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sábado, 22 de maio de 2010

NOVO MUSEU

AINDA NÃO É O DA CANAVILHAS


O afundamento de quatro antigos navios de guerra da Armada Portuguesa vai dar origem ao primeiro museu subaquático do país, ao largo da Praia da Rocha, disse o presidente da Câmara, Manuel da Luz.
Entre os 12 e os 15 metros de profundidade, os navios - o oceanográfico «Almeida Carvalho», a Fragata «Hermenegildo Capelo», a Corveta «Oliveira do Carmo» e o navio-patrulha «Zambeze» - vão constituir «roteiros subaquáticos acessíveis a qualquer mergulhador», explicou à Lusa o autarca.
A ideia, segundo Manuel da Luz, é «limpar os navios de guerra de todos os materiais poluentes, rebocá-los até Portimão e afundá-los a cerca de duas milhas da costa, numa área já identificada e validada pelas autoridades ambientais».
O projecto de Museu Subaquático da Marinha de Guerra Portuguesa já mereceu a aprovação de diversas entidades com competências na matéria, nomeadamente do Ministério da Defesa, que emitiu neste mês despacho a ceder os quatro navios de guerra desactivados, actualmente estacionados na Base Naval do Alfeite.
Manuel da Luz destaca o facto de, além de criar «um museu original», o projecto permitir «reforçar o ecossistema», pois «os navios afundados serão recifes artificiais numa zona sem qualquer riqueza, o que possibilita um aumento da biodiversidade das espécies».
A operação, que deverá custar 2,5 milhões de euros, vai durar cerca de dois anos e meio, prevendo-se que o primeiro navio - a Corveta ¿Oliveira do Carmo¿, com cerca 1400 toneladas, 85 metros de comprimento e 10 de boca - seja afundado em Novembro deste ano ou em Abril de 2011.
«Tudo depende da disponibilidade do Arsenal do Alfeite para a empreitada de limpeza e adaptação do navio», fez notar Luís Sá Couto, proprietário da empresa de mergulho Subnauta, uma das parceiras da autarquia para a implementação da ideia.
Os restantes navios serão afundados à cadência de um por cada nove meses, se bem que o presidente da autarquia admite poder vir a adaptar o calendário às disponibilidades financeiras.
Luís Sá Couto refere, no entanto, que «mal seja imerso o primeiro navio e estejam criados o roteiro e a sinalética», será possível mergulhar neste museu debaixo de água, «mediante determinadas regras que serão definidas pela autarquia».

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