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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ANGOLA, UÉ


A policia angolana reteve na noite desde sábado (23) o jornalista Investigativo e actvista Rafael Marques na área de Chamuteba em Malanje quando o mesmo viajava para a zona do Kwango, na província da Lunda-norte.
De acordo com informações de ultima hora, o activista cívico foi interditado por dois policias armados que mandaram parar a sua viatura alegando que “conheciam o seu histórial” e que estavam seguir orientações de Luanda. Os agentes pediram a Rafael Marques que explicasse para onde se deslocava e o que ia fazer tendo o profissional respondido que a sua viajem se circunscrevia nos trabalhos dos direitos humanos que tem vindo a efectuar no município do Kuando. O mesmo foi solto 20 minutos depois quando já eram 18h.
Por alegadas falta de segurança, na área em que se encontrava, o mesmo acabou por pernoitar nas redondezas do local onde havia sido travado. Figuras com quem o mesmo abordou referem que a comunicação telefônica esta difícil e que para poderem se comunicar com o mesmo, o jornalista tem de subir a uma montanha para alcançar o sinal. As mesmas figuras são de opinião que as autoridades policias devem lhe oferecer segurança. Personalidades em Luanda, aconselharam a não seguir viagem aquela hora da noite para evitar eventuais emboscadas.
Na interpretação de observadores em Luanda, o cenário descrito indica que a viatura do mesmo vinha sendo perseguida desde a sua saída de Luanda razão pela qual receiam que algo de anormal venha acontecer.
Em Agosto passado, havia informação dando conta que conselheiros de José Eduardo dos Santos teriam sentido, nas palavras do estadista angolano inclinações semelhantes a incentivo a um correctivo contra Rafael Marques. De referir que Marques tem se destacado nos últimos meses com a publicação de relatórios de pesquisa e investigação sobre a corrupção que caracteriza o regime do MPLA e sob as agressões contra os cidadãos em Angola. Dois altos funcionários do regime, Manuel Vicente e Manuel Vieira Dias “Kopelipa” optaram por comprar duas publicações (Semanário Angolense e A Capital) depois destas terem publicado relatórios de Rafael Marques que lhes eram desfavoráveis. Após a compra o jornalista foi informado que já não podia mais escrever para estes dois jornais privados.
Precedente
De referir que a interdição a Rafael Marques acontece numa altura em que a organização dos repórteres sem fronteiras disse em relatório que Angola é o pior país da lusofonia para se exercer jornalismo.
Na madrugada de sexta feira, um jornalista da Radio Despertar, António Manuel “Jójó” foi esfaqueado por elementos que se fizeram passar por seus admiradores. No mês de Setembro, um outro jornalista, Alberto Tchakussanga da mesma emissora, foi assassinado em sua casa. No ano passado o veterano William Tonet foi igualmente interditado na fronteira de Santa Clara, no Cunene, quando se deslocava a Namibia. As autoridades retiraram-lhe o passaporte sem no entanto lhe terem esclarecido as razões pela qual procediam daquela forma.
O Sindicato dos Jornalistas em Angola tem feito intervenção alertando sob os riscos que os seus filiados tem passado. Para alem do Sindicato, existe também o Comitê dos Jornalistas do MPLA que entretanto não lamenta sobre o quadro negro que os seus colegas enfrentam. O único diário publico, não publica sobre estas ocorrência. Pelo contrario, o seu director José Ribeiro assina editoriais mal criados, caluniando estes profissionais com insinuações de estão ao serviços de organizações internacionais para “sujar” a imagem do Presidente angolano.

1 comentário:

Crocodilo disse...

Angola é uma ditadura. Este tipo de perseguições é endémico nas ditaduras. Porque é que as pessoas se admiram? Boicotem Angola, não comprem produtos angolanos, não façam turismo em Angola, protestem junto de todos os amigos angolanos que tiverem. Protestar junto do nosso governo não serve de nada, estão ao nível dos plutocratas de Angola.