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segunda-feira, 12 de abril de 2010

PODE SER


“O presidente polaco pode pousar onde ele bem entender!”

Apesar da forte neblina e do conselho do aeroporto para não pousar em Smolensk, mas sim se dirigir a outro lugar, o presidente polonês Lech Kaczynski permaneceu irredutível e obrigou o piloto a pousar. A torre de Smolensk recomendou ao invés disso que eles seguissem para Minsk. O piloto tentou em vão por três vezes e na quarta tentativa aconteceu a queda do avião às 8:50, a cerca de 1 km da cabeceira da pista. Da comunicação com a torre, pode-se notar que o piloto estava sob forte estresse. Kaczynski bateu o pé e teria dito: “O presidente polonês pode pousar onde ele bem entender!”

Esta declaração é muito provável, haja vista a prepotência característica de muitos poloneses. Tal arrogância pode ser observada também nos meses anteriores à eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando após receberem um cheque em branco do irresponsável governo britânico, os dirigentes poloneses começaram a recusar qualquer diálogo com o governo alemão, ao contrário, provocavam-no à medida que intensificaram a perseguição aos alemães que residiam no novo território polonês surrupiado em Versailles. Para não mencionar ainda os preparativos da marcha triunfal do exército polonês sobre Berlin – NR.

O piloto da aeronave presidencial tentou pousar quatro vezes sob forte neblina, disse o vice-comandante da aeronáutica russa, Sergej Rasygrajew, à agência Itar-Tass. O aeroporto nas proximidades da cidade de Smolensk estava tecnicamente em operação, porém, por causa da neblina o piloto recebeu orientação para pousar no aeroporto da capital da Bielorússia Minsk ou retornar a Varsóvia, relataram as mídias russas. Outras reportagens afirmam que a ida até Moscou também esteve em debate.

Segundo a agência Interfax, um representante da aeronáutica bielorrussa se expressou de forma semelhante. Os controladores de vôo bielorrussos foram solicitados por seus colegas russos a informar à aeronave presidencial polonesa antes de deixar seu espaço aéreo, que as condições climáticas para um pouso em Smolensk estavam desfavoráveis. Os controladores passaram adiante a informação.

Poucos minutos antes uma aeronave abortou o pouso, uma Iljuschin de Moscou. Seu piloto já esteve freqüentemente em Smolensk, ele conhecia bem a região, a pista e o local, relatam as agências de notícias. Ele tentou duas vezes e desistiu então, retornando a Moscou.

“A tripulação tomou uma decisão independente, pousar em Smolensk”, disse o porta-voz do governo regional de Smolensk, Andrej Jewsejenkow, à televisão russa. Aparentemente a tripulação encontrava-se sob pressão e se deixou levar mesmo indo contra toda lógica e regras de vôo, chegando então a colidir contra as árvores.

Kaczynski queria de qualquer forma participar com sua delegação nas homenagens aos milhares de oficiais e soldados poloneses mortos pelo serviço secreto soviético NKWD a mando de Stalin, há 70 anos em Katyn, não importasse sob quais condições metereológicas.

Na quarta-feira, os ministros-presidentes de ambos os países, Wladimir Putin e Donald Tusk, homenagearam as vítimas de Katyn e apertaram as mãos em sinal de conciliação. O presidente russo Dmitri Medwedew mostrou-se abalado sobre a catástrofe e prometeu esclarecer o caso. “Com profundo pesar eu, assim como todos os cidadãos russos, recebemos a notícia desta terrível tragédia”, disse Medwedew segundo informação do Kremlin.

Além do casal presidencial, outros membros do governo estão entre as vítimas, dentre eles o vice-chefe do parlamento Jerzy Szmajdzinski, o vice-ministro do exterior Andrzej Kremer, o chefe do exército Franciszek Gagor, diversos parlamentares assim como os principais assessores de Lech Kaczynski. O chefe do Banco Central polonês, Slawomir Akrzypek, também estava entre as vítimas. Morreu a “elite da nação”, disse o ex-presidente Lech Walesa.

Já existem aqueles que apreciariam muito o uso do mesmo tipo de aeronave para a “elite” de seus respectivos países – NR

Medwedew formou uma comissão de investigação sob comando do chefe de governo Putin. Putin queria viajar até o local do acidente e encontrar Tusk, como anunciou a agência Interfax neste sábado.

Isso não é a primeira vez que Kaczynski se mostrou como um cabeça-dura e teve atrito com os ocupantes doCockpit. Em 2008, na ocasião de um vôo à Geórgia, o piloto se recusou a seguir suas ordens e desviou do destino original, tanto que o presidente viajar 4 horas de carro. Desta vez sua posição anti-russa lhe custou a vida, pois ele achava que a imposição de um desvio de rota fosse uma chicana e não devido ao mau tempo; como presidente ele poderia pousar quando e onde bem entender.

Quando ele quis voar até a Geórgia na guerra de 2008 para mostrar solidariedade a Saakaschwili e protestar contra a Rússia, seu avião teve a rota desviada para o Azerbaijão por “motivos de segurança”. Nesta ocasião, Kaczynski ordenou mesmo assim o pouso em Tiflis, o que foi recusado prontamente pelo piloto. O piloto foi ameaçado de demissão. A autoridade máxima do Estado polonês acusou então o piloto de deserção. Hoje ele não agüentou a pressão, o que levou à catástrofe e morte de todos passageiros.

A homenagem, na qual o presidente Kaczynski queria participar, deveria começar às 10 horas. Um desvio até outro aeroporto significaria que a delegação perderia a homenagem. Teria sido este o motivo para que o piloto fosse forçado a pousar?

Para ter uma visão do solo, aparentemente ele voou bem baixo. Na última curva antes da pista, como o avião ainda se encontrava numa posição inclinada e o trem de pouso já estava abaixado, ele tocou as árvores com a asa esquerda e a aeronave tombou.

Aliás, o aeroporto de Smolensk Nord não tem qualquer sistema de pouso por instrumento (ILS), o que impossibilita o pouso com neblina espessa. Havia somente um instrumento militar de auxílio para pouso (PRNG), o qual não era compatível segundo declaração à TV russa do antigo piloto militar polonês, Mikhal Fisher. Além disso, o aeroporto estava fechado devido à forte neblina e a torre já tinha fornecido ao piloto, Arkadiusz Protasiuk 36, a instrução para voar até Minsk, o que ele não fez. O resultado da investigação será com certeza – um “erro do piloto”.

O ministro-presidente de ambos os países, Wladimir Putin e Donald Tusk, prestam homenagem às vítimas no local do acidente:


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