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quinta-feira, 6 de maio de 2010

AGUENTA MARUJO


Restrições orçamentais impedem Marinha de combater pirataria na Somália
A Marinha Portuguesa não vai participar na missão militar internacional da NATO de patrulhamento e combate à pirataria, devido a restrições e cortes orçamentais, segundo o Estado Maior da Armada.


O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, afirmou no início de Março, na ilha da Madeira, que as Forças Armadas irão sofrer um corte nas verbas na ordem dos 40 por cento, sem precisar que áreas especificas sofreriam as reduções financeiras.

O ministro também considerou, na mesma altura, tratar-se de uma atitude "inteiramente solidária com o esforço nacional de reequilíbrio das contas públicas, apoio ao crescimento da política no emprego e equilíbrio orçamental".

"Devido às restrições orçamentais a Marinha Portuguesa não participará este ano na força naval permanente da NATO (SNMG1 - Standing Nato Maritime Group 1)", justifica o Estado Maior da Armada numa resposta escrita à agência Lusa.

É a "primeira vez nas últimas quarto décadas" que Portugal não vai participar nesta missão da NATO, reforçou o porta-voz da Marinha, comandante João Barbosa.

O gabinete do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), contactado pela Lusa, responde que "não comenta questões orçamentais", porque são definidas pelo poder político.

Falando sobre o corte de 40 por cento previsto na lei de programação militar, o ministro da Defesa admitira, em Março, que o Ministério da Defesa Nacional vai ter de "diferir alguns dos novos projectos e equipamentos na modernização das Forças Armadas".

A Standing Nato Maritime Group 1 é um dos dois grupos de navios militares da organização atlântica destacada em operações de protecção, fiscalização, escolta e combate à pirataria na região da Somália, além de outras acções militares na zona do mediterrâneo.

A pirataria marítima aumentou 39 por cento em 2009, registando 406 casos, o número mais elevado dos últimos seis anos, com a Somália a registar mais de metade dos ataques, segundo um relatório divulgado no início do ano pelo Centro de Informação de Pirataria do Departamento Marítimo Internacional.

Pottengal Mukundan, responsável daquele centro de informação internacional, defendeu que as "forças navais internacionais desempenham um papel fundamental na prevenção da pirataria", sobretudo na costa da Somália, sendo "vital que permaneçam na região".

A SNMG1 foi comandada por Portugal até Janeiro deste ano, sendo o navio almirante uma das fragatas portuguesas, as quais estiveram envolvidas no combate directo à pirataria na costa da Somália, com várias intervenções navais e aéreas que levaram à apreensão de várias armas e à captura de piratas.

As fragatas "Álvares Cabral" e a "Côrte-Real" foram os dois vasos de guerra da Marinha Portuguesa que já estiveram a liderar a força da Aliança Atlântica no combate à pirataria naquela zona do Índicon

Lusa


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