Porto até 1990, quando se aposentou com categoria de embaixador.
            Em vez de retornar ao Brasil, preferiu fixar residência em Lisboa, num apartamento no Campo Grande, a 100 metros da Biblioteca Nacional, até onde se deslocava quando necessitava apurar alguma informação. Por isso, sempre foi tratado por todos os diplomatas que o sucederam no cargo em Lisboa como uma espécie de embaixador-honorário do Brasil. Era freqüentemente convidado a dar palestras em instituições portuguesas, como a Academia das Ciências de Lisboa. Foi eleito membro da Academia Portuguesa da História. E era presidente do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira.
                                                           III
                Aos pesquisadores e estudantes brasileiros em Portugal sempre foi um porto seguro, ajudando-os com indicações e informações preciosas. Em 1998, o ex-embaixador do Brasil em Portugal, José Aparecido de Oliveira (1929-2007), por moto próprio, ofereceu-lhe o livro Fernando Pessoa: a Voz de Deus (Santos, Universidade Santa Cecília, 1997), deste articulista. Como à época escrevia o prefácio para o livro Fernando Pessoa: o Antidemocrata Pagão, de Ruy Miguel (Lisboa, Nova Arrancada, 1999), Dário citou  Fernando Pessoa: a Voz de Deus para lembrar que o poeta não havia sido fascista, mas defensor de uma monarquia ideal baseada na opinião pública.
            Foi o que bastou para interessar a editora portuguesa por algum trabalho deste articulista. Assim, em 1999, saía pela Nova Arrancada, de Lisboa, o romance Barcelona Brasileira, com prefácio de Dário Moreira de Castro Alves. Escrito em 1983, o livro, que trata da agitação anarquista no Porto de Santos entre 1917 e 1922, só sairia no Brasil em 2002 pela Publisher Brasil, de São Paulo, com a apresentação de Dário Moreira de Castro Alves e prefácio do professor Massaud Moisés, da Universidade de São Paulo.
            Por indicação ainda do embaixador Dário Moreira de Castro Alves, este articulista escreveu prefácios para dois livros de contos de Machado de Assis organizados pelo professor Vadim Kopyl e publicados, em 2006 e 2007, pelo Centro Lusófono Camões da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, Rússia, em edição bilíngüe russo-portuguesa, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
                                                           IV
            Embora extremamente afável, Dário Moreira de Castro, à primeira vista, parecia bastante formal – pedia a quem o visitasse em sua residência que assinasse o “livro de honra” e às mulheres sempre fazia um salamaleque em que apenas fingia que beijava a mão da dama –, mas, depois de alguns minutos de conversa, deixava de lado as exigências diplomáticas para uma conversa bastante descontraída em que gostava de lembrar seus primeiros tempos de Fortaleza. Mas o que o fazia falar por horas com mansuetude na voz era mesmo a Lisboa de Eça de Queiroz.
            Andar ao seu lado num automóvel pelas ruas lisboetas era redescobrir a urbe queirosiana e resgatar os passos de suas personagens: “Ali naquele prédio da esquina da Rua Áurea com o Rossio ficava o consultório de Carlos Eduardo” (personagem de Os Maias), apontava. Ou: “Esta é a correnteza de casas velhas a que se refere Eça em O Primo Basílio”, dizia, mostrando o Largo de Santa Bárbara, nos Arroios.
            Às vezes, dizia para seu motorista particular desviar o caminho só para passar por uma ladeira íngreme de um bairro bem degradado da velha Lisboa: “Aqui o Xavier foi viver com a espanhola Carmen, num casebre da Rua da Fé”, dizia, referindo-se a personagens de A Relíquia. Todos esses logradouros estão retratados em Era Lisboa e Chovia em fotos de seu amigo A.Campos Matos, arquiteto e notável queirosiano.
            O que o fazia perder um pouco a fleuma britânico-cearense era a velha discussão sobre a morada de onde Eça de Queiroz tirara a inspiração para criar O Ramalhete, casa em que a família Maia (Afonso e o neto Carlos Eduardo) passou a habitar no outono de 1875. Para o embaixador, Eça teria se inspirado na casa do Conde de Sabugosa, um dos vencidos da vida, que fica em Santo Amaro, perto da Junqueira, na Rua Primeiro de Maio, 120-124, a meio caminho entre Alcântara e Belém, e não no bairro das Janelas Verdes, como muitos estudiosos diziam. Seguia o que afirma A.Campos Matos em Imagens do Portugal Queirosiano (Lisboa,1976).
            Os passeios sempre terminavam com um almoço ou jantar num dos restaurantes preferidos de Eça de Queiroz, nas proximidades do Chiado. O cardápio tinha de acompanhar rigorosamente a gastronomia queirosiana regada sempre por bons vinhos e outras bebidas, seguindo o que escrevera em Era Porto e Entardecia, que traz uma lista de todas as bebidas mencionadas por Eça, do absinto à zurrapa, e em Era Tormes e Amanhecia, que constitui um completo dicionário gastronômico cultural, com o nascimento literário de Eça de Queiroz na região do rio Douro. Sem contar o privilégio de se apreciar a bebida ouvindo a história de sua origem, pois Dário Moreira de Castro Alves também é autor de O Vinho do Porto na Obra de Eça de Queiroz (Sintra, Colares Editora, 2001).    
                                               V
            Em 2003, já vivendo o inverno da vida, viúvo pela segunda vez, depois da morte de Rina Bonadies de Castro Alves, o embaixador decidiu voltar para Fortaleza, para um apartamento na Praia do Meireles, defronte para as águas verdes do Atlântico. De lá, porém, continuou a sua missão de construir pontes de entendimento entre o Brasil e o mundo, especialmente com Portugal e a Rússia. Era presença constante como articulista nas seções culturais dos diários e dos jornais literários, sempre em defesa da lusofonia, o que o levou a se colocar em 1993 ao lado do embaixador José Aparecido de Oliveira na luta pela criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Brasil, Portugal e Rússia talvez não saibam, mas perderam um grande pontífice."
Adelto Gonçalves___________________________________

(*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: marilizadelto

CALENDAS

Otelo Saraiva de Carvalho, estratega do 25 de Abril de 1974, promovido a coronel em Julho de 2009, continua a receber vencimento como tenente-coronel, na sequência do recurso que interpôs contestando os termos da promoção.
O Estado-Maior do Exército enviou o processo há cerca de meio ano para a Caixa Geral de Aposentações no âmbito da reestruturação da sua carreira, a fim de Otelo Saraiva de Carvalho receber o vencimento de coronel.
Só que, segundo Otelo, no seu caso não se aplicará a reactivação da carreira porque nunca interrompeu o seu percurso profissional". Da parte do Exército, tudo ficou "pronto e despachado a 16 de Novembro de 2009", segundo referiu ao Expresso o porta-voz do Estado-Maior do Exército.
"Da parte do Exército, a situação ficou resolvida desde essa data, tudo o resto será com a Caixa Geral de Aposentações", acrescentou o tenente-coronel Hélder Perdigão.

Oficial durante 40 anos


É a reestruturação da carreira que Otelo Saraiva de Carvalho não aceita, porque, defende, "nunca deixei, em toda a minha carreira, de ser oficial do Exército durante cerca de 40 anos". Daí a questão não depender do Exército, pois a promoção de Otelo a coronel teve iniciativa política, limitando-se o Exército a executá-la nos termos definidos.
Otelo ladeado por Vasco 
Lourenço e Vasco Alves, militares de Abril cujas carreiras foram 
reestruturadas
Otelo ladeado por Vasco Lourenço e Vasco Alves, militares de Abril cujas carreiras foram reestruturadas
António Pedro Ferreira
A razão do atraso terá a ver com a Caixa Geral de Aposentações, que ainda não processou o pagamento do novo vencimento de coronel nem os respectivos retroactivos, segundo soube hoje o Expresso.
O coordenador operacional da Revolução dos Cravos confirma a situação ao Expresso, explicando "estar o caso dependente do parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República, solicitado pelo Governo" já depois do seu recurso administrativo.
"Isto está a acontecer porque eu na altura refilei", disse ao Expresso.
Na origem do diferendo está o facto de Otelo Saraiva de Carvalho "não aceitar a promoção nos mesmos termos da legislação que enquadrou a reestruturação das carreiras aos militares do 24 de Abril" e que tinham visto o seu percurso prejudicado pela participação na Revolução de 1974.
Foram os casos, entre outros, de Vasco Lourenço, Melo Antunes e Vítor Alves, que, recorde-se, tinham solicitado ao Exército passagem à reserva ou à reforma.

Parecer não urgente


Mas Otelo diz que a sua situação foi diferente. "Eu nunca pedi a minha passagem à reserva ou à reforma, pois estive sempre activo e, por isso, não posso ser promovido com efeitos retroactivos a Maio de 1986 quando só receberia o diferencial dos vencimentos desde o ano 2000", frisa.
"Os retroactivos têm de reportar-se a Maio de 1986, quando deveria ter sido promovido logo a coronel, no fim do processo das FP-25, do qual fui ilibado na sequência da amnistia da Assembleia da República e por iniciativa do então Presidente, Mário Soares", sustenta o militar.
Otelo Saraiva de Carvalho já abordou o procurador-geral da República a fim de esclarecer a situação, mas Pinto Monteiro explica que o parecer, solicitado pelos Ministérios das Finanças e da Defesa, não foi pedido com carácter de urgência e daí o impasse.
"Por isso, os outros pedidos de parecer à PGR vão passando à frente do meu", disse ao Expresso o coronel Otelo Saraiva de Carvalho.

Nota: Como é o processo de um militar fica para as calendas gregas. E há mais.....

PERGUNTA

Você, ou Tu, acreditam , honestamente, que este cavalheiro fará alguma coisa para nosso bem?

Você, ou Tu, acreditam que este senhor , está no lugar de ministro , para defender os Militares, a sua dignidade, o que a Pátria lhes deve, o seu património , o seu futuro ?

Você , ou Tu , acreditam que este político , sem qualquer passado em defesa da Nação,  instalado a tomar banhos de mar num dos fortes mais ilustres da protecção do Tejo ,  pertença  dos Militares,está lá para edificar a reabilitação e reintegração dos que seguiram a mais nobre das carreiras  ,para apetrechar e redimensionar as Forças Armadas , para devidamente  salvaguardar quem deu o sangue pela Pátria e mesmo...sem se querer ir por aí , quem , por coragem e de arma na mão, lhe deu a voz, o lugar , a existência visível?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ÁS ARMAS

1. No âmbito da reforma da saúde militar, a Lei Orgânica nº 1-A/2009, de 7 de Julho, criou o Hospital das Forças Armadas, organizado num pólo em Lisboa e outro no Porto, e colocado sob dependência do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. A directiva ministerial para a implementação da reforma, publicada em 4 de Maio de 2010, determinou que a concretização desta disposição legal se fizesse em duas dimensões: a) Proceder à criação de um serviço de urgência única e à racionalização e concentração de valências médicas, capacidades e recursos, constituindo serviços de utilização comum, guarnecidos por pessoal militar e civil dos três ramos das Forças Armadas; b) Redimensionar a estrutura hospitalar militar, através da sua concentração.
2. Por despacho de 11 de Fevereiro de 2010 do Ministro da Defesa Nacional, foi entretanto constituído um grupo de trabalho, encarregado de identificar as valências hospitalares a concentrar e a organizar como serviços de utilização comum, incluindo um serviço de urgência único. O relatório do Grupo, apresentado ao Ministro em 16 de Abril, propôs a transformação da Urgência localizada na unidade hospitalar da Estrela em serviço conjunto; e propôs a constituição de serviços conjuntos em 18 especialidades hospitalares. A organização como serviço conjunto significa a concentração da respectiva valência numa única unidade hospitalar, a sua guarnição por pessoal de todos os ramos das Forças Armadas e a sua acessibilidade aos militares de todos os ramos (e, nos termos aplicáveis, às forças de segurança), bem como às respectivas famílias.
3. A nova solicitação do Ministro da Defesa Nacional, o mesmo Grupo de Trabalho haveria de identificar, através de relatório datado de 18 de Junho de 2010, mais um serviço conjunto, perfazendo, assim, 19 as especialidades hospitalares que, do ponto de vista técnico, podem ser, desde já, objecto de concentração e organização conjunta.
4. Nestes termos, e ouvido o Conselho Superior Militar, o Ministro da Defesa Nacional proferiu dois despachos que consubstanciam a decisão sobre o processo de constituição do Hospital das Forças Armadas e de organização do seu pólo de Lisboa. Apresenta-se em seguida o conteúdo fundamental de tais despachos, que se encontram em publicação no “Diário da República” e foram objecto de apresentação formal, em reuniões havidas ontem, 22 de Junho, às associações socioprofissionais.
Assim:
4.1. Até ao fim do ano de 2010, um grupo de trabalho coordenado pelo Director-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar apresentará ao Ministro da Defesa Nacional uma proposta para o programa funcional do Hospital das Forças Armadas;
4.2. Igualmente até ao fim do ano de 2010, o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas apresentará ao Ministro uma proposta sobre a organização e modelo de gestão do Hospital das Forças Armadas;
4.3. Até ao fim de Dezembro de 2010, o serviço de urgência da unidade da Estrela será organizado como serviço conjunto, passando a ser guarnecido também por pessoal da Armada e da Força Aérea.
4.4. Até 30 de Setembro de 2010, serão organizados como serviços conjuntos e localizados na unidade da Estrela os serviços relativos às seguintes especialidades hospitalares: Endocrinologia, Hematologia, Imunohemoterapia, Infecciologia, Nefrologia, Oncologia e Reumatologia;
4.5. Igualmente até 30 de Setembro, serão organizados como serviços conjuntos e localizados na unidade do Lumiar os serviços relativos às seguintes especialidades hospitalares: Dermatologia e Medicina Nuclear;
4.6. Até 30 de Novembro, serão organizados como serviços conjuntos e localizados na unidade da Estrela os serviços relativos às seguintes especialidades hospitalares: Cirurgia Vascular, Neurocirurgia, Ortopedia e Urologia.
4.7. Igualmente até 30 de Novembro, serão organizados como serviços conjuntos e localizados na unidade do Lumiar os serviços relativos às seguintes especialidades hospitalares: Cirurgia Plástica, Gastrenterologia, Ginecologia, Oftalmologia e Otorrinolaringologia.
4.8. Até 15 de Dezembro será implementado como serviço conjunto localizado na unidade hospitalar do Lumiar a especialidade de Pneumologia.
4.9. As entidades primariamente responsáveis pela organização dos serviços conjuntos são, consoante se trate da Estrela ou do Lumiar, o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, cabendo a todos os Chefes dos Ramos assegurar a respectiva guarnição, decorrendo este processo em articulação com o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
4.10. O Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica poderá manter-se, transitoriamente, até à implementação do novo Hospital das Forças Armadas, na unidade hospitalar de Santa Clara; o mesmo sucedendo, quanto às capacidades de reserva estratégica de internamento e de tratamento de certas doenças infecto-contagiosas, com a unidade hospitalar de Belém.
5. A concentração de valências e a racionalização da rede hospitalar constituem passos necessários para a constituição do Hospital das Forças Armadas. Não significam nenhuma alteração no universo de utentes, nem nenhuma redução no nível e extensão de cobertura. Significam, isso sim, e desde já, novas condições para a melhoria dos cuidados hospitalares, na medida em que tiram melhor partido dos recursos humanos, técnicos e materiais hoje disponíveis, incrementam a qualificação das equipas profissionais e elevam os níveis de atendimento em internamentos e consultas.
6. Os cuidados hospitalares são apenas uma das dimensões, embora crítica, do sistema de saúde militar – o qual compreende também os cuidados de saúde primários, os cuidados continuados e de convalescença e a medicina operacional. Nenhuma destas dimensões é, agora, abrangida; mas das melhorias de racionalização e eficiência obtidas com a reforma da rede hospitalar decorrerão benefícios evidentes para os restantes níveis do sistema.
7. Esta reforma tem como objectivo melhorar o nível de qualidade e desempenho do sistema de saúde militar. Reforça a autonomia deste sistema, como resposta específica às características e exigências da condição militar e da plena preparação das Forças Armadas para o desempenho das missões que lhes estão cometidas. Reforça também a confiança que deve merecer a todos os utentes o sistema de saúde militar.
8. Ao mesmo tempo que são terminados os estudos técnicos para a definição do modelo de gestão e do programa funcional do Hospital das Forças Armadas, vamos avançar desde já com a organização de serviços conjuntos. Já hoje um serviço de urgência e sete especialidades hospitalares estão organizadas como serviço de utilização comum, com vantagem. Trata-se, agora, de passar a ter, para além da urgência, 19 serviços conjuntos em outras tantas especialidades hospitalares, aquelas que como tal foram identificadas pelas competências técnicas de que dispõem as nossas Forças Armadas. Naturalmente, as restantes especialidades continuarão organizadas nas modalidades actuais, até à implementação do pólo de Lisboa do Hospital das Forças Armadas.
9. O processo de reforma da saúde militar corresponde ao cumprimento da Lei. Mas corresponde também, e sobretudo, ao trabalho concreto de contínua melhoria da assistência hospitalar aos militares e à família militar. A concentração de valências que agora se fará constituirá a demonstração prática da realidade de tal melhoria.

Lisboa, 23 de Junho de 2010

À OUBLIER

Mexico Saltillo

Uma vergonha igual à da França este ano , na África do Sul

Mas jogadores de então , e bem intervenientes na rebelião , e que hoje são treinadores e comentadores de futebol , é bom que se não esqueçam da vergonha porque fizeram o País passar.E não lhes ficava nada mal , até, pedirem desculpa.

É mais ou menos como aqueles que assaltaram e incendiaram a Embaixada de Espanha, em 1975 , e que custou ao País 1 milhão de contos , ou melhor o submarino Cachalote. Também andam por aí.....


quarta-feira, 23 de junho de 2010

OBRIGADO

Construído no Arsenal do Alfeite, foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada em 6 de Maio de 1969. Em 2 de Agosto, em conjunto com o “Cunene” rumou a Luanda, onde atracou no dia 25 depois de escalar o Porto Grande de S. Vicente de Cabo Verde, Bissau e S. Tomé.

Manteve-se em Angola até Agosto de 1973, tendo efectuado então várias vezes o percurso de ida e volta a S. Tomé, regressando a Luanda no princípio de Dezembro e permanecendo naquele território a totalidade do ano de 1974.

A 3 de Fevereiro de 1975, finda a comissão de serviço e na companhia do “Mandovi”, regressou a Portugal, depois de escalar S. Tomé, S. Vicente, Gran Canária e Madeira, atracando na BNL no dia 25.

Depois dessa data, efectuou diversas comissões SAR nos Açores e na Madeira Mantem-se no efectivo dos navios da Armada.

Oficiais da Reserva Naval que ali desempenharam missões, até 1975, como oficiais da guarnição:


2TEN RN José Maria Palma Nobre Franco, 13.º CFORN, desde 7.5.69
2TEN RN Carlos Augusto Mendes Alves, 17.º CFORN , desde 3.5.71
2TEN RN João Manuel da Silveira Malheiro Távora, 22.º CFORN, desde 16.10.73*
2TEN TE RN Vasco de Melo, 25.º CFORN, desde 21.5.75


* Substituiu com urgência, em 16.10.73, o 2TEN RN Armando Henrique Prazeres Machado, do 21.º CFORN que foi nomeado para desempenhar as funções de docente da cadeira de Matemática na Escola Naval - informação fornecida pelo Comandante Manuel Pinto Machado que, à data, desempenhava as funções de comandante do navio-patrulha “Cacine”.


NOTA:Esta foto, mapa e texto foram hoje mesmo publicadas no magnífico blog "A reserva naval" do nosso Amigo e Camarada Oficial da RN Manuel Lema Santos , que tem feito pesquisas preciosas para a Marinha e Marinheiros sobre o relevante e nunca esquecido papel dos Oficiais da Reserva naval.
A Marinha , aliás , devia já ter reconhecido esse elevado mérito a este seu tão empenhado ex-membro , mas , como sempre , vai-se esquecendo......
A guarnição da CACINE muito agradece este memorial

RECUERDOS

Já se fez disto, muitos anos atrás, lembra-me o nosso sargento de Manobra.
Pelos vistos voltam , mas ele goza , com o palito no canto da boca , não sei bem porquê!!!!

À OUBLIER


Sabiam que este senhor foi ministro da defesa?(Claro, muito depois de o ter sido da Educação) 
Foi ministro da defesa do PS , o que significa Terror para as Forças Armadas. para os Militares e , naturalmente , para o País (é só ler o manifesto do Parido Socialista artº 5 ).
Pois este senhor tornou pública (mandando para o Parlamento) a relação dos militares e civis que trabalhavam no Serviço de Informações Militares,com tudo o que isto possa significar.
E, que eu saiba,apesar de" ir para a rua" na hora , nunca pediu desculpa ás Forças Armadas e muito menos aos próprios.

POIS.....

o grupo parlamentar do PS propunha-se apresentar um voto de pesar pela morte de António Manuel Couto Viana assinado por 12 deputados . A verdade é que tal moção não foi apresentada à Assembleia da República devido aos abjectos protestos do PCP e do BE. Negaram a aprovação da mesma justificando que António Manuel Couto Viana teria combatido «ao lado das tropas nacionalistas, na guerra civil de Espanha».
Tendo a guerra civil de Espanha durado de 18 Julho de 1936 a 1 de Abril de 1939 e António Manuel Couto Viana nascido a 24 de Janeiro de 1923 como conseguiu o adolescente português participar no conflito armado do país vizinho com a idade de 13 ou 16 anos?


Esta incoerência da esquerda , este disfarçar do PS, este olhar para o lado dos outros todos?

terça-feira, 22 de junho de 2010

ESTA É NOVA

Sistema de saúde militar português «é dos melhores da Europa»

O ministro da Defesa afirmou hoje que o sistema de saúde militar português «é dos melhores da Europa», sublinhando que todas as especialidades que não estejam organizadas em serviços conjuntos vão manter-se até à criação do hospital único das Forças Armadas.
«Vamos ter esta noção clara, o sistema de saúde militar português é um dos melhores sistemas da Europa, responde a todos os requisitos, que são aliás muito exigentes, da NATO», disse Augusto Santos Silva.
O responsável pela pasta da Defesa falava aos jornalistas a bordo da fragata Dom Francisco de Almeida, no final de uma visita ao exercício «Swordfish», da Marinha Portuguesa.
Diário Digital / Lusa

LÁ VAI ELE

 O Ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva, preside e abre, esta quarta-feira, 23 de Junho, pelas 1500h, no Auditório "Câmara Pina" do Instituto da Defesa Nacional, o seminário “Afeganistão: Que Futuro?”.

Ao longo da tarde, em três painéis diferentes, serão feitas diversas reflexões e apresentados vários testemunhos sobre a dimensão político-estratégica, a necessidade de respostas integradas e cenários futuros no Afeganistão. 


O seminário encerra às 18h com uma intervenção do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello. 

Os três temas gerais são intitulados “Afeganistão: a Dimensão Político-Estratégica”, “Afeganistão: a Necessidade de Respostas Integradas” e “Afeganistão: Cenários para o Futuro”.



segunda-feira, 21 de junho de 2010

LÁ VAI ELE

Ministro da Defesa Nacional assiste ao Exercício “SWORDFISH 2010”
 O ministro da Defesa Nacional , acompanhado pelo Secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, assistirá, no dia 22 de Junho, a partir das 10h30, a bordo da fragata “D. Francisco de Almeida”, ao Exercício “SWORDFISH 2010”.

10h30 - Chegada do MDN à fragata “D. Francisco de Almeida”
          - Briefing do Comandante da Força Naval (COM PO TG) CMG Neves Coelho
11h20 - Manobras, aproximações e reabastecimento no mar
11h45 - Exercício de defesa aérea e de Batalha Interna
          - Participação de aeronaves F16, da FAP, a simular vários ataques
12h45 - Ponto de Imprensa (asa da ponte)*
13h00 - Almoço a bordo – distribuição do almoço com a guarnição em postos de combate pelo método “Action Messing”



Nota: 1-* O mais importante 
          2-A CACINE adivinhou que o homem não resistiria.
          3-É interessante que o ministro não o é dos "Assuntos do Mar".Quem será? o Adamastor?

OLÁ

Where are you?

BIBLIOTECA CACINE

O Autor, é um grande Amigo do nosso Museu e da própria Armada, e um investigador e coleccionador do mais alto gabarito.

Vale a pena ir

HOJE




O SWORDFISH é o maior exercício realizado pela Marinha Portuguesa, tem uma periodicidade bienal e desenvolve-se este ano com a participação da EUROMARFOR, uma força marítima europeia com 15 anos de existência, que é actualmente comandada por Portugal, até Setembro de 2011, constituída por meios navais de Portugal, Espanha, França e Itália.
Este exercício tem por objectivo treinar os meios no mar e os Estados-maiores em terra, na condução das operações de vigilância e interdição marítima, operações anfíbias, projecção de equipas de operações especiais, assistência humanitária e operações integradas na luta global contra o terrorismo e a pirataria.
No SWORDFISH 10 vão participar diferentes tipos de aeronaves, 14 navios de superfície e 1 submarino, envolvendo um efectivo de cerca de 2000 militares.
Este exercício multinacional é conduzido a partir do Centro de Operações da Marinha (COMAR), em Oeiras.


Nota:A CACINE acompanhou, com enorme orgulho, a saída de navios , nomeadamente 6 Fragatas e o Bérrio. Uma beleza , que os Drs Judice e Cadilhe deveriam ver.
Não me admirava nada, visto que o mar está de prata como um espelho, que "ele", o ministro, fosse até lá de heli , papasse um bom almoço e depois fizesse um "ponto de imprensa"


domingo, 20 de junho de 2010

LÁ VAI ELE

"Ministro da Defesa Nacional participa nas 1as Jornadas de Engenharia Hidrográfica

21.06.2010 Instituto Hidrográfico, Lisboa

12h30 - Chegada do Ministro da Defesa Nacional (MDN) ao Instituto Hidrográfico

          - Intervenção do ALM CEMA

          - Intervenção do MDN

13h00 - Fim da Sessão de Abertura das 1as Jornadas de Engenharia Hidrográfica

13h05 - Ponto de Imprensa" (o mais importante)


Nota: Conhecemos vários Oficiais, e até Almirantes, Engº hidrógrafos  e  outros variadíssimos Oficiais da Armada que fizeram grande parte da sua carreira na Hidrografia que , como sempre , vão ficar à porta.
Desconhecem e nem foram convidados

PS: O edifício do Instituto Hidrográfico (convento das Trinas do Mocando) também é óptimo para vender, é fino(está na Lapa) , grande , antigo e tem charme.Se calhar, a partir de amanhã , quem sabe!!!!! O que é facto é que é a 2ª vez que o senhor lá vai , desde 3 de Fevereiro

sábado, 19 de junho de 2010

LÁ VAI ELE

`
Ministro da Defesa Nacional participou na XXIX Peregrinação da Diocese das Forças Armadas e de Segurança a Fátima

1O Ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva, participou esta sexta-feira, 18 de Junho, pelas 11h00, em Fátima (Igreja da Santíssima Trindade), na Eucaristia realizada no âmbito da XXIX Peregrinação da Diocese das Forças Armadas e de Segurança.

Nota:Desconhece-se se pediu perdão pelas malfeitorias que está fazendo ás Forças Armadas e à família Militar ou se foi prometer que não nos fazia mais mal

OLÁ

Where are you?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

À OUBLIER

Mário Lino nomeado para cargo na Caixa

O ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações é o novo presidente do conselho fiscal das companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, que era ocupado pelo falecido Saldanha Sanches.


António Larguesa
alarguesa@negocios.pt

O ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações é o novo presidente do conselho fiscal das companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, que era ocupado pelo falecido Saldanha Sanches.

A nomeação aconteceu no final de Maio, noticia hoje o "Diário Económico", ocupando Mário Lino este cargo até ao final dos mandatos ainda a decorrer nas diferentes companhias: Caixa Seguros e Saúde, Império Bonança e Fidelidade Mundial.

Após abandonar o Executivo de José Sócrates no final da anterior legislatura, o nome do ex-ministro, formado em Engenharia Civil, chegou a ser apontado para ‘chairman’ da Cimpor (para onde acabou por ir António Castro Guerra) e também para substituir José Penedos como presidente da REN.
Nota: O tacho foi-lhe dado por Faria de Oliveira , ex-colega de administração no IPE.
Não sei se , quando Ministro, também ajudou alguém seu ex-colega , mas quem não ajudou com certeza foi o erário público , com os milhões que gastou em estudos e depois em indemnizações , por causa da teimosia da localização do novo aeroporto de Lisboa.
Nos Portos nada fez e deixou-se dominar pela sua secretária de estado, Ana Paula Vitorino, que só se preocupou em pôr os Amigos em bons lugares e a despedir tudo que lá estava sem acabar os mandatos.

ÁS ARMAS

COMUNICADO AOS MILITARES
Movimento Pró Saúde Militar
A Extinção de Hospitais Militares
A saúde militar é caracterizada por possuir um conjunto de serviços que se ocupam do recrutamento e selecção do pessoal, dos cuidados primários, da medicina ocupacional e operacional, dos cuidados específicos e especializados de apoio ao mergulho e ao voo e, ainda, dos cuidados diferenciados hospitalares. Toda a sua intervenção está interligada por cadeias de estabilização e manutenção da vida, e de evacuação de doentes, começando nos serviços de saúde das unidades operacionais e terminando nos hospitais militares.
A saúde militar tem, para os militares, militarizados e civis que servem o País nas Forças Armadas, os seguintes objectivos:
a selecção dos mais capazes para um serviço de exigência muito acima da média; a promoção e a manutenção da saúde do pessoal em serviço; o apoio de proximidade à actividade operacional, capaz de garantir a manutenção da vida, a estabilização e a evacuação de feridos e doentes e o seu regresso tempestivo às operações; a prevenção, o tratamento e a reabilitação na doença.
Em tempo de paz, os hospitais militares deverão ter capacidade sobrante que pode e deve ser utilizada em apoio ao SNS. Actualmente, o Hospital da Força Aérea presta apoio a doentes da ADSE e o Hospital da Marinha faculta o internamento de doentes do Hospital de Santa Maria. O que se pretende fazer é o contrário do que neste momento acontece! No futuro, os hospitais militares, eventualmente apenas um hospital militar, terão menos capacidade do que as Forças Armadas e os militares no seu conjunto necessitam. Nestas circunstâncias, mesmo em tempo de paz, serão os militares que irão recorrer a um SNS já insuficiente para as necessidades da população, em vez de manterem, no âmbito militar, capacidade sobrante para apoiar o SNS em situações excepcionais.
A extinção de hospitais militares irá reduzir a capacidade total de atendimento, fazendo com que o futuro hospital único tenha que relegar, para lista de espera ou para o SNS, os doentes fora do activo, designadamente os militares na reserva e reforma, os ex-combatentes com doenças crónicas, os deficientes das Forças Armadas e os familiares. Os mais desfavorecidos serão, como sempre, os mais atingidos por estas mudanças.
A concentração de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde num hospital único irá cortar-lhes completamente os laços que os ligam aos Ramos das Forças Armadas, fazendo destes profissionais exactamente o contrário daquilo que se pretendeu com a sua formação em ambiente militar (nas
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academias e na Escola do Serviço de Saúde Militar). Ou seja, no futuro não teremos militares médicos e enfermeiros, que vivam a instituição militar e comunguem dos seus valores e ideais, mas antes profissionais de saúde que têm com as Forças Armadas apenas uma relação de emprego, nalguns casos até precário. Estarão estes profissionais disponíveis para acompanhar as operações, em ambiente de risco, em teatros de operações longínquos ou no mar? O que significará para eles jurar bandeira? Não estará em risco também a saúde operacional e a capacidade das Forças Armadas desempenharem as suas missões?
As operações militares têm características e exigências próprias, no limite das capacidades humanas, com consequências em muitos dos que nelas participam. São bem conhecidos os efeitos do stress pós-traumático que ocorre em situações de guerra ou em elevados níveis de violência. A saúde militar está vocacionada para o acompanhamento destas doenças que exigem tratamento continuado, que nem sequer está disponível no SNS. A remodelação que se prevê pode vir a privar deste acesso os muitos ex-combatentes que deram o seu melhor pela Pátria. Estamos a ultrapassar o limite do que é poupança para entrar no que é negligência, abandono e falta de reconhecimento por quem o merece!
A saúde militar assegura hoje um apoio especializado em áreas onde, por necessidade das operações militares, existem valências médicas que são disponibilizadas ao público e que não têm paralelo no SNS. Estão neste caso a medicina aeronáutica e a hiperbárica, responsáveis pela verificação das capacidades indispensáveis ao desempenho em segurança de profissões civis de grande utilidade e impacto social, como os pilotos de aeronaves e os mergulhadores. As consequências da descontinuidade deste serviço público são aceitáveis para o País? Afinal não são a segurança e o respeito pela vida humana as características mais marcantes das sociedades desenvolvidas?
A saúde militar, como tudo o que pertence às Forças Armadas, está debaixo de fogo por uma gula que pretende equalizar tudo, retirar todos os privilégios, privatizar em nome da eficiência. Contudo, a saúde militar não é um privilégio! É, antes de mais, uma necessidade operacional e, paradoxalmente, fica mais barata que o SNS. Qual é então o objectivo? Como e por quem irá ser gerido o futuro Hospital das Forças Armadas?
Em muitos países desenvolvidos os hospitais militares trabalham em simbiose com os hospitais civis e assumem níveis de excelência em valências específicas, que são colocadas ao dispor da sociedade. Também tem sido assim em Portugal! Não parece um contra-senso que centros de excelência dos hospitais militares possam vir a ser fechados? Assim pensarão também os portugueses que recorrem ao Hospital da Força Aérea e os que devem a sua vida aos tratamentos com oxigénio na câmara hiperbárica do Hospital da Marinha! Porquê fechar o que funciona para substituir por novas estruturas de capacidade duvidosa, ainda por cima mais caras? É fixação ou algo que ultrapassa a nossa compreensão?
Após a concentração do apoio na doença aos militares no IASFA, com o aumento da quotização individual e a diminuição acentuada da qualidade dos serviços a que sempre tivemos direito, com consequências drásticas nos reformados militares com pensões mais baixas, vêm agora tirar-nos aquilo que é mais sagrado: o direito à saúde!
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Perante esta situação, o que andam os chefes militares a fazer? Como se podem os militares rever em chefes que não os defendem? E o CEMGFA, de que lado está? Em vez de defender a saúde militar está a pagar favores por ter ficado até ao dia da reforma?
Será que ser militar, ter honra, amor à Pátria, princípios e valores, está fora de moda neste País?

Movimento Pró Saúde Militar
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OLÁ

Where are you?

À OUBLIER

Que desgraça e que bem montada operação de sobrevivência política e económica (para os próprios bolsos, bien sure) que foi feita.
A verdade, e tem de se reconhecer , é que a solidariedade da esquerda é histórica e funciona. A esquerda não admite incompetentes, embora os tenha em percentil elevadíssimo.
Convenhamos que este caso é paradigmático e certamente se tornará num "case study" , como a maioria dos escândalos de sucesso .